quarta-feira, 10 de março de 2010

Pelo direito de ser feliz



Rodrigo Martinez é só mais um jovem de cidade grande. Tem vinte e três anos e é biólogo. É filho de pais separados. E é homossexual. Surpresa? Não, nenhuma. Como a mentalidade dos jovens é formada cada vez mais cedo, é obvio que suas escolhas também serão feitas mais cedo. Na adolescência, principalmente, em momentos de fraqueza e tristeza, os jovens procuram refúgio nas pessoas do mesmo sexo, já que elas irão compreender melhor seus problemas do que alguém do sexo oposto. As características em comum, entre menino e menino e menina e menina são as principais causadoras da paixão súbita. É inevitável.

Acredito, assim como você, que o amor não escolhe aparência. Nem sexo, nem raça. Então, porque não se apaixonar por alguém do mesmo sexo? O amor é cego, já diz o ditado. A felicidade acontece. Não é premeditada. Eu não sou obrigado a gostar de garotas, nem de garotos. O que tiver de ser, será. É essa a visão dos jovens de hoje. Não se tem necessidade de amar por obrigação. Tenho amigos homossexuais , que vivem com parceiros nem sempre com a mesma opção sexual, mas nem por isso deixam de ser felizes. É, felizes. Lembra que eu havia dito que o amor não escolhe seus alvos? Pois é, é sobre isso que eu estou falando. Se o homossexualismo está tão disseminado hoje em dia, não é por causa de revoltas e conflitos com seus próprios "eus". É uma simples questão de lógica: basta eu me aceitar e ser feliz comigo mesmo para a vida valer a pena. Até o próprio termo usado para designar os homossexuais, gay, significa alegria. Sempre aprendi que escolhas sexuais sempre são de responsabilidade da pessoa. Unicamente dela. Ninguém pode escolher por esta pessoa. Os indivíduos decidem o que querem por ter este direito. Todos temos este direito. O direito de ser feliz. Com ou sem o sexo oposto.

Aceitar-se perante todos é o suficiente para ter certeza do que se quer mesmo. É por isso que admiro os homossexuais assumidos. Ter peito para encarar uma sociedade que tem estampada na testa a palavra preconceito não é para qualquer um. E não tenho vergonha de admitir esta admiração. Porque o que importa é se sentir bem e satisfeito consigo mesmo. Que nem o Rodrigo, lá do início do texto, que namora com o Felipe Moura, dezenove anos, operador de telemarketing. Felizes, como qualquer outro casal neste mundo diverso.






Pauta para o Blorkutando - 76ª Semana - Linha Tênue.


***

P.S mínimo: fiz o texto superimprovisado e a pressa me faz escrever de um jeito horrível! No sábado, tornarei a postar, se não, no domingo. Postarei uma dissertação que fiz na aula de Língua Portuguesa. Espero que gostem!

Beijos. abraços e até a próxima!

8 pseudocomentaram:

Amanda disse...

Realmente, o preconceito é grande sim. Algo difícil demais de lidar.

Ser hetero é bem mais fácil, fato. Ainda bem que não gosto de meninas, rs.


Bjs.

James Pimentel disse...

"homossexualismo" é um termo extinto amigo. Retira ele urgente que usar esse termo da processo.

Quanto ao texto: não acredito que seja assim. Enfim, qndo vc ler o meu post vai saber minha posição. Abraços

Petite Mélange disse...

Como diz Oscar Wilde, "ser bom é estar em harmonia consigo mesmo" ...

A!!ªN disse...

Boa sorte no BK.

●๋• тнαi иαรciмєитσ disse...

É preciso mesmo muita coragem para assumir uma coisa dessas nos dias de hoje...

Boa sorte no BK!

Belisa Cardoso disse...

Estou com vc!
Estou do lado do direito de amar, de ser feliz,não importa a preferência sexual.Para mim so o que importa,é a felicidade,pq ela está sempre em falta...
lindo texto.

bejocas

Vanessa disse...

É preciso ter muita coragem para se assumir diante de uma sociedade cruel e preconceituosa como a nossa. Tenho amigos que não se assumem de jeito nenhum por medo. Dou meu apoio como posso e torço para que um dia eles tenham o direito de viver segundo sua essência sem recriminação. E quero ver a dissertação!!

(www.caixinhadeopinioes.zip.net)

Fran Nery disse...

Você enfatizou algo importante... Não é fácil assumir, encarar. Admiro quem consegue se colocar, critico quem não aprende a aceitar. Porém, defendo a ideia de que é uma questão de respeito mútuo, ambas as partes têm que saber até onde vai seu espaço. Bom texto!