sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Vídeo: Retrospectiva 2011 + expectativas para 2012

PROMESSA É PROMESSA!
Eu disse que viria para um último post do ano, não disse? Pois cá estou eu prontíssimo e sem muitas observações a fazer a respeito deste vídeo. Vamos à elas:

  1. O blog da Ana Seerig que eu cito no início do vídeo é http://algomaispraler.blogspot.com! O que eu digo no vídeo é o título do blog dela!
  2. Em alguns momentos do vídeo eu vou estar com uma coceira HORRÍVEL. Tudo culpa do calor, ignorem.
  3. Seguem os links dos blogs das lindas que eu citei: Vanessa Bittencourt - Caixinha de Opiniões; Jennifer Yara - Meu Outro Lado; Amanda Arruda - Maçãs Verdes; Tay Santini - Despindo Estórias; Bárbara Farias - Ella en Palabras; Felipe Goulart - O Quanto Quiser; Erica Ferro - Sacudindo Palavras; Ana Beatriz Tomaz - Smell Of Secrets e Deyse Batista - Verdade Mal Contada.
  4. Esqueci de dizer: acho que o layout novo do blog vai ficar pra semana que vem :(
  5. E também esqueci de dizer que este post também é em comemoração às minhas TREZENTAS POSTAGENS NO BLOG! Brigado, brigado MESMO, gente, por continuar lendo e mantendo o blog! :DDDD
  6. E por fim, ignorar repetições, resolução fail, minha cara maior de um lado que do outro (paralisia facial, rs) e curtam!

No mais, FELIZ ANO NOVO MAIS UMA VEZ, SEUS LINDOS! Até 2012!

Do seu escritor-aspirante,

domingo, 25 de dezembro de 2011

Da magia de final de ano


Sem hipocrisia, eu admito: acreditei em Papai Noel até o início da adolescência. Para aquele Tiêgo ingênuo e bobo, o bom velhinho sempre aparecia na madrugada do dia 24 para o dia 25 de dezembro, deixava o presente que eu queria ao pé da árvore de Natal e aparecia em meus sonhos, dizendo que eu deveria dormir porque pela manhã eu teria uma surpresa bem feliz. E realmente, quando eu acordava e ia tomar café, deparava-me com um embrulho etiquetado com o meu nome bem embaixo da árvore colorida cheia de luzinhas igualmente coloridas. Depois daquilo, o Tiêgo só deixava de sorrir se algo muito grave acontecesse - o que não acontecia pelo menos até o Ano-Novo, quando eu morria de medo do romper de fogos e desatava a chorar.
Após crescermos, somos obrigados a enxergar uma realidade que muitas vezes queremos ocultar a todo custo. E isso faz com que bloqueemos tudo aquilo que antes nos trazia a liberdade de poder acreditar em histórias que hoje nos parecem absurdas. Estranho. Pois era justamente o fato de acreditar nestas histórias que fazia a felicidade de muitos (todos) nós... Eu sei que, com essa vida maluca que a maioria leva, fica difícil ainda crer que exista alguma coisa no final do ano que lhe transforme e lhe faça acreditar que há sim esperanças de mudar e de transformar a realidade que cerca a você e aos seus semelhantes.
Só para citar um exemplo, minha mãe é professora e leciona para uma turma de segundo ano do ensino fundamental, numa escola bem próxima à nossa casa. Então, a vida das crianças que lá estudam não é fácil, principalmente porque elas vivem em más condições e são levadas, consequentemente, a desacreditar nas pessoas. Revoltada com esta situação, minha mãe criou um projeto denominado "Papai Noel Existe", no qual cada criança é "adotada" por um "papai noel" que a ajuda de acordo com o que a criança pediu. E chovem contribuições de pessoas de todos os cantos da cidade que abraçam a causa e a apoiam como podem. As crianças, muitas passando por necessidades, pedem cestas básicas, roupas, sapatos, brinquedos e tudo mais que possa melhorar a qualidade de vida delas. É tocante escolher uma cartinha simples dentre milhares e perceber que aquelas pessoinhas, antes desestimuladas, recomeçam a acreditar que ainda existe bondade em algum lugar do mundo - e melhor, bem perto delas. Eu fiz a minha parte e serei o papai noel de duas meninas que com certeza estarão reacendendo a chama da esperança dentro de si após receberem seus presentes.
Enfim, prolonguei-me demais em meu discurso. Espero que vocês passem a olhar o Natal não só como um jogo de marketing que nos leva a gastar e a chorar com propagandas bonitinhas. Ele vai muito além disso e se você ainda não se deu conta disso, corre que o ano acaba semana que vem. Nós crescemos, adquirimos responsabilidades e deixamos de acreditar naquele velhinho que traz presentes. Apenas não podemos nem devemos deixar de acreditar que a magia do Natal existe.
E ela pode estar acontecendo neste exato momento, quando você sentir que não é só mais um entre bilhões e que pode ser mais capaz do que imagina, fazendo o possível para resgatar aquela alegria incomparável sentida quando criança no tempo de final de ano. E você é capaz, não duvide disso!

-

PS: este texto está disponivel no O Quanto Quiser, meu último texto do ano lá! Achei legal que vocês dessem uma lida por aqui também antes do meu último post do ano no A Pseudociência, cotado para ir ao ar na terça-feira! O vídeo já está gravado - sem edições porque meu moviemaker SUMIU daqui e eu só sei mexer nele - e só falta upar no youtube, coisa que minha internet linda não permite no momento. Então fiquem espertos! Espero que o Natal dos lindos tenha sido tão fantástico quanto o meu! E que venha o ano novo!
Do seu escritor-aspirante,

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Alivia aí, vida

Sabe quando as coisas resolvem dar errado quando era para dar tudo certo? Pois então.
Agora, final de ano, reta final, fechamento de ciclo, e eu estou aqui, com uma gripe linda me perseguindo desde a semana passada e com uma ardência incomum nos olhos que começa a me preocupar. Não sei se é porque estamos neste clima natalino maravilhoso ou se é porque eu sou mesmo exagerado, mas não dá pra entender porque justamente quando tenho uma "folga" (que nem é tão folga assim porque eu não deixo de trabalhar), resolvo adoecer. Natal e Ano-novo estão aí e eu não quero nem cogitar a possibilidade de mofar em casa debaixo do edredon. Pelo menos não enquanto meio mundo estará dando pulos de alegria comemorando o que eu costumava comemorar.
NÃO VAMOS NOS PRECIPITAR, não é mesmo? Tenho dois dias para melhorar e só Jesus na minha causa com os coqueteis de remédio que ando tomando todos os dias. Torçam para que eu melhore logo porque vocês nem imaginam como eu fico doente. Além de ficar com uma cara pior que a da Mulher Melancia quando acorda, é o meu estado de espírito equivalente ao das lindas de TPM (todas levanta a mão e se solidariza). Ou seja, não é legal.
Vim pra cá despejar essas palavras aleatórias porque eu sei que blog é para essas coisas. Neste momento, só escrevendo para amenizar a dor que sinto quando espirro. Vocês são uns lindos e vão ignorar meus momentos de loucura, não? NÃO?

-
In time: mais uma vez, TORÇAM pra que eu melhore logo, porque semana que vem tem vídeo bapho meu pra vocês fazendo uma retrospectiva básica de 2011 e também a mudança no layout do blog! Antes do dia 31 eu apareço, aguardem bem cheiorosos e macios que eu tô chegando!

Do seu escritor-retardado-devaneado-aspirante,

Tiêgo R. Alencar

domingo, 27 de novembro de 2011

I'M BACK! PELA 327893263 VEZ!

OI, GENTE! Olha quem resolveu aparecer!

Se eu fosse só contar para vocês tudo o que anda acontecendo em minha vida, esse post teria uns 320938293 parágrafos e imagens. Mas antes de tudo e qualquer coisa, quero me desculpar pela ausência daqui, deste refúgio particular que vocês mantém com as visitas e os comentários, mesmo quando eu sumo dele (só pra constar: meus seguidores aumentaram neste período e os comentários à la "Ti, cadê você?" extrapolaram as barreiras da caixinha após o post para comentar e ganharam até a vida real, acreditam? Na universidade, conheci uma galera que lia meu blog e que, percebendo meu hiatus, cobrou muito pra que eu voltasse logo! hahaha). Pois então, um SORRY da duração desses dias todos que desapareci pra vocês. E um beijão com gostinho de gratidão para todos aqueles que me pentelharam no Facebook, no Orkut (ele ainda existe kk), no e-mail (não postei aqui, mas continuo recebendo relatos de pessoas loucas pelos meus conselhos - e pela pseudopsicologia!) e como já disse, pessoalmente.
Ok, uma vez pedido o perdão, vamos aos fatos porque eu sei que vocês estão loucos pra saber o que aconteceu comigo nesse tempo e eu vou logo adiantando que a maior parte desses acontecimentos se resumem a uma coisa: UNIVERSIDADE.
Gente do céu, vocês não fazem ideia (ou fazem?) do que é a vida de universitário. Ou melhor, a NÃO-vida de universitário, porque minha vida social mandou beijos de algum lugar do além desde que começou a maratona louca de estudos, atividades, seminários, provas e mais estudos. Minhas disciplinas (me recuso a chamar disciplina de "cadeira", sorry society) deste semestre foram todas um amor só. Mentira minha. Tive mágoas tremendas com o que vi nesse semestre em Introdução à Filosofia (ODEIO filosofia, beijos) e em Leitura e Produção de Texto I (mágoa triplamente maior, porque quebrei a cara com o conteúdo e com a professora, que é uwó). Mas em compensação, o resto todo foi/tá sendo (oi? o semestre ainda não acabou?) muito amor <3 Introdução aos Estudos Linguísticos (ODIEI a parte histórica, mas amei conhecer Saussure! E a professora é uma querida também s2), Língua Latina I (se o professor não faltasse tanto, ia ser minha favorita), Introdução à Língua Francesa (não preciso dizer nada, né? Francês é francês <3), Introdução à LIBRAS (achei que seria O FIM essa disciplina mas tô A-MAN-DO. Fora que já tô BFF do professor! hahaha) e a maior surpresa de todas, Teoria Literária I (não entrei em Letras por causa de literatura, mas o professor fez com que eu começasse a gostar. O inferno congelou.), compuseram minha grade cool do semestre. Estudei MUITO, fiz montes de provas, apresentei vários seminários e aprendi MUITA coisa, mesmo.
Ainda no campo "estudativo", não sei se cheguei a comentar com vocês, mas ganhei uma bolsa para cursar inglês básico também na universidade, por conta de um projeto de extensão. E taí outra surpresona. Não imaginava que fosse curtir tanto inglês como estou curtindo. Ainda acho meio complicado, mais que francês, mas isso não me impede de estar achando ótimo o curso, a língua, tudo! Serão quatro módulos/semestres, e creio que até o final eu vá aprender pelo menos a me virar se me jogarem nos EUA. hahahaha
Vou encher mais o saco de vocês e continuar falando da universidade, rs. A convivência do dia-a-dia me fez conhecer gente de tudo que é curso: relações internacionais, história, direito, medicina, enfermagem... E foi conhecendo esse povo todo que eu fui descobrindo que existe uma competição EXTREMA entre áreas do conhecimento. Exemplo: os fubá de medicina se acham mais que os de farmácia, que se acham mais do que os de enfermagem e por aí vai. Achei isso tão feio! Nada a ver entrar num curso só por causa do status que ele te dá. Estou num dos cursos mais bem estruturados de toda a universidade e nem por isso saio por aí me gabando. A gente nota essa rixa toda entre esse pessoal no Restaurante Universitário (mais conhecido como R.U, o ponto de encontro de toda a universidade <3), quando um não se mistura com o outro porque faz tal curso ou porque só passou na 32789328073 chamada do vestibular. Juro, já fiquei sabendo de coisa do tipo e me segurei pra não ir falar umas boas verdades na cara do fulano e da fulana que saíam dizendo isso por aí. MÃSSS como eu sou uma pessoa muito linda e cheia de phynesse, lógico que não perdi meu tempo com aqueles ridículos.
E FALANDO EM RIDÍCULOS SÓ QUE AO CONTRÁRIO, socorro, cadê o povo bonito daquela universidade? As raríssimas exceções ou são comprometidas ou são comprometidas, pode? Claro que não tem só tribo fu, né, mas bem que o casting daquele lugar poderia dar uma repaginada. Pelo bem dos meus olhos.
E por fim, mais um motivo para a minha ausência daqui: SOU-REPRESENTANTE-DE-TURMA. Tudo cai pra cima de mim. Quando estou na Unifap, meu nome é que nem doce na boca daquele povo. AMÉM que eu não criei intriguinhas com ninguém ali naquela turma (apesar de ter promovido várias sem querer kk) e espero que tudo continue como está. Conheci tanta gente legal nesse semestre, mas tanta que nossos planos já ultrapassam a duração do curso. hahaha Qualquer dia desses postarei fotos da galera pra vocês verem como são uns lindos os meus colegas S2
OK, falei tudo o que tinha pra falar de universidade OPS NÃO FALEI NÃO ainda falta uma coisa, uma reivindicação ao Sr. Tempo: PRECISO DA MAIORIDADE. Grato.
Agora sim, NEXT PAUTA.
-
Minha vida amorosa: um desastre. Explico melhor num outro post.
-
Minha vida social: outro desastre. Vocês já sabem o porquê.
-
Minha vida internáutica: meu maior desastre. Tô sem notebook e tendo que acessar a internet do meu celular ou então ficar uma ou duas horas no computador. TORÇAM MUITO pra que eu arrase nesse final de ano e fique rico pra poder comprar um novo e voltar a blogar como antes pra vocês, seus lindos!
-

Nesse meio tempo: tive experiência de quase morte, chorei vendo um filme pra aula de LIBRAS, me apaixonei e me lasquei, meu afilhado, filho da minha melhor amiga, nasceu, descobri coisas que não deveria ter descoberto e fiz gente sofrer (com razão), participei de eventos que só reforçaram ainda mais a minha paixão pelo meu curso, o cansaço virou meu sobrenome, senti MUITA falta de vir desabafar aqui com vocês e de ler os comentários lindos de todos (e até de tentar mexer em HTML eu senti falta), criei responsabilidades, criei dívidas, paguei dívidas, constatei que NECESSITO ser maior de idade pra ONTEM, me viciei ainda mais em Glee, conheci cantores e bandas novos (oi Coldplay e Porter, tudo bom com vocês?), cresci e emagreci (nem parece, mas eu senti a diferença e minha mãe também, então tá valendo) e SIM, EU ESTOU FELIZ COM ISSO TUDO. Posso reclamar, posso espernear, mas não adianta: era disso que eu estava precisando. De uma vida nova. E ela acabou de começar!

-

Galera, ainda não garanto meu retorno total pra cá, porque o semestre ainda não acabou, como bem disse ali em cima. Ainda tenho provas finais para fazer e tirarei mais essas duas semanas para estudar loucamente. Em compensação, fica aqui uma promessa: nestas férias, me organizarei completamente para o próximo semestre. Não posso mais deixar o A Pseudociência abandonado assim, sem mais nem menos! Consta já na minha resolução postar no mínimo uma vez por semana e tirar um dia por semana para retribuir visitas/responder comentários/visitar blogs novos. Fora que ainda pretendo mudar o layout do blog e renovar aquelas páginas que já estão empoeiradas, creio.
No mais, é isso! Espero que vocês me entendam e que minha falta esteja compensada com este texto! Ah, e não esqueçam de visitar o www.oquantoquiser.com.br que tá cheíssimo de novidades e a galera de lá também é superlegal! Corram!

Até breve,

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Todo carnaval tem seu fim–e recomeços!

Sempre achei o máximo começar as coisas. Desde um simples conto até um projeto legal no colégio. Lógico, nem sempre é fácil, mas a sensação de novidade, de que algo totalmente desconhecido está para começar é maravilhosa. Uma pena aquele velho dito popular faça tanto sentido: todo carnaval tem seu fim. Sem exceções.

O namoro, a universidade, a adolescência, as crises existenciais, enfim, tudo que você imaginar está ali com a única certeza de que acabará, por mais trágica que esta afirmação possa ser. Não sei se sou só eu quem pensa assim, mas o final de um ciclo não é de todo ruim. E aqui sigo com minha linha de pensamento de que podemos tirar sim bastante proveito de todas as situações possíveis – inclusive os finais. Terminar um namoro faz você (re)começar a agir como solteiro, acabar a universidade faz você começar a pensar em como seguir a vida, o final da adolescência é o início da fase adulta e o término da crise existencial implica num alívio imenso e marca o começo de um momento um pouquinho menos tenso. Caso não tenham notado, todos os fins precedem começos! Infelizmente, nem todos os finais são felizes, até porque não vivemos em contos de fadas, mas por mais que percamos um ente querido, por exemplo, temos que aprender a viver sem ele. E esse processo de “revivência”, digamos assim, faz parte da vida – e também é um dos recomeços mais intensos e mágicos que podemos ter. Finais marcam, finais são meio complexos, finais são inevitáveis. E nós temos que nos acostumar com essa ideia.

Gozado, a gente tem certeza do fim de tudo. E mesmo assim sempre sente um impacto tremendo quando ele chega. Seria o caso de começarmos a refletir sobre isso ou já podemos ir ao psicólogo? Não, nem uma coisa nem outra. Se sabemos lidar com o começo, porque não saber lidar com o final? É uma relação tão lógica que se pararmos para pensar, vamos até rir de nossa ingenuidade com relação a isso. Eu não sou nem um pouquinho fã dos finais, como já disse anteriormente, e fico deveras chateado quando um deles chega, mas quer saber? Sou, infelizmente, obrigado a conviver com os términos; então pra quê me desesperar quando um deles chegar? Sei que não vou dar pulos de alegria, mas ao menos já tenho onde me sustentar caso ele chegue assim, de uma hora para outra, em quaisquer que sejam as áreas da minha vida. Creio que nada custa conformar-me com o final. Estou até começando a me conformar em ter que terminar esse texto.

Com a outra certeza de que, uma hora ou outra, começarei outro. E mais outro, e mais outro, e mais outro…

 

Pauta para o Blorkutando – 158ª Semana : O Fim das Coisas

 

***

 

Tô vivo. Tô cansado. Tô em fase de adaptação. E um dia eu volto a escrever como escrevia antes. Prometo!

domingo, 25 de setembro de 2011

Saudade, estranhezas e saudades

Não faço a menor ideia de como explicar, mas tenho certeza que há alguma coisa de errado comigo.

Vocês sabem que eu amo escrever e que isso é fato consumado, mas de uns tempos pra cá tem uma força maldita que me bloqueia quando tento pensar em escrever. Parece que, na mesma hora, mil coisas surgem para resolver e a escrita, minha tão amada escrita, fica de lado. Este problema já vem me afligindo faz umas duas semanas e estou começando a ficar preocupado. Sério.

Será que eu posso jogar a culpa em cima da universidade? Ou seria irresponsabilidade minha? Ou aliás, excesso de responsabilidade? Desde agosto, quando minha vida virou de cabeça para baixo com o início de minhas atividades acadêmicas, venho percebendo que tem algo se modificando dentro de mim. Minhas atitudes dizem isso por si sós, inclusive. Vários dos meus amigos já vieram me puxar as orelhas por eu parecer um senhor de cinquenta anos ao conversar com eles e eu até brinco com isso dizendo que estou parecendo um velho mesmo, só que no corpo de um guri de dezessete anos. Não que eu ache isso legal, mas enfim, voltando à questão do bloqueio mental na hora de escrever, acho que quem estuda, independente de ser em escola, cursinho ou universidade, trabalha e ainda busca afazeres complementares nas horas vagas (como no meu caso o estudo de línguas estrangeiras) sabe muito bem qual o real significado da palavra cansaço. Ao final das minhas jornadas, meu pensamento está na minha cama e em mais nada. Mais uma vez, repito: não que eu esteja reclamando disso tudo, não. Está sendo uma experiência incrível constatar o meu crescimento em todos os sentidos (ah, e eu cresci um pouquinho mais para cima neste meio tempo, só para constar); o ruim é ter que  arcar com as consequências disso tudo. Ainda sou apaixonado pelas palavras, adoro escrever e vejo na escrita o meu refúgio em todos os momentos. Só que agora eu tenho muito menos tempo para me dedicar à ela, infelizmente.

Sinto falta de blogar, de comentar nos blogs, de rir com os textos de vocês e de me emocionar com a intensidade que muitos deles não cansam de transpassar. Peço apenas um pouquinho de paciência para que eu consiga pegar de verdade o ritmo da coisa e consiga, enfim, conciliar a vida de trabalhador/universitário/estudante de línguas com a vida de blogueiro. Porque eu posso garantir a vocês, com toda a certeza desse mundo: não dá para desaprender a escrever. Posso sumir, mas esquecer do poder que as palavras possuem, jamais. Tanto que, sem querer, acabei escrevendo esse texto!

Até breve!

Tiêgo R. Alencar

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

(Apenas) Mais uma de amor

Nós não tínhamos nos visto até então.
Ela havia adoecido e estava acamada e eu estava ocupado demais com minhas obrigações diárias na universidade e no trabalho, quando não tinha que estudar para provas e mais provas. Sentia-me mal por ela estar daquela maneira, mas eu não poderia fazer nada para ajudá-la; só me restava torcer pela sua recuperação, para que ela voltasse logo a ser a mesma guria que eu conheci.
E por quem me apaixonei, inclusive.
Naquele dia, acordei pensando nela. Tanto que até sonhar eu já havia sonhado com aquela guria, sempre a mesma coisa ruim que terminava em coisa boa. Não sei se eram sinais ou algum tipo de premonição, mas passei o dia todo pensando em como seria se nós nos encontrássemos: se ela me estranharia, se riria comigo ou se me acharia um tolo com quem perdeu o seu precioso tempo. Naquele dia, não parei de idealizar o momento em que íamos nos conhecer e que seríamos, enfim, apresentados de carne e osso. Foi assim por toda a jornada cansativa e maluca do meu dia.
Voltando para casa, ainda refletindo sobre aqueles sonhos e a realidade, percebi que não poderia perder tempo: eu poderia, eu deveria vê-la, conhecê-la, custasse o que for. E assim parti em busca de minha recém-descoberta amada, a amada que tanto havia esperado e que estava bem perto de mim o tempo todo e só agora pude constatar.
O destino foi meu grande aliado. Devo bastante a ele. Sem ele, eu não teria conseguido. Fui em busca do amor da minha vida e, entre uma rua e outra, encontrei seu refúgio. Ela estava indefesa, sozinha, precisando de alguém. E eu, agradecendo muito à sorte, era este alguém! Assim que a vi, ela riu e até chorou ao me abraçar. E depois de muito conversar, rir, se conhecer, emudecemos. O silêncio reinou por um minuto até eu olhar no fundo dos seus olhos e dizer "eu amo você" com lágrimas nos olhos. Ela sorriu de canto, abraçou-me e, para minha surpresa, pediu-me para fechar os olhos, enquanto limpava os vestígios das lágrimas lentamente, pondo, em seguida, seus lábios sobre os meus.
Por um minuto, senti como se o mundo não existisse e fôssemos só nós dois. Aquele choque familiar percorreu meu rosto, meu corpo ao passo que ela também estremecia, leve e lindamente. Quando terminou, nos olhamos, sorrimos um para o outro e nos abraçamos, no que pareceu ser um dos instantes mais felizes da minha vida.
Até agora ainda não acredito. Ou acredito e nem sei. Mas que o amor está me fazendo ver tudo mais bonito, isso está. E a propósito, já estou com saudades do sorriso mais lindo do mundo, dos cabelos macios e da felicidade que irradia daquela garota...

*

Isso foi um sonho.
Baseado numa realidade.
Bem minha.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Forçação de barra: não trabalhamos


Detesto forçação de barra.
Desde que me entendo por gente, conheço pessoas que forçam a barra em todos os sentidos e eu, infelizmente, fui uma delas num período bem "punk" da minha curta existência. Queria que tivesse sido diferente, lógico, mas não me julguem: na época, eu mal sabia quem eu era. E lembro que a galera que me conheceu nessa época até tentou me alertar, mas eu não quis saber de nada (sabe como é, tem uma fase da vida em que você acha que pode resolver tudo sozinho até precisar de cinco reais para o lanche no colégio). Algum tempo depois disso, eu, já consciente de que fizera muita bobagem por conta de excessos mais do que desnecessários, fui reparando que o mundo tinha uma certa tendência - triste - de seguir o "forçaçãodebarrismo", uma corrente filosófica criada por algum retardado em algum tempo aí que eu não sei dizer qual e que implica na extrema e ridícula perseguição para alguma finalidade, geralmente vantajosa à quem persegue. Tsc.
Hoje eu dou risada ao recordar de quando eu agia desta forma tão brusca, mas antes das risadas e de qualquer outra coisa cômica conscientizei-me de que estar forçando alguém a algo é bem mais do que péssimo. Levar alguém a ser o que não é, fazer o que não deseja e pior, seguir (literalmente, de babar ovo e tudo o mais) alguém por achá-lo "maneiro" (ainda se usa essa expressão?) não é legal e só mostra que o indivíduo, além de não ter amor próprio, não tem o menor respeito e compaixão pelo próximo - o que anda muito escasso hoje em dia. Não me orgulho nem um pouquinho de ter feito o que fiz no meu tempo "punk", entretanto sei que tirei a lição dali. Forçar a barra é destruir, aos poucos, o que o outro buscou tato ser: ele mesmo. Pode até parecer clichê dizer esse "seja sempre você" ou coisa assim, mas é a mais pura verdade. Obedecer aos seus comandos vai além de levantar ao braço e sentir fome. É contrariar aquele colega abusado que só lhe procura nos dias de prova com argumentos que os faça pensar no porquê de agir daquela maneira. E é também cortar bonito a velha história do seu amigo que só porque lhe vê com uma mochila nas costas pede logo pra você levar seu material. Esses dois casos são apenas exemplos de uma gama de fatos diários que acontecem de pessoas que exigem tanto de você a ponto de você mal saber se está fazendo aquilo por obrigação ou por querer.
A sua barra não deve ser forçada por ninguém. Por isso, trate de construir bases bem sólidas para ela e, caso algum gaiato venha tentar forçá-la, trate de fincá-la ainda mais ao chão. Seja forte e mesmo que a pessoa seja uma querida, jogue limpo e seja sincero, porque não há nada mais desgostoso e chato no mundo do que cair em contradição com algo que você passou um tempão para acreditar. Tipo em si mesmo.

domingo, 4 de setembro de 2011

Além da capa do livro

Julgamento precipitado. Quem aí já sofreu desse mal que atinge dez em cada dez seres humanos questionados? Pode até ser que você nem tenha sido vítima desta prática nada saudável, mas garanto que um dia você será criticado apenas por existir. E é bom estar preparado para isto.

Acredito que eu não precise nem dizer que já cansei de ser julgado precipitadamente. Desde pequeno, quando meus amigos diziam que não foram com a minha cara porque eu respondia as perguntas à professora até agora, na universidade, venho me surpreendendo com o que as pessoas imaginam que eu sou só por causa do meu tamanho, ou da minha cor de pele, ou do meu andar, ou do meu jeito de me vestir. A partir do momento em que descobri que os demais tinham imagens completamente diferentes do que eu era de verdade, passei a prestar um pouquinho mais de atenção neste assunto. E inevitavelmente, citarei um clichê-chavão que todo mundo já ouviu, mas que entra por um ouvido e sai pelo outro: condenar é fácil, ser condenado é que são elas. No geral, as pessoas que criticam, que fazem isso sem se dar conta de que estão passíveis ao mesmo tipo de crítica, vivem com seus egos lá no alto e superinflados, para que nada possa abalá-los. Isto é um mito. Ninguém é autoconfiante o suficiente para que possa se sair de uma crítica sem no mínimo pensar nela, mesmo que rapidamente. E mais, ninguém tem o direito de sair por aí, cuspindo inconveniências e falando mal de uma menina porque ela beija em público ou porque um guri não curte futebol. Essa mesma menina e esse mesmo guri podem muito bem gostar de coisas que você também gosta e inclusive de maneira ainda mais intensa quanto! Já pararam para pensar nisso? A patricinha do colégio pode não ser metade do que você acha que ela é e aposto que bastará uma conversa para que você se convença de que não precisava tê-la julgado apenas por ela parecer algo – que, aliás, não é.

Com tudo isso, aprender que o livro vai além da capa não parece tão difícil, parece? E mais, não há todo um gostinho bom em desvendar aquilo que nos intriga, mesmo tendo julgado-o antecipadamente? Não importa se você não curte o estilo gótico em meninos ou se detesta que meninas ouçam hip hop. O que importa é que eles são pessoas, prontas para serem conhecidas, desvendadas e que, por uma estranha coincidência, são seres pensantes como você. Conhecer não dói. E nunca é tarde para rever conceitos. Portanto, não custa nada parar aquele dez segundinhos antes de evitar fulano ou ciclano só por causa da sua aparência. O conteúdo dele, garanto, lhe surpreenderá mais do que gostaria. E sim, isso é bom!

 

***

Oi, gente! QUANTO TEMPO! Hahahaha

Senti uma saudade louca daqui, olha. Mas ultimamente, não sei mais o que é tempo de sobra sequer para pensar em escrever. Nunca imaginei que chegasse o dia em que, SEIS HORAS DA TARDE eu quisesse apenas chegar em casa e dormir até o outro dia. Mas quebrei a cara e não chegou só um dia, chegaram vários. Mas pelo menos uma coisa boa está acontecendo: já me adaptei à essa correria toda do mix vida de universitário feat. vida de trabalhador. Imaginei que seria mais complicado, mas está sendo mais fácil do que pensei! O lado ruim  é que vou ficando longe daqui ;( E para completar, meu notebook ainda está sem fonte, o que me distancia ainda mais da blogosfera. Espero resolver esse problema logo para que eu possa vir aqui mais vezes durante a semana! Um pedidão de desculpas à galera que provavelmente notou que eu sumi de seus blogs e um muito obrigado a todos que ainda vem perder seu tempo aqui lendo meus textos e melhor, gostando! Valeu mesmo, mesmo, mesmo!
Agora é hora de correr, porque preciso aproveitar o pouco tempo que tenho na internet agora! hahaha Ah, e qualquer coisa tô no Twitter e no Facebook!


Do seu escritor-aspirante

Tiêgo R. Alencar

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pseudopsicologia #03

Oi, gente! Todos bem? Sentiram minha falta? Sentiram falta do falso psicólogo mais lindo da internet? S2
Então, queridos, vocês sabem que ultimamente mal tenho tido tempo para respirar e que quando o tenho, só penso em fechar meus olhos e dormir como se não houvesse amanhã. Mas recebi ontem um e-mail do I., um menino confuso sexualmente e que tá passando por uma barra no colégio onde estuda, não por causa do bullying, mas por causa de um bapho ainda maior que vocês vão conferir já! Prepara o coração, segura firme onde você estiver acomodado e vem comigo!

Leitor lindo says: Oi, Tiêgo! Eu sei que você está ocupado com o início das aulas na sua faculdade e estou morrendo de saudades dos seus textos legais e que me fazem ficar pensando em um monte de coisas. Você postou agora há pouco algo sobre se testar e ser testado e eu não pude resistir: tive que recorrer à sua ajuda (ps: eu também acompanho você pelo Twitter e vi que você vai estar sem aulas amanhã, então estou torcendo pra que você leia este e-mail e me ajude!). A situação é a seguinte, Ti: eu sou bissexual, gosto de garotas, inclusive terminei faz um tempinho com minha namorada de dois anos porque ela foi embora daqui de onde eu moro. Com o fim desse namoro, passei a sentir a mesma atração que sinto por elas por garotos. Já fiquei com dois caras e foi como se estivesse com uma garota, não vi diferença. Mas a questão não é sobre a minha sexualidade, mas sim sobre uma coisa chata que vem me acontecendo faz duas semanas e eu não consigo me abrir com ninguém sobre! Semana retrasada, saindo da aula de história, meu professor pediu pra conversar comigo e eu poderia imaginar que ele ia falar tudo, menos que estava apaixonado por mim! Ele quer a todo custo ficar comigo e que eu dê uma oportunidade a ele, que eu não teria nada a perder e tudo o mais. Mas eu estou morrendo de medo de fazer uma burrada me envolvendo com ele! Ele é superlegal, é bonito e tem tudo o que eu busco num cara e eu tenho sim vontade de ficar com ele, mas não sei MESMO o que fazer, sinto que tudo o que eu vá fazer vai dar errado! Será que você poderia me ajudar, Ti? Tô precisando de um bom conselho e tô confiando em você! Obrigado!

O Pseudopsicólogo says: I. querido. Nunca imaginei que fosse me deparar com uma situação deste tipo, mas só para começar, obrigado por gostar dos meus textos e por me acompanhar, mesmo nesta loucura que anda a minha vida. Agora vamos ao seu dilema: a história clássica de professor atrás de aluno e que diz que está disposto a largar tudo por ele e bububu. Se você ainda não tinha visto essa história, man, fica a dica: tudo não vai passar de uma aventura. E mais, vocês estão em etapas diferentes da vida e com toda a certeza do mundo gostam de coisas completamente diferentes! Ok, existe sim a possibilidade de esta loucura dar certo, mas pense bem: você, pelo o que vi na troca de e-mails, é menor de idade e ele já é bem mais velho do que você. Fora que para a escola, a relação entre aluno e professor é contra a lei e pode até acarretar a expulsão dos dois do estabelecimento de ensino! Já imaginou como seria se alguém por ventura descobrisse que vocês dois tiveram algum tipo de história mais íntima, para além da amizade? Acho que por mais incrível que possa parecer que um cara como aquele esteja parado na sua e melhor, seja real, não compensa, ainda mais com todos os riscos que você está correndo. Sei que não será fácil esquecê-lo se decidir dar o fora nele até porque vocês conviverão no mesmo meio, mas no seu caso, é o melhor a se fazer. Tem tanta guria legal pra você gostar, tanto cara interessante por aí! Você não precisa perder seu tempo cogitando a possibilidade de ficar junto de alguém que pode te deixar mais triste do que feliz. Converse com ele, seja franco e sincero e seja, acima de tudo, o mais maduro possível, para que ele perceba que você não é um cara qualquer e que pesou os prós e contras antes de tomar sua decisão. Pode até ser que ele não te esqueça, mas vai aprender a respeitar o seu limite, a sua decisão, o seu lugar. Arrase na pokerface e boa sorte!
Tá com um problema escabroso e não tem coragem de contar pra ninguém? Desabapha comigo que eu te dou um conselho legal e você pode até parar no meu blog! Mande um e-mail para tiegoramon@gmail.com e aguarde meu contato! Lembrando que você está ciente de que, ao mandar seu problema, pode ser publicado aqui no blog, ok? Até a próxima, queridos!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Testes e vitórias

Há uns dois anos, mais ou menos, recordo-me bem de um fato curioso que aconteceu na escola: eu fora candidato a vereador jovem. Quando recebi o convite do setor técnico da escola, senti-me o cúmulo do honrado; e envergonhado, admito que eu ligava demais para essa história de popularidade. Pois bem, passou-se o tempo, conheci a Câmara dos Vereadores, entendi como funcionava aquele lugar e acho que não esquecerei tão cedo de tudo que aprendi durante aqueles dois meses que eu e mais quatro estudantes do meu colégio vivemos descobrindo um pouco mais sobre política. Chegaram as eleições, vi que ser candidato não era pra mim e desisti de campanha, o que acarretou na minha derrota nas urnas. Aquela movimentação toda passou e as reflexões vieram quase que em seguida, fazendo-me parar para pensar em várias coisas; dentre elas, a nossa capacidade de estar pronto para entrar em fase de teste, a qualquer hora, a qualquer minuto, a qualquer segundo.

Desde que me entendo por gente, gosto de desafios. Sinto prazer em me desafiar, em ser desafiado e gosto ainda mais da confiança que me invade quando venço um desafio, independente de qual seja ele. É bom lembrar que ser desafiado é bem diferente de se desafiar, de estar disposto a se testar. Mas não entendam por propor desafios coisas do tipo “chegar ao topo do monte Everest em cinco minutos”, mas coisas construtivas e que lhe farão crescer como pessoa, como “mudar meus hábitos perante meus pais” ou algo assim. A sensação de vencer é maravilhosa, todos vocês já devem conhecê-la. Agora experimentem vencer um desafio criado por vocês próprios; um teste que você sabe que será difícil, mas que justamente por isso merece ser ganhado com honra e louvor dignos de medalha. Testar-se nas mais variadas situações, seja resistindo ao veneno de uma pessoa maldosa, seja driblando o mundo te chamando para beber e fumar, é talvez a principal maneira de mostrar para si próprio que você é capaz sim de passar por obstáculos com facilidade e, acima de tudo, confiança de sobra para quem quiser ver.

Lidar com os testes que a vida nos aplica tem lá seus contras, mas se formos apenas levar em consideração o lado ruim de tudo que ocorre conosco, dificilmente iremos conseguir vencer em algum momento de nossa curta passagem por este planeta. Por isso, não encontre mais motivos para enfrentar uma doença já acreditando que ela vá te matar, estudar para uma prova já achando que vai levar um zero ou namorar alguém pensando no dia do término (sim, existe gente assim). Pense nestes fatos como testes e que, passando neles, suas vitórias serão cada vez mais acumuladas para um prêmio lá no final. Costumo dizer que se testar vai além de se desafiar. Testar-se é provar para o mundo que você é capaz de se superar e que você pode (e deve!) ser alguém satisfeito consigo mesmo. Como eu me sinto neste exato momento.

sábado, 20 de agosto de 2011

Ciúmes versus sensatez, eis o embate

LARGA O FULANO QUE ELE É MEU!”, “E AÍ SE EU TENHO CIÚMES, NÃO TENHO CULPA SE A FULANA É MINHA”, “EU PERTENÇO A ELA E ELA PERTENCE A MIM”. Acreditem, nesta semana tive a infelicidade de presenciar uma situação desse tipo. Uma guria ficou de picuinha com outra por causa de um amigo em comum – só que as duas não se bicam. Então o circo foi armado: uma querendo ter mais o guri do que a outra e toda aquela história de “ele é mais meu amigo do que seu” e tudo o mais. Nem precisei ter que dar um banho de realidade nas duas porque elas mesmas se deram conta de quão infantis estavam sendo, para minha sorte: eu era o amigo em comum entre elas. Se falasse com uma, a outra ficaria indignada e viceversa. Não quis dar um basta nessa situação antes porque tenho a péssima mania de deixar as coisas acontecerem até elas alcançarem o ápice, mas até que a situação se amenizou e eu pude respirar mais aliviado sem magoar nem uma nem outra. Porém, essa história ficou em minha cabeça e achei que seria bom falar com vocês sobre algo muito chato e que acaba com muitas relações legais, seja entre amigos, entre namorados ou o que for: ciúmes.

Sendo bem honesto, já fui bem ciumento. Demais, de ficar com a cara deste tamanho só porque alguém se aproximou daquela pessoa por quem eu morria de amores ou por quem eu tinha um grande apreço. Mas o tempo foi passando e eu fui me dando conta de que não valia a pena nutrir esse sentimento dentro de mim porque eu definitivamente não era nem nunca seria dono de ninguém. Senti-me um completo idiota quando constatei que só perdi meu tempo sendo agindo daquela forma, quando poderia estar sendo ainda mais confiante em mim e acreditando que há muitas outras formas de demonstrar amor, carinho, afeto por outra pessoa. Eu sei que a galera ciumenta de plantão vai alegar um “mas eu não sei me controlar, é mais forte do que eu!” mais velho do que minha avó; porém, é tão difícil assim você parar um tempinho só para pensar que ciúme é um sentimento desprezível? E a história de que ver alguém com ciúme é bonitinho só funciona nas novelas, gente. Pelo menos eu não acho nem um pouco bonito alguém achando que é meu proprietário e que sou exclusivo para ele. Eu até posso entender o chamado “ciúme saudável”, quando vem uma pessoa para ameaçar mesmo a relação. Já em outros casos, acho tremendamente ridículo. Não querendo assustar meus leitores nem nada mas já falando, por vezes já fui responsável por acabar com os relacionamentos das minhas amigas só porque eu era amigo delas! E me entristece mesmo ver que perdi várias delas por causa do maldito ciúme. Elas foram tratadas como objetos ao invés de serem tratadas como gente e quem pagou o pato fui eu! Pode uma coisa dessas?

Tenho certeza que todos vocês amam, que todos vocês protegem e cuidam das pessoas amadas e que fazem o possível para demonstrar esse amor por elas. Por isso, faço um pedido pra vocês: não deixem seus amores, amigos ou o que for perceberem que você morre de ciúmes deles. Se não sabe se controlar, sinta, mas faça o possível para camuflá-lo. Deixe a possessividade para seu livro favorito, para um CD especial ou para aquela calcinha vermelha que você não teve coragem de usar no ano-novo. Posse e ciúme não são palavras para serem usadas com os seres humanos, não. E eu posso garantir, uma relação sem elas rende bem mais, é pagar pra ver.

 

***

Só pra vocês saberem, tô vivo! E minha vida continua aquela loucura, tô temporariamente sem meu notebook e acho que só voltarei a usá-lo normalmente no final do mês. MÃS saibam que tô ótimo, as aulas na universidade estão bombando e eu  estou feliz, acima de tudo! Um beijo, um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Mudança de hábito

Não, o post não tem nada a ver com o filme (ou tem?). Mas o título descreve perfeitamente o que me aconteceu nesse início de semestre; foi uma mudança tão grande e tão cheia de ocorrências simultâneas que só pude parar agora, onze dias depois do “reinício da minha vida”, para escrever de verdade para vocês.

Eu confesso: não esperava que fosse me assustar tanto com o fato de estar sendo obrigado a crescer, a amadurecer. Ok, desde cedo assumi responsabilidades e vivi experiências que geralmente um adolescente da minha idade não está acostumado a assumir/viver. Só que agora tudo mudou de figura e alcançou proporções muito maiores do que eu jamais havia imaginado que fosse alcançar. A começar pela universidade, aquele sonho distante que eu via crescer mais e mais desde a oitava série. Quando pus os pés na sala de aula da Unifap pela primeira vez, fui tomado por uma emoção tão grande que não pude nem me dar conta de que minha vida estaria mudando completamente dali a exatamente sete dias. Passou-se a primeira semana na universidade e eu não vi nada de mais. Quando essa semana agora iniciou, senti de verdade o peso de arcar com a escolha que fiz para o meu futuro. Logo na primeira aula, de Introdução aos Estudos Linguísticos, a professora já nos abriu os olhos para  a nova fase de nossas vidas que se iniciava ali. Fora que ela também não teve pena e passou trabalhos, para entrarmos no ritmo dda universidade. E depois, ciclo, como todos haviam me avisado: muitas apostilas para ler, muitos temas para pesquisar, montes de conteúdos para trabalhar… De Latim a Leitura e Produção de Texto I, não me faltou atividade para “brincar” de fazer neste final de semana. O bom de tudo é que as disciplinas me agradaram bastante (sim, até de Latim eu gostei) e me fizeram, definitivamente, cair na real: agora eu sou universitário. Descobri termos novos, descobri que “projetos de extensão” e “bolsas de iniciação científica” vão me ser deveras úteis e descobri que, principalmente, dedicação e coragem serão essenciais em minha vida daqui pra frente.

Com tudo isso, tive que reorganizar toda a  minha rotina, que antes era bem mais flexível. O trabalho e o curso de francês durante a semana somados às aulas no curso de Letras deixam-me praticamente sem respirar direito. Porém, se vocês acham que estou pedindo arrego, estão enganados – nunca me senti tão bem. Até comentei com alguns amigos que achava que essa vida totalmente maluca tinha sido projetada para mim, por mais absurdo que possa parecer. Só vou lamentar muito por ter que me ausentar da blogosfera por um tempinho, pelo menos até me adaptar à essa nova vida. Uma mudança de hábito dessas exigirá mais de mim do que eu pensava e eu espero, profundamente, voltar logo mais com os mesmos textos de sempre que divertem e fazem vocês se identificarem e espero também que entendam minha situação. Até breve!

 

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Aviso:

Em virtude do início dos estudos muito puxados na universidade, da volta à rotina de sempre em seu trabalho e do reinício das aulas no curso de francês (com um dia a mais agora, só para constar), o blogueiro que vos escrev(ia)e regularmente poderá sumir por um certo tempo até arrumar essa vida maluca e cheia de coisas durante toda a semana. O responsável por este lugar simples e humilde na web vos pede perdão pelos comentários atrasados e promete que, assim que tiver uma folga de mais de cinco horas, virá trazendo posts novos e a resposta a todos os comentários que vocês, os queridíssimos e lindos dele, deixam atenciosamente em cada texto. Desde já, Tiêgo R. Alencar agradece a comprensão de todos e deseja, profundamente, que cada um de vocês entenda a ausência dele e que não o abandonem por causa do desaparecimento forçado.


Respeitosamente,

Alguém responsável pelo blog que está longe de ser o blogueiro que habita aqui, mas que o representa bem.

sábado, 6 de agosto de 2011

Profissão: professor!

Quando eu era criança, logo que entrei no colégio, queria ser astronauta. Meu sonho era chegar lá no céu, pegar uma estrela e trazer pra minha mãe. Mas à medida que fui crescendo e constatando que seria meio improvável conseguir tal façanha, comecei a pensar de verdade no que eu queria para mim. Com um golpe legal do destino, na quarta série, graças a um projeto genial desenvolvido pela professora da sala de leitura (valeu, Estella!), tive a certeza do que eu desejava exercer no futuro: ensinar. Ou numa linguagem mais “culta”, lecionar.

O projeto da professora Estella consistia em que escrevêssemos um livro, bem simples, mas contando uma história baseada em fatos reais. Como que num lapso, veio-me à cabeça minha mãe, que é professora, e seus desafios em sua profissão. Rapidamente, criei Alice, uma menina que sonhava em dar aulas como seu pai fazia. A menina escrevia bastante, lia muito e adorava compartilhar daquili que sabia e melhor, ela fazia isso com muito boa vontade e amor. O engraçado é que eu ajudava meus colegas de classe com os deveres e tudo, mas nunca tinha pensado em lecionar. Muito pelo contrário, eu morria de medo de falar em público! Imaginem só como seria se eu fosse professor! Mas não foi isso que eu pensei quando concluí meu livro, não. Lendo aquela história e vendo reflexos meus na Alice, só pude tirar uma conclusão: o meu destino era ser professor. Não tinha outro plano para mim. Todos, todos os meus professores, desde aquele projeto, disseram-me que eu levava jeito pra coisa e que só precisava de treino. Aquelas palavras ecoaram na minha cabeça durante muito tempo, muito tempo mesmo. Várias outras profissões passaram pela minha cabeça, confesso. Porém, parece que nada se encaixava em mim. Só a profissão de professor. (Ok, preciso abrir um parêntesis para uma coisa: também pretendo ser escritor e colunista de jornal/revista, mas meu primeiro foco é ser professor, depois penso nos demais sonhos.)

Com alguns anos na escola, descobri o amor pela língua portuguesa. Eu não conseguia escrever errado e odiava erros de ortografia. Quando descobri que amava português, já havia decidido que queria ser professor. Então uni o útil ao agradável: eu seria professor de língua portuguesa. Mas aí, ainda no ensino fundamental, nutri o gosto e a paixão pela língua francesa. Até o primeiro ano do ensino médio, eu não tinha conhecimento de que era possível se formar nas duas áreas ao mesmo tempo. E dois anos mais tarde, após uma pesquisa e muita chateação nas professoras de língua portuguesa e francesa, eu me inscrevia no vestibular para o curso de Licenciatura em Letras com Habilitação em Língua Francesa, que me prepararia para ser professor nas duas áreas que eu tanto gosto e que com certeza cairiam como uma luva em minha vida.

Passei no vestibular e hoje curso o que eu sei que vai me formar para trabalhar naquilo que eu sonho ser quando “crescer”: professor.

Pauta para o Blorkutando – 149ª Semana – Pergunta #02: “O que você vai ser quando crescer?”

***

Falaí, queridos! Todos bem? Todos felizes e sensacionais com a chegada de agosto?

Pois é, depois de falar tudo isso nesse texto aí em cima, eu nem ia falar nada mais, vocês devem estar super cansados dos meus textos imensos :X E eu juro que não vinha falar demais, só pra avisar que se eu sumir daqui por um certo ~~tempo~~, é por que tô sem a fonte do meu notebook, essa danada queimou D: Só porque começaram as aulas, gente ;O E a propósito, a universidade é ÓTIMA! Tô superansioso pro início “real” das aulas semana que vem, todas comemora s2 Enquanto isso, vou lendo o periódico de linguística que o professor de Latim deu pra gente no dia da palestra sobre a importância do curso de letras na sociedade JÁ TÔ UNIVERSITÁRIO SIM OU CLARO? kk

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

CRÍTICA: espancar gay pode, explicitar o amor não?

 

Se já é difícil falar de um assunto delicado como homossexualidade separadamente, não me surpreende que eu esteja com um pé atrás na hora de explanar minhas considerações sobre o tema abordado nas telinhas. Mas muito maior do que a vontade de falar, existe a necessidade de comentar o contexto LGBT nas novelas brasileiras.

Tenhamos como foco, mais uma vez, Insensato Coração (novela das nove horas da Globo). Do início do folhetim até agora, pudemos acompanhar uma mudança significativa e interessante do desenrolar e formação do seu núcleo gay. De personagens caricatos e hilários, passando pelos bem resolvidos sexualmente e chegando aos confusos e indecisos, os autores inseriram homossexuais em todos os núcleos de sua história, com leves exceções. Levando em consideração que anteriormente víamos apenas os gays e lésbicas em tramas isoladas do resto do enredo, Insensato Coração deu um belo passo em relação à suas antecessoras de mesmo horário. Até mais ou menos três semanas atrás, a novela estava recebendo meu respeito grande neste aspecto. Mas então, eis que os chefões da emissora chegam e, sem mais nem menos, mandam os autores amenizarem a história de amor entre os personagens Hugo (Marcos Damigo) e Eduardo (Rodrigo Andrade), como se a novela fosse regredir em termos de audiência com o romance dos dois. Vou confessar que não entendo mesmo porque tanto medo, tanto receio de expor o amor entre duas mulheres ou dois homens numa novela, seja lá em qual for o horário. Caso ninguém tenha reparado, quanto mais for acontecendo as histórias gays envolvendo afeto, carinho, amor, mais a mente limitada de quem vê repulsa nestes atos estará se abrindo para aceitar as diferenças, porque diferentemente do que muita gente por aí pensa, não é só evitá-las que elas deixarão de existir. Elas são fatos reais. E merecem aceitação e respeito, principalmente respeito.

Se a direção de Insensato Coração pensa que vai fazer o público LGBT e simpatizantes esquecer do amor entre Hugo e Eduardo, com cortes bruscos nas cenas, está enganada, redondamente. Ainda mais “substituindo” as cenas do casal por cenas pesadas de homofobia e rejeição aos gays , uma das mudanças mais frustrantes e decepcionantes na trama. Sabemos que o ódio ao homossexual é realidade e que precisa ser mostrado como é; porém, daí excluir sequências de afeto entre dois homens para colocar em seu lugar cenas de violência desnecessárias já é algo para discordarmos. Ainda pretendo descobrir em que aspecto um abraço carinhoso, um carinho de mão no rosto, são mais agressivos aos olhos do que meia dúzia de homens covardes espancando gays sem motivo aparente. São fatos tão controversos, tão contraditórios que é impossível escrever algo que os descreva de verdade. É um mix de ridículo com pateticidade.

Que fique registrada minha decepção e total desapontamento com as estratégias tolas e baixas que a Rede Globo vem utilizando para manter a audiência – ótima, por sinal – de Insensato Coração. Uma história que vem fazendo os telespectadores perderem o fôlego não preciso mesmo chutar para escanteio uma história de amor tão bonita – e não menos bonita do que qualquer outra das restantes da novela.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Considerações sobre um sumiço (necessário)

Acho que antes de começar o post devo um pedido grandão, do meu tamanho, de desculpas. Eu deveria ter postado na sexta, no sábado e no domingo, inclusive tinhas pautas planejadas e tudo, escritas quarta-feira passada. Mas vocês não fazem ideia do que me aconteceu esses dias. Foram dias loucos, foram dias diferentes, foram dias que me mostraram que eu posso ser uma pessoa melhor, independente de como eu for. Enfim, se acomodem, fiquem todos lindos onde estiverem porque lá vem história!

Nesse final de semana, participei do EJC – Encontro de Jovens com Cristo –, promovido pela igreja Assembleia de Deus aqui da minha cidade. Eu não sou evangélico, sou católico, e por isso fiquei bem receoso quando recebi o convite para o encontro, vindo através da minha tia, a única da família que faz parte dessa igreja. Pois é, na semana do encontro, mais especificamente na terça-feira, conheci meus “pais adotivos”, que foram uma espécie de preparadores para o que viria no encontro. A gente tem que tratá-los super igual como tratamos nossos pais, de tomar a benção e tudo, chamar de pais… Estranhei UM BOCADO, really. Senti como se aquilo não estivesse certo, como se eu estivesse numa situação onde não deveria estar. Mas por incrível que pareça, gostei da coisa. É, é meio contraditório, eu sei, mas é tão envolvente a relação que a gente tem com os pais de ligação que dá pra se assustar, sério mesmo. Ganhei duas irmãs de ligação lindas também e que foram uns amores comigo esses dias incríveis que passamos juntos. E pra adiantar um pouco a história, na sexta-feira, quando começou o EJC, aí que eu estranhei tudo MESMO. Por motivos éticos e pelo compromisso que assumi com o povo de lá, não posso dar detalhes do que aconteceu, mas posso garantir a todos vocês que a experiência foi incomparável. Ímpar. Mágica. Pensei que ia lá e haveria grupos de oração tentando me converter à religião evangélica, que eu ia ser obrigado a fazer o que eu não queria… Quebrei a cara. Não vou mentir, queridos, o meu encontro com Jesus lá não aconteceu do jeito como aconteceu com a galera que deu os testemunhos e tal, dizendo que ele tocou cada um deles. Até me senti meio esquisito por isso não ter acontecido, mas não culpado. Não mesmo, porque o encontro me fez enxergar várias coisas com outros olhos. A minha relação com meus pais, irmãos, por exemplo, prestei bastante atenção nisso e vi que não importa o que acontecer, eles sempre serão minha família. Sempre. Aprendi a perdoar também, coisa que pra mim era uma abstração, era algo que estava fora de cogitação. No EJC, também decidi que minha vida precisa mudar. Não vou precisar estar todo dia numa igreja pra isso, tampouco estar ligado com ela em tudo o que eu fizer. Decidi que repensarei meus atos, reverei meus conceitos. São pequenos atos, pequenas escolhas que fazemos, mas que tem um significado grande, muito grande não só na sua vida como na vida de muitas outras pessoas, principalmente as mais próximas a você. O encontro foi incrível, não tenho outras palavras. Renovou o meu eu e agora eu sei que estou pronto pra o que vier e que se Deus está com a gente, não temos o que temer. Yes, a gente can. hahaha

E a outra parte do meu sumiço, que por sinal todo mundo estava esperando loucamente pra que eu postasse, foi o início da universidade, do meu curso de licenciatura em Letras/Francês na Unifap! Gente do céu, que loucura que é entrar naquele lugar como aluno. Ontem, no primeiro dia, eu tremia. Juro pra vocês, minhas pernas tremiam de nervosismo, parecia que eu ia cair de joelhos a qualquer momento. Mãssss como eu arraso e sou legal ~e tinha conhecidas lá na sala~, tratei logo de ir me enturmando. Quando cheguei lá, fui falando com uma colega e outra, todas sempre muito simpáticas e tudo, já gosto por demais dessas lindas! Ah, e eu acho que já tinha dito pra vocês que na minha turma, erm, hm, estudam nada mais nada menos do que VINTE E SETE MENINAS. E só três meninos. Por isso, não estranhem quando eu disser “as colegas”, é porque minha relação com os meninos ou é zero ou é quase zero ou eu estou sufocado por tanta guria junta, rs. Ontem não tive aula de nada, só a professora de Introdução aos Estudos Linguísticos que deu uma palavrinha rápida ~~e uma apostilona~~ com a gente e tal, conhecemos o coordenador do curso, alguns professores, o povo do CAL (Centro Acadêmico de Letras) que é demais e o espaço físico da Unifap, claro. Putz, que lugar IMENSO Smiley surpreso Não achei meu bloco de primeira não, me perdi Smiley confuso Mas enfim, esquecendo esse incidente lamentável, rs, ainda ofereceram um lanchinho pra gente, achei chique! Uma pena que chegou a terça-feira mais conhecida como hoje e acabou com a minha graça :X Hoje já tivemos um pouquinho de aula, por assim dizer, de Introdução à Língua Francesa e a professora é um amor de pessoa, já quero aprender o alfabeto de novo junto com a galera que não sabe, rs. Além do bate-papo rápido que tivemos com ela, ainda arrasamos numa palestra com alguns dos nossos futuros professores, de Metodologia da Educação, de Teoria da Literatura e Língua Latina. PELO AMOR DE QUALQUER COISA, LATIM VAI ME ACABAR D: Tô sentindo isso, galera, eu geralmente não tenho medo de encarar línguas novas, mas olha, o professor de Latim é que nem um padre! Fala enrolado que nem um, usa sandália que nem de padre e tem uma voz com sotaque IGOAL de padre que acabou de vir da Itália. Bem, ele não é padre, rs, mas todas torce por mim porque já vi que o Latim vai ser BARRA. Aliás, esqueci de perguntar pra ele na hora da palestra, então me respondam vocês aí que sabem: existe dicionário de latim? Se existir, tô aceitando doações, viu? hahaha

E acho que é isso, galera. SÓ ISSO, pra vocês matarem as saudades de mim de uma vez por todas! Logo mais espero voltar com posts novos e fresquinhos pra vocês e um aviso prévio: meu notebook tá quase levando o dele. O que pode acarretar no meu sumiço daqui por algum tempinho, mas já estamos trabalhando na correção do problema para um melhor atendimento ao público, ok? Et c’est ça, a universidade ainda não começou a me atacar com trabalho de tudo que é lado então vou aproveitar pra não desaparecer da internet. Até mais, queridos!

 

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Pseudopsicologia #02

Oi, lindos! Todos na base do arraso?
Semana retrasada, para quem ainda não viu, estreei um quadro novo no blog, o “Pseudopsicologia”, onde ajudo um leitor com algum problema, aflição ou complexo existencial. Para minha surpresa, não demorou muito para que surgissem e-mails de lindos querendo muito um conselho por não terem com quem contar. Então se segura na frente do PC, aguenta a linda da amiga da K. (que enviou o e-mail que publiquei na edição um do quadro) falando da sua angústia e VEM COMIGO!

Leitora linda says: “Oi, Tiêgoooo! Tudo bem com você? Espero que sim, porque comigo não tá nada bem :/ Aaah, sou amiga da K. que enviou o e-mail publicado na edição 1 do seu novo quadro, adorei! Ela me falou maravilhas de você e fiquei louca pra saber se você poderia me ajudar! Por isso que resolvi escrever pra você. Bem, Ti, é o seguinte: traí meu namorado. Juro que não foi por intenção, aconteceu totalmente sem querer! O pior disso tudo é que eu poderia ter feito isso com qualquer pessoa, mas aconteceu justo com o melhor amigo dele, o T.! O T. tá ameaçando contar tudo pro B., meu namorado, se eu não assumir logo minha relação com ele – sendo que não tem relação nenhuma! Tô com um pressentimento horrível de que o B. vai terminar comigo na mesma hora se souber da traição. Tô com muito medo, essa situação tá me deixando louca! Me dá um bom conselho, Tiiiiii?”

O Pseudopsicólogo says: “M., querida, sua situação tá complicada. Mas lembre-se de que a corda sempre arrebenta do lado mais frágil e fraco, pra mim, é aquele que faz chantagem por puro egoísmo. O T. é um tremendo de um panaca! Se ele ao menos gostasse de você de verdade, encararia o problema de frente e ao seu lado. Anyway, não tenha dúvidas de que pecou feio pegando esse cara aí; mas vai pecar ainda mais se deixá-lo contar para seu namorado. É você quem vai dar um basta nessa história e é você quem vai mostrar pra esse babaca que sucumbir à chantagem é para perebentos, não para divas. Você vai sim colocar seu namoro em risco, porém analise, linda. Continuar enganando o boy com a ocultação da mentira vai acabar fazendo você cortar os pulsos com o peso na consciência. E você ainda vai se livrar do T., de quebra, se abrir o jogo com o B. Pior que traição é trair e persistir nesse ato com mais mentiras. E mais: você pode fazer a perigosa e jogar a culpa toda pra cima do T., já que você mesma me disse que a ficada foi “sem querer”. Sendo bem sincero, eu teria coragem de perdoar uma traição. Agora duas de uma vez só… Preciso lhe dizer que você tem uma chance muito grande de sair sem seu namorado desse bapho. Portanto, avalie bem. A sinceridade é sua aliada e antes a verdade da sua boca que pela boca dos outros. E pra ontem, CORRE daqui e vai treinar seu discurso na frente do espelho porque sinto que você vai necessitar de preparo, rs. Arrase, amiga, e boa sorte!”

Tá com alguma coisa te inquietando? Tá com essa coisa sem poder contar pra ninguém de carne e osso e que só te diga “vai dar tudo certo”? Desabapha comigo, colega, que conversando a gente pode dar um jeito! Mande um e-mail para tiegoramon@gmail.com e aguarde o meu contato. Quem sabe você não para aqui no blog pra galera também te ajudar nos comentários? Até a próxima!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Uma consideração: VEM, UNIVERSIDADE!

Eu confesso que tinha a pretensão de escrever um texto imenso, falando das minhas expectativas pro início das aulas na universidade, mas eu sei que vocês iam me tacar pedras porque semana passada eu já tinha vindo com um post todo medroso falando do medo que essa sensação de novidade, terreno desconhecido, me causa. Então, para não deixar vocês saturados de postagens imensas e que eu sei que ninguém lê tudo, deixem-me dividir com vocês um momentinho só de excitação que tive no sábado, em apenas um print (e alguns comentários, rs):

 

UNIFAP 2011.2 MATÉRIAS

 

O-M-G.

Isso foi tipos, alôr Tiêgo, acorde pra realidade que semana que vem começa a faculdade (ok, rimou sem que eu quisesse)! E gente, pelamor, nunca estive tão ansioso na vida. E essas matérias???? Fiquei com cara de Smiley surpreso Cadê Língua Portuguesa? Cadê Literatura? Cadê História e Geografia? E sim, a ficha caiu: vou pra universidade. Me fiz de bocó pra vocês me acordarem pra vida nos comentários, rs. Tô mega-ansioso pra estudar Língua Latina I! E o que dizer de Introdução aos Estudos Linguísticos? JÁ PODE ACELERAR O TEMPO? E já pode pular Teoria da Literatura I da minha vida porque tenho uma certa ~~implicância~~ com teorias, seja lá do que for. E eu gosto de Literatura, mas não é o amor que eu tenho pela Língua Portuguesa e Francesa… Enfim, bora ver como proceder. E Leitura e Produção de Texto I, só Jesus salva a minha euforia pra cursar essa linda. Ainda bem que vou ter mais dela pela frente! E eu nem preciso me dizer que me senti o máximo quando vi aquele MATRICULADO todo bonitinho, né? Putz, só faltei ter um troço quando vi essas disciplinas, meu nome ali, ALUNO… Meu coração tá que não se aguenta mais. E isso é só o começo, aguardem outros 93827873928732 posts sobre a faculdade porque né, ainda tenho cinco anos pela frente. Torçam por mim desde já!

 

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar

PS: FELIZ DIA DO ESCRITOR PRA QUEM ARRASA QUE NEM EU! Beaj!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sobre a saudade que bate - e fica

"Mãe,

Ô, mãe! Você não faz ideia do quanto estou sentindo a sua falta! Espero que esteja tudo bem por aí! Conte-me tudo e não esconda nada! Enquanto aguardo ansioso pela resposta, conto-lhe um pouco sobre minha vida neste lugar tão diferente e distante de onde sempre vivi.

A França é linda, mãe! A todos os lugares que vou, não me canso de me surpreender. É uma região tão deliciosa e mágica de se viver que a cada vez que acordo é como se entrasse num sonho ao invés de sair dele. E você sabe mais do que ninguém o quanto eu imaginei estar aqui. Ainda por cima, trabalhando com as coisas que mais amo nessa vida! Meus livros estão sendo um sucesso de crítica e vendas e eu tenho viajado bastante divulgando-os, em vários lugares, de escola a teatros. Meus alunos tem tornado as aulas bem interessantes inserindo no contexto dos meus livros, questões de gramática e produção textual. Incrível, simplesmente incrível! Mas como nem tudo são rosas, não é, mãe, preciso confessar uma coisinha: sinto falta do tempero do Brasil! Em todos os sentidos, diga-se de passagem. Parece que aqui em Paris as pessoas são tão duras, tão frias… Já devia ter me habituado, eu sei, depois desses dois meses depois de terras canarinhas; porém, é mais difícil do que eu pensava. Adentrar aquele apartamento e ver que eu não vou encontrar seus carinhos de sempre, os resmungos do papai, as brigas bobas dos meuus irmãos… Sinto falta de tudo isso. Tudo. Nunca pensei que fosse tão complicado não lembrar de sentir falta. Fico bem ocupado de segunda a sexta, mas é só parar para descansar que me recordo de vocês todos. Ah, a senhora sabe que eu sou todo bobo quando fico longe por muito tempo de casa…

Enfim, minha rainha, saiba que estou bem e completamente realizado com tudo o que venho conquistado por aqui e por apostar, não esquecerei de nenhum de vocês um momento sequer. Parte do que eu consegui aqui devo à você, mãe, por ser minha principal incentivadora e por nunca me deixar desistir dos meus sonhos. Obrigado, mesmo! Agora tenho que ir! Daqui a pouco tenhho duas aulas para lecionar e uuma sessão de autógrafos para comparecer!

 

Afetuosa  - e saudosamente,

Tiêgo.”

Pauta para o Blorkutando – 147ª Semana: Cartas #02

 

***

Oi, lindos! Todos bem? Todos felizes da vida porque o final de semana chegou pra podermos pirar na balada e na bebedeira cazamiga? rssssss

Ultimamente tenho estado bem cheio de coisas pra fazer. E a partir de semana que vem, minha vida vai ficar bem complicada, começar os preparativos da volta às aulas no meu trabalho. Fora os acontecimentos que citei no post anterior que mudarão montes de coisas na minha vida. Tô ansioso, tô nervoso, tô quase dando piti aqui de tanta apreensão. Tanto que voei no post, né? hahahaha, ignorem, vou fantasiar o máximo que eu puder porque se ficar com os pés e a imaginação fincados na realidade, tá puxado. Vou aguentar não.

Ah, e bapho pra vocês: CORRRÃO NOW PRA VER AS PÁGINAS NOVAS E AS VELHAS RENOVADAS DO BLOG! É só olhar ali pra cima e clicar na que EM TODAS. Digam-me o que acham que eu vou amar saber s2 Ainda tô verificando se vou manter esse layout ou não, então relevem toda e qualquer desorganização for here, rs.

E uma última observação: tem post novo meu lá no O Quanto Quiser! Quero ver meus lindos indo me ler lá também, hein? Até a próxima!

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Anseio, medo, receio…

Nas próximas duas semanas, viverei emoções completamente diferentes, porém não menos marcantes: participarei de um encontro de jovens de uma igreja evangélica/protestante (i’m católico, só pra constar nos autos) e começarei de verdade a estudar na universidade. Não posso descrever a ansiedade para ambos os eventos, tampouco as expectativas para cada um deles. Mas preciso confessar: rola um certo medo de com o quê eu vou ter que lidar. Já passei por isso outras vezes, mas parece que a cada próxima vez, vivo tudo em tripla intensidade do que na vez anterior. É complicado.

Não sei se já aconteceu com vocês, porém comigo é sempre assim: o medo do novo me cega. Eu quero enxergar o lado bom daquilo que virá e só me vejo no meio de um bando de estranhos, sendo apontado e rejeitado pelos demais. Isso tudo me faz sentir tão despreparado e desconfortável nessas horas que chego a pensar bem antes de enfrentar o que vier pela frente. Insegurança? Receio? Talvez, quem sabe. O que eu não sei é como lidar com isso. Eu confio em mim, sei que tenho capacidade de lutar e vencer, mas aí vem aquilo que até então para mim era abstrato. E com ele, sua enxurrada de coisas assustadoras e amedrontadoras, simplesmente extinguindo toda e qualquer esperança que eu tenha de me dar bem naquele novo obstáculo a enfrentar.

Penso eu que isso deva ter algo a ver com tudo o que minha pessoa física demonstra ser. Ser o que não é. Qualquer um que me vê, que vê um monstro desse tamanho, não imagina que ele possa ter medos tão bobos ou comuns quanto os de qualquer outra pessoa. E eu, por passar essa impressão, tento mantê-la – mesmo sabendo que o certo mesmo seria dizer “oi, eu pareço ser um ogro mas eu tenho medo de sapos” ou algo assim. O que acontece me faz cair em contradição: me sinto ainda mais em pânico de acontecimentos importantes em minha vida. É como se alguém passasse uma borracha na minha confiança que tenho em mim. Nem eu consigo compreender o que se passa comigo.

Agora só me resta torcer para que dê tudo certo e para que eu possa controlar o medo e o nervosismo pré-encotro e pré-início de universidade, porque acho que só o tempo para me ajudar nesse “probleminha”. Ainda bem que essa história tem um lado bom: nasci com um certo dom para a comunicação. Aí quando chego nesses lugares, depois de morrer de medo no começo, trato logo de ir me enturmando. Porque eu posso morrer de medo de alguma coisa, mas solitário, ah, essa é uma palavra que eu já risquei há muito do meu vocabulário.

 

***

Oi, lindos!

Pois é, eu sei que vocês estavam esperando um post bem alegrinho e legal meu falando sobre o dia do amigo e bububu, mas do jeito que eu tô, ia acabar saindo umas boas verdades sobre o que eu acho de amizade e tudo e o negócio não ia prestar. Então resolvi expôr meu lado mais frágil pra vocês, que é bem melhor do que o meu lado ácido, diga-se de passagem. Falta pouco tempo para que a minha vida mude de cabeça pra baixo e eu tenho medo disso sim, não vou negar. Enfim, vocês podem achar meio bocó e infantil da minha parte, mas eu não tenho culpa de ser quem sou né ENTÃO.
Então, lindos, o que acharam do layout novo? Ficou bão? Ficou clean demais? Ficou nada a ver comigo demais? Podem se soltar nos comentários que eu tô bem aqui pra isso. E i’m sorry se eu não sei mexer com HTML, foi o máximo que eu pude fazer pra marcar esse novo período do A Pseudociência. Enfim, não sou muito de ligar pra aparências, gosto mesmo é de prestar atenção no conteúdo, caso não tenham prestado atenção, risos.
Enfim, creio que seja isso. Daqui a pouquinho estarei postando as páginas novas e reformuladas do blog e aí sim vocês terão o A Pseudociência novinho em folha! E muito obrigado mesmo, galera, pelo apoio incondicional que me dão por aqui! Vocês são incríveis!

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar

domingo, 17 de julho de 2011

Feliz aniversário, A Pseudociência!

17 de julho de 2009. Eu tinha quinze anos e muita coisa pra falar, muita coisa mesmo. Havia medos, anseios, aventuras e histórias fictícias para contas, mas ninguém estava disposto a me ouvir. Confesso que eu tinha (tenho!) diário, mas ele não me diria o que achava dos meus sentimentos. Então, tentando mais uma vez numa plataforma totalmente diferente, resolvi criar um blog. Bem no auge da ondinha deles naquela época. Não quis, obviamente, seguir padrões e escrevi o que me dava na telha desde o princípio. Não foi fácil, admito. Vendo tantos outros blogs legais, bonitos, bem visitados e comentados, quis muito chegar lá rápido. Só que não era (é!) bem assim não. Tive que ralar pra manter o A Pseudociência. Eu não tinha computador em casa e sempre que podia, ia à lan houses. E se vocês pensam que eu me envergonho disso, estão bem enganados. Nesse tempão em que “morei” em lan houses, vi blogs cujos blogueiros tinham muito mais condições do que eu fracassarem. Minha ascensão na blogosfera foi lenta, bem devagar. Aos poucos, foram surgindo os comentários, os elogios, as indicações… Enquanto isso ia acontecendo, eu amadurecia e junto comigo, meu modo de escrever. Meus leitores perceberam isso e a cada postagem nova, eles pareciam gostar ainda mais. A sensação que isso me causou foi tão boa mas tão boa que eu não conseguia mais parar. Eu precisava escrever. Era uma necessidade, como beber água. Logo, eu já tinha esquecido completamente que queria seguidores, comentários e visitas. Eu queria mesmo era escrever, para me sentir completo. Feliz. E é o que eu venho fazendo desde então: escrevendo aquilo que eu gosto, que eu desejo. E para minha sorte, vocês acabam gostando! Mais do que a mim, devo muito de todas as vitórias do A Pseudociência no Blorkutando ou em outros projetos a vocês, que nunca me deixaram desistir desse blog que tanto me faz sorrir e que tanto me deixa aliviado após alguma postagem, seja sobre mim, seja sobre qualquer outra coisa. Hoje, no aniversário do blog de dois anos, continuo comprometido com vocês. Comprometido a escrever sempre que puder, a escrever quando eu me sentir bem, quando eu me sentir mal. E ao A Pseudociência, esse lindo, que tanto me deu felicidades nesses dois anos, o meu maior e mais sincero muito obrigado, por abrigar meus pensamentos e palavras como ninguém e por ser meu melhor amigo nas horas em que eu mais precisei. Hoje o dia é todo seu, meu querido! Vamos continuar arrasando juntos por muitos e muitos anos e espero que você continue contribuindo tanto para a minha vida como contribuiu esse tempo todo de parceria. Parabéns!

PS: eu não poderia deixar de citar algumas pessoas muito importantes pra mim e que chegaram até mim por intermédio do A Pseudociência (sim, até isso ele fez! Não é perfeito?). Meu OBRIGADÍSSIMO àos queridíssimos Jeniffer Yara, Júnior Batista, Bia Tomaz, Erica Ferro, James Pimentel, Vanessa Bittencourt, Tayane Scott, Yasmin Kuhnert, Natália Pereira e Vagner de Alencar, por me apoiarem e serem tão legais comigo, tanto no blog quanto fora dele. Vocês arrasam!

PS²: vou ficar devendo as páginas novas pra vocês, mas prometo que ainda essa semana coloco em prática todas as que planejei! Por enquanto, é só o layout!

sábado, 16 de julho de 2011

Pseudopsicologia #01

Como vocês já estão sabendo, lindos, amanhã é o aniversário de dois anos do A Pseudociência e vamos ter mudanças gerais por aqui. E como eu sou insuportavelmente ansioso (deveria inaugurar o “pseudopsicologia” só segunda-feira), vou estrear hoje uma nova seção no blog chamada “Pseudopsicologia”, onde eu ajudo um lindo ou uma linda com problemas pessoais enviados via e-mail. Depois do post de quinta-feira (no qual eu inclusive eu havia dado uma dica básica sobre essa seção nova, reparem), recebi alguns e-mails pedindo ajuda e confesso, não imaginava que fossem me procurar tão rápido assim. Mas enfim, já que ligaram para isso, pensei bem e decidi postar hoje meu primeiro uso da pseudopsicologia com alguém! Prepara o coração e a revolta, se acomoda na frente do PC e vem comigo!

PSEUDOPSICOLOGIA

Leitora linda says: “Oi, Ti, tudo bem? Já leio seu blog há muito tempo e gosto muito dos seus textos, mais ainda quando eles me fazem rir. Parabéns, tanto pra você quanto para seus textos! Agora sim, deixa eu te falar: você disse no seu post de ontem que seus leitores poderiam mandar um e-mail com alguma aflição e é o que eu estou sentindo. Há mais ou menos terminei com meu namorado porque me traiu com uma amiga  e pra completar, toda a escola soube disso antes de mim. Não falo mais com a menina e depois que terminei com ele, nunca mais quis papo com o panaca. Só que semana passada a garota que era minha amiga apareceu de mãos dadas com ele no shopping onde eu estava com umas amigas e eu impulsivamente fiquei bem chateada, com ciúmes. Acho que ele percebeu, porque na mesma noite recebi um SMS dele implorando para que eu o ouvisse, que eu tinha que ouvi-lo e tudo porque ele ainda me amava. O pior disso tudo é que eu quero muito falar com ele, mesmo com muito ódio pelo o que ele fez. E agora, Ti? O que eu faço? Tô com medo de perdoar e esse safado tornar a fazer isso comigo! Help!”

    O Pseudocientista says: “Ok, K., vamos avaliar seu problema por partes: em primeiro lugar, você ainda gosta e pode até ser que ainda ame esse rapaz, mas ele te feriu, querida. Eu sei que é complicado esquecer forçadamente um amor tão forte; porém, você já parou pra pensar em arrasar nas saídas com suas amigas para lugares onde você sabe que ele não vai? Além de conhecer novos ambientes, pode ser que role de você conhecer outros caras mais legais e menos otários do que esse seu ex. E outra, já se desfez de tudo que lembrasse o boy, né? Então, com isso vem o que eu ia dizer em segundo lugar: não se deixe levar por algo que você sabe que não será legal. Esse SMS que ele enviou pra você te balançou? Balançou. Você quer ouvi-lo? Sim. Mas não adianta, por mais que você queira, não vai esquecer o erro dele. Pelo menos não enquanto a garota estiver viva e no seu caminho. E falando nela, você viu que mesmo com tudo o que aconteceu, ele fez a fila andar justamente com essa pirenta falsa?! Quer prova maior do que essa de que ele não presta? Você é diva, é uma linda e arrasa! Não fique insistindo no erro não, musa. Tem tanto guri legal nesse mundo! E babacas como esse seu ex não merecem sua moral. Perdoe o que tiver pra perdoar, coloque tudo em panos limpos com ele mas não caia em tentação. Se você for do babado, vai arrumar um boy magia daqueles, fingir que é seu namorado e sambar na cara dele e da pentelha toda cheia de pose porque a vida é assim, amiga: tem que arrasar usando de todas as armas possíveis e impossíveis pra ficar relax consigo mesma. E não tenha vergonha não, coragem e arrase!”

Gostaram? Não gostaram? Comentem e sejam felizes, lindos! E lembrem-se: qualquer problema, qualquer aflição ou medo de um psicopata de perseguindo por causa dos seus novos Loubotins, conta pra mim no tiegoramon@gmail.com que a gente dá um jeito e resolve! Até a próxima!

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Blame it on the… alcohol?!

Sendo bem sincero, à princípio de conversa, eu sinto sim vontade de ingerir bebida alcoólica. Não só porque toda a galera da minha idade bebe, não. É pela famosa e traiçoeira ânsia de experimentar. Experimentar coisas novas, sensações novas, experimentar o efeito da embriaguez, experimentar sair de mim sem me dar conta disso. Eu tenho consciência de que muitas vezes é um caminho sem volta, daqueles que podem ser bem tortuosos. Mas infelizmente a gente não controla os desejos – mesmo que eles impliquem num belo box porre + ressaca no dia seguinte.

Ok, já confessei minha vontade de bebida, agora vamos para o outro lado da história: consumir álcool sem a menor prudência – e eu dou ênfase aos adolescentes. Não sei se já aconteceu com vocês, mas eu já cansei de ajudar amigos e amigas  em porres épicos, com direito a espetáculo e tudo no meio de festas e reuniões. E eu não sei se me orgulho disso ou não. Acredito que não seja muito certa a presença constante de amigos e/ou conhecidos nesses momentos trágicos e a chance de você ser ajudado por um desconhecido é cada vez menor. Não existe nada melhor do que a precaução, não só nos casos críticos de bebedeira como para tudo em que fazemos nessa vida. Não consigo entender porque é tão complicado saber a hora de parar com as entornadas e eu tenho certeza que o fato de nunca ter bebido pra valer não influencia em nada nisso. A gente não sente quando o corpo começa a avisar quando o perigo está cada vez mais próximo? Por que seria diferente com o álcool?

Vai aí um aviso para a galera irresponsável com a bebida: se vocês não sabem onde estão se metendo, não se metam. Acho que já basta de os telejornais noticiarem praticamente todo dia acidentes de carro com jovens embriagados, adolescentes morrendo por conta da dependência alcoólica e “crianças” amadurecendo cedo e aprendendo a beber cada vez mais cedo. E antes que alguém me lembre, eu não esqueci que é preciso ser maior de idade pra beber. Mas não vou entrar em detalhes porque a gente está falando da realidade – e eu não me lembro de a realidade costumar seguir regras…

A chave para a solução dos problemas desse povo com o álcool está no diálogo com os pais, na busca de informações e muito treino de autocontrole. Porque afinal, brindar por alguém vira mero coadjuvante quando esse brinde começa a fluir quente (ou gelado?) no organismo. E eu posso garantir, assim como todos vocÊs podem: as consequências desse descontrole são desagradáveis. Bem desagradáveis.

 

PS: Titulo baseado no episódio 14 da segunda temporada de Glee, de mesmo nome.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Bota a cabecinha no meu ombro e chora…

Tem horas que a gente não quer saber de papo: o mundo está caindo sobre nossas costas, o chão está prestes a ceder e você não tem com quem contar. Esses dias de cão só faltam nos destruir por completo. Agora, uma pergunta: o que você faz quando esses complexos demoram a passar? Se tranca no quarto e esperneia amaldiçoando o mundo pela sua falta de sorte? Grita? Sai brigando com todo mundo que vê pela frente? Come bombas calóricas sem medo do dia seguinte? Sei não se alguma das opções que sugeri serve para a resposta de cada um, mas de uma coisa eu sei: desabafar é uma bela válvula de escape pra essas horas.

Quando eu era um pouquinho mais novo (já me sinto um tio falando assim, mas enfim) e tinha esses complexos de “meu pai do céu me salva desse inferno”, costumava pegar o espelhão do armário que tinha no meu quarto e conversava, horas e horas com meu reflexo – quem sabe ele poderia me entender? Só que naquele tempo eu realmente não possuía amigos para falar assim, abertamente. O máximo que eu poderia ter das minhas amizades eram convites para jogar vôlei na rua da minha casa ou então brincar de pique-esconde. Durante um bom tempo, o espelho foi meu melhor amigo. E antes que alguém me pergunte, eu não me sentia um panaca por estar falando comigo mesmo, não. Inclusive isso me ajudou diversas vezes! Entretanto, com o passar do tempo, fui amadurecendo e descobrindo que existia muito mais gente com os mesminhos problemas que eu e melhor, dispostos a explaná-los para alguém. Era o que eu precisava para começar a discutir meus sentimentos com outras pessoas. E assim foi acontecendo; os amigos que eu fazia tinham seus complexos, desabafavam comigo e viceversa. Era uma espécie de terapia: eu tinha necessidade de falar tanto quanto de ouvir alguém. Eu sempre notei que é mais fácil as pessoas se abrirem comigo do que eu com elas, mas não que isso afetasse algo no momento das conversas que tínhamos. De tanto escutar problemas e mais problemas e dar conselhos e mais conselhos, já ouvi milhares de vezes que deveria cursar psicologia. Principalmente porque eu me entendia e me aceitava do mesmo jeito que meus amigos aceitavam e entendiam. Bem, eu nunca pensei nessa carreira, mas vamos ver mais tarde se a voz da galera tinha alguma razão.

Se desabafar com alguém for muito complicado pra você, faça como eu: pegue um espelho, tranque a porta do quarto e seja feliz conversando consigo mesmo. É a melhor maneira que temos de nos conhecer melhor e de aceitar quem somos melhor. Porque afinal de contas, para ouvir e falar com o próximo, você precisa estar resoluto consigo mesmo. E isso, caros amigos, só se consegue tendo muitas e longas conversas internas – ou seja, pegue seu espelho e comece já a praticar.

 

Pauta para o Blorkutando – 146ª Semana : Pauta Livre #02 

 

[PS: tá angustiado? Tem alguma coisa te afligindo a ponto de tirar sua concentração e pior, não tem ninguém com quem falar sobre? Não, não ligue pro disque-oração, me mande um e-mail-desabafo para tiegoramon@gmail.com que eu te ajudo conforme eu puder. Não precisa se identificar e eu garanto que vai fazer você se sentir bem melhor.]

quarta-feira, 13 de julho de 2011

#TOPFIVE 4: Séries baphônicas!

Como sempre, depois de um tempo considerável eu volto com um #TopFive baphônico pra vocês! E dessa vez, com um assunto que todo mundo adora: SERIADOS! Há algumas semanas, decidi assistir mais algumas para completar meu ranking das cinco + e enfim consegui em veredicto final sobre minhas séries favoritas! Espero que vocês curtam tanto quanto eu mais uma seleção daquelas especialmente pra vocês, lindos! Desapega do controle da TV, corre pra cá e se joga que é lucro!

 

- True Blood (indicação da maravilhosa Yasmin, do Heute Und Immer)

A série tão comentada e assistida do momento tinha que vir parar aqui no meu #TopFive! Assisti ao episódio piloto na semana passada e nem preciso dizer que larguei de mão dos meus medos de coisas de terror por causa da paixão platônica pelos vampiros misteriosos da pacata Bontemps, cidade fictícia onde se passa a série que é baseada assim como outras séries de sucesso em uma série de livros chamada The Soutern Vampire Mysteries, de Charlaine Harris. A história, longe de ser um romance meloso que nem o de Crepúsculo (falo mesmo, beaj), fala da existência (ou co-existência) de vampiros na tal Bontemps. Sookie Stackhouse (Anna Paquin), uma garçonete telepata, se apaixona pelo vampiro misterioso (e lindo, OMG) Bill Compton (Stephen Moyer), assim que ele entra pela primeira vez na lanchonete onde ela trabalha. Ah, e esqueci de dizer: no período em que se passa a série, os vampiros já são tipo, cidadãos normais, que inclusive buscam pelos seus direitos (como vemos nas primeiras cenas). O sangue humano necessário à sobrevivência deles é basicamente trocado por um tal de Tru Blood, uma espécie de sangue sintético criado por algum desocupado que não tinha o que fazer AKA JAPONESES – aí vocês já tem uma ideia do porquê a série se chama True Blood. Com um elenco maravilhoso (e bote maravilhoso nisso, gente, porque eu mal vi o piloto e o segundo episódio da primeira temporada mas já dei uma morrida com os boy magia VEMK Sam Merlotte e Jason Stackhouse ~~google now~~) e muito suspense misturado com aquela pitada de romance sobrenatural que adoramos, True Blood acabou me seduzindo, assim como aposto que você também vai amar. Só fiquei com medinho da abertura, rs.

Gênero: suspense, romance, drama, fantasia, terror
Atual temporada: 4ª
Duração de cada episódio (média): 50min
Classificação Indicativa: 18 anos (sim, se prepare pro sexo explícito)
Ano de criação: 2008
Criador: Alan Ball
Onde eu clico pra baixar o episódio piloto: no Filesonic 

 

- Glee

Música boa, atores bons, história boa e um enredo de deixar qualquer um preso do início ao fim. Glee foi minha maior descoberta “seriática” desse ano, sem sombra de dúvidas. Ano passado, um amigo havia me passado várias músicas da série e eu ouvia, completamente apaixonado e esperando o dia em que ia poder ver as performances de cada uma daquelas canções. Pois bem, neste ano, com uma internet só minha, muitas noites de insônia e meu notebook, consegui baixar todas as temporadas, sem me arrepender de ter perdido o sono por nenhum capítulo. A série foca na tentativa (sucedida?) do professor Will Schuester (Matthew Morrison, magia) de recuperar o clube do coral do colégio McKinley que teve seus momentos de glória quando ele participava do mesmo. Após convocar quem tivesse intesse em participar do Glee Club, gente de todos os tipos pisou no auditório para as audições (leia-se todos os clichês da escola), desde a gordinha que rouba a cena com sua voz até o gay do colégio. No início, com um pequeno grupo, eles tentam se organizar, sem sucesso. Depois, com a chegada de mais e mais membros, o New Directions (nome do coral) acaba deslanchando. E arrasando com meu coração. Músicas atuais, músicas velhas, não importa: na voz desses lindos tudo fica incrível. Na hora das performances, até esqueço da chatice inegável da Rachel (Lea Michele), do mala sem alça do Finn (Cory Monteith) e dos ataques do Kurt (Chris Colfer). Eu simplesmente me viciei em Glee. Quero apostar como você também não vai se render a tudo que a série oferece: além da música, temos a discussão de vários temas ótimos de serem tratados, como sexualidade, bullying e até mesmo religião. Ou seja, você, com uma série só, leva isso e muito mais. Mal vejo a hora da próxima temporada estrear logo! Vem, gente!

Gênero: drama, romance, comédia, musical
Atual temporada: 3ª (estreia em setembro)
Duração de cada episódio (média): 40min
Classificação Indicativa: 14 anos
Ano de criação: 2009
Criador: Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan
Onde eu clico pra baixar o episódio piloto: no Fileserve

 

- Gossip Girl

Baseada na série de livros de (muito) sucesso de Cecily von Ziegesar (musa S2), Gossip Girl é aquele tipo de série que você julga pela aparência. Já vi vários amigos falando que é série pra gay, que é isso, que é aquilo e que no final das contas não resistiu às intrigas, fofocas e ryquezza da elite de Manhattan. Se você leu os livros e ainda não viu a série, pode ir se preparando porque o bapho não é igual. Mudam algumas coisinhas, mas tudo pra melhor. Os papéis caíram como uma luva para cada um dos intérpretes dos personagens. E juro, você vai se apaixonar até pelas maldades praticadas com louvor e phinesse pela Blair Waldorf (Leighton Meester) contra todos, inclusive sua melhor amiga Serena van der Woodsen (Blake Lively). E pra você safadinha que já tá pensando nos boys, tem pra tudo que é gosto: tem o nerd lindo e pobre – Daniel Humphrey (Penn Badgley) –, tem o tarado – Chuck Bass (Ed Westwick) –, tem o otário lindo de morrer – Nate Archibald (Chace Crawford) –, tem o gay – que é meu, larguem mão! Tô escrevendo só pra constar, procurem mais detalhes no google, morro de ciúmes do Eric (Connor Paolo) – e tem até o tiozão que todos querem, Rufus Humphrey (Matthew Settle). Podem se jogar sem medo de sonhar, lindas! A série vale super a pena e não só pelos boys megafazíveis, mas por todo o enredo: acontece da rica pegar o pobre, da bee sair do armário sem querer, fofoca atrás de fofoca, muita gente interessante e os figurinos de babar litros e de se cortar de inveja por nunca ter ~~condissoens~~ de comprar. Vai resistir?

Gênero: drama, romance, comédia
Atual temporada: 5ª (estreia em setembro)
Duração de cada episódio (média): 40min
Classificação Indicativa: 16 anos
Ano de criação: 2007
Criação: Josh Schwartz e Stephanie Savage
Onde eu clico pra baixar o episódio piloto: no Sendspace

 

- Chuck

Pegue um nerd. Daqueles viciados em computador e tudo ligado à informática. Transforme ele num carinha bem bonitinho. Agora imagine que todas as informações sigilosas do planeta foram depositadas na cabeça desse nerd e que ele vive mil e um perigos por causa disso. Ah, adicione também aí umas boas carradas de humor e ação, muita ação. Pronto, você tem Chuck! Eu tinha tudo pra detestar a série, porque não me ligo muito nessa história de ação com humorzinho tosco, mas quebrei minha cara e paguei pela boca. Chuck vai muito além disso. Além da gente aprender pencas de coisas em cada episódio, nos divertimos um bocado com as trapalhadas do nosso Chuck (Zachary Levi) e seu melhor amigo Morgan (Joshua Gomez – eu ia! Vem, gente!), além é claro de sua irmã médica Ellie (Sarah Vancaster). Um ps: SARAH WALKER (Yvonne Strahovski), VEMK SUA LINDA!

Gênero: ação, comédia
Atual temporada: 4ª
Duração de cada episódio (média): 40min
Classificação Indicativa: 14 anos
Ano de criação: 2007
Criador: Josh Schwartz e Chris Fedak
Onde eu clico pra baixar o episódio piloto: no Bitshare

 

- The Vampire Diaries (indicação da diva Jeniffer Yara, do Meu Outro Lado)

Como eu já assistia Glee e Gossip Girl antes de ver outra enxurrada de séries pra selecionar quais acompanhar, baixei duas envolvendo vampiros: True Blood e, com muito receio, The Vampire Diaries. E tô apostando um litro de vodka como vocês estão querendo me dar cusparadas virtuais por ter no meu #TopFive DUAS SÉRIES SOBRE VAMPIROS, mas se vocês são lindos e divos e musos vão me respeitar e vão ler o que eu tenho pra dizer: ESQUEÇAM TODA E QUALQUER SEMELHANÇA COM A SAGA CREPÚSCULO. Também por ser baseada numa série de sucesso de livros escrita por Lisa Jane Smith e por envolver triângulo amoroso entre seres sobrenaturais, logo as pessoas assemelham à trama de Bella e Edward. Eu fui um que fiz isso. Mas é bom todo mundo ir engolindo esse preconceito já e vamos aproveitar o bapho fortíssimo que é a série e apagar de vez toda e qualquer comparação com o que for. The Vampire Diaries é imcomparável. É incrível. É fantástica. E mais do que apaixonante. A história que se passa na linda cidade fictícia de Mystic Falls, fala da vida complicada após a morte dos pais (e sofrida oh my god como eu adoraria ter essa vida really) de Elena Gilbert (Nina Dobrev), que fica meio balançada com a chegada de Stefan Salvatore (Paul Wesley MEEEEEEEU S2S2S2 LARGUEM SAIAM FORA KEEP OUT MANTENEZ DISTANCE) na cidade. Logo, eles ficam próximos por estudarem na mesma escola e turma e daí nasce um amor lindo e que me deixa todo suspirante (não mais do que quando o Stefan aparece sem camisa na série BEIJAS). O que ninguém contava (ou contava?) era que pra estragar a felicidade de Stefan e Elena tivessem dois impecilhos: um, ele é um vampiro. E dois, o irmão de Stefan, Damon Salvatore (Ian Magia-Sedução-Cara de Psicopata Somerhalder), faz o possível e o impossível pra infernizar a vida do coitado do Stefan. PS: Damon também é um vampiro (oooooooooooh todas se surpreende). E tá formada a história OPA NÃO TÁ NÃO. Além disso, ainda temos o problemático (e o JÁ PODE PEDOFILIA?) irmão mais novo da Elena, Jeremy, que tem problemas com drogas e álcool (e ele tem vocação pra lobisomem, sei lá, achei ele meio Taylor Lautner OU SEJA MAGIA VEM BRASEEL). Ah, e temos risadas garantidas com a Bonnie (Katerina Graham), melhor amiga de Elena, que descobre realmente ter poderes sobrenaturais, diferente de quando ela brincava com esse fato. Enfim, gente, vocês tem tudo pra amar a série assim como eu fiquei totally louco. Alguém me leva pra Mystic Falls urgente? Grato! E grato se meu coração não parar com os sustos que levo nessa série, sem brincadeira.

Gênero: romance, drama, fantasia, suspense
Atual temporada: 3ª (estreia em setembro)
Duração de cada episódio (média): 40min
Classificação Indicativa: 14 anos
Ano de criação: 2009
Criador: L. J. Smith
Onde eu clico pra baixar o episódio piloto: no Uploaded

 

E é isso, lindos! Espero que tenham gostado do #TopFive caprichado de séries, aproveitem bem as dicas e até a próxima!

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar