sexta-feira, 16 de setembro de 2011

(Apenas) Mais uma de amor

Nós não tínhamos nos visto até então.
Ela havia adoecido e estava acamada e eu estava ocupado demais com minhas obrigações diárias na universidade e no trabalho, quando não tinha que estudar para provas e mais provas. Sentia-me mal por ela estar daquela maneira, mas eu não poderia fazer nada para ajudá-la; só me restava torcer pela sua recuperação, para que ela voltasse logo a ser a mesma guria que eu conheci.
E por quem me apaixonei, inclusive.
Naquele dia, acordei pensando nela. Tanto que até sonhar eu já havia sonhado com aquela guria, sempre a mesma coisa ruim que terminava em coisa boa. Não sei se eram sinais ou algum tipo de premonição, mas passei o dia todo pensando em como seria se nós nos encontrássemos: se ela me estranharia, se riria comigo ou se me acharia um tolo com quem perdeu o seu precioso tempo. Naquele dia, não parei de idealizar o momento em que íamos nos conhecer e que seríamos, enfim, apresentados de carne e osso. Foi assim por toda a jornada cansativa e maluca do meu dia.
Voltando para casa, ainda refletindo sobre aqueles sonhos e a realidade, percebi que não poderia perder tempo: eu poderia, eu deveria vê-la, conhecê-la, custasse o que for. E assim parti em busca de minha recém-descoberta amada, a amada que tanto havia esperado e que estava bem perto de mim o tempo todo e só agora pude constatar.
O destino foi meu grande aliado. Devo bastante a ele. Sem ele, eu não teria conseguido. Fui em busca do amor da minha vida e, entre uma rua e outra, encontrei seu refúgio. Ela estava indefesa, sozinha, precisando de alguém. E eu, agradecendo muito à sorte, era este alguém! Assim que a vi, ela riu e até chorou ao me abraçar. E depois de muito conversar, rir, se conhecer, emudecemos. O silêncio reinou por um minuto até eu olhar no fundo dos seus olhos e dizer "eu amo você" com lágrimas nos olhos. Ela sorriu de canto, abraçou-me e, para minha surpresa, pediu-me para fechar os olhos, enquanto limpava os vestígios das lágrimas lentamente, pondo, em seguida, seus lábios sobre os meus.
Por um minuto, senti como se o mundo não existisse e fôssemos só nós dois. Aquele choque familiar percorreu meu rosto, meu corpo ao passo que ela também estremecia, leve e lindamente. Quando terminou, nos olhamos, sorrimos um para o outro e nos abraçamos, no que pareceu ser um dos instantes mais felizes da minha vida.
Até agora ainda não acredito. Ou acredito e nem sei. Mas que o amor está me fazendo ver tudo mais bonito, isso está. E a propósito, já estou com saudades do sorriso mais lindo do mundo, dos cabelos macios e da felicidade que irradia daquela garota...

*

Isso foi um sonho.
Baseado numa realidade.
Bem minha.

4 pseudocomentaram:

M disse...

E acaba com sabor de quero mais.

Jeniffer Yara disse...

Que lindo, que fofo *-* Pena que foi só um sonho não?! :{ rs

Beijos

graciélelongo. disse...

seguindo, segue de volta?
http://gracielelongo.blogspot.com/

Renata Almeida disse...

Que sonho heim...rs