sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Todo carnaval tem seu fim–e recomeços!

Sempre achei o máximo começar as coisas. Desde um simples conto até um projeto legal no colégio. Lógico, nem sempre é fácil, mas a sensação de novidade, de que algo totalmente desconhecido está para começar é maravilhosa. Uma pena aquele velho dito popular faça tanto sentido: todo carnaval tem seu fim. Sem exceções.

O namoro, a universidade, a adolescência, as crises existenciais, enfim, tudo que você imaginar está ali com a única certeza de que acabará, por mais trágica que esta afirmação possa ser. Não sei se sou só eu quem pensa assim, mas o final de um ciclo não é de todo ruim. E aqui sigo com minha linha de pensamento de que podemos tirar sim bastante proveito de todas as situações possíveis – inclusive os finais. Terminar um namoro faz você (re)começar a agir como solteiro, acabar a universidade faz você começar a pensar em como seguir a vida, o final da adolescência é o início da fase adulta e o término da crise existencial implica num alívio imenso e marca o começo de um momento um pouquinho menos tenso. Caso não tenham notado, todos os fins precedem começos! Infelizmente, nem todos os finais são felizes, até porque não vivemos em contos de fadas, mas por mais que percamos um ente querido, por exemplo, temos que aprender a viver sem ele. E esse processo de “revivência”, digamos assim, faz parte da vida – e também é um dos recomeços mais intensos e mágicos que podemos ter. Finais marcam, finais são meio complexos, finais são inevitáveis. E nós temos que nos acostumar com essa ideia.

Gozado, a gente tem certeza do fim de tudo. E mesmo assim sempre sente um impacto tremendo quando ele chega. Seria o caso de começarmos a refletir sobre isso ou já podemos ir ao psicólogo? Não, nem uma coisa nem outra. Se sabemos lidar com o começo, porque não saber lidar com o final? É uma relação tão lógica que se pararmos para pensar, vamos até rir de nossa ingenuidade com relação a isso. Eu não sou nem um pouquinho fã dos finais, como já disse anteriormente, e fico deveras chateado quando um deles chega, mas quer saber? Sou, infelizmente, obrigado a conviver com os términos; então pra quê me desesperar quando um deles chegar? Sei que não vou dar pulos de alegria, mas ao menos já tenho onde me sustentar caso ele chegue assim, de uma hora para outra, em quaisquer que sejam as áreas da minha vida. Creio que nada custa conformar-me com o final. Estou até começando a me conformar em ter que terminar esse texto.

Com a outra certeza de que, uma hora ou outra, começarei outro. E mais outro, e mais outro, e mais outro…

 

Pauta para o Blorkutando – 158ª Semana : O Fim das Coisas

 

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Tô vivo. Tô cansado. Tô em fase de adaptação. E um dia eu volto a escrever como escrevia antes. Prometo!