segunda-feira, 12 de julho de 2010

Aventura no museu, parte dois.

Acho que nunca mais vou esquecer do susto que levei ao ver Conrad Stevens ali, parado ao meu lado, no museu do Louvre, impedindo mais uma vez meus planos.
Conrad Stevens era um sujeito que se autodenominava "o senhor da matéria". Tudo bem, ele foi designado por Merlin, o Deus-mor da matéria, a me instruir nas aulas de desmaterialização, só que elas nada tinham de agradáveis. Eram sessões de tortura, basicamente. Eu sentia como se casa músculo do meu corpo fosse achatado por uma marreta invisível a cada distância maior que eu deveria aparecer. E o pior, Conrad só me mostrava que aquilo poderia ser mais cruel do que eu estava sentindo. E ele não tinha a menor pena de mim.

- Ah, Philipe! Quantas vezes eu já te avisei pra só se dematerializar ou se materializar em locais menos perigosos? - disse ele, furioso.

- Não, Stevens, desta vez foi necessário - eu disse, extremamente revoltado com aquele cara impedindo meus planos pela milésima vez.

- Ah, então me diga o que é mais importante do que rejeitar uma ordem de Merlin, Philipe.

- Destruir algo que insiste em me aterrorizar os sonhos, Stevens - concluí, feliz por não ter vacilado com minha voz nenhuma vez. Eu geralemente tinha pavor daquele cara.

- Se há algo que você precisa destruir aqui, esse algo sou eu, garoto.

Observei a prepotência e a petulância em seu tom de voz. Parecia que ele era o dono do mundo e eu, apenas um simples criado. E afinal, do que ele estava falando? Será que ele tinha alguma coisa a ver com os meus pesadelos com aquele corredor sombrio e cheio de quadros aterrorizantes? E o que ele quis dizer com "se há algo que você precisa destruir, esse algo sou eu"?!

O ar, de repente, ficou gélido, mais do que já estava. Senti um estalo na coluna e, contra a minha vontade, fui desmaterializado por Conrad. Ele tinha esse poder. E eu achava isso uma grande injustiça. Fui deslocado para um pouco mais além de onde estávamos, num local onde os raios de laser que denunciavam os ladrões estavam nitidamente ligados. Eu sabia o que Conrad estava armando. Ele queria me incriminar para, como sempre, se manter o santo da história. Mas eu tinha uma carta nas mangas, e como, ai como eu gostava de contar vantagem. Eu ainda estava ali no Museu do Louvre, com a cabeça rodopiando e os quadros quase berrando na minha cara, mas eu sabia o que devia fazer.

Nada poderia ser melhor do que se materializar até o plano superior.

E lá travar a luta mais justa da minha vida - ou quem sabe, destruir o motivo dos meus pesadelos constantes com um certo corredor.

2 pseudocomentaram:

Italo Stauffenberg disse...

Nooooossa qu viagem esse teu post. Mas tá super interessante!

^^

Merlin, Merlin, Merlin (tão rei Arthur, não é)

Brilha o pensamento aqui hein?

hehehehe

Abraço

Jeniffer disse...

Ahh você já postou a continuação! Que mara *-* Que personagens loucos esse?haha Deus-mor da matéria... Ahh amei,tô amando toa a história com esse ar de suspense e essa ação que vai acontecer e talz...*.*


Beijos,até a continuação,hehe ;*