quarta-feira, 29 de junho de 2011

Acasos do amor (ou da paixão?)

Nunca fui muito de acreditar nessas histórias de amor, não. Eu era um nerd. Aliás, ainda sou um. E como todo nerd, não havia garota que quisesse ser associada a alguém com tal rótulo, não no colégio, pelo menos. Todos os dias eram a mesma coisa: zoação, brincadeiras sem graça, pedidos de cola nas atividades… Eu precisava de algo para me sentir melhor, mas não tinha ideia do que fazer. E ainda estava importente pela paixão que me consumia em minhas jornadas, para completar.

Eu me apaixonei desde a primeira vez em que vi a Aline na aula de literatura. Ela era uma das garotas mais populares da escola; fazia parte do grêmio estudantil, era atleta do time de vôlei, participava do clube de xadrez e ainda por cima era inteligente, o requisito que me desarmava quando se tratava de paixões. Ela era maravilhosa. Todos os garotos a desejavam, muito. Eu só era mais um naquela lista infinita de garotos desejosos da Aline. Quando a vi naquele dia, na aula de literatura, fiquei me perguntando sobre que tipo de livro ela lia. Do que ela gostava. De romances policiais, terror, clássicos cultos? Dali em diante, moldei a Aline de acordo com meus pensamentos: imaginei o que ela gostava de comer, para onde saía nos finais de semana, que tipo de música ouvia. Movido por tanta paixão platônica, comecei a bater ponto todos os dias na biblioteca, onde todos os grupos da escola se reuniam e onde eu já havia tido a sorte de ver a Aline por duas vezes, sempre carregando um livro nas mãos. E lá na biblioteca, mal eu sabia, ia viver o melhor momento da minha vida.

O sol brilhava intensamente neste dia. Era uma manhã gostosa, de quinta-feira. Eu precisava ir à biblioteca devolver alguns livros de matemática que havia emprestado para estudar quando esbarrei com a Aline na porta de saída. Todos os seus livros se espalharam pelo chão, junto com os meus. Pedi desculpas várias e várias vezes para ela, que se mostrou bastante compreensiva. Ajudei-a a recolher seus livros, juntei os meus e ela, com um sorriso no rosto, agradeceu e partiu. Meu coração acelerava loucamente e por mais que eu tentasse evitar, não consegui. Era mais forte do que eu. Eu estava perdidamente apaixonado pela Aline e já não podia mais evitar.

Verificando meus livros, reparei que eu tinha um livro a mais. Não pude me contar quando percebi que Aline esquecera um exemplar antigo de “Amor em Minúscula” comigo. Algo dentro de mim dizia que algo muito bom aconteceria em pouco tempo e que eu não deveria ir atrás dela. Dito e feito: ela retornava à biblioteca na hora do intervalo, perguntando diretamente a mim se o livro estava em meu poder. Ela parecia aflita e quando assenti, ela sorriu e transpirou alívio. Admitiu que era seu livro favorito. Eu, percebendo isso, citei algumas partes do mesmo, fisgando Aline de uma vez. Conversamos por horas e horas e pela primeira vez, desisti de uma aula de literatura para discutir Tolstoi e Goethe com alguém. Com o amor da minha vida.

Em determnado momento, a conversa acabou. Estávamos quase à sós na biblioteca, apenas com mais dois alunos e a bibliotecária no recinto. Num impulso, sugeri a Aline que fôssemos até a prateleira de clássicos, para lhe mostrar meu livro favorito. Ela aceitou. Eu tremia por dentro e ela aparentava um interesse ávido pela nossa estranha conexão. Ela perguntou qual era o livro que eu queria que ela visse e, não suportando mais, beijei-a. Eu estava com seu exemplar de “Amor em Minúscula” nas mãos e, no ímpeto do momento, tampei nossos rostos com o livro para que não nos vissem, numa tentativa boba, mas cativante. Foi o instante mais lindo da minha vida. Ali, eu descobri o amor. E que para o amor, nada é impossível.

Nem mesmo beijar uma das garotas mais cobiçadas da escola, sendo um nerd nada desejado.

 

Pauta para o Blorkutando – 144ª Semana : Fotografia #02

segunda-feira, 27 de junho de 2011

CRÍTICA: clássico e atual, atual e clássico

Há muito não víamos uma mudança tão grande nas histórias das novelas como estamos presenciando neste momento na TV. Já se foi a época em que vilões e mocinhas eram os personagens principais de um folhetim das sete ou nove horas. E por mais demorada que tenha sido a transformação do modo de escrita das tramas televisivas, a ousadia dos autores e a capacidade interpretativa dos atores compensa bastante.

A personagem de Giovanna Lancelotti, Cecília Machado, sendo vítima de bullying pelos colegas de faculdade

Tenhamos como exemplo a novela Insensato Coração, que já foi assunto para crítica aqui no blog. Inicialmente, digo isso sem medo, era uma novela monótona. Sem emoções fortes. Sem aquele feeling que as novelas das nove horas tem para o sucesso. Mesmo achando isso, resolvi acompanhar o desenrolar da trama. E não me arrependo por ter esperado tanto pelo êxtase que a novela vem proporcionando há dois meses.Não precisarei repetir aqui seus personagens nem suas respectivas funções no enredo; mas venho atentando para a mesclagem de todos os núcleos da novela, através de vários personagens (a exemplo do promoter Roni Fragonard, vivido por Leonardo Miggiorin), o que acaba sendo um elemento essencial para que novelas decolem. Além disso, agora questões atuais fazem parte das tramas, o que contribuiu/contribui consideravelmente para que haja toda uma quebra no tabu de que novela é coisa de gente desocupada. Temas como bullying e homofobia trabalhados em meio à vinganças, ascensão social rápida e ilicita e os velhos romances costumeiros, vem mostrando seus potenciais e melhor, mostrando que estes temas são mais normais do que parecem. Há uma estrutura perfeitamente montada e encaixada, misturando núcleos que aparentemente nunca se encontrariam e cativando o público, acima de tudo.

O publicitário Eduardo (Rodrigo Andrade, de preto) vive um dilema com sua sexualidade. O professor de direito Hugo (Marcos Damigo) é gay assumido

 

Estamos sendo incentivados a falar de assuntos antes escondidos nos pensamentos de pessoas que faziam de tudo para escondê-los. A hora certa da inevitável conversa sobre sexo dos pais com os filhos, limite entre maldade e bondade, sexualidade e conceitos antigos sendo reavaliados são apenas alguns destes. Em novelas, não existe apologia a nada. Existem jogadas para a atração do público pela trama e se para isso forem necessários beijos gays ou assassinatos em série, por exemplo, que seja. Se o telespectador for influcienciável o suficiente para se deixar levar pela ficção, isso já é outra história. As novelas andam tão aproveitáveis que o clássico, felizmente, se une ao atual formando enredos no mínimo interessantes e capazes de prender nossa atenção do início ao fim.

 

***

Oi, lindos!
Cheguei arrasando na pokerface com essa crítica que eu já tava querendo fazer há séculos. E só um parêntesis: se eu escrevo num blog, sei que estou sujeito a tudo que é tipo de opinião. Agora por favor, XINGAR é diferente de DAR OPINIÃO. Fiquei extremamente decepcionado com um comentário na minha primeira crítica sobre Insensato Coração, pois um anônimo bem revoltado disse que eu estava incentivando meus leitores a virarem homossexuais, que eu estava desempenhando mal o meu papel como blogueiro e mimimi. Respirei fundo e apaguei o comentário. Nunca que eu vou aceitar xingamentos de um anônimo. Mas caso você esteja lendo esse post aí, seu anônimo recalcado, o blog é meu e vou continuar falando sobre gays, sobre novelas, sobre mim e sobre o que for. Ok?
YEAH, DEI ALOK FUJAM DAQUI MENTIRA RSSSSSSSS
Ai, lindos, tô ótimo com meus dezessete anos. Acabo de me recuperar de uma série de noites com pesadelos seguidas de insônia. Tô tão bem que até postei, rs. Aliás, espero estar voltando logo logo aqui, porque pode ser que eu não volte tão cedo. Preparativos de festa do meu trabalho SÃO CANSATIVOS. E cansado eu não consigo pensar nem em porque eu tô vivo, então estejam avisados desde já ;D
E é isso, seus musos! Até mais!

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar

sábado, 25 de junho de 2011

Direto do túnel do tempo

“Querido diário,

Acordei sentindo algo estranho. Parecia que eu estava num lugar onde eu não deveria estar. Ou mais estranho ainda, onde eu nunca havia me imaginado estar. Minhas impressões foram confirmadas após o despertar: eu estava numa época totalmente diferente da qual estava antes de repousar a cabeça no travesseiro ontem! A atmosfera estava diferente. Ao meu redor, eu sentia as coisas diferentes. A começar pelo banheiro: desde quando minha escova de dentes faz o serviço completo só com o clique de um botão? E o que dizer do chuveiro, cuja temperatura se adapta à minha necessidade no  momento, sem eu ativar qualquer coisa?Fiquei completamente abismado com tais invenções! Seria interessante também dizer que meus dentes estão branquíssimos e minha pele com um aspecto ótimo! E não muito depois disso, ao tomar café, reparei que existia uma máquina que faz pão na hora, assim como o café, de todas as formas possíveis. Imaginem só se eu, assim como metade da população, não amei! Estranhei um pouco o fato de tudo parecer perfeito demais, mas ignorei, só podia ser coisa da minha cabeça. Já estava me acostumando com a ideia de estar num lugar longe do meu distante presente quando abri a porta da minha casa (que só abre única e exclusivamente com o meu comando de voz) para ir ao trabalho. O que era o tráfego de veículos pela rua?! Mininaves flutuavam próximas ao meio-fio e as bicicletas tinham uma espécie de acelerador que as deixavam  como as motos, mas sem poluir. Aliás, não existia poluição por nenhum canto; nada de dióxido de carbono, nada de lixo nas ruas, nada de nada. Por todo o trajeto onde caminhei, lixeiros metálicos me acompanhavam. Experimentei jogar um pedaço de papel dentro de uma delas e raios laser a desintegraram em questão de segundos! Quase não acreditei naquilo… Estaria o mundo pornto pra aguentar mais um milênio? Tudo gritava sustentabilidade, aquela que eu acreditava lá no presente que seria a salvadora da humanidade… E assim foi até eu chegar ao trabalho. Tudo mudado. Agora existia um prédio imenso, muito bonito e cheio de gente correndo apressada de um lado para o outro. E logo descobri porque eu tinha que usar aqueles sapatos altos com rodinhas supersônicas. Não me recordo de ter muitos momentos de descanso após pisar lá dentro. E eu notei que muitos colegas de departamento estavam tristes… Depressão. É, eu bem que imaginei que ela seria inevitável e cada vez mais frequente numa população cada vez mais solitária… O resto do meu dia seguiu-se com o impacto da realidade daquele futuro. E ao chegar em casa e pesar os prós e contras, vi que não era aquilo que eu gostaria para mim. Apesar de toda aquela comodidade, eu não via o sorriso das pessoas, só as via sozinhas, tudo automático demais! Não é suportável viver assim, nção é? Prefiro continuar no presente, com minha escova de dente de cerdas tortas e com meu banho frio no inverno porque eu sei que as coisas são bem menos robóticas assim. Praticidade é legal, mas em demasia chega a dar náuseas de tão comodista. Acho que está na hora de repousar no travesseiro e acordar onde eu não deveria ter saído! Até mais!

 

Tiêgo.”

Pauta para o Blorkutando – 143ª Semana: Diário #01.

PS: Só pra vocês saberem, tô bem tristinho que só eu esteja participando nessa semana do Blorkutando. Tô vendo a blogosfera morrer aos poucos, é isso? Vamos nos juntar e arrasar! Já diz o ditado, a união faz a força! Bora, lindos, venham comigo!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Oi, meu nome é Tiêgo e eu tenho dezessete anos!

 

E é verdade: cheguei vivo, inteiro e cheio de história pra contar aos dezessete anos. Segunda-feira, 20, completei meu décimo sétimo aniversário num dia bem simples, porém marcante o suficiente para que eu não pudesse esquecê-lo. E sabe, por incrível que pareça, eu gosto das coisas assim, simplinhas e satisfatórias. E isso definitivamente marcou minha passagem de idade, como em todas as outras vezes em que estive de berço (acho fofíssima essa expressão, não me julguem). Além de ter ganhado vários centímetros a mais, alguns tapas da realidade e momentos pra lembrar e esquecer, o ano que passou simplesmente me ajudou a amadurecer e a estar pronto para receber a nova idade de corpo e alma. Pois foi o que fiz.

Eu raramente cumpro as resoluções de ano-novo. Parece que após o romper dos fogos, elas se vão com o champanhe que ingerimos ou seja lá qual for a bebida que você tome quando o relógio marca meia-noite de primeiro de janeiro. Deixo para fundamentar minhas resoluções de verdade no dia do meu aniversário, que é quando realmente meu ano novo começa e quando eu tenho a consciência de que preciso fazer de tudo para que ele valha a pena, seja com coisas negativas, seja com coisas positivas. E essas resoluções sim, na maioria das vezes, consigo cumprir. Para este ano, só escrevi uma, que eu espero seguir à risca: aproveitar ao máximo todas as oportunidades que a vida me der. Vocês podem até estar falando “ você nem deveria ter falado, agora ela não vai se realizar!”; entretanto, não sou do tipo que liga pra isso, não. Confiando em mim no que for e mostrando a mim mesmo que eu posso cumprir sim com tudo o que prometi, não tem como cair em contradição. Mas dando um stop nessa falação toda de resoluções e afins e indo para os agradecimentos, queria deixar registrada a felicidade que senti com o carinho de vocês, por todos os cantos em que eu estou inserido internauticamente. Em todos os meus anos de internet, nunca havia recebido tantos parabéns e melhores votos para este aniversário. Eu tenho orgulho de dizer que ainda acredito nas pessoas, por mais que eu veja/leia o que for a respeito delas. E vocês, seus maravilhosos, são a prova de que existem sim seres humanos bons, legais e cheios de boas intenções. Muito obrigado MESMO por tudo, tudo, tudo! Vocês são do barulho (ia falar uma palavra mais ~~peculiar~~ chula, mas sou polido e não vou sujar meu blog com essas palavras ~~desnecessárias~~ feias)!

A chuva que caiu no final da segunda-feira não foi de todo ruim. Aproveitei para refletir bastante e para pensar no que poderá vir pela frente. A medida que o aguaçal aumentava, eu eliminava os pensamentos ruins e só deixava os bons e os “neutros”, que basicamente me levavam a pensar em muitas outras coisas. Mas se você pensa que eu falo de arrumar alguém pra dividir a cama, conseguir uma promoção no trabalho ou começar a academia, pode ir esquecendo. Acho que a maturidade resolveu bater à minha porta definitivamente e eu resolvi aceitá-la de uma vez, sem receios e sem medo do que ela possa trazer de bônus. Completar dezessete anos não é completar dezoito, mas a sensação de liberdade é praticamente a mesma. Aposto como vocês perceberão a mudança em meus textos daqui para frente. A vida tem muito mais graça quando começamos a brincar de ser adulto com ela. E é o que vou começar a fazer a partir de agora.

Ou não. Ainda tenho mais um mês de férias pra brincar de ser criança, então vamos deixar pro início da universidade. Só por precaução – e medo de arrependimentos e remorsos…

 

PS: TÔ VOLTANDO LOGO MAIS COM POST NOVO. Fiquei sem internet e eu deveria ter postado isso na terça-feira, só deu pra postar agora. Sorry, lindos! Até logo!

domingo, 19 de junho de 2011

Tchau, dezesseis! Seja benvindo, dezessete!

E não, não vou fazer uma postagem imensa e cheia de detalhes sobre o que foi o tempo que passei dizendo que tinha dezesseis anos. Só quero deixar registrada a minha última postagem de um tempo que marcou pra caramba a minha vida e que eu tenho certeza que será ainda melhor no decorrer do próximo ano. Tô me despedindo dos meus dezesseis anos, mas tô cheio de expectativas pra o que tá vindo por aí. Último ano sendo “de menor”, já na faculdade e com 382982908392 sonhos e planos na cabeça. Acho que tá chegando a hora de crescer de verdade, né?

Então é isso. Amanhã estarei lindo e sensual com meus dezessete anos completos e feliz, nem que seja só por estar vivo. Talvez eu volte logo pra dizer como foi essa transição de idade que sempre mexe comigo. Até logo, lindos!

 

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar, um pouquinho mais velho desta vez.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Por um namoro (de verdade) legal

Caro construtor de namorados perfeitos,

 

Há dois meses, terminei um namoro. E como em meu outro término de namoro, há dois anos atrás, continuei o final com a amizade. Havia aquela cumplicidade, aquela alegria de ver o outro, de estar próximo. Existia o medo de perder, aquela ansiedade pelo reencontro. Havia amor. Com tudo isso, não é difícil de imaginar que a pessoa que eu quero ter ao meu lado  para sempre até o “para sempre” acabar deveria se encaixar nessas qualidades. Não vou dizer que não ligo pra beleza porque eu ligo sim, só que beleza pra mim vai além de um rostinho bonito: a pessoa tem que se cuidar. E mais, se se descuidar de si pra viver a minha vida, caio fora na mesma hora. Já caí na burrada de ficar com um garota que me encheu a paciência por longas duas semanas querendo saber cada passo que eu dava – levou um pé, porque grude não rola. E depois, existem limites pra tudo, não é? Imagina só se com namorados ia ser diferente! Sentir ciúmes? Seria aceitável se não fosse uma sensação tão controversa: ora é boa, ora é péssima. Meu amor perfeito teria também uma paixão sem fim por programas tradicionais de um casal: cinema, pizzaria, restaurante, praça, mãos dadas… Sou romântico, (in)felizmente. Não seria nem um pouco legal que meu prometido fumasse, porque não fumar é uma das cláusulas da minha constituição – não que eu tenha um constituição, claro. Acho que eu gostaria de receber flores, de ser beijado de surpresa, de ouvir um “feliz dia dos namorados” ao pé do ouvido no dia 12 de junho e também não reclamaria se me fossem escritos bilhetinhos carinhosos, nem que seja só um “não esqueci de você. Ass: fulano”. Pode gostar do que for, pode detestar o que for, pode ser o meu total oposto – sim, eu acredito no velho “os opostos se atraem”. Nossas diferenças seriam mínimas se existisse apenas um sentimento, que existiu em meus relacionamentos anteriores e que fez com tudo desse certo: o amor. Sem ele, ao meu ver não há relação. A pessoa pode ser feia, pode gostar do Flamengo e me deixar chupando dedo nos dias de jogo, pode sentir ciúmes e pode odiar ir à praça de mãos dadas, mas dizendo aquele “eu te amo” bobo, mas sincero, já tá valendo. E muito!

Espero que não tenha pedido demais.

 

Atenciosamente,

Tiêgo.

 

Pauta para o Blorkutando – 145ª Semana: Cartas #01

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Il y a comme n’aimer pas de lettres?

 

 

Não, não tem como não amar cartinhas. Elas podem vir de todos os tamanhos, de todos os tipos, com todo o conteúdo imaginável. O carteiro bate à sua porta e você, mesmo já estando mais do que enjoado de ver aquela figura amarela dos pés à cabeça, não vê a hora de ele lhe entregar a correspondência. No meio de contas e propagandas, ali está a salvadora dos seus dias. Ela que te faz se sentir o máximo por alguém ter parado algum tempinho só para escrever pra você. As cartas são poucos momentos que temos para refletir conosco mesmos; as cartas são passagens de ida e volta para um universo de pensamentos infinito, de lembranças gostosas – ou desgostosas –, de vivências e experiências. Uma carta vai muito além de recebê-la das mãos do carteiro (ou carteira, como é a moça que sempre deixa as minhas em casa), abri-la, lê-la e respondê-la. Temos que sentir o prazer por aquela atividade, sentir como se pudesse descrever minuciosamente o que seu correspondente sente só pela variação de sua letra. Acreditar que não são apenas papéis rabiscados mas sim instantes eternizados em palavras sinceras. O prazer em escrever cartas é uma das coisas mais deliciosas da vida. Pode ser que não haja tempo o suficiente para escrever uma, ou que exista a vergonha por conta da letra, ou o receio de o que o outro vá achar de você daquela maneira. É bom ir tirando esses complexos da cabeça. A gente tem tempo pra tudo nessa vida e a sua letra não é motivo para se envergonhar, afinal ela é sua marca registrada! E sobre ter receio do que o outro vá achar, não tenha medo de ser feliz. É impossível não gostar de alguém que faz questão de escrever em papel e tinta de caneta pra você, e não manda uns e-mails superficiais, ou scraps no orkut pra dizer que não esqueceu de você e que te ama. Garanto: a intimidade presente numa carta vai do “oi!” até o “até logo” e isso você não pode encontrar em nenhum outro lugar a não ser nas linhas preenchidas de uma carta. Se você for tímido, taí um método perfeito para ir perdendo a timidez. A carta é um meio de comunicação tão incrível que dá até pena de ver que está sendo cada vez mais esquecido por todos. Mas se você é do tipo que faz a diferença e que pretende ter uns minutinhos de felicidade, seja lendo ou respondendo a uma carta, use e abuse. Nenhuma sensação no mundo é capaz de descrever a emoção repassada nas palavras transcritas. E todos só temos a ganhar!

 

PS: cafunés bem carinhosos para a Van, para a Mandy, para a Jeni, para o , para a Gwen, para a Deyse, para a Lays, para a Fran, para a Tay, para o Júnior e para a Isa, que me aturam/aturaram em cartas – e gostam/gostaram!

***

Oi, lindos!

Vim praticamente voando aqui porque tô no trabalho e hoje o dia tá prometendo muita coisa – oh, God, como eu detesto as quartas-feiras! – pra fazer. Senti uma vontade louca de falar mais uma vez de cartas aqui no blog porque vocês são uns lindos e me suportam até falando de assuntos repetidos, rs. Ah, e outra: quem quiser, ainda tô disponível pra troca de cartas! Vamos aproveitar que as férias estão chegando e vamos arrasar invadindo as agências dos Correios com nossas presenças divas e sensacionais? Quem estiver afim, me contate por comentários ou me mande um e-mail para tiegoramon@gmail.com que eu respondo assim que possível!
E a propósito, estou ótimo. Minhas notas no francês estão excelentes e segunda-feira, meu aniversário, será o último dia de aula, com as temidas provas finais de semestre. Tô me concentrando bastante e tenho certeza que vou arrasar! Um beijo, subjonctif et conditionnel e outros assuntinhos chatos! Amo vocês <3 hahaahaha
E é isso! Tem post novo meu no O Quanto Quiser e espero vê-los logo logo! Brigadíssimo pela atenção!

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar

domingo, 12 de junho de 2011

Só pra constar:

Eu deveria ter postado ontem e deveria postar hoje, lindos, mas infelizmente não vai rolar.

Tô com algumas coisinhas pendentes de final de semestre no curso de francês e gente, o bapho com subjuntivo feat. complementos verbais estão me matando. Não que eu esteja reclamando, mas é que o negócio tá precisando de uma atençãozinha a mais e eu decidi tirar esse final de semana para revisar tudo o que não tinha visto durante a semana. Minhas provas finais estão chegando e eu quero arrasar muito pra chegar em agosto na faculdade arrasando! Então, pode ser que eu demore a voltar aqui por causa disso, mas não se afobem que eu prometo voltar logo mais com um post à la Tiêgo Alencar. No mais, leiam o O Quanto Quiser que tem post meu por lá pra quem não viu, e é isso. Qualquer coisa, tô no Twitter. A gente se vê, lindos!

Do seuu escritor-aspirante,

 

Tiêgo R. Alencar

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A verdade dos clichês

 

Nunca fui muito de acreditar que pessoas populares, bonitas e ricas pudessem ser tristes, não até ano passado ter conhecido o Mauro*. O Mauro era o típico galã da escola: era loiro, tinha os olhos verdes, era alto e atlético. Era o sonho de consumo de todas as meninas da escola e todos os meninos sentiam uma certa inveja dele. Era popular, todos o achavam o máximo. Mas existia alguma coisa no Mauro que não me convencia. Não sei se era aquele sorriso estranho ou aquele olhar vago. Só sei que eu parecia ser o único que enxergava a infelicidade daquele rapaz só de fitá-lo.

A entrada dele na minha sala causou o maior burburinho entre todos. Ele falava com todos, inclusive comigo. Era comunicativo, era bastante falador. E ao mesmo momento havia lapsos de minutos que eu o via com aquele olhar distante, sem rumo. Não contente, tratei de averiguar por fora o que acontecia com aquele rapaz que tinha tudo pra ter a vida dos sonhos de qualquer adolescente e mesmo assim era daquele jeito. Descobri que ele era filho único, que viera de uma escola particular caríssima e que estava acostumado com o luxo que o dinheiro pode proporcionar. Ele sempre deixava aquele rastro de sua personalidade por onde quer que ele passasse. Até que então a vida dele parecia ter mudado depois que fora para a mesma escola que eu, a melhor pública de ensino médio da cidade. Não sei até hoje o que aconteceu para que ele fosse parar lá, mas Mauro não tinha cara de insatisfação tampouco de mimado. Muito pelo contrário, diga-se de passagem. O problema era que já no finalzinho do período letivo, Mauro sorria, mas não com vontade de sorrir. Ele falava, sem vontade de falar. Parecia descolado, sem querer parecer nem um pouco. Quando me dei conta dos meus dotes shelockholmeanos de detetive, já estava íntimo dos melhores amigos de Mauro. Foi quando comecei a descobrir o que se passava com o rapaz, diretamente com ele.

Mauro usava drogas. E tinha acabado de terminar um tratamento para se ver livre do vício.

E como se não bastasse só isso, ele entrara em depressão porque não podia contar com a ajuda de ninguém para se ver livre daquilo.

Ele hesitou bastante antes de conseguir se abrir comigo e contar tudo o que se passava com ele. Mal pude acreditar que o galã da escola também passava por esse tipo de situação, pior até do que acontecia com muita gente. E ele custou a reconhecer que estava no estágio intermediário de depressão, mas quando admitiu para si que precisava de ajuda, fiz o que pude para deixá-lo legal. Aconselhava, ria, chorava junto. Nos tornamos grandes amigos em seu período de reabilitação. E quando o sol nasceu de novo para o Mauro,  foi a hora de ele aprender a voar sozinho. Viajou para outro país, para reconstruir sua vida ao lado do pai e da irmã. Confesso que foi triste me despedir, mas fiquei bastante satisfeito ao ver que o olhar dele brotava alegria, que o sorriso já não era mais amarelo e que a vida havia o tocado novamente.

Essa história me fez aprender a confiar em clichês. Afinal, o sol nasce sim para todos, seja lá como você for. E não, não menospreze clichês. Eles podem fazer muito sentido, mais até do que imaginamos.

 

*nome trocado por questões pessoais

* Baseado em fatos reais.

Pauta para o Blorkutando – 141ª Semana: Pauta Livre #01

terça-feira, 7 de junho de 2011

“CRÍTICA: Insensato Coração, uma novela imprevisível”

 

Já faz algum tempo que comecei a acompanhar fielmente a novela das nove horas da Rede Globo e demorei propositalmente a escrever esta crítica. Com um enredo pra lá de inconstante e atores que entram e saem de cena na hora certa, “Insensato Coração” vem conquistando os telespectadores com sua trama cheia de reviravoltas e surpresas que os autores Ricardo Linhares e Gilberto Braga fazem questão de inserir a todo momento. A história dos irmãos Pedro (Eriberto Leão) e Leonardo/Léo (Gabriel Braga Nunes) e seus pais Wanda (Natália do Vale) e Raul (Antonio Fagundes) não agradou muito no começo, não. Além das brigas excessivamente chatas e desnecessárias que desvalorizavam o real potencial dos atores em questão (Antonio e Natália), não era sedutor ver sempre a mesma coisa terminar sempre do mesmo jeito. Até que Léo começa a mostrar que sua carinha de anjo é apenas um disfarce para o demônio que existe dentro dele. Todos acabam sendo vítimas de seus golpes, inclusive a própria família. O intérprete de Léo, Gabriel Braga Nunes, vem desempenhando seu papel com maestria, dedicação e é de um convencimento ímpar: a frieza e a impiedade do personagem assusta, como aconteceu semana passada na cena da morte de sua prima Irene (Fernanda Paes Leme), que morreu atropelada por Léo. A trama toda tem ambientações em diversos lugares, mas vale destacar a fotografia de todos os cenários. Em especial, no Rio de Janeiro, onde boa parte da trama vem se passando. Os núcleos “cômicos” da novela (cômicos entre aspas, pois nem sempre são tão engraçados assim) acabam roubando a cena em alguns momentos, como acontece no Horto, onde há o bar do Gabino (Guilherme Piva) e a casa da maluca Natalie Lamour (Deborah Secco) e seu irmão desmiolado Douglas (Ricardo Tozzi). Além disso, nomes de peso como Glória Pires (interpretando a vingativa Norma Pimentel), Lázaro Ramos (vivendo o designer de prestigío André Gurgel), Herson Capri (como o banqueiro e vilão história Horácio Cortez) e Camila Pitanga (como a diretora de marketing Carolina Miranda) também acrescentam um bocado à história que graças aos seus respectivos personagens tomou algum rumo apreciável. Nota dez também para os autores, para a inserção de temas atuais e que precisam ser discutidos pela sociedade, como a homofobia e o bullying. O ator Rodrigo Andrade, que vive o trabalhador e confuso Eduardo Aboim na história, está sendo de um destaque merecido, pela emoção dada ao personagem que acaba de descobrir sua atração por homens. E o núcleo jovem da novela não decepciona: Giovanna Lancellotti, a romântica e apaixonada Cecília, foi um gol de placa na seleção dos atores novatos; a atriz anda dando um show de interpretação, assim como Polliana Aleixo, a Olívia na trama. Poderia passar um tempão falando do lado bom da novela, mas tenho do que reclamar também. Certos atores, como Jonatas Faro e Paola Oliveira, são tão enfatizados e acabam nos frustrando com a automaticidade na fala e na expressão, enquanto as já consagradas Ana Lúcia Torre e Nathália Timberg não tem o prestígio devido – e garanto que não sou só eu quem pensa assim. Além do que a sucessão de mortes de algum tempo para cá foi de certo modo exagerada – posso até considerar necessária, devido aos baixos indíces de audiências registrados. E a demora no desenrolar da trama foi de uma demora assustadora – tamanha que cheguei a mudar de canal em alguns períodos. “Insensato Coração” parecia pouco promissora no começo, mas agora que todos estamos hipnotizados pelo acelerar do enredo e pelas crescentes surpresas, podemos aguardar por fortes emoções dignas de novela das nove. A imprevisibilidade de “Insensato Coração” está se mostrando uma grande aliada na busca pelo sucesso do trabalho. Já não deixo de assistir, e vocês?

sábado, 4 de junho de 2011

Pais e filhos, decisões e independência

 

Mãe canadense defende decisão de manter sexo de filho mais novo em segredo

Em artigo publicado neste sábado, uma canadense defendeu a decisão tomada por ela e por seu marido de manter em segredo o sexo de seu filho mais novo, para dar à criança a oportunidade de desenvolver a sua identidade sexual por conta própria. A decisão tomada por Kathy Witterick, 38 anos, e David Stocker, 39, de não revelar o gênero de seu bebê Storm, de quatro meses de idade, gerou uma avalanche de reações - positivas e negativas - após reportagem do jornal Toronto Star, publicada nesta semana. (...)
O sexo de Storm é mantido em segredo até mesmo dos avós das crianças. Apenas os dois pais e os dois irmãos conhecem o gênero da criança, além de um amigo próximo da família e das duas parteiras que ajudaram Kathy a dar à luz. Segundo o Toronto Star, os avós ficaram preocupados com a decisão dos pais de Storm, mas acabaram sendo compreensivos.” (mais sobre, aqui)

Numa sociedade tão adversa e cheia de complexos como a nossa, uma notícia como esta chega a não espantar tanto quanto deveria. Cada vez mais vemos as pessoas lutando por seus direitos, abraçando causas liberalistas e se reunindo em torno de objetivos em comum. Com tudo isso, também passamos a perceber que a presença jovem nestes movimentos se torna constante e crescente, mostrando que a independência está chegando cedo para estes. E os pais estão admitindo surpreendentemente esta precoce maturidade de seus filhos.

Tanto que os da notícia em questão estão permitindo ao seu filho escolher, montar, planejar sua vida desde pequeno. É meio difícil que um menino, vendo os outros jogando futebol e videogame, não se sinta como tal. Mas e se ele não sentir vontade nem prazer nas coisas “de menino”? E se ele preferir brincar de bonecas com outras meninas? Os seus responsáveis já saberão lidar com isso a partir daquele momento, sem tentar dizer o que é certo e o que é errado (conceitos que dificilmente alguém consegue manter por muito tempo, não é?). E mais: já iniciarão a preparação psicológica para arcar com as consequências das escolhas do filho: uma vez que parece que os pais nunca estão prontos para receber a notícia de que ele gosta de alguém do mesmo sexo. Pode parecer estranho sim, mas por mais absurdo que possa parecer, o correto seria sempre permitir que os filhos seguissem aquilo que gostam e acham conveniente. Lógico, não levemos isso para o lado negro da vida, como as drogas por exemplo.

Existindo um acompanhamento por parte dos responsáveis, é possível que decisões como esta mostrem a todos que a liberdade para que seus filhos manifestem sua sexualidade real logo aos primeiros anos de vida. Atualmente, vivemos sobre um regime onde a opiniaão de cada um sobre si vale mais do que qualquer outra coisa. E a autoaceitação, independente de sexo, raça ou o que for, é o que verdadeiramente conta na construção de uma personalidade.

 

Isso seria uma pauta para a 140ª Semana do Blorkutando – Notícia #01.

 

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Oi, lindos!
Tô me sentindo melhor agora, graças aos deuses. DETESTO FICAR DOENTE. Fico insuportável, fico chato e pior, não consigo escrever de jeito nenhum quando sinto dor. Ainda não tô cem por cento, porque a dor desgraçada de estômago ainda permanece e a de garganta também. Enfim, não vou me prolongar aqui. Ah, e minha internet anda péssima! Espero ter explicado minha ausência do blog de vocês, viu? Mas logo mais estarei respondendo aos comentários! Até mais!

Do seu escritor-aspirante

Tiêgo R. Alencar

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Quando há controvérsias…

 

Vocês já sabem que eu cursarei Licenciatura em Letras com especialização em francês a partir de agosto (chega logo, primeiro de agosto!). E vocês, logicamente, sabem que estudarei para ser professor, especificamente de língua portuguesa (eu amo português, sou louco?). Tá, vocês já estão por dentro até da cor da minha alma, vamos parar de enrolação: estou pensativo. Desde agora há pouco quando cheguei do curso de francês.

Definirei o motivo que me fez pensar nisso em uma palavra: GREVE. Antes, quando eu era só um estudante retardado para ir para a faculdade, gritava feliz da vida quando os professores decretavam greve. Não fazia deia o que estava fazendo. Minha mãe, que é professora (e linda e musa e sexy), teve que paralisar suas atividades já há duas semanas com centenas de outros colegas de labuta, reivindicando seus direitos reais – e não aquilo que o governo sugere de maneira desonesta e absurda, diga-se de passagem. E é em cima desses direitos que estou pensando em meu futuro nesta profissão.

O professor é o alicerce de toda e qualquer profissão, só para começar. Vocês não acham injusto que esses profissionais tão essenciais sejam tão desvalorizados pelo poder público? E depois, como se não bastasse essa injustiça, não é qualquer um que se dispõe a exercer um papel destes. O professor é o sujeito mais corajoso que existe, falo com todas as letras. Diga lá se você se submeteria a tentar entender trinta, quarenta mentes reunidas num lugar nem um pouco favorável à esta reunião diária, correndo o risco de enlouquecer a qualquer momento!

Ok, sem pressão, Tiêgo.

Enfim, são muitas divergências. Muitas. Ao mesmo tempo que professor pode ser uma profissão alegre, dinâmica, pode ser uma profissão estagnada, sem ascensão, sem reconhecimento verdadeiro. Essa adversidade me assusta bastante. Mas sabe, eu acho que meu amor pela linguagem chega a ser maior do que qualquer indiferença que venha a surgir. Além do que se eu não gostar, posso exercer várias outras atividades, não é?

Uma observação: acabo de descobrir que não precisa ser formado em Letras para pertencer à Academia Brasileira de Letras. Então vou continuar sonhando com tudo que é possibilidade. Vai que eu descubra outra vocação sem querer?

 

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Post-desabafo. A greve dos professores aqui em Macapá ainda não acabou e eu acabo de ver que não é só aqui: a Bahia também parou tudo na rede estadual de ensino, nas universidades. Concordo com a atitude. O país vai parar se os professores mostrarem sua força pra aquele bando de injustos e malditos que fazem nossa política, infelizmente.
E tô com dor de garganta, tô chato, não sei como consegui escrever esse texto e vou picar a mula JÁ porque tô com tanta dor mas tanta dor que só vou blogar e capotar. Um detalhe: ainda são dez horas da noite. Isso é um milagre pour moi, risos.

Do seu escritor-aspirante,

 

Tiêgo R. Alencar