terça-feira, 30 de novembro de 2010

A vitória de viver




Certa vez antes de dormir, perguntei-me o mesmo que muitas pessoas neste mundo em algum momento já se perguntaram ou que um dia com certeza irão se perguntar: porque eu existo? Lembro perfeitamente que procurei a resposta em livros, cadernos, revistas e nada. Foram dias de busca por uma explicação que eu sabia que não iria encontrar. E de fato não encontrei. Aquela foi a última vez em que me questionei seriamente sobre minha existência. Depois da procura sem sucesso pelas respostas, esqueci completamente o assunto.

Semana passada, eis que uma amiga (que é acadêmica de psicologia) resolve me perguntar, no decorrer de uma conversa, se eu acreditava que merecia estar neste planeta, naquele instante, dialogando com ela. De cara, respondi que sim. Até brinquei dizendo que antes dos meus pais me planejarem eu já sabia que ia nascer. Minha amiga riu e prosseguimos a conversa. Mas aí, a semente da neurose já havia sido plantada: porque diabos eu, Tiêgo, vestibulando, adolescente com seus complexos e blogueiro estava ali, pensando, raciocinando? A velha história do “porque eu existo?” havia voltado a martelar em minha cabeça.

Só que desta vez eu não parei para procurar em livros, revistas, cadernos ou internet a solução para esta dúvida. Não precisei pensar demais para achar a resposta que eu procurava. Apenas segui a linha no sentido contrário às fraquezas, derrotas, alegrias e frustrações que me atingiram ao longo dos meus dezesseis anos de vida. Antes de acontecer qualquer uma destas emoções, e antes mesmo de acontecer qualquer coisa em nossas vidas, nós havíamos traçado um caminho, que muitos sequer se lembram quando passam por crises existenciais ou dificuldades em alguma área de suas vidas.

Fomos todos delegados a uma missão: alcançar o fim do túnel. Foram milhões de participantes de uma corrida que ninguém sabia ao certo a duração, nem os quilômetros de percurso, muito menos como deveriam se preparar. A partir do momento em que a largada fora dada, os Matheus, as Luísas, as Cláudias e os Marcelos correram como nunca.  A disputa foi bastante acirrada. Eram muitos os concorrentes e as chances de dois ou mais atravessarem juntos a linha de chegada era remota.

E eu, motivado pelo desejo árduo de possuir aquele prêmio tão cobiçado, corri; mais ainda do que todos os outros concorrentes. Mal pude conter minha felicidade ao ver a luz que iluminava a chegada. Mas só acreditei mesmo quando atravessei a linha  que determinava quem era o vencedor da corrida.

Eu era o vencedor.

Hoje, dezesseis anos e nove meses após esta corrida, não tenho mais dúvidas a respeito de minha existência: conquistei-a com um esforço sobre-humano. E mais, ainda acabei descobrindo, com tantos erros e acertos ao longo desta trajetória, que todos os dias eu sou um vencedor. Venço a cada dia que passa, por praticar o ato de viver! Não há vitória maior do que esta!



Pauta para o Blorkutando - 114ª Semana : Minha maior vitória.


 *** 

UPDATE: Estou vivo, crianças. NOSSA, minha vida virou de pernas pro ar de terça pra cá. Entrei num cursinho e me ocupo O DIA TODO. Nossa, mal consigo respirar nesse vai e vem. Até emagreci um quilo - de semana passada pra cá, ok? hahahaha - nessa brincadeira. Caí na real e resolvi começar a estudar de verdade pra ver se arraso na hora da prova! Domingo que vem, 12/12, é a segunda fase da UEAP. TÔMITREMENDO. Mentira minha, que eu tô me tremendo mas é de cansaço. Mas garanto a todos que não é nada de muito grave a ponto de eu me afastar daqui. Sempre que tiver tempo, postarei! Afinal, será só uma semana. Daqui a pouco, a tempestade passa. Não tenho muito pra contar, espero que tenham gostado do texto acima e do meu conto gay que fiz com todo o carinho do mundo. Que tá aqui abaixo, nem dói ler e garanto que vocês vão curtir. Preciso repousar um pouco porque olha, minha vida tá exaustiva demais pra eu estar abusando das altas horas no PC. Deixar esses dias pro finde, né?

Pra vocês que me amam,

domingo, 28 de novembro de 2010

Um encontro no metrô (Parte3).



- Ah, papai, não! Pegue-a para mim!

- Filho, não se preocupe. Na ida de volta para casa eu compro outra para você - tranquilizava-o o pai.

- Mas eu quero ela! Aquela bicicleta! O senhor não vai achar outra! - dizia o garoto, enfurecido com o pai.

- Chega, Stevie. Ela está toda quebrada, não tem mais conserto. Logo eu compro outra para você! - o pai tentava fazer o filho parar com a birra. Sem sucesso.

- Aaaaaah! Aquele garoto roubou a minha bicicleta! Pega ladrão! - gritava o garoto, indignado com o fato de o pai permanecer lendo seu jornal como se nada tivesse acontecido enquando o outro menino sentava no jardim do térreo do apartamento e tentava consertar delicidamente a bicicletinha de madeira.

- Stevie, querido, venha almoçar! - chamou a mãe. - E largue essa mania de querer consertar tudo! Você não consegue nem colocar as rodinhas dos seus carrinhos no lugar! - ironizou a mãe, rindo juntamente com o pai.

- Será que eu preciso me jogar daqui de cima para vocês entenderem que eu só quero consertar a bicicleta? - tentou pela última vez o garoto.

- Não seja tolo e venha almoçar! - gritou novamente a mãe, bastante chateada. Stevie Leans via o garotinho hábil com as partes danificadas da bicicletinha em mãos e desejava muito estar ali com ele, montando seu tão querido brinquedo. Porém, os pais o puxaram para a mesa e o levaram das suas vontades. Ao terminar, Stevie correu para a janela e qual não foi sua frustração ao constatar que o garoto havia sumido dali.
As lágrimas correram involuntariamente pelo rosto do menino. E como se fossem ácido, corroeram aquela cena inteira. O apartamento em Cannes com os pais se dissolvera, ao mesmo tempo em que Stevie Leans, o analista de sistemas da Global PC's Corporation LTDA., se via com os lábios envolvidos num beijo ardente com Victor Bouvier.
Meio minuto após o despertar, Stevie empurrou Victor com toda a sua força, berrando:

- Você é louco, cara?! Que diabos você pensa que é para sair me beijando assim? Nem de homem eu gosto, pra início de conversa - disse Stevie, limpando a boca com a manga da camisa e se aprontando ao máximo para ir para cima de Victor, que ria da situação.

- Foi diferente de tudo o que eu já havia experimentado - disse Victor, entre risos. - E acredito que para você tenha sido o suficiente.

- Suficiente o quê? - perguntou Stevie, furioso.

- O suficiente para você lembrar da bicicletinha de madeira que... ops! Estava quebrada - respondeu Victor, puxando de trás de si uma pequena bicicleta em madeira polida, impecável.

Stevie simplesmente ficou chocado com o que vira.
As iniciais S.L ainda estavam cravadas nela. O tempo não a deteriorara, pelo contrário. Deixara-a mais linda do que já era. Stevie tinha uma adoração pela bicicleta. Ela era a maior lembrança de sua infância.

Que tinha se perdido e um garotinho loito, hábil com o conserto e esperto havia levado consigo há exatos vinte e seis anos.

- En-tão... então você era o garotinho que... - começou Stevie, esquecendo completamente da raiva que sentia por Victor, que o interrompeu logo em seguida.

- Exato. E ali, nossos destinos foram traçados, Stevie. Lembro perfeitamente do dia em que você foi embora do apartamento em Cannes. Eu quis devolver para você, mas seu pai já havia lhe dado algo mais atraente, o que percebia-se pela sua felicidade - dizia Victor, como se tudo tivesse acontecido há um dia atrás. Ele entregou a bicicletinha de madeira nas mãos de Stevie, completamente confuso.

- Mas não pode ser verdade! Você sabe de tudo da minha vida e eu mal sei seu nome! E você é um moleque - disse Stevie, revoltado e perplexo.

- Um moleque de vinte e nove anos, muito obrigado - brincou Victor, quebrando todo o clima de tensão possível. Por um momento, Stevie também pareceu esquecer de tudo o que havia acontecido momentos antes e entrou no clima de descontração:

- Você aparenta ter vinte anos! - comentou Stevie, sentindo uma pontinha de inveja da jovialidade do rapaz.

- Eu não sou um velho ranzinza, feito algumas pessoas que dormem em compartimentos de metrô e que deixam cair seus salários pelo chão - zombou Victor, desafiando-o.

- Velho ranzinza não! Cansado um pouco, talvez... - admitiu o irado Stevie. "Ele me chamou de velho!" pensou consigo. E atirou a pasta em Victor, que se esquivou rapidamente.

- Você esqueceu assim, de uma hora para outra, de tudo o que aconteceu, não é mesmo? - disse Victor, parecendo sério outra vez. - Eu sei que você morre de medo de envelhecer.

- Eu só queria entender porque estou numa plataforma de metrô vazia às sete e cinquenta da noite - confirmou Stevie olhando para o relógio - com um moleque que acabou de me beijar e que sabe de tudo da minha vida! Até a bicicletinha de madeira você me trouxe de volta, não sei de onde! Alias, quanto mais penso que vou saber, menos sei! - completou Stevie, rindo da própria desgraça, ironicamente.

Victor respirou fundo antes de começar.

- Stevie, nós não nos encontramos por acaso.

E Stevie não pareceu surpreso, por algum motivo.

- É, pelo visto estou percebendo. Prossiga.

- Acho que já até passou da hora de nos conhecermos.

- Como assim? - Stevie parecia cada vez mais confuso.

- Stevie, não se assute com o que sentirá. Prometa-me que não será um velho ranzinza e reclamará de tudo.

Victor, mesmo tendo brincado, olhava séria e fixamente para Stevie, que estava parado, absorvendo casa palavra, mesmo sem querer. A conexão com Victor estava sendo estabelecida mais uma vez.

- Prepare-se. A verdade sobre sua vida será descoberta agora. - finalizou Victor, gesticulando para o alto como se invocasse redemoinhos. Stevie sentia a cabeça latejar e, ao menor toque das mãos de Victor, ele perdera o chão.

Um conhecido hálito de cereja o informava a Stevie que estava mais uma vez abraçado a Victor.

Sobre uma também conhecida cama em seu pequeno apartamento.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

E foi dada a largada!


VEM, GENTE! Vem comigo na onda de felicidade que eu tô sentindo. Fiquei tremendo o dia todo, tinha planejado um post completamente diferente pra cá e no finalzinho do dia, sai a lista dos aprovados na UEAP 2011. MOR-RI. Pra quem tem problemas de visão ou coisa parecida, me coloquei ali, em último, pra ninguém ter dúvidas de quem sou eu mesmo, o Tiêgo que bloga as crônicas gay, as pautas pro Blorkutando, que queria muito que o Tudo de Blog desse certo e que confia cegamente na sua capacidade de raciocinar. Vocês viram a minha saga esse ano aqui: não fiz cursinho, me dediquei apenas à escola e tive que lutar contra o desânimo ao ver o número de candidatos que disputaram comigo uma vaga na segunda fase do vestibular da Universidade Estadual do Amapá. O meu desejo de crescer, de conhecer e de aprender ainda mais com as surpresas da vida é muito grande. Não vou parar de acreditar naquilo que eu quero e agora, sem escola (babado forte: PASSEI EM TUDO NO COLÉGIO, TÔ LIVRE o/\o o/\o Beijos! Com um 19 lindo em química e um 18 em geografia IMACULADOS, nunca tinha tirado tanto nas duas. Física, Matemática e Sociologia, só receberei a nota na quarta-feira. Mas eu passei do mesmo jeito!) pra me preocupar! Semana que vem começo o intensivão e o reforço nas minhas específicas porque eu PRECISO arrasar na segunda fase. Afinal, são 270 candidatos contra mim! Me resta agora correr atrás de tudo o que os outros ficaram vendo o ano inteiro e partir pra ação. Se eu sumir repentinamente, repito novamente: É POR UMA BOA CAUSA!






De seu felícissimo amante e amigo,


terça-feira, 23 de novembro de 2010

Um encontro no metrô. (Parte2)




- Esses papéis são seus? - repetiu o rapaz, parecendo preocupado com minha expressão. Eu realmente o conhecia de algum lugar, só precisava lembrar de onde.

- São sim, muito obrigado, salvou um mês de trabalho - brinquei, rindo. - Steve Leans, prazer.

- É, eu percebi que era esse o seu nome. Victor Fautair, francês que brinca de ser americano e que tem mania de conversar com o maquinista enquanto certos caras exaustos deixam as salvações dos seus dias escapulirem durante o sono. - Ele parecia sério. Quando abri a boca pra falar, ele começara a rir.

- Não, eu sabia que você não era um louco de pedra. Mas falando sério, como conseguiu meus papéis? - perguntei, intrigado.

- Você não entenderia se eu falasse, então prefiro me abster de seus comentários - ele disse, sério de verdade.

- Victor, não seja tolo. Acho que consigo confiar numa pessoa que poderia ter me ferrado jogando fora a salvação de um dia de trabalho exaustivo, mas que preferiu me entregar tudo, de maneira honesta - comecei a argumentar. E eu preciso admitir que sou bom com a persuasão. - Então porque você não me diz como encontrou e o porquê de ter devolvido-os a mim?

- Repito: não acredito que você vá entender. É estranho, é diferente do que você crê - ele disse, todo cheio de si.

- E do que eu creio, você entende? - coloquei-o contra a parede.

- É, bem... Tá, chega. Vamos parar com esse suspense estúpido.

Eu ainda não havia formulado nenhuma hipótese para o que ele iria me dizer. E nem preciso dizer que levei um susto daqueles quando ele simplesmente tocou meu rosto com a mão esquerda e foi como se um choque de 1000 volts tivesse atravessado meu corpo. Uma avalanche de lembranças atravessou a minha mente, como se eu tivesse conectado a um computador que revelasse coisas que eu já teria esquecido. Minha pele esquentou e parecia que a pasta que eu segurava era brasa pura, o que me fez largá-la na mesma hora. Victor tinha o rosto normal, como se estivesse fazendo carinho em um gato. Ele riu por um momento até perceber que a coisa estava mesmo ficando séria e que as minhas pernas começavam a bambear. Ele largou meu rosto e percebeu que eu não estava nada bem.

- Você tá legal? - ele perguntou, meio receoso.

- Tô zonzo, foi como se tivessem misturado tudo o que eu guardava na mente. E eu tive um déjà vu com você. Agora, nesse instante.

- Eu já sabia que isso iria acontecer - ele disse, com a maior naturalidade.

- Como assim? - perguntei, abismado. O rapaz parecia bem descontraído e era o que mais me intrigava nele. A tontura havia passado e eu pude reparar melhor em Victor. Seus olhos tinham um tom de azul escuro e suas feições montavam um rosto perfeito, como se cada cílio tivesse sido perfeitamente encaixado. Sua pele era quente, como pude perceber pelo toque de suas mãos e eu não tinha certeza, mas ele escondia algo atrás daquele moleton verde. Algo que eu sabia que não queria ver, mas que a intuição forte do Stevie precisava enxergar.

- Stevie, nós já nos conhecemos - ele começou, sombrio.- Você não deve se recordar, obviamente, mas aos sete anos de idade você visitou Cannes, na França, com seus pais, correto?

Eu havia visitado Cannes aos sete anos de idade com meus pais. Mas resolvi testá-lo.

- Você está mentindo. Nunca fui à França nem pretendo ir - menti, descaradamente.

- Não mesmo? Então como me explica seu desejo louco de retornar à Cannes para consertar a bicicletinha de madeira que você deixou cair da janela do apartamento onde você ficou?

Aquilo me deixou completamente desarmado. Como ele poderia saber da minha bicicletinha de madeira?

- Isso não pode ser verdade, Victor. Quero entender o que você fez comigo. Suas mãos fizeram alguma coisa... - e antes que eu pudesse completar, Victor me puxou para perto de si e me encarou. Ficamos a dois centímetros um do rosto do outro. Eu estava prestes a beijar um desconhecido que conhecia tudo sobre a minha vida e que tinha uns dez anos a menos do que eu.

E o mais engraçado era que eu queria aquilo.

- Você não precisa saber. Basta corresponder às minhas expectativas - disse ele, cheio de mistério.

- Me larga. Eu não quero ser bruto com você - falava como se fosse o pai dele. Senti seu aperto em meu pulso, que ficou vermelho. Podia sentir o cheiro dele, seu hálito de cereja e seu cosmo me invadindo por inteiro. Era como se eu quisesse lutar com algo que não tinha a menor chance.

Eu não era exatamente um projeto de super-homem, mas no alto dos meus 33 anos eu era baixinho e nem um pouco forte como Victor era. E quanto às minhas preferências sexuais, eu nunca tive vontade de ficar com um homem. Namorei com Alice por quase dois anos, e desde então não consigo amar mais ninguém. E desde que fitei meus olhos em Victor, uma estranha conexão foi estabelecida entre nós. E eu não sabia explicar no que ela se fundava.

Tudo o que eu pensava naquele momento foi excluído quando os lábios de Victor se colocaram sobre os meus.

domingo, 21 de novembro de 2010

Pensamento do dia

O preconceito existe sim e não basta você se esquivar dele. Você tem que agir, mostrando que é um divo (a) e que não se deixa abalar com isso e que luta no combate contra ele!


 Leve inspiração no texto da Mari.

***
Volto amanhã com mais um capítulo de No Metrô! Aguardem!

De seu amante e amigo,

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Um encontro no metrô. (Parte1)


18:00h. Hora de sair do trabalho e ir para casa, com aquela velha porém adorável sensação de missão cumprida. Todos os dias, de segunda a sexta, era este o final das jornadas exaustivas da Global PC's Corporation Ltda., a empresa de informática para a qual eu prestava serviços. Eu trabalhava na área de análise de sistemas, talvez a área mais cansativa e exigente de todas as funções. Mas o saláriuo compensava todo o esforço do mês e era o que me motivava a pular às 05:30h da manhã para trabalhar. Ao chegar na plataforma do metrô no fim da tarde daquele dia, meus olhos estavam a um passo de saltar das órbitas. O cansaço extrapolava meus limites. Recordo-me apenas do movimento tranquilo - o que é anormal para uma sexta-feira - próximo a mim e de ter entrado num vagão dos fundos dele. Desmaiei logo em seguida, exausto. O cansaço havia me aplicado uma bela dose de anestesia e com apenas um sopro me fez desfalecer sobre um banco de metrô. Dormi a viagem toda e acordei com os berros do maquinista, dizendo que era a parada final e que todos deveriam saltar. Tonto, recolhi minha pasta caída no chão e saí rapidamente dali, sem me dar conta de que estava há anos-luz longe de casa.

Ao descer e ver a plataforma vazia, o desespero tomou conta de mim. Não passaria outro veículo que pudesse me apanhar e me levar para o aconchego do meu lar e senti as pernas bambearem com o peso do medo. Caminhei até as escadarias na outra extremidade da plataforma e qual não foi minha surpresa ao reparar que a minha pasta estava mais leve. Abri as abas e constatei que alguns papéis importantes haviam sumido e, dentre eles, o resumo do trabalho que me consumira o dia inteiro. Uma loja de informática bastante credenciada havia solicitado os serviços da Global por não encontrar profissionais capacitados em análise de sistemas como eu, e a ida à loja me reservou um belo trabalho. Um dia inteiro de trabalho perdido. "Aquilo poderia ter valido a minha promoção", pensei. Mas foram apenas três segundos para que eu me desse conta de que ainda estava numa plataforma vazia num lugar completamente desconhecido. Olhei ao redor e não via vestígios de vida humana. Subi as escadarias até a 'civilização', como costumava dizer, e me surpreendi com a noite já vibrante no céu; a luz do luar iluminando aquela avenida. O frio cortante de outubro lambeu-me o rosto e estiquei a manga da camisa. O último degrau havia sido deixado para trás quando dedos congelados tocaram meu rosto e me viraram para contemplar um rapaz alto, moreno e de olhos negros, trajando um casaco azul-marinho de lã, calça jeans e boné listrado com a aba para trás que me estendia um bloco de papéis com um sorriso encantador no rosto:

- Acho que alguém encontrou a salvação de um dia exaustivo de trabalho, Stevie Leans. - disse o rapaz, parecendo estar se divertindo com a situação.


***
UPDATE:
Ooooooooooi, gente bonita, cheirosa e bem aventurada! Como estão?
Pois é, resolvi escrever uma mini-história dividida em quatro capítulos, a começar por este curtinho e super sem detalhes. Aos poucos vocês verão como a história vai se desenrolar ^^
Ai, nem conto pra vocês que eu perdi um ponto na UEAP e fiquei com 29 :S Quase morri, né, /mentira. Achei bapho eu ter tirado tudo isso, passei pra segunda fase do mesmo jeito \o/
GANHEI PENCAS E PENCAS DE LIVROS DE ONTEM PRA HOJE *------------* O resto da série The House Of Night mais A Senhora do Jogo, de Sidney Sheldon ♥ Fora um do Augusto Cury, só que é de ouvir, vou deixar esse por último.
Erm... Meu irmão foi internado, tô megapreocupado aqui :X
Ai, o trabalho de geografia tá me matando, vou morrer pra apresentar ele no auditório pra mais QUATRO turmas. Parece mentira que eu vou terminar o ano com uma apresentação, só de gracinha do professor!
Minha vida tá uma coisa tão retardada esses dias que olha, não se admirem se não verem vestígios dos textos razoáveis que postava quando estava afiado.
Sono... Vou dormir e volto quando tiver algo BOM pra postar.

Do seu amante e amigo,

@tiegoalencar

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Be happy, heureux, feliz.


A felicidade da fubá aí de cima é pouca perto da que eu tô sentindo.
Vocês não tem ideia do que foi a minha vida nessas últimas duas semanas. Uma correria só, as provas finais no colégio foram um sucesso. Já passei de ano em todas as matérias, mas preciso fechar o ano com chave de ouro - apresentando um trabalho over de geografia --' - e sem ficar com nota vermelha em nenhuma matéria. Promessa.

E a palhaçada do ENEM? Senti horrores de vontade de postar aqui umas verdades pra esse pessoal do INEP, mas se eu viesse não ia conseguir me concentrar então parei logo com essa ideia. No final das contas as minhas provas foram ótimas, no total da prova tirei nota suficiente pra entrar no meu curso na UNIFAP e espero MUITO ter arrasado na redação, é só o que falta.
Ah, e eu peguei a prova amarela no primeiro dia. Mas como não tinha do que reclamar, não vou fazer nada de outra prova. Que delícia, porque eu jamais vou acertar o tanto de questões na cagada como acertei nessa prova, vôtikontá.

Ai, a prova da UEAP. Fiquei morto de felicidade quando vi que a prova tava mais fácil do que todo mundo dizia. Fiz a prova tranquilo e calmo, e respirei em paz quando terminei. Missão cumprida. Hoje pela manhã conferi o gabarito e PASSEI NA PRIMEIRA FASE COM 30 PONTOS, já posso morrer, gentchy? Meu sonho está a uma fase de distância, toda a minha família tá apostando no meu potencial. Medo de decepcioná-los é grande, confesso. Mas espero que tudo dê certo e que a dose de sorte seja duplicada dia 12/12 (olha que cabalístico, rs). É uma emoção absurda passar no vestibular, quem sabe como é me entende. Dá vontade de chorar, gritar, de espernear e se duvidar até de se jogar no chão. Foi demais saber que eu passei com o conhecimento adquirido em três anos, sem depender de cursinho nem de aulas extras. Foi a prova, meu cérebro e só. Adorei bagunçar com a cara de quem não passou e que fez cursinho em período integral o ano todo. Isso só mostra que o mais preparado é aquele que tem a mente aberta, e não a mente abarrotada. Sou divo, e divos arrasam com a cara de quem os desmerece. Temos que ser malvados de vez em quando, senão não dá certo.

Ai, gente, tinha tanta coisa pra falar... Tudo ao mesmo tempo e eu acabei esquecendo. Erm... ganhei da minha tia favorita o resto da série The House Of Night e vou ler assim que tiver tempo, gritei louco quando ela disse que tinha comprado pra mim <3 Meu coração continua um cú, ninguém me quer e eu também não quero ninguém, porque como disse o cara no texto da prova de Língua Portuguesa da UEAP, "devemos procurar a felicidade na capacidade que cada um tem de se amar, e não na expectativa de um outro alguém que não é para sempre". Se vier alguém, ótimo. Se não, melhor ainda! Um amor agora só vai me atrapalhar. Na escola, tudo ótimo. Muitos dos meus amigos passaram no vestibular igualmente à mim e isso me fez gritar ainda mais louco.
Escrevi tantos textos nesse tempo fora daqui, mas parecia que nenhum iria caber aqui. Escrevi uma crônica gay toda gostosinha e bonitinha, até eu paguei pro final. Mas aí eu que sou o cúmulo da organização esqueci dentro de algum livro, caderno, whatever. Vou procurar e se achar eu posto aqui. Tô numa vibe cronista, escrevi tantos continhos com início-meio-e-fim que olha... Espero conseguir tempo essa semana pra postar, meus dedos estavam coçando pra blogar, mesmo que uma coisa chata e sem nexo que poucos lerão (mas lerão).
Quero fazer um box de #TopFive com os melhores sites e filmes que descobri esses tempos. Me programei todo pra minha internet estragar a minha festa, tá uma caca desde o sábado do ENEM - praga? -.
Tô cheio de quereres. Melhor começar aos poucos, não custa nada ter um pouco mais de paciência. Afinal, todo divo sabe esperar.
E talvez eu responda os comentários amanhã - se a internet colaborar.


A avalanche de novidades termina por aqui. Se lembrar de mais alguma coisa, posto amanhã. Tô com muito sono e a vida continua!

Do seu amante e amigo,

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Um pedido grande de desculpas e um breve adeus.

Como vocês já sabiam, hoje seria a postagem do já mensal Tudo de Blog. Contatei os três blogueiros, nenhum deles respondeu ao meu e-mail e ficou por isso mesmo, infelizmente. Até agora, não recebi nenhum sinal de fumaça dos três e ficaremos sem Tudo de Blog esse mês (aaaaaaaaaah, Tio :/ hahahaha). Tudo foi feito conforme o planejado, mas aí o ditado, tudo que é planejado demais, acaba dando errado :X Queria que tudo fosse diferente, mas enfim, fica pra próxima. Ainda terei MUUUITO tempo até estabilizar a audiência do TDB ;D Por enquanto, ficamos no vácuo. Perdoem-me o transtorno, mesmo. Queria isso tanto quanto vocês.

Lembram que eu estou no meu momento VESTIBULAR+FORMATURA DO 3º ANO+TENSÃO? Pois chegou a hora de dar um adeus temporário aos meus leitores divos e lindos (CHORANDOFEELINGS) :/A minha vontade era continuar aqui, postando minhas crônicas, meus devaneios, os problemas e as felicidades da minha vida retardada. Mas eu preciso muito deste tempo para me concentrar até os vestibulares e as provas finais do colégio passarem. Serão duas semanas que decidirão o meu futuro. E o que são duas semanas perto de um futuro tão longo?

Por isso, fica aqui a nota de despedida. Sentirei falta de todos e de todas.

Desejem-me boa sorte!

E até daqui a duas semanas!


De seu amigo, vestibulando e futuro universitário,


Tiêgo Alencar.