sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz ano novo!


Mais rápido do que pensávamos, 2010 passou. Despercebido para alguns, um pouco mais percebido para outros. 2010 está indo, mas vai deixar sua marca na vida de cada um de nós. E que em 2011 todos tenham paz, alegria, felicidade, saúde e muito sucesso, em tudo que tentarem! Que a passagem de ano para cada um de vocês seja ótima e que, acima de tudo, vocês acreditem na esperança de um mundo melhor.


FELIZ ANO NOVO PARA TODOS E TODAS!



[PS: a retrospectiva 2010 fica para amanhã, acabei perdendo as folhas nas quais escrevi toda ela. Nos vemos logo mais!]

]

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Últimos selos do ano!


Esse selo eu ganhei do Ítalo, esse cara incrível que acabou de completar 19 anos e que é uma pessoa extraordinária. Segundo às regras, devo repassar a cinco blogs, avisar a cada blogueiro, as cinco melhores coisas que aconteceram comigo em 2010 e cinco expectativas pra 2011.

* Blogs selecionados:


- Atrevido e Meio;
- Meu outro lado;
- Divertindo Sinapses;
- Mundo de Nati;
- Minutes of Boredom.


* Cinco melhores coisas de 2010:


- Ter passado no vestibular de primeira (SIM GENTE, EU FIQUEI SABENDO HOJE QUE PASSEI NO VESTIBULAR DA UEAP!! TÔ MUITO FELIZ - TAÍ O CAPS LOCK QUE NÃO ME DEIXA MENTIR.);
- Concluir o ensino médio;
- Não ter desistido do meu blog;
- O PC em casa com internet e tudo;
- A realização de sonhos que pareciam impossíveis.


* Cinco expectativas pra 2011:


- Arrasar na faculdade;
- Continuar firme e forte tecendo minha pseudociência;
- Ganhar MUITO dinheiro;
- Orgulhar ainda mais minha família de mim;
- Ser muito mais feliz!


E eu ganhei esse selo da Fuve, essa diva e linda que sempre lembra de mim, mas que eu já tinha e já postei ;) Obrigado, Fuve sua linda, que foi um amor em 2010 comigo e que arrasa muito! Obrigado pela consideração!

***
PASSEI MESMO NO VESTIBULAR, ME SEGUREEEEEEEM *--------------* Tô tão feliz, tão feliz que vocês não tem ideia. Já chorei muito, já gritei muito, já tô careca...

LALALA ♫

... e vou dormir pra amanhã arrasar no último texto do ano, a retrospectiva 2010! Até mais, divos!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Um ano para recordar

2010. Um ano que eu não esquecerei tão rápido. Tive tantas alegrias, tantas tristezas, que acredito ser capaz de escrever um livro entitulado "2010 - O ANO". Sem contar o que aconteceu pelo Brasil e pelo mundo afora, que afetou tanto a mim quanto a outros milhares de seres. 2010 mostrou que o homem precisa parar de olhar só para si e visar o geral, pois se tantas catástrofes naturais aconteceram e tantos crimes também, foi por causa do egoísmo humano. Mas isso não vem ao caso agora, se não passaria o resto do texto só falando disso e o que vem ao caso são os prós e contras deste ano tão marcante.

Em 2010, eu concluí o Ensino Médio e vivi a tensão e a pressão do vestibular. Talvez tenham sido os períodos de maior instabilidade de toda a minha curta vida. Para diminuir esta tensão, pude contar, felizmente, com amigos fabulosos que se mostraram fiéis e mais do que merecedores da minha amizade. E também tive de bônus duas traições, duas decepções inesperadas que até prefiro esquecer. Decisões difíceis a serem tomadas, sonhos que se tornaram verdade, súvidas martelando em minha mente. 2010 não teve a menor pena de mim, não. Trabalhei muito, comecei a conquistar minhas próprias coisas, estudei bastante e me empenhei ao máximo para que minha vida pudesse ter sido levada com simplicidade, esforço e muito suor. Descobri baús secretos que poderiam levar-me ou não à perdição. Revelei paixões antigas e ainda tive algumas surpresas bastante agradáveis - e desagradáveis - por conta disso. Neste ano, adquiri resonsabilidades e de quebra me foram dadas várias missões, cumpridas com êxito. Conheci gente incrível, me joguei na balada e enfim senti o que é ser livre. Foi em 2010 que meu vício pela internet se consolidou - e meu blog completou um ano, assim como o Twitter. Falando em blog, tive a felicidade imensa de conseguir 18 pódios (até hoje) no Blorkutando, projeto este que me fez acreditar que levo mesmo jeito pra escrita. Resumindo tudo num analogia, 2010 foi um coquetel daqueles em que as doses são exatas e precisas - e que nos deixam eufóricos quando chega ao final.

Fomos surpreendidos com as chuvas e com todos os outros fenômenos naturais que deixaram bem claro que a natureza não está para brincadeiras. Foi eleita a primeira presidente do Brasil e confio sim que uma mulher no poder possa mudar a nossa situação. Assistimos a crimes bárbaros serem por dias alvo dos telejornais; tivemos o nome do nosso país honrado pelos nossas atletas da natação, do vôlei, do atletismo - e se não fosse o tropeço do Brasil na Copa, acho que a felicidade teria sido completa. Mostramos ser capazes de coisas que o mundo nem sonhava. Infelizmente perdemos pessoas preciosas; porém, comemoramos o passar de mais um ano com nossos familiares e amigos que são uma fortaleza nos tempos de hoje. Para o mundo, 2010 foi cruel. Até cogitaram que a profecia de que o mundo acabaria em 2012 seria mesmo cumprida! Daí termos que prestar mais atenção no que fazemos e perceber que no ritmo que anda, é bem capaz de tudo acabar daqui a dois anos mesmo...

As memórias de 2010 ficarão guardadas para sempre em minha vida. E espero que tenha ficado na de vocês também. Afinal, a década mal começou e já nos deu motivo de sobra para não esquecê-la. Imaginem só o que ainda virá por aí!



Pauta para o Blorkutando - 118ª Semana : #2010Memories

***

Oi, crianças!
Pois é, tive um atraso imenso na minha vida ontem. A internet resolveu falhar totalmente e o Blogger não carregou nem sob tortura. O resultado: a última pauta do ano, a retrospectiva 2010, vai ficar pra sexta-feira mesmo. O jeito é pular cedo da cama pra postar, porque no resto do dia vou me ocupar inteiramente. Vou fazer no estilo do ano passado, espero que curtam! No mesmo texto postarei os selos que ganhei da Fuve e do Ítalo, esses lindos que sempre lembram de mim ♥ Obrigado, divos!
ENFIM, preciso dormir porque eu ainda trabalho amanhã. Descansarei e organizarei tudo para o último post do ano! Merece aquela atenção!

No mais, pra vocês que me leem,


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Considerações (atrasadas) sobre o Natal

Oi, gente!

Pois é, Natal acabou de passar e o meu, diga-se de passagem, foi ótimo. Ganhei tudo o que queria e mais um pouco. Fora o remorso no dia 26 por ter comido tanto no dia anterior. Mas não foi pra falar do espírito de gordo que toma conta da minha vida nessa data tão mágica que eu resolvi escrever. Quero compartilhar com vocês uma pequena reflexão sobre o Natal - mesmo que eu já esteja quase ateu de tão longe da igreja.

Quando chega a época natalina, sempre me pego pensando em tudo o que fiz durante o ano. Tanto nas coisas boas como nas ruins. É meio que uma válvula de escape pra que eu me arrependa e volte a prometer que no próximo ano irei me dedicar mais à religião e tudo o mais. Porém, já vim me dando conta de certas coisas que o Natal apenas veio reforçar. Como por exemplo o fato de que eu não vou gostar menos de Deus se estiver ausente da Igreja. Quando pus meus pés naquele antro sagrado na noite do dia 24, não senti o mesmo que sentia antes, aquela excitação por estar interagindo com Ele. E me senti culpado por isso logo depois de ter saído. Horas mais tarde, pensando no assunto, vi que Deus é mesmo uma coisa muito relativa. Não preciso ir sempre a uma Igreja pra mostrar que o amo. E mais do que em todos os anos anteriores, este Natal mostrou que eu posso renovar meus pensamentos e amadurecer um pouco mais com poucas atitudes, tanto emocional quanto espiritualmente.

Eu gosto muito do Natal. Muita gente torce o nariz quando digo isso, mas ainda confio mais no poder de renovação desta data do que do romper de fogos do Ano Novo. Sabe, crianças, a cada ano Cristo renasce. E no coração de cada um de nós, uma semente é plantada. A minha também foi e eu espero muito que eu a faça germinar e florescer até o Natal do ano que vem. Não vou prometer mais as idas semanais à Igreja e tampouco uma fidelidade maior que a pouca que tenho nela. Quero que tudo aconteça normalmente, naturalmente, sem forçar barra nenhuma pra não fazer desmoronar a estrutura.

Natal me faz pensar. Queria que vocês refletissem também, mesmo que só um pouquinho, sobre suas vidas e a questão de renascer junto com Cristo. Sei que não sou nenhum exemplo de fiel seguidor do catolicismo, mas firmo meu compromisso de não esquecer Deus jamais. Mesmo sendo esse cara retardado e metade gay, eu acredito e confio na minha mudança. Vamos aproveitar a passagem de ano para mudar também?



***

Apareci falando de crença! Acreditem se quiser, meus dedos coçaram pra falar sobre isso. Natal mexe comigo. Não sei porque. Ah, e acabei de ver Quem Quer Ser Um Milionário e amei!
Amanhã volto com a penúltima postagem do ano!

Pra vocês que me leem,

@tiegoalencar.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Com carinho pra você, bom velhinho!


Macapá, 24 de dezembro de 2010.

Caro Papai Noel,

Este ano, fiz o possível para ser um bom garoto: cumpri com minhas obrigações, admiti a tão temida hora de crescer e sempre segui com fé em tudo que fiz, em tudo que tentei. E acho que chegou a hora de ser recompensado! Neste final de mais um ano espetacular, quero pedir-lhe duas coisas, apenas duas coisas, que me farão muito feliz.
A primeira delas é algo individual, que já faz um certo tempo que almejo mas que não tenho condições de adquirir: um notebook. Sabe, Papai Noel, eu divido o computador da minha casa com mais um monte de pessoas e é muito difícil ficar lá por mais de duas horas. O notebook me ajudaria bastante no meu futuro curso de Design, o qual este aparelho é fundamental; e também para que eu prosseguisse postando em meu simples blog o que penso e que vivo, fazendo com que a felicidade por expressar-me em palavras tomasse conta de mim a cada postagem - o que me levaria a nunca esquecer a magia inexplicável e incrível do Natal que o senhor traz todo ano, quer neve, quer chova, quer faça sol.
O outro pedido que eu queria lhe fazer é um pouco mais complicado, mas não menos importante: quero que o senhor promova a união das pessoas a cada lar que deixar seu rastro; a cada cidade percorrida pelo trenó; a cada lugar que lhe for dado para presentear e iluminar. Que a união que você, bom velhinho, trará às pessoas mostre que tudo é possível quando se está junto de alguém. O ditado já diz por si só, "a união faz a força". Preciso apenas de um empurrãozinho de suas mágicas mãos para que meu sonho de ver um mundo mais igual e unido se concretize.
Conto com você para a minha alegria e de muitas outras pessoas neste Natal, Papai Noel!

Um grande abraço,


Tiêgo.



Pauta para o Blorkutando - 117ª Semana : Carta a Noel.

***

Oi, gente!
Pois bem, eu voei alto na cartinha, hein? Mas olha, não contem pra ninguém, mas eu ainda acredito em Papai Noel. Quem sabe ele não olha a minha situação e vê que eu preciso mesmo de tudo que pedi? Não vou perder as esperanças não! Noel, seu lindo, tô te esperando à meia-noite de 25 de dezembro, tá bom? Risos
Repararam que a estrutura do texto é a de uma carta mesmo? #AprendiEm2010! hahaha
E acho que é isso, crianças! Não tenho muito a dizer, amo o Natal, amo fim de ano e vamo se jogar na vibe felicité que todo mundo vai se dar bem. Logo mais, no domingo depois da ressaca e de todo o fuzuê eu volto pra contar pra vocês como foi meu Natal! Acho que semana que vem minha retrospectiva 2010 dá o ar da sua graça por aqui! Até a próxima, leitores lindos e divos e...


Um ótimo Natal para todos!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Um encontro no metrô (Parte 5)

A sensação de alívio dominava cada centímetro do corpo de Stevie.

Saber que Victor era de fato inofensivo fazia com que Stevie se sentisse um pouco mais aliviado. Porém, as verdades despejadas assim tão abruptamente o deixaram confuso. E algo nas palavras de Victor o inquietava: a pronunciação do 'ontem' como algo distante, como algo antigo. Olhou ao seu redor e não viu nada de diferente no apartamento no qual residia há cinco anos na Street View. O mesmo tom fosco de verde e azul nas paredes e as coisas em seus devidos lugares. Mas isso não impedira Stevie de perguntar a Victor, como se toda a turbulência das revelações ditas não tivesse ocorrido:

- Victor, eu tenho milhares e milhões de perguntas pra te fazer, mas vou começar por uma bem simples: está acontecendo algo de errado neste exato momento? Achei muito esquisito você se referir a ontem como se fosse um passado muito distante - indagou ele, expressando sua curiosidade e inquietação. No exato momento em que Victor abrira a boca para responder, a campainha soou. Stevie olhou fixamente para Victor antes de virar-se para a porta e atender ao chamado.

Um homem alto e bastante parecido com Victor encontrava-se ali, com o jornal do dia na mão. Ele não tdera tempo para que Stevie pudesse falar. Ele apenas estendeu o jornal para Stevie, dizendo:

- A data de hoje está no topo do jornal. E a propósito, desprazer. Ernie McWhalen. - completou ele, estendendo as mãos grandes para um Stevie imóvel, mergulhando de cabeça numa profusão de pensamentos, mais uma vez.

***

Eu disse que ia postar na segunda, mas a minha internet cara de tralalá resolveu estrepar a minha vida e não consegui abrir o Blogger de jeito nenhum, assim como não consegui abrir nada, só o Twitter e o MSN. MAZENFIM, consegui postar hoje o quinto capítulo de Um Encontro No Metrô e é isso que importa! Talvez na quinta, se eu ainda estiver com ânimo pra blogar, eu posto a minha pauta pro Blorkutando, já desejando um ótimo natal pra vocês! Ah, umas notinhas: AS CARIOCAS foi a série nacional que mais me encantou esse ano, depois de Clandestinos. ODIEI que o Daniel Bueno ganhou A Fazenda 3 e bora assistir Ti Ti Ti, Malhação e Passione que tão do babado! E não esqueçam de bizoiar o Raphael Vianna, o Fred de Araguaia. Orgasmos triplos, magina?! | Esse momento televisivo foi pra desestressar, tô me sentindo tenso esses dias... Vai entender. Falar com vocês me deixa muito melhor. Obrigado por lerem essas asneiras válidas!

Pra vocês que me suportam,


domingo, 19 de dezembro de 2010

Um encontro no metrô (parte 4).



Ernie McWhalen.

Aquele nome martelava na cabeça de Stevie desde o momento no qual se dera conta de que estava deitado eao lado de Victor em sua cama. Stevie só se recordava de ter caído no chão duro e frio daquela plataforma desconhecida. Victor se encontrava num sono profundo, como um anjo cansado. "A inocência desse rosto me enganou direitinho", pensou Stevie, sorrindo do que parecia uma completa interrogação. Stevie Leans ainda tentava abosrver aquela chuva de revelações que caía sobre ele. E o pior de tudo era não lembrar de absolutamente nada desde a dor infernal até o despertar com o já conhecido hálito de cereja de Victor. Era como se Stevie tivesse sido dopado a ponto de não querer saber mais de nada, a não ser ficar perto de rapaz de aparência angelical que dormia ao seu lado.
E que estranhamente havia criado barba. De um dia para o outro.
E agora, como se já não bastassem enigmas o suficiente, o nome Ernie McWhalen não saía da cabeça de Stevie. Teria este alguma relação com Victor? Ou seria só mais uma neurose das que sempre apareciam eu sua vida?
O sol fora coberto totalmente pelas nuvens negras que anunciavam uma chuva daquelas. O pensamento de Stevie não parava. Cuidadosamente, ele levantou-se da cama e preparou o café da manhã como fazia sempre. O relógio marcava dez horas e aos sábados Stevie tinha folga da Global. Ao virar-se para ir ao quarto, ele escutou gritos. Victor se mexia abruptamente na cama antes de gritar por Stevie e se mostrar bastante nervoso. As feições despreocupadas do rapaz simplesmente sumiram. Ele envolveu Stevie com os braços e o ato pareceu tranquilizá-lo. Foi quando Victor soltou os braços de Stevie que ele percebeu que  Victor parecia mais adulto. A barba cerrada havia aparecido, bem como as marcas nos olhos e nas maçãs do rosto. Victor assustado com a expressão no rosto de Stevie perguntou:

- Há algo de errado comigo? Não me assuste mais do que já me assustei com este pesadelo que tive - disse ele, soando trêmulo e tenso ao mesmo tempo
Stevie, estranhando aquilo, replicou com outra pergunta:

- Você fez algo com seu rosto?

- Não! Porque teria feito? - perguntou Victor, apalpando o rosto e sentindo a pelugem que cobria-lhe o rosto.

- Até ontem você não tinha barba nem essas marcas de meia idade nos olhos e nas maçãs do rosto. Você pode me explicar por favor o que está acontecendo? - Stevie tentou parecer tranquilo, o que não era verdade em seu interior.

- Você também está diferente - disse Victor, se esquivando da resposta que teria que dar e passando a mão de leve no rosto do parceiro, tocando a barba recém-formada. Stevie odiava ter que tirá-la e ainda não havia reparado que ela se encontrava em sua face. Havia algo de errado ali.
Victor não parecia o mesmo de antes. Mesmo já calmo, parecia que algo lhe afligia. Aquilo pôs medo em Stevie sem querer.

- Eu odeio barba e até ontem eu não tinha nem vestígio dela. Quero entender isso, Victor! Pelo amor dos deuses, me explica o que está acontecendo! - e inesperadamente, lágrimas irromperam dos olhos de Stevie. Victor abraçou-o ainda mais forte e, decidido, falou:

- Eu não sei como explicar tudo isso de uma forma simples. Mas vou tentar resumir a história. Estou sentindo isso tanto quanto você. É a hora de você saber de tudo.

Após respirar fundo o rapaz, parecendo muito mais velho do que deveria parecer, começou sua história:

"No mesmo dia em que consertei a sua bicicletinah de madeira, eu já havia visitado vários lugares do mundo em diferentes épocas: a Antártida, as Américas, a Europa. E o mais estranho era que ninguém parecia se dar conta da minha existência. Perdi meus pais cedo demais e tive medo do mundo após perdas tão significativas quanto estas. Entrava e saía de hotéis, casas, mansões e ninguém parecia sequer me ver. Queria uma explicação para aquilo. E não havia nenhuma pessoa que pudesse responder às minhas perguntas. Até que um certo dia, após ter acordado no meio da noite com um sonho louco de que estava em vários lugares ao mesmo tempo, encontrei o Ernie. Depois de você ele foi o único que pareceu me enxergar. Ele era como eu: estava onde queria em todos os lugares que quisesse. Foi ele quem me explicou que o que eu, nós tínhamos era um dom, um dom dado ao ser humano que nascesse às três horas, três minutos e três segundos da manhã do dia três de março de um ano ímpar escolhido aleatoriamente num milênio apenas, um dom que poderia ser usado conforme nossas necessidades. E que se fosse aprimorado, eu poderia ir além do horizonte se  me fosse conveniente. Sabendo disso, Ernie e eu passamos a viajar pelo tempo sempre juntos: trocávamos fats de ordem e fazíamos uma bagunça na cronologia. Eu não envelheceria, muito menos ele. Então, curtíamos o máximo de tudo sem se preocupar com nada.
E no dia em que reencontrei você, saindo da Global PC's Corporation LTDA, senti uma choque dentro de mim. Há algum tempo já sentia algumas aversões às viagens no tempo e sabia que era hora de parar de brincar com algo tão sério quanto o tempo. E algo me dizia que você seria a solução para o que eu sentia. Só que Ernie McWhalen pareceu se revoltar quando eu disse isso. Disse que eu não deveria me ligar a ninguém, que isso poderia me afetar. Não dei a mínima para ele, porque você sim foi a primeira pessoa que me viu e que quis ficar perto de mim. E você é especial. Segui seus passos do início daquele dia até a hora em que recolhi seus papéis superimportantes e que salvariam mais um dia exaustivo de trabalho. Tocar seus lábios foi a sensação mais incrível que senti na vida. Foi como se mil sóis explodissem dentro de mim. Não quero mais ter este dom e o que eu quero de verdade é ficar com você. No presente, onde seremos felizes. Não suporto mais essa dor e o pesadelo que eu tive era com você sumindo no futuro enquanto eu regressava para o presente. Dói demais lidar com o tempo. Não é fácil. E o Ernie não vai me deixar em paz quando souber que seu único amigo de séculos resolveu, por causa de um homem, abrir mão dos seus poderes. Você parece estar apaixonado por mim porque o tempo que não passou pra mim passou para você e o tempo que passamos juntos te fez me amar. A normalidade na sua vida se deve a minha idiotice de ter sido amaldiçoado com o dom de lidar com o tempo. Agora neste instante, meu desejo mais profundo é ficar com você para sempre. Para sempre."

Os dois se olhavam como se estabelecessem uma união ocular - e aquilo fez Stevie se sentir o homem mais poderoso do mundo. Mesmo com toda aquela avalanche de informações sobre si.



***

Pois aí está o quarto capítulo de Um Encontro No Metrô, leitores lindos! Tive um pequeno imprevisto com o tamanho do capítulo e a leitura ia ficar MUITO cansativa pra vocês, então dividi o quarto capítulo em dois - o quinto será bem menor. Espero que tenham curtido entender um pouquinho mais do mistéiro que envolve Victor Bouvier e agora, o que envolve Ernie McWhalen. Segunda-feira tem o quinto capítulo! E logo mais estarei fazendo a Retrospectiva 2010, com os fatos, acontecimentos e tudo que me envolveu neste ano maravilhoso e marcante. Vocês terão novidades logo logo! É a minha inspiração louca em Cristo! Vamo que vamo!

Pra vocês que leem,


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Vamos brincar de estar de férias?

Quando pequeno, lembro perfeitamente da angústia que me assolava nos meses de junho e novembro, vulgos os meses que precedem as férias anuais. Fazia planos e mais planos: queria construir castelos imensos na areia e ganhar o mundo em cima de um patinete velho; sonhava com as horas em que passaria enfiado numa piscina e também sonhava com a bagunça de fim de tarde. Porém, à medida em que fui crescendo e vendo que o mundo não ia permitir que os meus devaneios continuassem sendo criados, passei a ser um pouco mais, digamos, realista a respeito deste período tão cobiçado por uns e odiado por outros.

As férias desempenham um papel crucial em nossas vidas: todas as neuras, todos os estresses e complicações se vão quando elas chegam. Eu sem dúvida gostava e gosto delas, porque é o tempo de se divertir, de relaxar e de se alegrar´por vários dias sem se preocupar com regras e deveres para cumprir. Mas aí é que se encontra o X da questão: em excesso, nada é legal. Nem mesmo a diversão - que o diga os baladeiros de plantão que caem na night e extrapolam na alegria. Sou do time dos que curtem as férias do jeito "deixo a vida me levar". Pode ser que num dia eu saia de casa e curta com meus amigos, ou fique jogando videogame com eles; ou pode simplesmente ser que eu entre no MSN e digite a frase "ai que tédio" e saia gritando Twitter afora o quanto queria estar na sala de aula com as mesmas paredes, o mesmo chão, a mesma turma com as mesmas caras que você já está enjoado de tanto olhar. Querendo ou não, a instabilidade toma conta de todos nós no período das férias.

O conselho que eu posso dar para quem está de férias assim como eu é  um clichê barato, que há muito já me vem fazendo sentido e que serve para todos: vamos viver um dia de cada vez. Porque afinal, férias são férias. Seja com a rotina que nos mata de desgosto, seja com as saídas com a galera sem horário pra chegar em casa. Férias é uma temporada para se viver mais intensamente do que já vivemos a cada dia. Que tal torná-las ainda mais incríveis apreciando o passar das vinte e quatro horas sem se preocupar com nada? Tudo fica bem melhor quando não existem motivos para ficar tenso. E com as férias não é nem um pouco diferente. Vamos nos deixar viver nestas férias! Sem medo de ser feliz!



Pauta para o Blorkutando.


Crianças lindas do meu coração! Perdoem-me a incompetência! Mas tenho motivos plausíveis pra vocês me perdoarem, seus lindos. É que hoje foi a formatura das crianças da escola onde trabalho e vocês não tem noção do que foi a correria de quinta-feira pra cá. Tanto que tô postando de madrugada, cozóio loucos pra repousar e com uma vontade terrível de só acordar domingo. Tinha tantos baphos pra contar pra vocês, acaba que eu tô correndo aqui praticamente. Primeira vez que posto de um notebook, kixike, risos. E tô achando tenso procurar onde ficam as coisas... ENFIM, prolonguei o conto "Um Encontro No Metrô" e não serão cinco capítulos como planejei e sim seis. AMANHÃ SEM FALTA (em caps lock pra ninguém esquecer) tem o quarto capítulo! Tá do babado! Mas olha, deu pra mim. Amanhã meu papo com vocês será melhor, tô trêbado de sono.


Pra vocês que me leem,


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Frases do dia

"E aprende que não importa o quanto você se importe. As pessoas simplesmente não se importam." (William Shakespeare - O Menestrel)


"O segredo é apenas uma das coisas que as pessoas precisam esconder umas das outras. As demais escondem-se nelas próprias."


"Há muito mais entre o céu e o inferno do que vocês imaginam..."



PS: AMANHÃ TEM PENÚLTIMO CAPÍTULO DE 'Um Encontro No Metrô'! Não percam!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Um selo e um desafio

Pois é, leitores divos e lindos, me deu a doida e resolvi pagar de competente e postar logo o selo e o desafio que ganhei de meninas divas e maravilhosas. Vamos ao ritual que isso é só o começo!





Ganhei esse selo fofo da Jê, do Ai meu deux!, que é minha amiga há quatro anos e que é um arraso, acabou de passar na primeira fase da Unifap pra Jornalismo, essa linda. Visitem o blog dela que, apesar de novo, tem textos maduros e coerentes. ENFIM, TCHAU MERCHAN, venham regras do selo!

1 - Repassar o selo para dez blogs e avisar aos respectivos blogueiros;

O selo vai pra Nati Diva Rosa, pra Nati Diva Souza, pra Nath maravilhosa, pra Fuve linda, pro Ju meu jornalista (karma com essa profissão?), pro Edy brilhante, pra Leila do babado, pra Jeni diva e superatenciosa, pra Bru Brasil que é um doce de uva e pro Allan que arrasa.

2 - Dizer dez coisas sobre mim.

* Sou perfeccionista. E muita gente vê isso como um defeito, pra variar.
* Daria o sol e o mar do Luan Santana por marshmallow! Sou retardado por marshmallow!
* Sou bissexual e assexuado, mas isso não é novidade pra ninguém;
* Sou antigo! Gosto de trocar cartas com gente de todo o país pelos correios, jogar Megaman e de panelas velhas. Kkk
* Falando em panelas, eu cozinho! Faço um filé ao molho madeira que meu amor, é boca de confusão com atraque, mais um pouquinho de encrenca. Rs
* Gosto de livros de terror, mas tenho PAVOR, MEDO, FOBIA, PÂNICO de filmes desse gênero;
* Tenho uma queda TREMENDA pelo Ashton Kutcher. E pela Nikki Reed.
* Sou adiantado. Comecei a ler com três anos, escrever com quatro, e a inventar histórias com cinco. Terminei o ensino médio com 16 anos, 1,93 de altura e 82 quilos. Hahaha
* Meu sonho é ser reconhecido pelos livros que escrevi.
* E sou objetivo. Gosto de tudo transparente. E incrivelmente as pessoas gostam de mim sendo tão assim, direto.

(Caso queiram saber mais sobre mim - intrometidomodeON -, é só clicar ali em cima em 'QUEM ESCREVE'.)

Primeira parte cumprida, vamos logo ao desafio dos sete que a diva da Fuve me sentenciou a cumprir!
A única regra é responder sete perguntas e repassar pra sete blogs - os que eu indiquei acima estão mais do que desafiados (quanto mais blogs melhor, né?)!

- Sete coisas que tenho que fazer antes de morrer:


* Ir para a França. E conhecer pelo menos Paris, Lyon e Nîmes;
* Perder o medo de altura e me jogar no bungee-jumpee!
* Conhecer alguém BEM famoso, do tipo Oscar Niemeyer ou sei lá, a Dilma.
* Publicar um livro;
* Fazer meu blog bombar;
* Me acertar com a minha sexualidade;
* Terminar os cursos que pretendo fazer na faculdade (Jornalismo, Letras, Design e Gastronomia).

- Sete coisas que mais digo:

* Boca de confusão com atraque mais um pouquinho de encrenca.
* Olhaí meu amor!
* Achei digno.
* Tive um orgasmo de felicidade.
* Tadinho (a)!
* Pois é.
* Nossa.

- Sete coisas que faço bem:


* O dever de casa (quando tinha);
* Escrever;
* Falar em público, mesmo tendo pânico;
* Aprender;
* Fingir;
* Falar francês;
* Ouvir as pessoas.

- Sete defeitos meus:


* Sou orgulhoso;
* Sou ansioso;
* Sou medroso;
* Sou perfeccionista;
* Sou sincero demais;
* Sou falador demais;
* Sou absurdamente correto. Mania de corrigir as pessoas.

- Sete coisas que amo:


* Minha família;
* Meus amigos;
* Minha vida;
* Deus;
* Meu blog;
* Minha inteligência ungida;
* Meu celular, porque né.

- Sete qualidades minhas:


* Sou um bom ouvinte;
* Sou bastante atencioso;
* Sou estudioso;
* Sou responsável;
* Sou fiel até o dedo mindinho do pé;
* Sou verdadeiro;
* E sou blogueiro! hahaha


Bom crianças, acho que é o suficiente por hoje. Ontem minha prova da UEAP foi meio tensa, tava com a cara igual a do Fofão, parece que tava com uma COISA na bochecha. Inchou por causa das porras dos meus dentes do juízo que resolveram sair, justo no dia da minha prova de segunda fase, a mais decisiva :S Hoje pela manhã conferi o gabarito, tirei 24 pontos na prova objetiva fora a redação. Preciso ter arrasado, MUITO. Tô nervoso, tô tenso, tô com medo. Dia 14 de janeiro tenho a confirmação se passei ou não. Até lá, acho que vou ter motivos pra esquecer essa tensão toda. E vocês vão me ajudar, seus lindos! Mas pra isso, o titio precisa deitar e dormir, porque já não basta a minha cara gatíssima pra eu ainda estar com olheiras LINDAS.


Pra vocês que leem uma palavra do que escrevo,


sábado, 11 de dezembro de 2010

Quelques babados

(Antes de tudo, perdoem-me pelo texto desconexo e xoxo abaixo. Além de ter improvisado, estou postando do celular e é uma bomba postar de celular. Formatarei o texto assim que estiver no PC, ok divos?)

Oooooi, crianças! Como estão?

Minha vida tá uma loucura tão grande que vocês nem imaginam. Terça-feira foi a minha festa de formatura e olha, tikontá do babado forte! Dancei horrores e me diverti MUITO com a galera, nunca mais vou esquecer desse dia. A minha dança do acasalamento não colou com um guri fofíssimo que eu catei por lá e o máximo que consegui foi uma cara inchada de vergonha dele. As meninas ficaram loucas porque fui de xadrez e xadrez voltou a ser tendência INTONCI arrasem no quadriculado e força na peruca!
Foi doloroso me despedir de pessoas que conviveram comigo ao longo de três lindos anos, de segunda a sexta, das 13h30 às 17h40. Vamos nos separar, mas o sentimento de união permanecerá nos nossos corações (ok, gaydar, quebre.).

Na quarta, foi nossa confraternização no amigo doce e da onça. Ganhei uma fita (?) do É O Tchan pra dançar na boquinha da garrafa. Mereço? Kkkkk | Fomos pra pizzada depois, bagunçamos e nos divertimos horrores. No final, na praça, nos despedimos (e eu ainda beijei uma garota linda, mas isso abafa) e foi aquele chororô. Cheguei em casa louco da vida, parecia que aquilo não era verdade. Tipo, é esquisito uma pessoa olhar pra você e perguntar "que série você faz?" e a resposta ser "eu já terminei o ensino médio." Não vou me acostumar tão cedo. Foram os anos mais marcantes da minha vida. E isso eu jamais esquecerei.

E eu que ainda continuei indo pro cursinho com a pressão maldita da prova de amanhã? Nossa, tô simijando aqui de tanto nervosismo! Pra quem pensava que não ia sair nem da primeira fase, chegar na segunda é uma grande vitória, né não? Mas tô confiante de que tudo vai dar certo e de que vou sair da sala com a sensação de missão cumprida. Torçam por mim, divos!

Hora de dar tchau, porque já falei demais e sei que nem meia dúzia vai ler issaqui. Energias positivas e vamo que vamo!


Do seu amante e amigo,


Homens querem...

Poderia completar esta frase com diversas palavras: mulheres, sexo, dinheiro, reputação de pegador e de macho dominante e até arrisco dizer, felicidade. Mas isso seria apenas uma parte das inúmeras coisas que os homens querem de verdade. Pode não parecer, mas por trás deste revestimento duro e bruto existem seres capazes de pensar. E sobretudo, de amar.

Não serei tão hipócrita a ponto de dizer que não sei o que o homens querem. Mesmo porque eu sei, mas vai que o que eu quero não é o mesmo que o Paulo quer, que o Luís quer ou o que o Antônio quer? A praticidade com a qual estamos acostumados a lidar de nada vale se temos a idêntica complexidade da mente das mulheres. E se você ainda tem alguma dúvida de que os homens não são nem metade daquilo que aparentam ser, pode excluí-la agora.

A diversidade masculina é tão maior quanto a feminina. Mentes completamente diferentes se agrupam conforme seus gostos - e quereres - parecidos ou iguais. E destes grupinhos nascem os famosos estereótipos que comumente ouvimos: "homem é tudo igual", "homem só se junta pra beber e falar de futebol e mulher" e por aí vai. Só que não é bem assim. Eu por exemplo, sou uma exceção. Nunca tive uma amizade com outro cara a ponto de me juntar com ele pra fazer tudo (pelo menos não tinha até terça-feira, mas isso abafa) e eles pareciam ter aversão a mim. Lógico que eu não sabia que tinhas sérias tendências bissexuais, mas mesmo se soubesse, iria continuar querendo as mesmas coisas: ser feliz, ter amigos e sucesso na vida.

O sexo, as mulheres e o futebol são coisas bastante relativas para a maioria dos homens. Não tem cabimento querer impor algo que nem todos irão querer. A verdade é que nem os próprios marmanjos sabem o que querem. A instabilidade nos afeta de tal forma que tornamo-nos completa e irreversivelmente imprevisíveis. E ser imprevisível, garanto pra vocês, não é algo que um homem nem ninguém vai querer pra si.

Frase do dia

As palavras nos levam a caminhos inesperados e muitas vezes nunca antes vistos. Assim como elas podem levar à glória, elas podem levar para o declínio. O bom senso no momento do seu uso evita tragédias.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Crescendo e aprendendo

Não consigo lembrar-me de momentos mais confusos e instáveis do que os que vivi antes da pressão do vestibular. Mas essa explosão mental na vida dos hormônios pulsantes não começa ao início do ensino médio como todo mundo, inclusive eu, pensa. Pelo menos comigo começou muito antes disso. Desde a primeira série quando apertei o start na minha vida escolar, os fantasmas e monstros do nervosismo e da falta de confiança me assombram. Já cheguei a ficar encolhido em um cantinho escuro nos banheiros pavorososo dos colégios onde estudei para chorar, com medo dos colegas mais velhos que tinham por obrigação judiar dos mais novos, quase sempre indefesos e frágeis.


Aquilo tudo só acontecia quando parecia que minha vida iria engrenar. Nunca tive problemas com a matemática, nem com a língua portuguesa, nem com as ciências. Porém, esta inteligência de nada valia nos momentos em que as bolinhas de papel cheias de corretivo me atingiam o rosto ao passar no corredor na hora do intervalo. Fui fraco em alguns momentos, confesso. Mas nada foi melhor do que a volta pro cima. Ah, como foi bom provar para todos e para mim próprio que eu era capaz de superar e romper barreiras!


Eu cresci. E com o tempo, vieram experiência de vida, alguns centímetros a mais e um pouco de responsabilidade. E ok, eu preciso admitir que também houveram quedas no meio do caminho e algumas vergonhas também vieram de bônus. Crescer como homem e como pessoa mostrou que simples bolinhas de papel não nos atingem quando podemos calcular raízes quadradas e escrever longas dissertações.


A não ser que as bolinhas de papel meladas de corretivo atinjam a cara de um menino chorão. Mas isso aí é outra história.


***

Ooooooi, crianças! Sou tão descarado, levei um ano pra postar e no PS venho todo cheio de nhém-nhém-nhém. Perdoem-me pela demora, se eu tenho ideias e escrevo, os textos somem D: Ou o Blogger não colabora, assim como minha internet LIMDA /ironiafeelings. Quero que saibam que estou bem, super concentrado no vestibular e muito apreensivo pra essa segunda fase da UEAP. Preciso de 26 pontos do total da prova mais a redação pra passar, mas aí tem a minha idade pra cagar tudo. Odeio esse critério desonesto de seleção. Deviam dar prioridade pros mais novos, oras! Sem preconceito com os velhos, claro. risos safadinhos. |  O texto acima foi uma narração em primeira pessoa que fiz no cursinho sexta-feira, aí melhorei em casa. Tá até combinando com meu estado de espírito, olha. hahahaha | Enfim, voltarei logo. Tem feriado e logo voltarei a postar. Acho que terei MUITAS novidades quando voltar definitivamente das provas. Vai ser uma experiência e tanto. MAZENFIM, pra isso preciso curtir um pouco a vida e descansar. Amanhã tem minha festa de formatura do 3º ano e na quarta a confraternização com a galera do meu grupo fabuloso e divo que tive o luxo de adentrar. Vou viver a vida e ser feliz um pouco que ninguém vive só de neuras e é de ferro.

Do seu amante e amigo,

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A vitória de viver




Certa vez antes de dormir, perguntei-me o mesmo que muitas pessoas neste mundo em algum momento já se perguntaram ou que um dia com certeza irão se perguntar: porque eu existo? Lembro perfeitamente que procurei a resposta em livros, cadernos, revistas e nada. Foram dias de busca por uma explicação que eu sabia que não iria encontrar. E de fato não encontrei. Aquela foi a última vez em que me questionei seriamente sobre minha existência. Depois da procura sem sucesso pelas respostas, esqueci completamente o assunto.

Semana passada, eis que uma amiga (que é acadêmica de psicologia) resolve me perguntar, no decorrer de uma conversa, se eu acreditava que merecia estar neste planeta, naquele instante, dialogando com ela. De cara, respondi que sim. Até brinquei dizendo que antes dos meus pais me planejarem eu já sabia que ia nascer. Minha amiga riu e prosseguimos a conversa. Mas aí, a semente da neurose já havia sido plantada: porque diabos eu, Tiêgo, vestibulando, adolescente com seus complexos e blogueiro estava ali, pensando, raciocinando? A velha história do “porque eu existo?” havia voltado a martelar em minha cabeça.

Só que desta vez eu não parei para procurar em livros, revistas, cadernos ou internet a solução para esta dúvida. Não precisei pensar demais para achar a resposta que eu procurava. Apenas segui a linha no sentido contrário às fraquezas, derrotas, alegrias e frustrações que me atingiram ao longo dos meus dezesseis anos de vida. Antes de acontecer qualquer uma destas emoções, e antes mesmo de acontecer qualquer coisa em nossas vidas, nós havíamos traçado um caminho, que muitos sequer se lembram quando passam por crises existenciais ou dificuldades em alguma área de suas vidas.

Fomos todos delegados a uma missão: alcançar o fim do túnel. Foram milhões de participantes de uma corrida que ninguém sabia ao certo a duração, nem os quilômetros de percurso, muito menos como deveriam se preparar. A partir do momento em que a largada fora dada, os Matheus, as Luísas, as Cláudias e os Marcelos correram como nunca.  A disputa foi bastante acirrada. Eram muitos os concorrentes e as chances de dois ou mais atravessarem juntos a linha de chegada era remota.

E eu, motivado pelo desejo árduo de possuir aquele prêmio tão cobiçado, corri; mais ainda do que todos os outros concorrentes. Mal pude conter minha felicidade ao ver a luz que iluminava a chegada. Mas só acreditei mesmo quando atravessei a linha  que determinava quem era o vencedor da corrida.

Eu era o vencedor.

Hoje, dezesseis anos e nove meses após esta corrida, não tenho mais dúvidas a respeito de minha existência: conquistei-a com um esforço sobre-humano. E mais, ainda acabei descobrindo, com tantos erros e acertos ao longo desta trajetória, que todos os dias eu sou um vencedor. Venço a cada dia que passa, por praticar o ato de viver! Não há vitória maior do que esta!



Pauta para o Blorkutando - 114ª Semana : Minha maior vitória.


 *** 

UPDATE: Estou vivo, crianças. NOSSA, minha vida virou de pernas pro ar de terça pra cá. Entrei num cursinho e me ocupo O DIA TODO. Nossa, mal consigo respirar nesse vai e vem. Até emagreci um quilo - de semana passada pra cá, ok? hahahaha - nessa brincadeira. Caí na real e resolvi começar a estudar de verdade pra ver se arraso na hora da prova! Domingo que vem, 12/12, é a segunda fase da UEAP. TÔMITREMENDO. Mentira minha, que eu tô me tremendo mas é de cansaço. Mas garanto a todos que não é nada de muito grave a ponto de eu me afastar daqui. Sempre que tiver tempo, postarei! Afinal, será só uma semana. Daqui a pouco, a tempestade passa. Não tenho muito pra contar, espero que tenham gostado do texto acima e do meu conto gay que fiz com todo o carinho do mundo. Que tá aqui abaixo, nem dói ler e garanto que vocês vão curtir. Preciso repousar um pouco porque olha, minha vida tá exaustiva demais pra eu estar abusando das altas horas no PC. Deixar esses dias pro finde, né?

Pra vocês que me amam,

domingo, 28 de novembro de 2010

Um encontro no metrô (Parte3).



- Ah, papai, não! Pegue-a para mim!

- Filho, não se preocupe. Na ida de volta para casa eu compro outra para você - tranquilizava-o o pai.

- Mas eu quero ela! Aquela bicicleta! O senhor não vai achar outra! - dizia o garoto, enfurecido com o pai.

- Chega, Stevie. Ela está toda quebrada, não tem mais conserto. Logo eu compro outra para você! - o pai tentava fazer o filho parar com a birra. Sem sucesso.

- Aaaaaah! Aquele garoto roubou a minha bicicleta! Pega ladrão! - gritava o garoto, indignado com o fato de o pai permanecer lendo seu jornal como se nada tivesse acontecido enquando o outro menino sentava no jardim do térreo do apartamento e tentava consertar delicidamente a bicicletinha de madeira.

- Stevie, querido, venha almoçar! - chamou a mãe. - E largue essa mania de querer consertar tudo! Você não consegue nem colocar as rodinhas dos seus carrinhos no lugar! - ironizou a mãe, rindo juntamente com o pai.

- Será que eu preciso me jogar daqui de cima para vocês entenderem que eu só quero consertar a bicicleta? - tentou pela última vez o garoto.

- Não seja tolo e venha almoçar! - gritou novamente a mãe, bastante chateada. Stevie Leans via o garotinho hábil com as partes danificadas da bicicletinha em mãos e desejava muito estar ali com ele, montando seu tão querido brinquedo. Porém, os pais o puxaram para a mesa e o levaram das suas vontades. Ao terminar, Stevie correu para a janela e qual não foi sua frustração ao constatar que o garoto havia sumido dali.
As lágrimas correram involuntariamente pelo rosto do menino. E como se fossem ácido, corroeram aquela cena inteira. O apartamento em Cannes com os pais se dissolvera, ao mesmo tempo em que Stevie Leans, o analista de sistemas da Global PC's Corporation LTDA., se via com os lábios envolvidos num beijo ardente com Victor Bouvier.
Meio minuto após o despertar, Stevie empurrou Victor com toda a sua força, berrando:

- Você é louco, cara?! Que diabos você pensa que é para sair me beijando assim? Nem de homem eu gosto, pra início de conversa - disse Stevie, limpando a boca com a manga da camisa e se aprontando ao máximo para ir para cima de Victor, que ria da situação.

- Foi diferente de tudo o que eu já havia experimentado - disse Victor, entre risos. - E acredito que para você tenha sido o suficiente.

- Suficiente o quê? - perguntou Stevie, furioso.

- O suficiente para você lembrar da bicicletinha de madeira que... ops! Estava quebrada - respondeu Victor, puxando de trás de si uma pequena bicicleta em madeira polida, impecável.

Stevie simplesmente ficou chocado com o que vira.
As iniciais S.L ainda estavam cravadas nela. O tempo não a deteriorara, pelo contrário. Deixara-a mais linda do que já era. Stevie tinha uma adoração pela bicicleta. Ela era a maior lembrança de sua infância.

Que tinha se perdido e um garotinho loito, hábil com o conserto e esperto havia levado consigo há exatos vinte e seis anos.

- En-tão... então você era o garotinho que... - começou Stevie, esquecendo completamente da raiva que sentia por Victor, que o interrompeu logo em seguida.

- Exato. E ali, nossos destinos foram traçados, Stevie. Lembro perfeitamente do dia em que você foi embora do apartamento em Cannes. Eu quis devolver para você, mas seu pai já havia lhe dado algo mais atraente, o que percebia-se pela sua felicidade - dizia Victor, como se tudo tivesse acontecido há um dia atrás. Ele entregou a bicicletinha de madeira nas mãos de Stevie, completamente confuso.

- Mas não pode ser verdade! Você sabe de tudo da minha vida e eu mal sei seu nome! E você é um moleque - disse Stevie, revoltado e perplexo.

- Um moleque de vinte e nove anos, muito obrigado - brincou Victor, quebrando todo o clima de tensão possível. Por um momento, Stevie também pareceu esquecer de tudo o que havia acontecido momentos antes e entrou no clima de descontração:

- Você aparenta ter vinte anos! - comentou Stevie, sentindo uma pontinha de inveja da jovialidade do rapaz.

- Eu não sou um velho ranzinza, feito algumas pessoas que dormem em compartimentos de metrô e que deixam cair seus salários pelo chão - zombou Victor, desafiando-o.

- Velho ranzinza não! Cansado um pouco, talvez... - admitiu o irado Stevie. "Ele me chamou de velho!" pensou consigo. E atirou a pasta em Victor, que se esquivou rapidamente.

- Você esqueceu assim, de uma hora para outra, de tudo o que aconteceu, não é mesmo? - disse Victor, parecendo sério outra vez. - Eu sei que você morre de medo de envelhecer.

- Eu só queria entender porque estou numa plataforma de metrô vazia às sete e cinquenta da noite - confirmou Stevie olhando para o relógio - com um moleque que acabou de me beijar e que sabe de tudo da minha vida! Até a bicicletinha de madeira você me trouxe de volta, não sei de onde! Alias, quanto mais penso que vou saber, menos sei! - completou Stevie, rindo da própria desgraça, ironicamente.

Victor respirou fundo antes de começar.

- Stevie, nós não nos encontramos por acaso.

E Stevie não pareceu surpreso, por algum motivo.

- É, pelo visto estou percebendo. Prossiga.

- Acho que já até passou da hora de nos conhecermos.

- Como assim? - Stevie parecia cada vez mais confuso.

- Stevie, não se assute com o que sentirá. Prometa-me que não será um velho ranzinza e reclamará de tudo.

Victor, mesmo tendo brincado, olhava séria e fixamente para Stevie, que estava parado, absorvendo casa palavra, mesmo sem querer. A conexão com Victor estava sendo estabelecida mais uma vez.

- Prepare-se. A verdade sobre sua vida será descoberta agora. - finalizou Victor, gesticulando para o alto como se invocasse redemoinhos. Stevie sentia a cabeça latejar e, ao menor toque das mãos de Victor, ele perdera o chão.

Um conhecido hálito de cereja o informava a Stevie que estava mais uma vez abraçado a Victor.

Sobre uma também conhecida cama em seu pequeno apartamento.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

E foi dada a largada!


VEM, GENTE! Vem comigo na onda de felicidade que eu tô sentindo. Fiquei tremendo o dia todo, tinha planejado um post completamente diferente pra cá e no finalzinho do dia, sai a lista dos aprovados na UEAP 2011. MOR-RI. Pra quem tem problemas de visão ou coisa parecida, me coloquei ali, em último, pra ninguém ter dúvidas de quem sou eu mesmo, o Tiêgo que bloga as crônicas gay, as pautas pro Blorkutando, que queria muito que o Tudo de Blog desse certo e que confia cegamente na sua capacidade de raciocinar. Vocês viram a minha saga esse ano aqui: não fiz cursinho, me dediquei apenas à escola e tive que lutar contra o desânimo ao ver o número de candidatos que disputaram comigo uma vaga na segunda fase do vestibular da Universidade Estadual do Amapá. O meu desejo de crescer, de conhecer e de aprender ainda mais com as surpresas da vida é muito grande. Não vou parar de acreditar naquilo que eu quero e agora, sem escola (babado forte: PASSEI EM TUDO NO COLÉGIO, TÔ LIVRE o/\o o/\o Beijos! Com um 19 lindo em química e um 18 em geografia IMACULADOS, nunca tinha tirado tanto nas duas. Física, Matemática e Sociologia, só receberei a nota na quarta-feira. Mas eu passei do mesmo jeito!) pra me preocupar! Semana que vem começo o intensivão e o reforço nas minhas específicas porque eu PRECISO arrasar na segunda fase. Afinal, são 270 candidatos contra mim! Me resta agora correr atrás de tudo o que os outros ficaram vendo o ano inteiro e partir pra ação. Se eu sumir repentinamente, repito novamente: É POR UMA BOA CAUSA!






De seu felícissimo amante e amigo,


terça-feira, 23 de novembro de 2010

Um encontro no metrô. (Parte2)




- Esses papéis são seus? - repetiu o rapaz, parecendo preocupado com minha expressão. Eu realmente o conhecia de algum lugar, só precisava lembrar de onde.

- São sim, muito obrigado, salvou um mês de trabalho - brinquei, rindo. - Steve Leans, prazer.

- É, eu percebi que era esse o seu nome. Victor Fautair, francês que brinca de ser americano e que tem mania de conversar com o maquinista enquanto certos caras exaustos deixam as salvações dos seus dias escapulirem durante o sono. - Ele parecia sério. Quando abri a boca pra falar, ele começara a rir.

- Não, eu sabia que você não era um louco de pedra. Mas falando sério, como conseguiu meus papéis? - perguntei, intrigado.

- Você não entenderia se eu falasse, então prefiro me abster de seus comentários - ele disse, sério de verdade.

- Victor, não seja tolo. Acho que consigo confiar numa pessoa que poderia ter me ferrado jogando fora a salvação de um dia de trabalho exaustivo, mas que preferiu me entregar tudo, de maneira honesta - comecei a argumentar. E eu preciso admitir que sou bom com a persuasão. - Então porque você não me diz como encontrou e o porquê de ter devolvido-os a mim?

- Repito: não acredito que você vá entender. É estranho, é diferente do que você crê - ele disse, todo cheio de si.

- E do que eu creio, você entende? - coloquei-o contra a parede.

- É, bem... Tá, chega. Vamos parar com esse suspense estúpido.

Eu ainda não havia formulado nenhuma hipótese para o que ele iria me dizer. E nem preciso dizer que levei um susto daqueles quando ele simplesmente tocou meu rosto com a mão esquerda e foi como se um choque de 1000 volts tivesse atravessado meu corpo. Uma avalanche de lembranças atravessou a minha mente, como se eu tivesse conectado a um computador que revelasse coisas que eu já teria esquecido. Minha pele esquentou e parecia que a pasta que eu segurava era brasa pura, o que me fez largá-la na mesma hora. Victor tinha o rosto normal, como se estivesse fazendo carinho em um gato. Ele riu por um momento até perceber que a coisa estava mesmo ficando séria e que as minhas pernas começavam a bambear. Ele largou meu rosto e percebeu que eu não estava nada bem.

- Você tá legal? - ele perguntou, meio receoso.

- Tô zonzo, foi como se tivessem misturado tudo o que eu guardava na mente. E eu tive um déjà vu com você. Agora, nesse instante.

- Eu já sabia que isso iria acontecer - ele disse, com a maior naturalidade.

- Como assim? - perguntei, abismado. O rapaz parecia bem descontraído e era o que mais me intrigava nele. A tontura havia passado e eu pude reparar melhor em Victor. Seus olhos tinham um tom de azul escuro e suas feições montavam um rosto perfeito, como se cada cílio tivesse sido perfeitamente encaixado. Sua pele era quente, como pude perceber pelo toque de suas mãos e eu não tinha certeza, mas ele escondia algo atrás daquele moleton verde. Algo que eu sabia que não queria ver, mas que a intuição forte do Stevie precisava enxergar.

- Stevie, nós já nos conhecemos - ele começou, sombrio.- Você não deve se recordar, obviamente, mas aos sete anos de idade você visitou Cannes, na França, com seus pais, correto?

Eu havia visitado Cannes aos sete anos de idade com meus pais. Mas resolvi testá-lo.

- Você está mentindo. Nunca fui à França nem pretendo ir - menti, descaradamente.

- Não mesmo? Então como me explica seu desejo louco de retornar à Cannes para consertar a bicicletinha de madeira que você deixou cair da janela do apartamento onde você ficou?

Aquilo me deixou completamente desarmado. Como ele poderia saber da minha bicicletinha de madeira?

- Isso não pode ser verdade, Victor. Quero entender o que você fez comigo. Suas mãos fizeram alguma coisa... - e antes que eu pudesse completar, Victor me puxou para perto de si e me encarou. Ficamos a dois centímetros um do rosto do outro. Eu estava prestes a beijar um desconhecido que conhecia tudo sobre a minha vida e que tinha uns dez anos a menos do que eu.

E o mais engraçado era que eu queria aquilo.

- Você não precisa saber. Basta corresponder às minhas expectativas - disse ele, cheio de mistério.

- Me larga. Eu não quero ser bruto com você - falava como se fosse o pai dele. Senti seu aperto em meu pulso, que ficou vermelho. Podia sentir o cheiro dele, seu hálito de cereja e seu cosmo me invadindo por inteiro. Era como se eu quisesse lutar com algo que não tinha a menor chance.

Eu não era exatamente um projeto de super-homem, mas no alto dos meus 33 anos eu era baixinho e nem um pouco forte como Victor era. E quanto às minhas preferências sexuais, eu nunca tive vontade de ficar com um homem. Namorei com Alice por quase dois anos, e desde então não consigo amar mais ninguém. E desde que fitei meus olhos em Victor, uma estranha conexão foi estabelecida entre nós. E eu não sabia explicar no que ela se fundava.

Tudo o que eu pensava naquele momento foi excluído quando os lábios de Victor se colocaram sobre os meus.

domingo, 21 de novembro de 2010

Pensamento do dia

O preconceito existe sim e não basta você se esquivar dele. Você tem que agir, mostrando que é um divo (a) e que não se deixa abalar com isso e que luta no combate contra ele!


 Leve inspiração no texto da Mari.

***
Volto amanhã com mais um capítulo de No Metrô! Aguardem!

De seu amante e amigo,

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Um encontro no metrô. (Parte1)


18:00h. Hora de sair do trabalho e ir para casa, com aquela velha porém adorável sensação de missão cumprida. Todos os dias, de segunda a sexta, era este o final das jornadas exaustivas da Global PC's Corporation Ltda., a empresa de informática para a qual eu prestava serviços. Eu trabalhava na área de análise de sistemas, talvez a área mais cansativa e exigente de todas as funções. Mas o saláriuo compensava todo o esforço do mês e era o que me motivava a pular às 05:30h da manhã para trabalhar. Ao chegar na plataforma do metrô no fim da tarde daquele dia, meus olhos estavam a um passo de saltar das órbitas. O cansaço extrapolava meus limites. Recordo-me apenas do movimento tranquilo - o que é anormal para uma sexta-feira - próximo a mim e de ter entrado num vagão dos fundos dele. Desmaiei logo em seguida, exausto. O cansaço havia me aplicado uma bela dose de anestesia e com apenas um sopro me fez desfalecer sobre um banco de metrô. Dormi a viagem toda e acordei com os berros do maquinista, dizendo que era a parada final e que todos deveriam saltar. Tonto, recolhi minha pasta caída no chão e saí rapidamente dali, sem me dar conta de que estava há anos-luz longe de casa.

Ao descer e ver a plataforma vazia, o desespero tomou conta de mim. Não passaria outro veículo que pudesse me apanhar e me levar para o aconchego do meu lar e senti as pernas bambearem com o peso do medo. Caminhei até as escadarias na outra extremidade da plataforma e qual não foi minha surpresa ao reparar que a minha pasta estava mais leve. Abri as abas e constatei que alguns papéis importantes haviam sumido e, dentre eles, o resumo do trabalho que me consumira o dia inteiro. Uma loja de informática bastante credenciada havia solicitado os serviços da Global por não encontrar profissionais capacitados em análise de sistemas como eu, e a ida à loja me reservou um belo trabalho. Um dia inteiro de trabalho perdido. "Aquilo poderia ter valido a minha promoção", pensei. Mas foram apenas três segundos para que eu me desse conta de que ainda estava numa plataforma vazia num lugar completamente desconhecido. Olhei ao redor e não via vestígios de vida humana. Subi as escadarias até a 'civilização', como costumava dizer, e me surpreendi com a noite já vibrante no céu; a luz do luar iluminando aquela avenida. O frio cortante de outubro lambeu-me o rosto e estiquei a manga da camisa. O último degrau havia sido deixado para trás quando dedos congelados tocaram meu rosto e me viraram para contemplar um rapaz alto, moreno e de olhos negros, trajando um casaco azul-marinho de lã, calça jeans e boné listrado com a aba para trás que me estendia um bloco de papéis com um sorriso encantador no rosto:

- Acho que alguém encontrou a salvação de um dia exaustivo de trabalho, Stevie Leans. - disse o rapaz, parecendo estar se divertindo com a situação.


***
UPDATE:
Ooooooooooi, gente bonita, cheirosa e bem aventurada! Como estão?
Pois é, resolvi escrever uma mini-história dividida em quatro capítulos, a começar por este curtinho e super sem detalhes. Aos poucos vocês verão como a história vai se desenrolar ^^
Ai, nem conto pra vocês que eu perdi um ponto na UEAP e fiquei com 29 :S Quase morri, né, /mentira. Achei bapho eu ter tirado tudo isso, passei pra segunda fase do mesmo jeito \o/
GANHEI PENCAS E PENCAS DE LIVROS DE ONTEM PRA HOJE *------------* O resto da série The House Of Night mais A Senhora do Jogo, de Sidney Sheldon ♥ Fora um do Augusto Cury, só que é de ouvir, vou deixar esse por último.
Erm... Meu irmão foi internado, tô megapreocupado aqui :X
Ai, o trabalho de geografia tá me matando, vou morrer pra apresentar ele no auditório pra mais QUATRO turmas. Parece mentira que eu vou terminar o ano com uma apresentação, só de gracinha do professor!
Minha vida tá uma coisa tão retardada esses dias que olha, não se admirem se não verem vestígios dos textos razoáveis que postava quando estava afiado.
Sono... Vou dormir e volto quando tiver algo BOM pra postar.

Do seu amante e amigo,

@tiegoalencar

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Be happy, heureux, feliz.


A felicidade da fubá aí de cima é pouca perto da que eu tô sentindo.
Vocês não tem ideia do que foi a minha vida nessas últimas duas semanas. Uma correria só, as provas finais no colégio foram um sucesso. Já passei de ano em todas as matérias, mas preciso fechar o ano com chave de ouro - apresentando um trabalho over de geografia --' - e sem ficar com nota vermelha em nenhuma matéria. Promessa.

E a palhaçada do ENEM? Senti horrores de vontade de postar aqui umas verdades pra esse pessoal do INEP, mas se eu viesse não ia conseguir me concentrar então parei logo com essa ideia. No final das contas as minhas provas foram ótimas, no total da prova tirei nota suficiente pra entrar no meu curso na UNIFAP e espero MUITO ter arrasado na redação, é só o que falta.
Ah, e eu peguei a prova amarela no primeiro dia. Mas como não tinha do que reclamar, não vou fazer nada de outra prova. Que delícia, porque eu jamais vou acertar o tanto de questões na cagada como acertei nessa prova, vôtikontá.

Ai, a prova da UEAP. Fiquei morto de felicidade quando vi que a prova tava mais fácil do que todo mundo dizia. Fiz a prova tranquilo e calmo, e respirei em paz quando terminei. Missão cumprida. Hoje pela manhã conferi o gabarito e PASSEI NA PRIMEIRA FASE COM 30 PONTOS, já posso morrer, gentchy? Meu sonho está a uma fase de distância, toda a minha família tá apostando no meu potencial. Medo de decepcioná-los é grande, confesso. Mas espero que tudo dê certo e que a dose de sorte seja duplicada dia 12/12 (olha que cabalístico, rs). É uma emoção absurda passar no vestibular, quem sabe como é me entende. Dá vontade de chorar, gritar, de espernear e se duvidar até de se jogar no chão. Foi demais saber que eu passei com o conhecimento adquirido em três anos, sem depender de cursinho nem de aulas extras. Foi a prova, meu cérebro e só. Adorei bagunçar com a cara de quem não passou e que fez cursinho em período integral o ano todo. Isso só mostra que o mais preparado é aquele que tem a mente aberta, e não a mente abarrotada. Sou divo, e divos arrasam com a cara de quem os desmerece. Temos que ser malvados de vez em quando, senão não dá certo.

Ai, gente, tinha tanta coisa pra falar... Tudo ao mesmo tempo e eu acabei esquecendo. Erm... ganhei da minha tia favorita o resto da série The House Of Night e vou ler assim que tiver tempo, gritei louco quando ela disse que tinha comprado pra mim <3 Meu coração continua um cú, ninguém me quer e eu também não quero ninguém, porque como disse o cara no texto da prova de Língua Portuguesa da UEAP, "devemos procurar a felicidade na capacidade que cada um tem de se amar, e não na expectativa de um outro alguém que não é para sempre". Se vier alguém, ótimo. Se não, melhor ainda! Um amor agora só vai me atrapalhar. Na escola, tudo ótimo. Muitos dos meus amigos passaram no vestibular igualmente à mim e isso me fez gritar ainda mais louco.
Escrevi tantos textos nesse tempo fora daqui, mas parecia que nenhum iria caber aqui. Escrevi uma crônica gay toda gostosinha e bonitinha, até eu paguei pro final. Mas aí eu que sou o cúmulo da organização esqueci dentro de algum livro, caderno, whatever. Vou procurar e se achar eu posto aqui. Tô numa vibe cronista, escrevi tantos continhos com início-meio-e-fim que olha... Espero conseguir tempo essa semana pra postar, meus dedos estavam coçando pra blogar, mesmo que uma coisa chata e sem nexo que poucos lerão (mas lerão).
Quero fazer um box de #TopFive com os melhores sites e filmes que descobri esses tempos. Me programei todo pra minha internet estragar a minha festa, tá uma caca desde o sábado do ENEM - praga? -.
Tô cheio de quereres. Melhor começar aos poucos, não custa nada ter um pouco mais de paciência. Afinal, todo divo sabe esperar.
E talvez eu responda os comentários amanhã - se a internet colaborar.


A avalanche de novidades termina por aqui. Se lembrar de mais alguma coisa, posto amanhã. Tô com muito sono e a vida continua!

Do seu amante e amigo,

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Um pedido grande de desculpas e um breve adeus.

Como vocês já sabiam, hoje seria a postagem do já mensal Tudo de Blog. Contatei os três blogueiros, nenhum deles respondeu ao meu e-mail e ficou por isso mesmo, infelizmente. Até agora, não recebi nenhum sinal de fumaça dos três e ficaremos sem Tudo de Blog esse mês (aaaaaaaaaah, Tio :/ hahahaha). Tudo foi feito conforme o planejado, mas aí o ditado, tudo que é planejado demais, acaba dando errado :X Queria que tudo fosse diferente, mas enfim, fica pra próxima. Ainda terei MUUUITO tempo até estabilizar a audiência do TDB ;D Por enquanto, ficamos no vácuo. Perdoem-me o transtorno, mesmo. Queria isso tanto quanto vocês.

Lembram que eu estou no meu momento VESTIBULAR+FORMATURA DO 3º ANO+TENSÃO? Pois chegou a hora de dar um adeus temporário aos meus leitores divos e lindos (CHORANDOFEELINGS) :/A minha vontade era continuar aqui, postando minhas crônicas, meus devaneios, os problemas e as felicidades da minha vida retardada. Mas eu preciso muito deste tempo para me concentrar até os vestibulares e as provas finais do colégio passarem. Serão duas semanas que decidirão o meu futuro. E o que são duas semanas perto de um futuro tão longo?

Por isso, fica aqui a nota de despedida. Sentirei falta de todos e de todas.

Desejem-me boa sorte!

E até daqui a duas semanas!


De seu amigo, vestibulando e futuro universitário,


Tiêgo Alencar.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

STATUS: retardado.


Ooooi, pessoas bonitas e charmosas!

Talvez este seja meu penúltimo post antes da sumidinha básica de duas semanas pro vestibular (básica? WHAT?!). Vai doer UM BOCADO me ausentar daqui e tudo, mas será o conhecido ‘mal necessário’. SE BEM QUE não existe nenhum mal que possa ser necessário, ou pelo menos eu acho.

A tensão tá me deixando retardado. Semana que vem tem o provão do meu colégio (cinco questões de cinco matérias MALDITAS – exception: sociologia) e, dois dias depois, vem a maratona de provas do ENEM. E no outro final de semana, minha prova da UEAP. Acho que nunca me senti tão preso às obrigações como desta vez. Bem que as pessoas dizem que o futuro chega pra todos... E chegou pra mim. Chegou a hora de decidir o que eu quero da minha vida. Eu sei que não é fácil saber que outros milhões de candidatos estão muito mais bem preparados do que eu e tal, mas não custa absolutamente nada tentar. Ninguém morreu porque tentou ser feliz. E é, eu estou tentando ser feliz.

Mudando um pouquinho de assunto, porque eu não suporto ficar falando da mesma coisa o tempo todo: vou mudar o layout de novo. Algumas pessoas reclamaram da largura, que ficou estreito demais e realmente, isso dificulta MUITO a leitura, principalmente pros meus leitores lindos e divos que usam óculos de grau. Sorry, gente. Se alguém estiver habilitado a me doar um layout mais bonitinho e agradável, eu aceito ;D Eu ainda não me formei em Design, né? risos

Tô apaixonado. Por um monte de pessoas. Dentre as quais preciso citar Rafael Cardoso, dois carinhas impossíveis e reais e uma guria que me faz estremecer só de olhar. Eu não entendo meu coração. Sinceramente, não dá pra entender.

Quero postar o TDB até segunda-feira. Mas minha abstinência internética começa daqui a pouco. [CHEGA, TIÊGO.]

Tenho companhia pra esses dias livre(só volto pro colégio na quinta, pro provão): meus cadernos e meus livros do Sidney Sheldon! ‘Conte-me seus sonhos’ e ‘O céu está caindo’, tô adorando! Recomendo mais uma vez! (lembrar de fazer um #TOPFIVE quando voltar das duas semaninhas de ‘férias’ daqui :D)

Votem com consciência! Eu não apóio nenhum dos dois candidatos pra presidente, mas votaria na Dilma porque ela é mulher, é diva e arrasa. O Serra é um vampiro satânico, cruzes.

Acho que por hora, é só. Qualquer coisa vocês vão ficar sabendo na segunda-feira, depois que eu postar o TDB.


Do seu amante e amigo,