sábado, 4 de setembro de 2010

Estreia oficial: Tudo de Blog do A Pseudociência - Nº 1


[Mais uma vez, explicito: todos os direitos deste projeto são reservados à revista Capricho. Grato pela compreensão.]

E aqui estou eu, pela quarta vez, com a ideia revoltada do (meu) Tudo de Blog! Só que desta vez tem novidades: repararam que no título eu coloquei 'estreia oficial'? Pois é, é isso que você está pensando e isso que você não está pensando. Vou sim, transformar o (meu) Tudo de Blog em um projeto! Só que um projeto interno, aqui mesmo no A Pseudociência! Ele será mensal e, na última semana de cada mês, haverá uma edição, começando a contar a partir desta. Caso você queira MUUUUITO participar, mande um e-mail para tiegoramon@hotmail.com com a resposta para a seguinte pergunta: "Porque eu escrevo?", no máximo até cinco linhas. No dia 20 de setembro (segunda-feira), estarão encerrados o envio de e-mails, sendo os enviados após esta data invalidados, obviamente. Contatarei os blogueiros no mesmo dia, informando-os o tema da edição, o prazo de entrega e o dia da postagem aqui no blog. Isso tudo foi uma grande evolução em minha vida, e percebi que só postar textos, crônicas, etc. não era o bastante para mim. Precisei abrir as portas da imaginação e cá vos trago, orgulhosa e respeitosamente, a primeira edição do (meu) Tudo de Blog!


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Tudo de Blog                              Edição: Tiêgo Alencar

"Socorro, salve-me"! Nossos blogueiros atacaram de heróis por um dia e contam como foi!



Nome: Francisca Nery
Idade: 19 anos

Pânico no 202

Em um mundo de tristezas e raras curas, minha função era a de trazer sorriso ao rosto de pacientes. Semanalmente eu frequentava a UTI do Hospital das Clínicas da Unicamp e, entre altas e óbitos, poucos estavam ali em visitas consecutivas. Ser atriz naqueles corredores brancos era mais do que um exercício de construção de personagem, era lidar com o mundo lá de dentro separando-o da vida “real” do lado de fora.
Recebíamos instruções rigorosas que implicavam em sérias punições. Criar vínculo afetivo, questionar ou interferir no tratamento clínico de qualquer criança ou idoso era terminantemente proibido. Porém, imagino que não preciso nem mencionar como nem sempre isso se aplicava.
Nino era vivaz, movia apenas suas sombrancelhas e sussurava meias palavras. Ele se comunicava de forma simples, rica e mais completa do que muitas crianças aos 7 anos de vida. Ninguém conseguia arrancar gargalhadas daquela criaturinha exigente, muitos inclusive desistiam de frequentar o quarto 202. A Panqueca, minha palhaça, insistia.
Nossa intuição, mais do que nós mesmos, sabe quando alguém não é apenas mais um expectador de nossas piadas. Ela falou baixinho para eu ficar constantemente de olho naquele quarto, cuidando de meu único amigo num ambiente de solidões.
Foi na tarde de uma quarta-feira que tudo aconteceu. O hospital estava mais vazio que o usual e, por não gostarem muito de nosso trabalho, médicos estavam longe dos leitos onde tinha gente fazendo palhaçada. Sozinha no 202, eu completava quase 30 minutos de brincadeiras com o Nino quando o tubo que o mantêm vivo, inexplicavelmente, escapou da faringe. A Panqueca paralizou; a Fran desesperada gritou por socorro. Juntas, sem saber como e somente sendo comandadas pela tal intuição, burlaram as leis e, em segundos, descobriram como conectar tudo novamente.
O Nino renasceu naquele dia. Poucos minutos depois, chegaram os médicos. Bravos, mandaram que eu saísse de lá e dissesse o que havia acontecido. Antes mesmo que eu respondesse e, provavelmente, fosse proibida de lá voltar, o Nino resolveu manifestar-se. Com os olhos, chamou um dos médicos para perto; com poucas e baixas palavras, ele disse sorrindo: “tá tudo bem, a gente tá brincando; o palhaço acabou de me fazer sonhar”. Aliviada, tirei meu nariz vermelho com a certeza de que minha missão estava cumprida: mais do que salvá-la, eu trouxe a risada para a vida do Nino.



Nome: Italo Stauffenberg
Idade: 18 anos

Um help, s'il vous plaît

Era criança e como toda criança não tinha domínio do que era real ou não. Bom, não tinha mesmo era noção de perigo. É do saber de todos que onde tem criança há sinal de perigo. Portanto, quando tiverem os seus 'filhotes' lembrem-se desta dica, afinal, um dia vocês também foram uns pestinhas.
      Era para ser aquele feriadão com a família e os amigos em uma casa de praia (em frente à praia, por sinal) onde a diversão tomava conta de todas as crianças que por ali estavam. Era uma praia meio desabitada, quase ninguém a conhecia. Isso fazia dela um local perfeito, sem tormentos, sons altos e aquele povo que vai a praia só para beber. Não havia muitos carros. Era tudo perfeito. Bom, quase. Eu sempre fui um garoto que pensava muito bem antes de tomar qualquer atitude mas parece que quando a gente está no 'meio da galera' agente perde esse bom senso.
      Foi uma tarde fatídica. O mar estava violento e as ondas muito fortes. Eu sempre fui alto e talvez por isso, decidi tomar a decisão que tomei. Percebi que os 'adultos' estavam se afastando cada vez mais de mim que estava à beira do mar brincando com meus colegas. Aquilo despertou em mim à vontade de ir além. Assim pensei: eu posso ir, sou alto, forte e esse mar não vai me deter. Não, não foi bem assim. Tomei um daqueles 'caixotes' e perdi completamente a noção do chão. Entrei em desespero! O medo começara a tomar conta de mim.
      - Meeeeeeeldeeeeels! Quem vai me socorrer?
      Todos começaram a rir por que eu tinha condições de sair por si só daquele lugar. Nem era tão fundo. O 'caixote' que tomei afetou meu psicológico e fez com que eu pensasse que tubarões e coisas bem piores iriam fazer com que eu morresse. Criança inventa cada uma não é? Depois que recobrei a consciência pude notar o quão tolo fui. No final das contas, eu mesmo fui meu vilão e meu super herói. Vai saber né! Dia fadítico, atípico mas que resultou em uma bela história para se contar.



Nome: Jade Amorim
Idade: 16 anos



De sardinha à heroína

Nunca fui boa com atos de heroísmo, sou do tipo de pessoa que consegue cortar o pulso abrindo uma lata de sardinha. Sirvo mais para a vítima atrapalhada. Mas não naquele momento, eu sabia. Não podia deixar o garoto boiar na água da piscina até morrer afogado, e era a pessoa mais perto dele. Então, o que eu poderia fazer senão nadar?

Mergulhei para pegá-lo por baixo, a água era funda para mim e não conseguia levantar o peso da criança. Como era de se esperar, quase me afoguei no lugar dele. Vi uma frase em algum lugar que dizia que para se salvar alguém precisava de 1/3 de coragem e 2/3 de idiotice. Acho que era algo bem assim.

No fim, deu tudo certo, botei o meio litro d'água para fora quando conseguiram me içar também e havia aprendido uma lição muito valiosa naquele momento, nunca, em hipótese alguma, vá salvar alguém numa piscina se ela estiver num lugar onde não te dê pé que você acaba se afogando mais que ela. Isso sim que eu chamo de lição para a vida toda.




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É isso, leitores. Espero que gostem e deem um UP na minha ideia! Espalhem, divulguem, participem e me ajudem a ser um pouquinho mais feliz! :) Muito obrigado aos queridíssimos blogueiros que toparam participar desta edição, por toda a sua atenção e carinho com o qual escreveram os textos. Um beijo e um abraço forte do @tiegoalencar e até a próxima!

10 pseudocomentaram:

Francisca Nery disse...

Sucesso, sucesso e sucesso! É isso que eu desejo, e coração, ao seu projeto. Já sabe que quando quiser/precisar/desejar pode mandar pautas ou perguntas para mim! É uma honra estar na estréia do (seu) TDB... E de quebra junto com a Jade! (: Beijão!

Francisca Nery disse...

*de coração

Italo Stauffenberg disse...

'do babado Tiêgo!

A postagem da Francisca me emocionou!

nossa, a minha foi na maior tiração de onda e a dela foi tão real!

Um abraço. Sempre que precisar dá um grito de socorro!

^^

Evelyne disse...

'do babado²
Amei a foto tipo poderosa e arrasando da Jade!

Evelyne disse...

Mentira http://lilizinha1ev.zip.net/ era blog do uol!

' Jαdє Amσrιm disse...

Ah meninooo, me emocionei com a postagem da Fran. Muito forte, até! O meu foi tão bobinho! =x
Enfim, e essa foto? Como que tu achou ela? oaksoaksaoskaoksaosaoksa
Te adoro³!

Beeijos!

Ester disse...

Ameeei seu blog *o*
Eu acho que não seu escrever sobre pressão,
mas boa sorte com o projeto!

Fuve disse...

Tiêgo, tem um selo para você no meu blog (:

Jeniffer Yara disse...

AA muito bom Ti!Que maravilha você ter o TDB como um projeto fixo do seu blog!Amei os textos *-*

Beijos.

Luly disse...

Gente, que chiquérrimo!

Uma pena eu não poder participar, mas vc sabe como eu gostaria! Admiro muito seu blog e seu esforço!

MUUUUUUUUITO SUCESSO! E obrigada pelos parabéns! :D