segunda-feira, 11 de julho de 2011

Blogar: um dom

Quando comecei com os blogs, lá em 2006 quase 2007, não tinha a menor dimensão do que era o universo deles.  Aliás, não sabia onde eu tava me metendo. Eu tinha pouquíssima informação a respeito deles e só o que sabia era que ele servia como diário virtual – o que me viria a calhar, uma vez que eu não tinha com quem desabafar meus medos, minhas angústias, alegrias e tristezas. Eu achava que escrevendo para outras pessoas, eu iria me sentir melhor. Mas não foi bem assim não.

Começar é complicado. Em todos os meus cinco inícios de blogs, duas semanas depois eu já achava mil e um defeitos e já queria deletar (mas só fiz isso com o primeiro, tá?). Com o primeiro, fiquei incomodado porque ninguém lia. Com o segundo e o terceiro, queria layouts legais e não tinha nem uma noção de webdesign. Com o quarto, o que marcou a formação total da minha personalidade, eu colocava defeito nos títulos, vê se pode, dos textos. E foi então que veio o A Pseudociência, me mostrando que independente de aparência ou o que for, o importante mesmo era escrever. Escrever com o coração, escrever aquilo que me fazia sentir bem, aquilo que me despertaria a atenção caso eu lesse em outro lugar. Parei de ligar pra aparência, parei de implicar com os títulos dos posts e parei com a revolta com a falta de visitas/comentários. O que de verdade importa para mim é estar satisfeito com o que produzi com minha própria mente, com meus próprios dedos, sem ajuda de quem quer que fosse.

Blogar foi um bicho de sete cabeças no início, confesso. Eu não sabia qual seria meu público alvo tampouco por onde começar. Quer dizer, nos meus três primeiros princípios de blogs, a onda do momento era falar dos próprios sentimentos e fazer o possível para arrancar um “ai, que lindo!” do público nos comentários. E eu não me encaixava nesse perfil. Eu queria escrever sobre mim, mas não queria escrever só sobre meus sentimentos. E acho que isso acabou influenciando na minha decisão de excluir os blogs. Eu me sentia sufocado. Mas aí foi surgindo a galerinha radical, que não tava nem aí pra nada que nem eu e só queria saber de blogar, que nem eu. Nem preciso dizer que aderi ao estilo “vou falar sobre o que me der na telha ponto final”, não é? Aí meu jeito de blogar foi amadurecendo, amadurecendo, até que cheguei onde estou, depois de muito aprender com o que via pela blogosfera. Mas antes que vocês pensem que eu continuo revoltadinho e tudo e querendo falar sobre minha unha encravada (não que eu tenha uma), não, não sou mais assim. Fui aprendendo a blogar devido à experiência. É meio difícil chegar num terreno desconhecido e já querer botar a banca assim, de cara. Treinando, praticando e acima de tudo avaliando muito bem o que vemos; só assim para descobrir a real essência do que é blogar.

Acho que não estou exagerando ao dizer que blogar é um dom, não. Muita gente cospe bobagens em blogs e se sente o máximo por causa disso. Isso é ser cafona. Agora ser quem você é, pegar o teclado e digitar o que você sente, ordenando as palavras de um modo harmônico e agradável, isso sim é ser blogueiro. Vocês que me acompanham já há algum tempo sabem bem que eu nunca fui quem não sou aqui no blog. Aliás, tô exalando autenticidade por aqui, só pra constar. E caso você, que não tem coragem de colocar pra fora tudo o que sente por medo de ser criticado, tenha vontade de blogar, não tenha receio: vá em frente. O start é necessário em tudo na sua vida – e com a escrita não é diferente. Pelo direito de ser feliz, bloguemos!

 

Tive uma leve inspiração nesse texto do Felipe, meu chefe do O Quanto Quiser!

¨¨¨

Oi, gente!

Pois é, voltei com esse texto imenso. Mas calmaê que depois desse falatório tenho muitos baphos pra vocês! Essa semana é a semana de comemoração de dois anos do blog e eu tô vindo com força total, com posts todos os dias falando dos mais variados assuntos. Vai ter post-diário, vai ter #TopFive, textos à la Tiêgo Alencar… E é claro, no domingo (17/7) estarei deixando o blog baphônico com layout e páginas novinhas em folha, além de outras coisinhas mais! Tudo isso pra vocês, seus lindos, que fazem esse blog ficar de pé tão lindo e sensual quanto todos vocês.
A propósito, tô ótimo, e vocês? hahahaha
Enfim, é isso. Vou correr porque ainda tenho que verificar mais algumas coisinhas pra essa semana comemorativa do A Pseudociência! Todos comemora (literalmente, rs)

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar

3 pseudocomentaram:

Leila Ice Girl disse...

Ah, começar o blog é a parte mais dificil, fato, Essa semana também é aniversário do In My place, um aninho!
beijos Tiêgo

Tay disse...

Parabéns pelo aniversário do blog! E que venham mais e mais anos.
Eu tenho também uma vivência interessante na blogosfera. Comecei com um blog coloridão do terra (hahah, é novo!) e falava de sentimentos e do meu dia a dia, por volta de 2005, 2006. Mas em 2007 criei o Despindo Estórias e desde então não larguei mais ele. Amadureci muitos assuntos que gostava, descobri novos, deixei de me interessar por outros, mas cresci de uma maneira boa com meu blog.
Por causa do blog tenho contato com pessoas legais que moram longe (assim como vc! ^^), contato que provavelmente não teria se fosse esperar pra ver ao vivo.
Hoje eu tenho segurança pra falar de tudo o que eu gosto no blog, de moda a literatura, de religião a relacionamentos. E dar a minha opinião acima de tudo, que é ela quem traz exclusividade ao nosso cantinho. Sucesso!

Dayane Pereira disse...

Eu tb comecei a ficar mais rebelde no meu blog, as vezes penso duas vezes antes de escrever algo, pois acho que pode parecer ofensivo para algumas pessoas...
Mas vc disse tudo, devemos ser autênticos, a gte já vive seguindo regras pra tudo, vamos ser nós mesmo pelo menos no nosso blog!