terça-feira, 12 de abril de 2011

Minha primeira viagem, parte final!

[UM PS: as fotos do post de hoje serão postadas amanhã. Esqueci que a internet de Macapá não é a mesma coisa da internet de Belém.]

E é chegada a hora de se despedir de Belém.

Como que por uma grande ironia, a cidade amanheceu com um tempo fantástico, diferente dos dias nublados com sol anteriores. Acordei muito mais cedo, às sete e quinze, porque ainda tinha que visitar o Museu Emílio Goeldi e o Parque da Residência antes de arrumar minhas malas e me mandar pro aeroporto. Ao despertar, já senti o peso de ter que deixar aquela correria toda, aquela cidade que é uma loucura de movimentada e tudo aquilo que vivi nos três dias anteriores. BUT não quis deixar o saudosismo tomar conta de mim assim tão rápido e tratei logo de ir esquecendo os pensamentos tristes e colocando os bons pra funcionar. Após me arrumar e tomar café, me dirigi com minha tia até o Parque da Residência, de ônibus. Incrível a praticidade dos ônibus, vão pra todos os lugares MESMO; sabendo andar, não gastem mais com táxi não (apesar de táxi em Belém ser muito mais barato do que em Macapá).

Chegando ao bendito Parque da Residência, achei tão encantador o lugar! Tipo uma mini-cidade, muito graciosa mesmo. Tem até uma sorveteria dentro de um vagão de trem abandonado! Fiquei ainda mais abismado porque o lugar tem toda uma estrutura natureba e é no meio de um lugar master movimentado, a rua Magalhães Barata (no bairro de Nazaré). Não surpreendeu mais do que o bosque Rodrigues Alves (que esqueci de citar ontem, é um bosque NO MEIO DE UMA RUA. Literalmente. Gente do céu, uma doidice GENIAL que inventaram, ali o trânsito é infernal como em muitas outras partes, mas sei lá. Me chamem de retardado, mas pra mim o bosque teve o poder de acalmar. Ver que o povo de lá teve no mínimo o bom senso de amenizar o impacto da poluição excessiva é de aliviar!), admito. Mas vale a pena conferir sim!









Não muito longe dali, segui com minha tia para o Museu Emílio Goeldi. E meninos, VALORIZEI CADA PASSO QUE DEI. Caramba, foram alguns dos melhores momentos da viagem! Só não gostei da parte de exposição estar em construção e interditada pra visitação :( Mas fica a dica: o Museu (que também fica numa rua super movimentada) é TUDO DE BOM! A começar pela natureza, a gente respira ar puro ali dentro. As árvores de todos os tipos chamam a atenção, assim como os espaços para a mostra dos animais. Vi bichos que nunca tinha visto na vida! Uma onça-pintada linda e tola rolando pela gruta aonde estava conquistou meu coração, fiquei louco pra trazer pra casa <3 Sério gente, o bichinho é lindo demais, que vontade de ficar passando a mão na cabecinha dela s2s2 Além disso, vi tucanos, cobras, pacas, ariranhas, pássaros dos mais variados tipos... Além de um jacaré-açu tremendamente grande, quase simijei de medo. Dei graças a Deus por não ter encontrado nenhum sapo lá porque né, eu sou bufonófobo e o negócio não ia prestar. Fora isso, tem vários pontos estratégicos para tirar fotos, não tem como não se apaixonar por lá. O tempo pareceu voar lá dentro e eu SUPER fiquei chateado com isso, na melhor hora do dia os segundos correram loucamente :/ Deixei o Museu querendo mais!

Árvore retardada, que nem eu.




Jacaré-açu
Tartarugonas s2s2





Peguei o ônibus pra casa com minha tia, verifiquei se minha bagagem estava toda arrumada...


 ... e me aprontei pra ir pro aeroporto. Aproveitei a internet do hotel pra baixar um monte de coisas porque né, em Macapá eu NUNCA ia conseguir baixar de dia nada de mais de cinco megabytes. Como sempre, a hora passou depressinha e depois de checar tudo - e dos downloads terem terminado hahaayyyy -, partimos pro aeroporto Val-de-Cans. Aí sim meu coração deu uma apertada básica. Minha primeira viagem estava chegando ao fim! E por mais triste que isso possa parecer, eu estava satisfeito. Minha sensação de missão cumprida era mais do que boa. Tomava conta de mim. E ao mesmo tempo quue chegava a hora de partir, o balanço da viagem estava ficando pronto. Antes de embarcar, anotei os pontos positivos e os negativos de Belém. Seguem os pontos, cinco de cada!

- PONTOS POSITIVOS:
  • A acessibilidade. Podemos achar de tudo facilmente nas ruas e nas lojas de departamento espalhadas pelos 23092832 cantos da cidade. Aprovei!
  • OS SHOPPINGS, porque né. Em Macapá temos dois que juntos cabem dentro do Pátio Belém, o primeiro shopping que visitei. Não consegui ver toda a extensão de nenhum dos três shoppings, impossível fazer isso em duas horas. Fiquei encantado! Não quis sair mais do Boulevard Shopping ;/ hahahaha
  • Os ônibus. Eles levam a gente pra todos os lugares da cidade pagando relativamente pouco. E melhor, como já havia dito, vários dos pontos turísticos de Belém fazem parte da linha deles. Só o cuidado que tem que ser redobrado!
  • A natureza. Preciso nem comentar o tanto que fiquei louco com o tanto de verde que tem em Belém. Mesmo com os inúmeros prédios, o lugar sempre parece ter uma frondosa árvore em algum canto. Achei chique, achei boa a ideia pro centro da cidade!
  • E por fim, o visual das pessoas. O que eu achei de boy magia e de menina pra casar aqui foi impressionante. Ainda mais que o povo se veste super bem, aí morri! Os meninos usam e abusam de bermudas e sandálias e nem por isso deixam de ficar estilosos e lindos. As meninas ousam mais, saem de arrastão pelas ruas sem medo de ser feliz. Adorei!
- PONTOS NEGATIVOS:
  • A SUJEIRA. Porra, paraenses, bora criar um pouquinho mais de vergonha na cara e colocar o lixo NO LIXEIRO? Fiquei chocado com gente jogando papel no chão, baganas de cigarro e até jornais recém-lidos pela janela do ônibus. Uma cidade tão bonita não merece MESMO os moradores que tem. Não gostei nem um pouco de tanta poluição. Sem necessidade.
  • O TRÂNSITO. Vocês viram o drama nas minhas fotos, né? O trânsito é IN-FER-NAL, fora a quantidade de imprudência que a gente vê. Diante de policiais, uma avenida muito movimentada, motoqueiros não tem pena de atravessar sinal vermelho e motoristas de ônibus sequer esperam todos os passageiros entrarem antes de arrancar das paradas. Um horror!
  • O PREÇO DA COMIDA. Em alguns momentos, chega a ser mais do que exagerado um prato de comida custar quase vinte reais. Sem contar que na maioria dos restaurantes que entrei, os atendentes tinham uma cara de cu do tamanho da minha vontade de gritar isso na cara deles. Uwó!
  • A FALTA DE EDUCAÇÃO. Vou confessar que fiquei bem chateado no Castanheira Shopping Center quando fui pedir informações para as pessoas que passavam e elas sequer me olharam na cara. Só balançavam a cabeça e iam embora. Nada a ver! E na parte de cinema do Pátio Belém, também fui perguntar pra um guri lindíssimo se ele sabia onde ficava algum lugar que vendessem lembranças e super de má vontade ele apontou pra baixo, se virando pra falar com uns amigos ridículos. Falo mesmo, achei putaria. Não dói dar informação, viu paraenses? Eu sei que a cidade é violenta e que estranhos geralmente não são bem-vindos mas né, eu não tenho cara de assaltante (ou tenho?). Bora ser mais educadinho que os turistas agradecem.
  • E por fim, O DESCASO COM A POPULAÇÃO. Eu sei que são 3927230270329 mil belenenses e tudo, mas caramba! Vi tantos problemas óbvios e evidentes na cidade que fiquei chocado. Muita gente reclamando de falta de energia, de água, de ruas intrafegáveis... Em Macapá as coisas não são muito diferentes, só que em Belém tudo parece ser ainda pior. Fiquei chocado!
Depois de ter escrito os pontos positivos e negativos de Belém no meu caderno, minha tia já havia feito o check-ins e seguimos pro salão de embarque.E pra minha surpresa não esperamos tanto quanto esperei no aeroporto de Macapá. Após trinta minutos aguardando, meu avião chegou.




E então me despedi de minha primeira viagem, fantástica e inesquecível, de muitas que ainda virão.


***

E assim encerro meu primeiro diário de viagem! Espero que tenham gostado! Agora tô acomodado na minha casinha linda em Macapá, depois de quatro dias de muitas emoções. Espero voltar logo mais!

Do seu escritor-aspirante,

3 pseudocomentaram:

Jeniffer Yara disse...

Own que bom que foi uma boa viagem pra você Ti,e concordo tanto com os pontos negativos que você citou,mas o ponto positivo das pessoas se vestirem bem eu já dicordo,vejo muita gente se vestindo mal e muuito mal por aqui ahshaushua' mas enfim,espero que na próxima possamos nos encontrar *-*

Beijos

leila disse...

vc ainda me mata de rir guri com esse jeito de escrever, amei sua viajem tanto quanto você heheh, eu adoro viajar, pena que a verba é muito curta para isso.

Thamires Marinho disse...

Concordo com todos os pontos, menos o do visual, não achei as pessoas de lá para casar não! Mas os pontos positivos me fariam gostar de morar em belem!

O transito é realmente ruim perto das Docas e tal, mas em Brasilia as vezes é bem pior, então nem me incomodei.