terça-feira, 31 de agosto de 2010

Correria, cansaço e MUITA coisa pra fazer.

Antes de mais nada, dizer à todos os blogueiros que me leem ou não, que vocês são pessoas maravilhosas e que merecem MUITO SUCESSO por possuírem um blog - hoje é dia do blog, pra você que não sabe - e sabem o quanto é difícil manter um. Mas chega de blábláblá que eu tenho algumas coisas pra contar pra vocês.


Eu tô me sentindo atrasado. Sei lá, parece que fazer cursinho pré-vestibular muda a vida de uma pessoa. Eu não tenho a menor vontade de fazer, mas sinto medo da frustração no vestibular. E se eu não passar? E se eu fizer cursinho e atrapalhar toda a minha vida escolar? São muitos os meus medos, sabe. Eu sinto um receio imenso de o cursinho bagunçar a minha vida. Ainda mais que os assuntos do colégio estão ficando cada vez mais complicados, até mesmo pra um nerd...


Eu tô ficando retardado. É, retardado. Um fulano qualquer passa na rua e faz meu coração disparar. Ontem voltando pra casa, por exemplo, esbarrei num cara que era a personificação do Ashton Kutcher meuídoloocaramaisgatodoplaneta, e eu nem preciso dizer que quase pirei quando ele pediu desculpas por ter derrubado meus livros. A imagem ainda persiste em martelar na minha cabeça. Assim como o desejo súbito de namorar alguém antes da formatura. Sei lá se é muita comédia americana na minha cabeça, mas eu acho que não é normal. Ultimamente eu sinto uma carência sem igual, daquelas que te fazem ficar acordado até tarde, mesmo querendo dormir. Daria um monte de coisa pra ter uma namorada legal e que gostasse de mim do jeito que eu sou. E descobri que o meu desejo de amar só surge por mulheres :O Por homens são só paixonites e atrações. E tá, eu não me decido nunca sobre minha sexualidade. Ainda tá cedo demais pra tirar conclusões precipitadas, então deixa eu ser feliz um pouco curtindo tudo.


Eu tô gripado, ainda. E isso afeta profundamente o meu desempenho como escritor. Mas justamente por causa dessa moleza que eu não passo mais tempo na frente do PC e tento planejar algumas coisas, que espero darem certo. Como o meu Tudo de Blog, com data para ir ao ar sexta-feira (03/09) e meu livro, que recomecei a escrever. Desejem-me melhoras, o Tiêgo aqui tá precisando de uma força - que a realidade insiste em NÃO dar.


Enfim, meu processo criativo tá devagar. Perdoem-me qualquer incompetência aqui. Um beijo e um abraço distante do retardado @tiegoalencar.  Até a próxima!


UPDATE: O Unlimited Imagination foi desativado SEM O MEU CONSENTIMENTO por uma pessoa MUITO filha da pombagira, que revirou um monte de coisas internáuticas minhas. Tô arrasado. Continuem aqui comigo.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A realidade de sonhar



Se me perguntassem sobre qual atividade da minha vida que eu mais gosto, responderia sem pensar duas vezes: sonhar. Qualquer outra pessoa normal teria respondido que gostaria de navegar na internet ou de sair com os amigos, mas eu decididamente não sou uma pessoa normal. Prefiro entrar num mundo onde posso ser quem eu quiser, fazer sem pudores o que eu pretendo fazer e até unir-me a pessoas com as quais eu acredito que será bastante difícil encontrar tão cedo. A sensação de total capacidade que o ato de sonhar nos proporciona faz com que tenhamos um certo estímulo para alcançar nossos objetivos aqui, na realidade.

Já fui presidente da república e solucionei os problemas mais precários do nosso país. Dei beijos apaixonados no amor da minha vida, no meio da pista de dança da formatura. Voei atrás daquilo que não tinha nome, mas que eu sabia que me faria feliz. Até ganhei um lugar na Academia Brasileira de Letras, pelas minhas obras e meu trabalho como professor de literatura e língua portuguesa! Confesso, sou um completo sonhador. Mas ao contrário do que algumas pessoas pensam, isso não faz de mim alguém que vive em outro planeta, querendo existir num lugar que não existe. Baseio-me em meus sonhos para conquistar o que me é conveniente. Por exemplo, não fui o aluno modelo da classe por falta de querer. Sonhei muito com o dia em que fui nomeado, na sexta série, na frente de toda a turma, o melhor aluno do ano. Por mais que isso tenha se repetido por mais dois anos, não deixei de me esforçar para que tudo desse certo, de acordo com meus sonhos. A mesma coisa ocorreu com meu primeiro beijo, dado aos 12 anos na garota que eu menos esperei beijar. Somos cercados de ilusões, de pensamentos que nos fazem ir atrás de suas concretizações.

Desde pequenos, quando sonhamos com os brinquedos guardados nas prateleiras mais altas, até adultos, quando queremos formar uma família e ter nosso próprio lar, aprendemos que não basta apenas sonhar: é preciso lutar pelos sonhos. Mas isso só é verdade quando estamos dispostos a tudo para alcançá-los e acreditamos o suficiente neles. Não me lembro de ter desistido de um sonhop por falta de crença nele. Até o fim, permaneci acreditando neles, por mais impossíveis que eles pudessem ter sido. Agora, com o crescimento e um pouquinho mais de racionalidade, sonho com a passagem no vestibular, com o diploma de uma universidade pública nas mãos, com aquele gostinho bom de liberdade e com o exercício da profissão que eu escolhi. Não pararei de correr atrás dos meus sonhos enquanto tiver formças para acreditar na realização deles. Uma pessoa não existe se ela não é capaz de sonhar, a necessidade que todos nós possuímos.

A construção da realidade depende dos sonhos. E cabe somente à nós participar desta construção, cada um com seu sonho, seu objetivo. Sua vida muda completamente quando você bate no peito e diz com toda a convicção: eu sou um sonhador.


Pauta para o Blorkutando - 100ª Semana : Sonhadores.


***
Desculpem minha ausência daqui. É que tive algumas complicações com a internet, mais o meu novo blog que eu ainda tô planejando os posts, o layout, a estrutura... Isso ocupa um tempo precioso. E como se toda essa ocupação não bastasse, eu ainda tô doente! Muito gripado, com muita dor nos olhos e na garganta, fraqueza. Não quero que seja dengue, já peguei duas vezes e foi a pior coisa da minha vida! Ainda tenho forças pra ficar em frente ao PC, mas não consigo ficar muito tempo. Por isso, estou me apressando aqui! Já no próximo post, o (meu) Tudo de Blog! Gostaram do novo layout? Comentem, comentem muito! Vocês farão de mim uma pessoa mais feliz! :) Abraços à todos e até a próxima!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

É hora de mudar!

Eu não voltei a ser incompetente com este blog, não. É que decididamente eu descobri que era hora de mudar. Chega de mesmice, sabe? Sempre a mesma coisa, o mesmo layout, as mesmas histórias... MAZENFIM, eu resolvi criar um novo blog, o http://theunlimited-imagination.blogspot.com , no qual eu postarei temas do cenário pop, ou seja lá o que estiver sendo comentado no momento. E caso alguém pergunte se eu vou deletar o A Pseudociência, não, não deletarei. Só agradeceria MUITO a vocês se entendessem minha ausência daqui caso eu suma e não consiga postar. Tem a escola, mais o trabalho, mais o curso de francês... Minha vida tá retardada. Essa semana ainda eu organizarei o Unlimited Imagination e a partir da semana que vem, começarei a postar regularmente lá e aqui. Pode ser que eu ainda volte pra postar a pauta pro Blorkutando, mas não confirmo nada. E aguardem mais novidades sobre o (meu) Tudo de Blog!

Eu ainda sonho com o dia em que cumprirei metade das coisas que planejo. Tá, nem a metade.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

#TOPFIVE: Livros

Há tempos que eu não posto nada além de textos aqui, desde o (meu) Tudo de Blog. Portanto, criei uma lista com cinco livros ( e séries de livros ) que eu gosto mundo e que adoraria compartilhar com vocês. Vamos ao primeiro Top Five do A Pseudociência!

#TOPFIVE: Livros


1 - A Mediadora (série)


Autora: Meg Cabot
Gênero: Romance assombrado, ficção, aventura, literatura juvenil
Editora: Galera Record
Recomendo comprar na: Livraria Cultura
Síntese: Suzannah Simon é uma garota nova-iorquina que acaba de se mudar para a Califórnia com a mãe, para viver com seu padrasto e seus meio- irmãos. Ela seria apenas mais uma garota comum de desesseis anos se não fosse o fato de ela poder enxergar, falar e conviver com fantasmas. Sua missão é mediá-los para onde eles realmente deveriam ter ido após a morte - o que é sinônimo quase sempre de confusão com eles e que nem sempre será facilitado. Nestas idas e vindas com o 'trabalho' de mediar fantasmas para o outro mundo, Suzannah conhece Jesse, um fantasma bonitão que habita seu quarto e que viveu há séculos atrás. E com Jesse, Suzannah passará por diversas situações, do constrangedor ao romântico. Os seis livros da série (na respectiva ordem de lançamento: A Terra das Sombras, O Arcano Nove, Reunião, A Hora Mais Sombria, Assombrado e Crepúsculo) garantem uma trama de tirar o fôlego e uma viagem inesquecível ao mundo nada simples do sobrenatural.
Minha nota para a série: 9. Poderia ser 10, só não foi porque a Meg poderia ter lançado mais unzinho só que fosse. A série é muito boa, só acaba rápido demais. Quando você se empolga, já acabou.



2 - The House Of Night (série A Morada da Noite, tradução não utilizada em português)

                                                          Livros lançados no Brasil

Autoras: P.C e Kristin Cast
Gênero: aventura, romance sobrenatural, ficção, literatura norte-americana
Editora: Novo Século
Recomendo comprar no: Americanas
Síntese: Uma forma de lua crescente azul-safira marcada na testa de Zoey Redbird muda totalmente a sua vida. Ela é marcada por um vampiro, o que implica também na sua transformação em uma. Após muito sofrimento e de um encontro incrível com a deusa Nyx (a deusa personificação da noite para os vampiros), Zoey passa a se acostumar com a ideia de recomeçar sua vida, longe dos seus amigos de anos, longe de sua mãe subordinada a seu 'padrastotário' John Heffer, longe de tudo. Seu processo de transformação é mais acelerado que o dos outros adolescentes vampiros da Morada da Noite, sua nova 'escola', e isso deixa a garota apreensiva, pois ela não tem a menor ideia de como lidar sendo o centro das atenções num lugar totalmente desconhecido. Aos poucos, ela vai conhecendo adolescentes com os quais manterá um laço forte de união (Stevie Rae, sua melhor amiga; as gêmeas Erin e Shaunee, que não são gêmeas de verdade; e o Damien, um garoto muito inteligente e gay, que foi chutado pela família) e também vai aprendendo que nem todas as pessoas ali tem boas intenções. O livro é extremamente rico em informações, mostra vampiros de um modo completamente diferente do qual estamos acostumados a ver e não, não tem nenhum romance melosérrimo e dramático do tipo Edward e Bella. A história tem um desenrolar ímpar, uma alegoria perfeitamente contruída letra por letra e o melhor, garante a você todos os tipos de emoções.
Minha nota para o livro (porque só li o primeiro - Marcada - dos seis livros lançados.) : 9. Porque o começo, não vou mentir, é chatinho :/ O livro realmente só tem graça quando ela entra na morada, o que leva um tempinho :X


3 - Gossip Girl (série)




Autora: Cecily von Ziegesar
Gênero: literatura juvenil, literatura norte-americana
Editora: Galera Record
Recomendo comprar no: Submarino
Síntese: A elite de Manhattan vista pelos olhos de uma blogueira afiada em suas palavras é o tema central da série que viciou milhares de pessoas pelo mundo todo, seja nas telinhas, seja nos livros. Gossip Girl relata as histórias de Blair, Nate, Serena, Dan, Chuck e outros personagens não menos importantes, que fazem parte do mundo rico e luxuoso de Manhattan. Blair, a típica patricinha metida, é a vilã, que chega a conquistar, de tão malvada. Nate, namorado de Blair, é o riquinho que não dá o menor valor ao que tem e aproveita disso para usar drogas e curtir a vida do seu jeito. Serena, a melhor amiga de Blair, é a amiga que  todas queriam ser: linda, loira, fashion, rica e fina. Dan já faz parte do núcleo 'menos rico' da trama. Ele se apaixona por Serena, mas sabe que seu amor será completamente impossível por ele morar nos subúrbios do Brooklyn e não usar roupas de marca - o que não faz ele desistir de jeito nenhum dela. Chuck, o badboy irresistível, dá o gás na história, promovendo festas, ficando com as melhores garotas e tendo o que quiser na hora que quiser. Não só eles, como a Vanessa, a Jenny, as insuportáveis Kati e Isabel, o Eric, a Georgina fazem com que Gossip Girl seja consagrada uma das melhores adaptações de livros para a televisão. A série de 11 livros mais um extra (Não Me Esqueça) é completamente penetrante, instigante e envolvente. Você fica com uma curiosidade mórbida ao fim de cada livro e logo corre para ler o seguinte para saber o que vai se passar e assim sucessivamente. O mundo de glamour, fama, intrigas, brigas, vexames e muita fofoca de Gossip Girl também conquistará você.
Minha nota para o livro: 10! Impossível não tirar o chapéu pra Cecily von Ziegesar. Ela conseguiu fazer com que tudo o que viveu na elite da mesma Manhattan fosse descrita, minuciosamente e de maneira incrível, exclusivamente para os jovens. Acertou em cheio! Li todos os livros, um a um, e recomendo MUITO! Porque vocês sabem que me amam, XOXO, Gossip Girl Boy (tá, parei.).


4 - Se Houver Amanhã


Autor: Sidney Sheldon
Gênero: romance norte-americano, romance policial
Editora: BestBolso
Recomendo comprar no: Buscapé.
Síntese: Imaginem uma sede de vingança. Agora idealizem essa sede de vingança em uma mulher bela e de mente genial. Esta é Tracy Whitney, a personagem principal do livro Se Houver Amanhã. Com a morte da mãe, Tracy resolve ir atrás dos acusados e acaba caindo em uma armadilha. Seu noivo a abandona e a faz ficar mais frustrada ainda por tê-la abandonado num momento tão frágil de sua vida. E os homens que mataram a mãe de Tracy ainda conseguem colocá-la na Penintenciária Meridional Para Mulheres da Louisiana, onde ela é condenada a quinze anos de prisão. Lá, ela vive de tudo: de um estupro ao salvamento da filha do diretor do presídio, fato este que a tira da cadeia no sexto mês de reclusão. Daí em diante, Tracy começa sua missão: se vingar dos homens que destruíram sua vida. E ela consegue destruir, um a um. Só que Tracy não contava com toda a sua esperteza e coragem. E ao saber destes seus 'dons', ela passa a atingir pessoas que roubam outras pessoas. Como? Roubando-as também. E de um jeito impressionante e engenhoso a cada situação que Tracy vivencia, em alguns momentos sozinha, outros com seu comparsa, Jeff Stevens. Prepare-se para se emocionar, para vibrar e para sentir cada emoção que o livro pode lhe oferecer.
Minha nota para o livro: 8. Porque em certos momentos o autor dá voltas e voltas no mesmo lugar e isso dá uma vontade louca de passar logo todas as páginas. Mas garanto, é necessário ler cada palavra, pois o final é supreendente e vai precisar de uma memória básica! Valeu cada página que eu anseei por ler. Tá mais do que indicado!


5 - Sete Ossos e Uma Maldição


Autora: Rosa Amanda Strausz
Gênero: literatura infanto-juvenil, terror
Editora: Rocco
Recomendo comprar no: BondFaro
Síntese: Contos de terror que botam medo até no seu irmão mais velho. Todos os contos são muito bem explorados, mas o destaque vai para o conto do título. Um boneca que está possuída por sete ossos faz várias coisas assustadoras com as outras bonecas da sua dona, que não tem nem ideia que sua boneca linda, a Muriel, esteja neste estado. É só lendo mesmo, só de me lembrar sinto um arrepio! Pode parefer infantil a capa do livro, mas o abra e tenha a sensação de que o medo toma conta de você!
Minha nota para o livro: 9. São pouquíssimos os livros de terror que eu já li e gostei e esse foi um deles. Só achei que alguns contos ficaram devendo, mas decididamente o conjunto em si é de arrepiar!

***

Espero que tenham curtido, e aproveitem bem as dicas! Queria que vocês sugerissem por comentários o tema do próximo Top Five! Eu aceito sugestões!

Um beijo,

Tiêgo.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Tchau brinquedos, tchau infância.


Acordei suando frio naquele dia. E não foi porque estava doente ou ansioso por alguma coisa, mas porque tive um sonho. Na verdade, aquilo nem foi um sonho. Foi um pesadelo. Mãos imensas comprimiram-me contra mim próprio e esticavam todo o meu corpo também, como se eu fosse uma simples e maleável sanfona. E não adiantava eu gritar ou berrar de dor, pois as mãos repetiam rimtadamente o movimento, sempre num vai-e-vem frenético. E num determinado momento, as mãos me soltaram no chão e desapareceram assim como surgiram: do nada. Não movia um músculo sequer, nem o dedo mindinho do pé eu conseguia mexer. Quando desfaleci no sonho, imediatamente vim à tona, suado e amedrontado com aquelas mãos horrorosas. Levantei-me, fui até o banheiro, passei rapidamente a água fria no rosto e, ao olhar-me no espelho, tive um grande susto quando vi que aquele no reflexo ainda meio embaçado do espelho não era eu.

Eu tinha barba.
Minha voz era grossa.
E eu tinha tronco, braços e pernas mais compridos do que o normal!

O que estava acontecendo comigo? Será que de tanto repetir o movimento sanfona as mãos imensas tinham conseguido me transformar? Afinal, como pode alguém se transformar por causa de um pesadelo? Era impossível descrever em palavras exatas o que se passava em minha mente naquele momento.

Retornei à cama, fechei os olhos e tentei dormir, sem sucesso. Minha aflição era tanta que não pensava na hipótese de descansar; só em entender o que se passava com meu corpo, que estava completamente modificado, e de um modo tão repentino. Ao despertar, no café da manhã, meus pais perguntaram se havia algo de errado comigo, e eu neguei, porque eu realmente estava bem. O devaneio que não me deixava agir como alguém normal, que senta à mesa e toma café da manhã.

No decorrer do dia, ocupei-me com diversas tarefas, algumas mais puxadas, outras não, mas que não conseguiram me tirar aquela quimera da mente. Quando retornei para casa, e depois de autoavaliar novamente, havia reparado que várias coisas pelas quais eu faria loucuras agora não faziam mais sentido. Os brinquedos, os desenhos, as pinturas de dedo e os doces em excesso de fim de tarde, nada mais daquele universo infantil fazia sentido. E reparei também que ouvir as pessoas e falar com elas passou a ser algo essencial em minha vida. Meus pensamentos mudaram, minha mente se alterou, minha vida começou a mostrar um pouco mais de sua impactante realidade.

Foi uma despedida dolorosa. Não foi fácil adquirir responsabilidades e deveres assim, da noite para o dia. Foi um longo ciclo de aprendizagem, mas que infelizmente chegava ao fim. Não negarei, chorei sim em determinados momentos em que pensei não aguentar mais esta nova fase, e senti muitas vezes saudade daquela época maravilhosa em que eu não tinha que me preocupar com quase nada. Dei adeus à infância e agora recebi de braços abertos a adolescência, que não perturba tanto quanto pensar que o bicho-papão se esconde no breu do armário.



Pauta para o Blorkutando - 99ª Semana : Despedidas.


***

Quando vi o tema do Blorkutando dessa semana, nem pensei duas vezes: vou falar da minha saudade da infãncia. Apesar de ter aproveitado muito, sinto falta desse tempo. E realmente as coisas mudaram do nada pra mim e quando reparei, já estava quase um homem formado. MAZENFIM, não quero me estender aqui senão vou acabar me chorando e aí vai sair abobrinhas.
Ah, e deixem eu me explicar: eu ia postar ontem. Mas aí começou meu curso de francês exatamente às 20h, na hora em que fico livre pra vir pro PC. Resultado: cheguei em casa 22h30, meus irmãos estavam no PC e eu estava morrendo de frio porque tinha pego chuva na volta pra casa. E frio me chama pra cama, ainda mais morto de cansaço como eu tava. No fim das contas, prometo que sexta-feira postarei um Top Five de livros, filmes e artistas que eu preciso indicar aqui! Já até elaborei a lista de alguns! Então fiquem tranquilos que logo mais eu volto. Responderei aos comentários amanhã!

Um beijo, um abraço e um sorriso a cada um,

Tiêgo. 

sábado, 14 de agosto de 2010

Amo meu amigo: e agora?


Há alguns dias, um amigo confessou à mim que estava apaixonado por uma amiga em comum. Até aí, tudo bem. O que complicou a história foi o velho receio de acabar com a amizade caso falasse e ela recusasse o pedido. Por ter passado por esta situação inúmeras vezes, posso afirmar com toda a certeza do mundo que é muito melhor falar do que ficar com a dúvida entalada na garganta, prestes a te romper em mil pedaços se não colocar toda esta verdade pra fora. O pior é que os problemas não acabam por aí, não.

Ainda tem o fato de que a timidez atrapalha tudo quando somos fisgados (expressão de mil novecentos e bolinhas) pelos nossos amigos, mesmo sem eles saberem. Anos, dias, meses de convivência, risadas, intimidade e confiança simplesmente somem quando aquela pessoa chega e definitivamente arrebata nossos corações. Timidez. Como é que dá pra entender a timidez com alguém em que temos confiança, intimidade e tudo o mais? Para onde vão os anos, dias e meses de convivência? Não faço a menor ideia. Só sei que o medo toma conta de nós quando o amigo que tanto gostamos nos dirige a palavra. Um 'oi' já se torna um furacão de felicidade e 'vamos sair?' é um convite ao paraíso. A ilusão de que tudo dará certo chega a ser um vício. A sensação de estar com seu amigo supera tudo e todos. A felicidade pelo sorriso dele chega a dar vontade de chorar de emoção (tá, exagerei).

Só acho que devamos ser um pouquinho mais confiantes em nós mesmos ao invés de ficar sonhando com você e seu amigo na praia deserta, porque atitudes constituem o ser humano. É preciso ter confiança em si próprio, porque você já ama. E deve demonsntrar este amor, por mais doloroso que seja levar um 'não' desestruturador. Amar um amigo é apenas amar uma pessoa. A condição de amigo aumenta o perigo da declaração, tá, eu sei. Que é difícil chegar e falar pra alguém que você está apaixonado, eu também sei. Mas acima de tudo, isso tudo é amar. Existe coisa mais linda do que essa? Não, não existe. E vale sim a pena dar a cara a tapa por quem você gosta, seja lá quem for. Admita o sentimento e faça dele seu aliado.

É apenas uma questão de acreditar.

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UPDATE: Eu ia postar uma coisa bem bombástica. E aí eu perdi a folha em que tinha escrito o texto :O Quase infartei! Mas acredito que até terça-feira eu já tenha um tema polêmico de novo pra agitar vocês. Eu não gostei muito do texto aí de cima, foi mais pra complementar o que a Luly tinha dito no blog dela, sobre a mesma coisa, só que de maneira muito mais linda e romântica do que a minha. CORRÃO pro blog dela, ela é diva e merece! Até logo mais, leitores lindos e atenciosos!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Hi-tech generation


Telegrama. Era isso que meus avós utilizavam para se comunicar quando meu avô fazia viagens longas de caminhão pelo Brasil. E não só eles utilizavam, como também toda uma sociedade visivelmente maravilhada com o novo método de comunicação criado. O telegrama intermediava as notícias entre as pessoas, mesmo que de maneira lenta e sorrateira.

Telefone. Meus pais, quando mais jovens no ápice da paixão - e da saudade -, ligavam um para o outro sempre que podiam, porque não era um aparelho fácil de se obter assim, como é nos tempos de hoje. E não só eles, mas uma sociedade inteira evoluiu com a invenção do telefone, um objeto capaz de transmitir a voz de um lugar a outro instantaneamente.

Computador. Minha geração foi marcada pela sua invenção, pela sua engenhosa invenção, que foi capaz de reinventar todo o conceito que existia sobre veículos de informação.

E falando em informação, o xis da questão: a internet. Um dos principais, se não o principal, meio de informação, causou uma grande reviravolta na vida dos pobres terráqueos. Se antes meus avós tinham que fazer longas caminhadas até uma agência dos Correios para saber notícias e repassá-las, agora o e-mail faz isso, e no conforto do seu lar! Se antes meus pais pagavam caro para ouvir a voz um do outro quando a saudade batia, hoje usam o Skype por uma tarifa mínima comparada ao que era gasto anteriormente, e melhor, ainda podem se ver, ao vivo e à cores, separados apenas pelo monitor.

A geração Coca-Cola, famosa pelos versos de Renato Russo, ficou para trás. A era da tecnologia, da acessibilidade, da informação, praticidade e rapidez ganhou outra denominação: geração high-tech.  O computador, que tanto contribuiu para a evolução de uma era, está sendo cada vez mais ultrapassado pela quantidade excessiva de instrumentos portáteis poderosos ( como notebboks, smartphones e até mesmo simples celulares), capazes de efetuar com excelente velocidade, funções que daria um significativo trabalho no velho computador. É claro que há exceções de pessoas que preferem seu micro do que tanta parafernália tecnológica, touch screen ou não; mas é bastante difícol resistir aos produtos tentadores que nos são oferecidos por baixos preços e facilidades de pagamento.

A constante modificação da geração high-tech faz com que haja uma certa obrigação nossa de acompanhar cada passo dado por ela. Seja criando redes sociais capazes de integrar pessoas do mundo inteiro em poucos cliques e do jeitinho que você quer, seja disponibilizando tudo, absolutamente tudo, em apenas uma barra de pesquisas. Acabamos nos tornando reféns de tanta informação, diversão e futilidades também, vale ressaltar. Não há como se esquivar dela, da geração high tech,  que engloba a tudo e a todos sem restrição. Nós somo apenas frágeis marionetes nas mãos habilidosas no controlador, sempre aquele que sabe mais e melhor. Daí, toda esta nossa suscetibilidade à tranformação junto com o mundo, que muda a cada dia que passa.

O fato é que tentar se isolar destas tecnolgias chega a soar insano. E tenho um belo exemplo disso: eu mesmo! Uma vez que havia prometido ficar apenas no MSN, meus dedos não suportaram e correram a digitar meus dados para a criação de Orkut, Twitter, Facebook, Blogger... E cá estou eu, sendo a prova de que a geração high tech chegou e superou a Coca-Cola há muito. E esta geração chegou para ficar.



Pauta para o Blorkutando - 98ª Semana : Geração Sem Nome.

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Tá que eu disse que ia voltar antes e mimimi, só que as ideias nem sempre vem conforme eu planejo, infelizmente. Eu quero blogar sexta-feira de novo, um assunto superpolêmico, que será surpresa! Espero que gostem! E falando em gostar, curtiram o layout novo? Me deu vontade de mudar e mudei assim, do nada. Ficou bom? Quero opiniões, quero comentários, quero saber de vocês! Um beijo, e até a próxima!

domingo, 8 de agosto de 2010

Selinho *-*


Não é uma maravilha? Depois de tanto tempo sem ganhar um selo, o Ítalo - um quase parente - presentou-me com esta coisa linda! Vamos às regras:

1. Dizer três músicas que eu goste de ouvir (apesar de eu gostar de MUITAS):
  • Party In Your Bedroom - Cash Cash
  • Alejandro - Lady Gaga
  • Blame It On The Girls - Mika 
2. Mandar este selo para os blogs que você mais gosta:
3. Dizer o nome de quem te mandou o selo:

Ítalo Stauffenberg, do http://manuscritoperdido.blogspot.com.


Pronto, mission complete.

-
Só pra vocês ficarem sabendo, tirei o segundo lugar no Blorkutando dessa semana e acho que volto só na terça-feira, senão na quarta, pra postar a pauta pra lá ou então qualquer coisa que saia da minha cabeça retardada. Tô cheio de ideias na cabeça e igualmente cheio de vontade de pô-las em prática! Aguardem novidades!

Pra vocês que me amam,

@tiegoalencar.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Simplesmente... imãs.

- Para com isso, Tiêgo!

Essa era a frase que atiçava o sentido "HORA DE ATAZANAR A MARINA" do Tiêgo. Todas as vezes em que íamos ao clube, Tiêgo tinha a péssima mania de atirar balões cheios d'água em mim. Principalmente se eu estiver estirada numa cadeira de praia, tentando relaxar.

Eu o conhecia há exatos onze anos. Tiêgo sempre fora o tipo de garoto que gostava de implicar com as pessoas por prazer. Ali, naquele mesmo clube, recordo-me dele com cinco anos, eu com seis, correndo um atrás do outro numa inocente brincadeira de pega-pega. Detestava correr, mas detestava ainda mais quando a presença quase hipnótica do Tiêgo se fazia real, levando-me a fazer coisas que eu normalmente não costumava fazer. Passavam meses, passavam anos, e mesmo que tenhamos crescido alguns centímetros, admito que nenhum dos dois mudou um com o outro. Aquele primeiro dia em que fui ao clube me fez acreditar, mesmo que pura e infantilmente, que a felicidade poderia ser encontrada na coisa mais detestável que pudesse existir. Eu não colocava esta felicidade toda pra fora, não.
Eu gostava de brigar com o Tiêgo.
A teimosia dele, o instinto "HORA DE ATAZANAR A MARINA", os momentos de fúria por eu esconder seu tão amado MP4, os puxões insanos de cabelo que ele me dava quando eu me recusava a aceitar suas imposições nas brincadeiras... Tudo, eu gostava de absolutamente tudo no Tiêgo. Mesmo que possa soar esquisito, amo odiar as coisas nele. É como se existisse um imã em mim e outro nele com os polos invertidos propositalmente, que ao sentirem-se revelam uma ligação fora do comum. Por mais que a idade tenha avançado de uma maneira rápida, e a amizade tenha se firmado cada vez mais, não paro de pensar na hipótese, no mínimo curiosa, de o Tiêgo gostar de mim além da amizade. Ano passado, no aniversário de 15 anos dele, senti um clima anormal entre nós quando o abracei para lhe desejar felicitações... O garotinho esperto e ágil havia se transformado num homem ainda mais esperto e ágil, só que com uma diferença: ao invés de se preocupar mais em me irritar, agora o Tiêgo tinha também se transformado num protetor bastante competente. Tudo bem que o jeito de moleque dele não havia desaparecido, mas a vida não lhe dara escolha: ou ele crescia ou ele crescia. E se tornava homem. E homem se sente muito mal quando gosta de uma garota e não pode falar.

E foi exatamente esta impressão que eu tive ao abraçá-lo em seu aniversário de 15 anos.

Eu odiava admitir, mas ele era a pessoa com quem eu sonhei ficar pelo resto da minha vida.

Olhei sonhadora para o infinito campo verde que se estendia pela vasta extensão do clube. Meus pensamentos, acelerados. Até que virei-me para o lado esquerdo da cadeira, fechei os olhos sob o óculos de sol e quis realmente sonhar com a hipótese curiosa de o Tiêgo ficar comigo. Foi justamente quando senti o 'splash' do balão de água me atingindo em cheio no rosto. Vi de relance o Tiêgo rindo como uma criança ao aprontar uma travessura.

Certas coisas definitivamente eu teria que odiar (mais do que amar) pra sempre no Tiêgo.


[História da minha relação com a Marina que foi minha namorada, que me conhece há mais de onze anos e que com certeza eu odeio e amo mais do que tudo. Te amo, Má! ♥]


Pauta para o Blorkutando - 97ª Semana: Dez coisas que odeio em você.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Não há tempo que volte, amor! Vamos viver tudo o que há pra viver ♫

                                           Triste pela fim das férias, feliz pelo novo ciclo!


Não, não há tempo algum que volte, mesmo. Assim como as férias, que não voltarão tão cedo. Um período não tão longo, nem tão curto, mas bom o suficiente para nos fazer esquecer que há deveres para cumprir e compromissos a zelar consigo próprio - mesmo que não haka . Sentirei falta, confesso, dos meus momentos de ócio à tarde e da televisão em período integral das cinco e meia às oito horas, mas me despeço destes momentos com a sensação de missão cumprida. Sabe quando você sente que fez o que deveria fazer? Quando o tédio não conseguiu te consumir totalmente em nenhum momento? Quando você sabe que curtiu ao máximo seu stop-for-rest? Pois é, é exatamente assim que eu estou me sentindo. Sei que não fui lá o exemplo de pessoa o tempo todo, mas pelo menos fiz a minha parte e não em descuidei, em nenhum momento, de mim. Entre lavar roupa e jogar vôlei, existiram muitas coisas para serem feitas e muitos problemas a serem resolvidos, afinal, problema não dá descanso em tempo algum, não é mesmo? Mas enfim, eu posso afirmar sim que vivi intensamente cada segundo das minhas férias. Raramente reclamei de não ter nada para fazer e quando não tinha, procurava logo algo com o que me ocupar. Reinventei completamente a minha vida sedentária e chata que se seguiu durante anos em minhas férias. Até dieta eu cheguei a fazer, combinada com exercício físico! Tudo bem que não deu lá muito resultado, mas mas valeu o esforço, porque diminui dois quilos e já é uma vitória tremenda pra mim, que nunca tinha tentado algo do tipo. Não abandonei meu blog nem quando fiquei sem computador por uma semana e eu tive a certeza que não vou abandoná-lo nunca, ainda mais agora que ele completou seu primeiro ano 'de vida', com direito a semana exclusiva e tudo o mais! E além disso, conheci pessoas, fiquei com algumas pessoas, diverti-me com pessoas e também me decepcionei com muitas pessoas. E descobri um modo ótimo de passar de passar o tempo: escrevendo! Até comecei um novo livro! E graças ào dom da escrita que eu felizmente possuo, fui indicado ao prêmio Melhores do Ano no Blorkutando, devido às minhas nove vitórias neste primeiro semestre de 2010. Que felicidade!

Falando em semestre, como esse passou rápido, hein? Mal pisquei os olhos e agosto bateu à minha porta! E tudo, a partir de amanhã, recomeçará - literalmente. Já sou metade formado na escola e faltam apenas as cinco últimas matérias para eu sair com o Certificado de Conclusão do Ensino Médio em mãos. E que disciplinas essas, hein? Estudarei os terrores de nove em cada dez estudantes: química, física e matemática. Sem contar sociologia e geografia, que também não são nem um pouco preferidas da galera. Vou me esforçar ao máximo este semestre na escola para poder me sentir um pouquinho mais preparado para o vestibular de verdade, que se aproxima cada vez mais. E some isso ao ENEM mais meu quarto nível - e o mais difícil - do curso de francês. Cada vez mais desafios, cada vez mais obstáculos para ultrapassar. Com toda a minha determinação e coragem, será fácil driblar tantos motivos de desânimo. Só espero, mesmo, que meu coração não invente planos para o meio do caminho, porque eu definitivamente não estou preparado para mais amores conturbadores e complexos. Ainda mais num período tão complicado e decisivo na minha vida!

As férias foram ótimas, as expectativas estão à mil neste novo período em minha vida, e ainda arrumo um tempo para desejar à você, leitor, também tenha um desenrolar de semestre espetacular. A vida sempre fica melhor quando se enxerga o lado bom das coisas. Aprenda a se jogar no otimismo, não deixe as esperanças de lado. Eu sei que para alguns de vocês, assim como pra mim, está sendo um tanto difícil retornar à esse microcosmo abençoado que é a vida rotineira de estudante, trabalhador, atleta ou até mesmo de quem está à procura de um emprego. Porém, posso garantir que não há nada mais gratificante que ver o que você plantou agora dando frutos lá no final. As férias acabaram, mas a vida continua!