quarta-feira, 21 de julho de 2010

Não passou da hora não, Brasil?

                                        Casamento de Felipeh Campos e Rafael Scapucin - aqui no Brasil, tá?

Há alguns dias, o governo da Argentina aprovou a lei que legaliza o casamento gay no país. E isso, pra quem acompanha meu blog e acompanhou por um bom tempo meu drama pessoal, me deixou muito feliz, pois defendo sim a união entre gays e lésbicas. Acredito que a Argentina deu um grande passo em relação a países como o Brasil, por exemplo, que tem uma diversidade cultural muito grande e que ainda não legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Em época de eleição, acho meio ridículo da minha parte ficar fazendo pressão pra que o governo aprove logo uma lei que libere o casamento gay - se bem que acho pouco provável que alguém capaz de mudar alguma coisa na contituição leia isso, mas enfim. Não custa nada dar mais um empurrãozinho básico na cabeça das pessoas pra que elas entendam que o amor prevalece acima de qualquer coisa. Assim como um homem e uma mulher se juntam e pretendem ser felizes juntos, um homem e outro homem e uma mulher e outra mulher também tem esse direito de felicidade, não? Eu sei que vão vir umas quinhentas pessoas - tá, pelo menos umas cinco - me dizer que Deus fez o homem pra ficar com a mulher, e blábláblá, e mimimi. Eu queria muito entender se Deus ama a todos. Porque não é o que parece quando alguém religioso extremista vê um casal gay abraçado, ou em qualquer outro momento de afeto. Deus ama a todos, não é? Se alguém mata outro, Deus continuará o amando, assim como uma lésbica fica com outra - sem contar que isso não é crime, né, mas aí abafa. Eu sei que o Brasil não precisa de gente como eu pra ficar gritando pro mundo inteiro que é um país extremamente atrasado em termos de pessoas. Mas já tá na hora, Brasil, de ver que não é só um ou outro que é gay, não. Tem parada gay, tem as novelas mostrando - mesmo que muito recatadamente - gays, exemplos de famosos gays e que ninguém fala nada... O que é que tá faltando? Bom senso e um pouco mais de visão é o suficiente?

Pois é, eu me empolguei agora, e detesto me empolgar demais, porque sempre esqueço o propósito final do post. Mas quero que saibam que tô me corroendo pra comprar uma passagem pra Argentina, que até pra lá as coisas estão mais fáceis. Porque se for pra continuar num país que não dá a mínima pro que metade da população faz e que só liga pro próprio umbigo, é preferível partir para onde haja um pouco mais de sensibilidade populacional por parte dos governantes. Afinal, alguém precisa dar a cara a tapa.

1 pseudocomentaram:

Italo Stauffenberg disse...

Não posso negar que seu post tem um lado inocente do ponto de vista político. Se esta lei foi aprovada na Argentina, com certeza, não foi pela sensibilização dos políticos. Ele não dão a mínima para isso. Há muita coisa omitida por trás.

Isso é fato. Mas eu não iria pra Argentina por isto não. Sei lá, amo meu Brasil e preconceito está em todo lugar. O Brasil não seria diferente não?

Abraço.