sexta-feira, 7 de maio de 2010

Se um é pouco e dois é bom, três ou mais é melhor ainda!

Desde que me entendo por gente, sempre tive certa facilidade para me envolver em grupos, grandes e pequenos, do mais radical ao mais calmo. Em sala de aula, sou admirado por fazer amizade com o nerd, com a roqueira, com a tagarela e com o rebelde. Em minha rua, todos sabem que acato amizades rapidamente e me dedico muito a elas. A noção de social, de que eu preciso estar inserido em grupos para sobreviver acompanhou todo o meu desenvolvimento moral. Como antes não existia essa história de popular na escola, eu era apenas conhecido por todos. Agora, posso dizer que sou, sim, popular – e não, não é gabolice de minha parte.

No período da Idade da Pedra, viver em grupos era quase uma obrigação: havia a ajuda mútua, sem mesmo existir um dialeto, língua ou qualquer outro meio de comunicação. Um pouco depois, na Idade Média, o agrupamento das pessoas não só tornou-se uma obrigação como também se mostrou essencial na vida de uns com os outros. Podemos ter como exemplo as revoltas e revoluções, que em sua maioria era comandada por grupos minoritários indignados com o modo como eram tratados. Acelerando um pouco mais o tempo, parando na Idade Contemporânea, ainda se observa a união das pessoas em prol de uma característica em comum, só que em uma escala menor do que acontecia antes. Não que o homem tenha aprendido a viver só e totalmente isolado do mundo; mas que ele se fez um ser mais egoísta. Mais egocêntrico. Mais dono de si. Posso estar errado, mas já percebi muitas vezes certos indivíduos excluindo-se de um grupo para habitar o seu próprio mundo, consigo mesmo, preso em suas ideologias e pensamentos. Parece que compartilhar com o próximo os seus problemas, alegrias, mágoas e momentos de êxtase não é melhor ou igual do que seria se compartilhasse das mesmas coisas consigo mesmo. Viver em grupo é uma necessidade que as pessoas precisam entender que faz parte da vida. Assim como um lobo não se vê sem sua alcateia, nem uma abelha se vê sem sua colmeia, nós não temos nenhuma condição de viver sozinhos. “Ninguém pode ser feliz sozinho...”, já diz a música.

Não me imagino vivendo só em meu mundo conflitante; não posso viver sem meu grupo vasto de trabalho com o qual atuo competente e alegremente; não consigo enxergar um outro eu sobrevivendo longe da turma da escola que me aconselha, nem distante da turma do curso de francês que tanto me fez amadurecer em apenas um ano. Se há uma lição que eu posso tirar da convivência em grupos é que não existe pessoa sem duas ou mais pessoas. O grupo, seja ele familiar, amigo, amoroso, dentre outros, é necessário sim, em todas as fases da vida e isso é incontestável. Você já se imaginou sequestrado, sem ninguém a quem recorrer? Tente viver sozinho. Garanto que você desistirá no primeiro minuto.




Pauta para o Blorkutando – 84ª Semana : Em grupo.


***


Oi gente!

Bem, eu sou um incompetente por não ter postado antes. Juro pra vocês que não foi por querer. Tive uma série de acontecimentos que me obrigaram a parar pra refletir. E ainda tive algumas provas também, o que requeriu um estudo a mais da minha parte. Precisava mesmo contar pra vocês.
Agora, sem siglas nem nada, e de peito aberto, confiante, posso dizer: meu amor pelo Willian voltou. Nossa amizade se fortaleceu muito, fato. Só que ontem eu percebi que nada me faz feliz que um toque das mãos quentes dele. Eu preciso desse calor perto de mim, me protegendo e me guiando por onde quer que eu vá. Eu sabia que um amor desses não ia acabar assim. Sabia.
Ah, pessoas, obrigado pela atenção e pela compreensão comigo quando revelei o que sou de verdade no post anterior. Valeu mesmo! Não seria nada MESMO sem vocês!
Tava com saudades daqui! Tô muito feliz e, ao mesmo tempo, confuso comigo mesmo. Sei que não tenho futuro algum com ele, mas o que seria do homem sem os sonhos? É, eu gosto de alimentar ilusões – e colher lágrimas, também.
Acho que de novidades é só. Ah, passei em todas as matérias no primeiro módulo na escola, e no Danielle Mitterrand, meu curso de francês, também me saí bem nas provas.  Também, com aquela motivação linda e perfeita ali, sorrindo pra mim, como é que eu não vou arrumar motivo pra me empenhar ainda mais nas minhas provas?

- UPDATE: Escrevi esse texto na quarta e só vim postar hoje. ontem conversei com o Willian sobre sexualidade e ele esclareceu que não teria mesmo nenhum caso com outro homem. Eu vou confessar que foi como um balde de água gelada na minha alma, mas já era de se esperar, né? No curso de francês foi muito firme! Não teve aula e ficamos de bobeira até altas horas da noite, tirando fotos e conversando. O Willian, como já disse, é formado em Letras pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) e me convenceu até a raiz dos cabelos que eu devo fazer Letras também. E é o que eu quero pra mim. Vou me formar cedo se passar esse ano. Vou adorar passar e deixar uns idiotas lá da minha sala que se matam de estudar e não tiram nenhuma nota alta. Odeio gente que se acha por fazer cursinho pré-vestibular. É o cúmulo do cúmulo. Antes mesmo de saber de vestibular, deve-se passar na escola, não é mesmo? E um monte de gente esfrega na minha cara que eu vou me dar mal por não fazer também. #UmFodaSe pra essa fubá. Sim, eu vim mais revoltado dessas férias de uma semana daqui. Vim trash, vim maduro, vim tarado (!), vim louco. Esperem mudanças no meu modo de falar com vocês, mas saibam que vocês sempre serão os melhores pra mim, tá? Rs.

E sobre o Willian: ainda tô totalmente apaixonado por ele. Me reapaixonei (!) por ele. Não posso evitar tamanha perfeição em uma pessoa só! Ele me mata ♥. Mas acho (só acho!) que os conselhos que ele me deu sobre sexualidade vão servir pra alguma coisa esse fim de semana. Vou postar mais vezes, aguardem! Tanta coisa pra acontecer, e o meu coração só amarga o dia em que ele for embora. #ACEITOCONSELHOS.

Bem, é isso. 

Pra vocês que me amam,




5 pseudocomentaram:

Umrae disse...

Contesto a idéia de que o homem contemporâneo é um ser mais egoísta e egocêntrico. Mesmo características modernas extremamente individualistas como consumo compulsivo, por exemplo, têm por trás todo um conceito de busca de auto-afirmação, aceitação pelo grupo e admiração. Acredito ainda que nunca se deu tanta importância à rede de contatos (networking) para o trabalho (base da sobrevivência na nossa sociedade) quanto hoje em dia, em que não há muita estabilidade e depende-se de indicações para tudo.
No mais, é sempre bom ver alguém que entende a verdadeira importância do trabalho em equipe, que sabe que é inevitável e necessário, e que não acha que faz melhor sozinho. As pessoas têm todo o direito à introversão, mas isso não significa que uma visão unilateral seja melhor que um consenso.

E quanto ao cursinho, sendo levado ao mesmo tempo que o colégio atrapalha mais do que ajuda. Tira foco do aprendizado, consome energia e tempo excessivos. Cursinho não é o que ensina e dá as bases, é o que relembra e dá alguns macetes para que se resolvam os exercícios mais rápido. Sem os pré-requisitos necessários, ele não cumpre, portanto, sua função.
No meu tempo de colegial, eu não quis fazer. Isso não me impediu de obter a vigésima quarta posição entre todos os treineiros de humanas na Universidade de São Paulo, nem me impediu de ser nela aprovada, direto do colegial, em um curso com 65 candidatos por vaga. Também passei em todas as particulares que prestei, todas concorridas e de nível excelente (incluindo aquela pela qual optei). O pessoal que bitolou em cursinho teve desempenho pior do que os que não fizeram (comparando alunos de nível de conhecimento similares), porque já estavam esgotados demais para render.
Mas se os outros estão se matando de estudar e não dão resultado, provavelmente estão com defasagens em matérias anteriores. Talvez fosse o caso de vocês trabalharem em grupo e se ajudarem...

Mel disse...

Ti! Não passo aqui a tanto tempo, o comentário é mais sobre o outro post que por esse, mas adorei esse texto tbm!
O outro, porém eu achei tão verdadeiro, tão sincero e apaixonado, toda a forma de amor é bela e o seu amor pelo Willian tbm é!
Muito corajoso você, assumir, sem pesares e de forma tão sutil e verdadeira! Adoro, sempre, o que escreves, mas hoje te admiro ainda mais como pessoa! Amei, muito, muito! Beijos

●๋• тнαi иαรciмєитσ disse...

Nós precisamos de nossos momentos sozinhos, assim como precisamos de momentos em grupo. Algumas pessoas temem essa última parte porque não gostam de ser contrariadas, não gostam de "compartilhar o poder", mas é necessário.

Eu faço Letras na Universidade Estadual de Feira de Santana, primeiro semestre. Estou amando, de verdade. Imagino que você também deva gostar muito. O meu curso é de Vernáculas, mas imagino que você queira fazer com francês, mas só o fato de estudar literatura vale muito a pena. É maravilhoso. Quer uma dica? Se é o que você quer, se arrisque. E não fique pensando que precisas de cursinho. Eu saí direto da escola pública para a Universidade pública,sem cursinhos, e me orgulho muito de dizer isso. E tudo isso com dezesseis/dezessete anos.
Boa sorte nos estudos e na vida.

Jeniffer Yara disse...

Ah Ti desculpa não comentar sobre sue post,tô sem tempo mesmo para ler os blogs,mas vim passar aqui só pra não deixar o vácuo nas atualizações do blog que sigo,hehe

Linda história sua e do Will,que dê tudo certo pra você,tanto na vida sentimental quando na profissional,haha,também quero passar logo no vestibular,me formar logo e esfregar na cara daqueles que duvidam disso! haha

Bjs!;)

Erica Ferro disse...

A verdade é que, no fim, somos sozinhos.
Mas, enquanto não chega o fim, estreitamos laços com os que nos cercam.

Ai, eu nem sei do que comentar. Se do texto ou do P.s, que tem sido maior do que o próprio texto, haha.

Um abraço.