sexta-feira, 17 de junho de 2011

Por um namoro (de verdade) legal

Caro construtor de namorados perfeitos,

 

Há dois meses, terminei um namoro. E como em meu outro término de namoro, há dois anos atrás, continuei o final com a amizade. Havia aquela cumplicidade, aquela alegria de ver o outro, de estar próximo. Existia o medo de perder, aquela ansiedade pelo reencontro. Havia amor. Com tudo isso, não é difícil de imaginar que a pessoa que eu quero ter ao meu lado  para sempre até o “para sempre” acabar deveria se encaixar nessas qualidades. Não vou dizer que não ligo pra beleza porque eu ligo sim, só que beleza pra mim vai além de um rostinho bonito: a pessoa tem que se cuidar. E mais, se se descuidar de si pra viver a minha vida, caio fora na mesma hora. Já caí na burrada de ficar com um garota que me encheu a paciência por longas duas semanas querendo saber cada passo que eu dava – levou um pé, porque grude não rola. E depois, existem limites pra tudo, não é? Imagina só se com namorados ia ser diferente! Sentir ciúmes? Seria aceitável se não fosse uma sensação tão controversa: ora é boa, ora é péssima. Meu amor perfeito teria também uma paixão sem fim por programas tradicionais de um casal: cinema, pizzaria, restaurante, praça, mãos dadas… Sou romântico, (in)felizmente. Não seria nem um pouco legal que meu prometido fumasse, porque não fumar é uma das cláusulas da minha constituição – não que eu tenha um constituição, claro. Acho que eu gostaria de receber flores, de ser beijado de surpresa, de ouvir um “feliz dia dos namorados” ao pé do ouvido no dia 12 de junho e também não reclamaria se me fossem escritos bilhetinhos carinhosos, nem que seja só um “não esqueci de você. Ass: fulano”. Pode gostar do que for, pode detestar o que for, pode ser o meu total oposto – sim, eu acredito no velho “os opostos se atraem”. Nossas diferenças seriam mínimas se existisse apenas um sentimento, que existiu em meus relacionamentos anteriores e que fez com tudo desse certo: o amor. Sem ele, ao meu ver não há relação. A pessoa pode ser feia, pode gostar do Flamengo e me deixar chupando dedo nos dias de jogo, pode sentir ciúmes e pode odiar ir à praça de mãos dadas, mas dizendo aquele “eu te amo” bobo, mas sincero, já tá valendo. E muito!

Espero que não tenha pedido demais.

 

Atenciosamente,

Tiêgo.

 

Pauta para o Blorkutando – 145ª Semana: Cartas #01

4 pseudocomentaram:

Jeniffer Yara disse...

Concordo com você Ti,eu também penso assim. Podemos ser totalmente diferentes um do outro,mas quando o amor é verdadeiro,vale e muito a pena *-*

Beijos

Renata disse...

Quero alguém que não enjoe de mim, que não vá embora, que não tenha medo de ficar. Alguém com sorriso bobo também. Só fiquei em dúvida na questão do time porque nossa, palmeirense ninguém merece rs...

Dayane Pereira disse...

O amor é o essencial, é o que irá manter o relacionamento em pé. Você falou tudo, a pessoa pode ter mil defeitos, mas quando há amor, dá certo.

Deyse Batista disse...

Os temas de nossas últimas postagens estão bem parecidos, nossa! E adorei a sua cartinha, boa sorte no prêmio :))

beijos, querido Tiêgo.