segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Tchau, 2012! Vem, 2013!


Eu não quero me prolongar muito nesse texto porque no video que postarei logo mais contarei tudo de bom e de ruim que aconteceu em 2012 e mais algumas coisinhas, mas reservei esse texto para transcrever o que minha alma sente neste momento: uma vontade inexplicável de querer fazer tudo diferente.
É, não quero mais nada estático. Quero mudar tudo em 2013. Quero mudar meus hábitos, minhas companhias, meus costumes, tudo. Quero transformar minha vida de uma forma que eu nunca vi antes. É o primeiro ano do resto da minha vida. Não quero repetir tudo o que fiz nos outros anos ou pior, repetir e gostar. Quero me surpreender. E para isso, decidi não criar expectativa alguma sobre nada que virá neste novo ano que está prestes a chegar (daqui a exatamente quatro horas, no horário aqui da minha cidade). Quero apenas sobreviver  em 2013 para poder fazer tudo diferente e me permitir viver tudo de forma diferente. Minha palavra para 2013 é MUDANÇA. Fazer a diferença. Ser mais, ser além. Quero deixar registrado neste texto que quero e vou fazer de 2013 uma revolução em mim. E tenho dito!

Que nós sejamos sempre agraciados com a força para lutar por dias melhores e que tudo mude para o mais incrível que puder mudar neste novo ano. FELIZ ANO NOVO, MEUS QUERIDOS! Até 2013!

sábado, 29 de dezembro de 2012

Anything can happen - or not

[Sobre o título: tô ouvindo neste momento Anything Could Happen da Ellie Goulding e decidi botar no título. rs]

Não sei por onde começar esse texto, mas acho que eu preciso me desculpar com vocês.

Esse ano foi meu ano de maior negligência bloguística de todos os quase quatro que já passei por aqui. Até ano passado eu ainda fui um blogueiro responsável, mesmo tendo desaparecido por algum tempinho. Mas aí veio 2012 e acabou com a minha graça. Foi tanta coisa mas tanta coisa ao mesmo tempo que as coisas saíram de controle. Vamos elencá-las para vocês terem uma ideia:

- UNIVERSIDADE. Comi o pão que o diabo amassou no primeiro semestre desse ano pra vir uma greve de quase quatro meses e me desestruturar totalmente. Quando as aulas voltaram, foi ainda pior, pois tive que pegar o ritmo da coisa de novo e demorou BASTANTE. Foram inúmeras leituras, inúmeras pesquisas, inúmeras noites em claro... Quando eu tinha algum tempo livre, só pensava em descansar e nada mais. Coitado do blog :(

- AUSÊNCIA DE COMPUTADOR: desde o final do ano passado que estou sem notebook e estou morrendo por conta disso porque o que eu consegui pra acessar e fazer as coisas da faculdade (e minhas, quando dá) se encontra em estágio terminal. Não aguenta mais duas horas ligado direto, a tela está toda rachada (tenho que ligar num monitor pra poder usar), falta uma penca de teclas, é lento demais... Meu maior plano consumista pra 2013 é comprar um notebook novo porque fica mil vezes mais fácil pra eu conseguir blogar. Acompanhemos.

- NAMORO. Que inclusive já até acabou. Foi bom enquanto durou, mas acordei pra realidade e vi que não estava vivendo o que era pra viver. Ou seja, estou dançando ALL THE SINGLE LADIES, ALL THE SINGLES LADIES no repeat porque né. rs Mas enfim, eu tive que me dedicar a esse relacionamento também e acabei deixando o blog de lado por causa disso :( todos chora.

- TRABALHO. De todos os meus quatro anos nesse emprego, esse foi de longe o mais puxado de todos! Pra quem não sabe, eu trabalho numa escola de ensino infantil como auxiliar educacional à tarde, depois da universidade. Aí vocês imaginam: pela manhã, estou estudando e exercitando meu cérebro. À tarde, estou cuidando das crianças e da parte administrativa da escola também (SEVERINO EU MAGINA?!?!?) e estou exercitando ainda mais loucamente tanto o físico quanto o mental. Chega a noite e, quando eu não tenho deveres da universidade pra fazer, tem leituras obrigatórias a serem exterminadas ou assuntos a serem revisados e adivinha quem fico sem tempo nem pra me coçar? Pois é. Isso porque eu nem estou contando com as aulas de inglês às segundas e quartas. IT'S-MY-LIFE.

E foram basicamente esses fatores que me afastaram do blog esse ano. Minha média de posts ficou bem abaixo do habitual e eu estou triste por isso, até porque o blog é uma parte de mim e é como se eu tivesse esquecido dessa parte e do quão importante ela é pra mim. Eu sempre digo que nunca abandonarei esse blog porque ele faz parte da minha história e não importa o que eu tenha feito ou deixado de fazer, ele estava presente. Está presente, quer dizer. Espero mesmo me organizar em 2013 pra não deixar mais o A Pseudociência de lado. Sei que será difícil, mas vou tentar. Torçam por mim!

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Fatos aleatórios:

  1. Lembram que eu fiz o ENEM 2012? Pois então, me fodi e me fodi feio. Se bem que pra quem não se preparou nem um pouquinho, fui bem. Bem melhor do que muita gente por aí que estudou. Fiquei decepcionadíssimo com minha nota em linguagens que não correspondeu ao que eu esperava, porque eu arrasei, e não foi pouco. E na redação, feliz por não ter zerado com aquela redação super meia boca e ainda ter ficado com mais de 600. hahaha
  2. Meu Natal foi maravilhoso. Tão maravilhoso que eu não consegui vir aqui desejar pra vocês um ótimo Natal como faço sempre e peço desculpas por isso mais uma vez :/ Só de peru e carne assada, engordei uns vinte quilos do dia 24 pro dia 25. Só estou esperando passar o réveillon pra começar a academia. SIM, ACADEMIA. Já jurei pra mim que ia fazer e vou fazer. Superar essa vergonha que existe em mim e começar a me exercitar porque isso tá começando a influenciar no meu desempenho em outras coisas na vida (A.K.A PREGUIÇA PARA TUDO).
  3. Eu prometi um vídeo de final de ano pra vocês e vou postar esse vídeo até o dia 31. Se tudo der certo, porque tô numa crise absurda com minha internet que só vocês vendo (aos leitores amados que ainda não sabem, eu moro no Amapá e não existe banda larga aqui). Hoje eu já comecei a ensaiar o que vou falar porque é uma penca de coisas, mas creio que eu vá conseguir falar tudo. Torçam por mim, seus lindos!
  4. E por fim, estou em pleno período letivo enquanto todo mundo está de férias. É assim a situação de quem estuda em universidade federal, gatos. Enquanto tá todo mundo dormindo de ressaca, tô acordando seis horas da manhã pra ir pra Unifap. Mais um motivo pra vocês entenderem a negligência com o blog. rs
E é isso. Com esse post super diário do Titi, estou indo e espero voltar logo logo pro último post do ano! Aguardem! Até mais, queridões!

sábado, 8 de dezembro de 2012

Que delícia!



Da série "fatos aleatórios do dia":

Hoje à noite saí pra dar uma volta com meu amor e foi tudo muito lindo como sempre. Até que na volta estou lindo e sensual caminhando na rua quando duas mulheres (MULHERES) dirigindo um carro vão passando com o carro bem devagar do meu lado. Eu, como um homem comprometido e fiel que sou, nem dei moral. Mas não tive como evitar o olhar quando as duas gritam antes de arrancar com tudo dali:

- "EI, SEU GOSTOSO!" - e riem alto, indo embora imediatamente.

Isso tudo com uma penca de gente atrás de mim e outra penca à minha frente. Olha, não sei se eu fiquei constrangido, se eu fiquei com vergonha, se eu fiquei triste ou se fiquei feliz por ter sido chamado de gostoso. Eu não costumo ser chamado desse adjetivo um tanto quando peculiar. Sempre sou o "fofo" ou o "lindo" ou até o "xi bebê da mamãe". Agora gostoso? Como diabos eu devo me sentir quando sou chamado de gostoso? Como vocês se sentiriam se alguém gritasse "EI, GOSTOSA" ou "SEU GOSTOSO!" em alto e bom som no meio da rua?
Eu me acho lindo, até porque se eu não achar ninguém mais vai achar e eu me amo. Mas não sou o tipo de pessoa que atraia olhares desejosos ou coisa do tipo. Sou gordo, sou sedentário e não tenho nem vergonha nessa cara de estar falando tudo isso, mas sou sincero acima de tudo e admito que eu poderia ser um pouquinho mais cuidadoso comigo mesmo. Só que eu não tenho culpa de x-tudo e milkshake serem tão maravilhosos e tentadores, tenho? Dou graças a Deus por ser alto e conseguir disfarçar um pouco tanta gordura nesse corpo porque olha, não está fácil.
Mas enfim, voltando ao assunto de ser chamado de gostoso, ainda estou aqui raciocinando que diabos essas mulheres enxergaram em mim. E ainda estou tentando desvendar como eu me senti. Foi um mix de "estou me sentindo uma puta de esquina" com "OMG! Existe gente que me admira num sentido sexual" com "WTF???" com "socorro, me enterrem" e com uma pitada de "Estou podendo nesse grau?". No final das contas, eu acho que isso fez bem pra minha consciência, porque voltei para casa com um sorriso de orelha a orelha.
Até que esse incidente serviu para alguma coisa: resolvi aceitar um pouco mais os elogios (sem ser os dos meus amigos e dos meus parentes). Mesmo que eu me sinta uma puta de esquina sendo chamada de gostosa por dois caras num carro, porque não basta só ser gostoso. O mundo tem que saber disso, só para variar.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Em transe

Nem sei como começar esse texto, de tão enferrujado que estou.
Sei lá o que aconteceu comigo, perdi completamente a essência blogueira que me dominava quando criei esse blog. Quer dizer, não perdi totalmente porque continuo sentindo muita vontade de blogar, mas quando chega na hora de escrever, parece que sinto um bloqueio tão forte que tudo o que eu escrevo acaba sofrendo nas mãos do backspace, o tempo todo. Todo o tempo.
Eu queria culpar alguém ou alguma coisa por isso, mas acho que não há culpado maior do que eu próprio nisso tudo. Poderia facilmente dizer "ah, vivo ocupado e não sei mais escrever" ou "a universidade está me matando!", mas seria mentira. Já aprendi a me organizar pra ter tempo pra tudo: diversão, trabalho, inglês, deveres de casa, enfim. E o blog também entrou nessa organização. Mas só que com ele é um caso a parte: as palavras não fluem mais com a facilidade que fluíam antes. Há algum tempo atrás, eu só precisava pensar num tema e escrever sobre ele era consequência disso. Agora eu preciso raciocinar uma vida pra poder desenvolver um texto (muito mixuruca, diga-se de passagem) sobre o assunto. Já aconteceu tanta coisa que me fez querer escrever aqui! Da posse do Joaquim Barbosa na presidência do STF até homofobia (da qual inclusive sofri), já anotei inúmeros temas que me agradaram e me fizeram querer escrever. E aí o maldito bloqueio vem e acaba com a minha graça. Começo os textos e eles ficam ali, estacionados. Essa barrinha piscante espera ansiosa pra que eu comece a escrever. E ela fica frustradíssima, porque geralmente não sai nada. Nadica de nada.
Mais uma hora de espera.
Estou tentando arrumar uma forma de terminar esse texto de uma maneira legal, mas não dá. Vou passar outra eternidade pensando em algo legal e vou mais uma vez quebrar a minha cara porque não arrumo uma maneira decente de organizar as palavras de modo que elas soem pelo menos compreensíveis. Ia prometer um retorno breve, só que eu não costumo prometer coisas que não vou cumprir, então direi aos lindos que eu quero (EU QUERO, JURO) retornar antes do natal com a minha retrospectiva do ano em forma de TCHAN TCHAN TCHAN TCHAN... Video! Que nem fiz ano passado! Melhor pra vocês e melhor pra mim, né? Já estou organizando meu ~~script~~ e só estou arrumando uma câmera digna pra poder gravar. Aguardem! Até breve (eu acho)!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A horror love story

- Olá, querida Anne.

E mais uma vez eu me encontrava sozinha com Conrad naquele salão.

Ele era um verdadeiro gentleman: abria a porta para que eu pudesse atravessar, se ajoelhava e beijava minhas mãos quando me encontrava e fazia de tudo para que eu me sentisse confortável em sua presença. Quando ele me envolvia em seus braços, eu sentia a melhor sensação de segurança do mundo. A sua presença era mágica e me confortava de tal forma que eu não sabia mais como me manter longe dele por muito tempo sem sentir sua imensurável falta.

Já vínhamos nos relacionando há praticamente um ano. Lembro perfeitamente quando ele apareceu em minha vida no dia primeiro de novembro de 2011. Usava um terno branco e sapatos sociais pretos, além de um chapéu no maior estilo anos 20. Parecia um pouco triste quando o vi, mas creio que tenha sido só impressão, pois logo depois de encará-lo, ele se transformou em outra pessoa. Não sei bem o que meu olhar possui de tão chamativo, mas ele faz questão de elogiá-lo todas as vezes em que nos encontramos. Ah, e um detalhe: Conrad nunca me via na frente de pessoas. E eu também só o via quando estávamos sozinhos. Certa vez, comentei este fato com ele e eu praticamente vi o sangue fugir de seu rosto. Ele ficou estranho, porém apenas se justificou dizendo que preferia lembrar de nossos momentos juntos à sós. Desde então, não pensei mais nisso.

Até aquela noite chegar.

Estávamos prestes a completar um ano de namoro e eu me mostrava radiante por isso. Todos notavam a minha felicidade de longe e sempre perguntavam o motivo. Brincando, respondia que o meu motivo não era visível aos olhos dos demais - chamavam-me de maluca por isso, mas o que eu poderia fazer se era verdade? Ignorava, pois sabia que ao ficar sozinha, Conrad apareceria e me faria feliz como em todas as outras vezes que nos víamos. E aquela noite de Halloween seria mais uma noite para me deixar suspirante ao ser envolvida pelos braços de Conrad e beijada por aqueles lábios vermelhos e macios.

O salão de festas do colégio foi tomado pelos estudantes e seus convidados. Geralmente não há tantas pessoas assim e eu até preferia antes, sem tanto tumulto. E justo naquela noite, a noite na qual Conrad e eu comemoraríamos um ano juntos, havia mais pessoas do que o normal. Engraçado, parecia proposital. Obra do destino, como minha mãe costuma falar. Apesar de ter limite de horário, a festa de Halloween parecia encher cada vez mais e mais e eu me desesperava na mesma medida, pois Conrad fizera uma estranha exigência dois dias atrás, quando nos vimos na saída do colégio: disse que queria me ver vestida de noiva, com uma flor vermelha presa num coque nos cabelos e no centro do salão de festas, uma hora da manhã. Meia noite e meia a festa terminaria. Acreditava que ele queria me ver de noiva por conta do desejo incontrolável dele de casar comigo, mesmo sabendo que eu não aceito bem a ideia e que eu só tenho dezessete anos. Mas decidi jogar seu jogo, para ver até onde ele iria com essa sucessão de desejos estranhos.

Vesti-me com o vestido de noiva de minha irmã mais velha, arrumei-me toda e, às onze horas, fui para a festa acompanhada de uma amiga. Ela notou que eu aparentava estar nervosa, mas logo dei um jeito de reverter a situação a meu favor. Ninguém sabia do meu namoro com o Conrad e eu não pretendia contar antes de completarmos um ano - o que estava prestes a acontecer. Ele também não pretendia ser apresentado à minha família antes de termos firmado um bom tempo de compromisso, então juntamos as ideias e entramos num acordo: com um ano de namoro, assumiríamos publicamente nossa relação. E assim, foram se passando os meses até chegarmos em outubro. Final de outubro, véspera de nosso primeiro ano de namoro.

Demorou um bom tempo até eu me encontrar sozinha no salão de eventos do colégio. Faltavam quinze minutos para uma hora da madrugada e eu começava a ficar com medo, ainda mais depois de ter visto tantas fantasias bizarras naquela festa. Achei um cadeira próxima ao banheiro, carreguei-a até o centro do salão e esperei Conrad aparecer. A brisa gelada da noite envolvia meu corpo de tal forma que por várias vezes me peguei arrepiada. O tempo se arrastava. Eu ficava cada vez mais apreensiva. Quatorze minutos. Doze minutos. Dez minutos. Sete minutos.

Faltando um minuto para uma da manhã, levantei-me da cadeira e comecei a olhar em volta. Não via nada e só sentia um silêncio mortificante, capaz de assustar qualquer um. Conrad levaria uma bronca quando ele aparecesse.

Fiquei de costas para a cadeira por dois segundos para olhar para fora do salão de eventos quando fui surpreendida por aquela voz extremamente rouca e nada familiar vinda de trás de mim:

- Olá, querida Anne.

Cada osso do meu corpo paralisou.

- Não reconhece a minha voz, minha amada?

Eu me recusava a olhar. Sabia que eu não deveria. O Conrad que eu esperava tinha a voz macia e envolvente e não aquele mau agouro carregado em cada palavra proferida.

- Veio exatamente como eu lhe pedi para vir. Vestida de noiva, com a flor presa num coque no cabelo. Ainda se recusa a acreditar que sou eu, doce Anne?

Era Conrad. Mas não era Conrad. Senti um ar gelado próximo à minha nuca e aquela sensação foi o ápice para que minhas pernas criassem forças para se moverem dali. Dei passos largos em direção à saída e, quando constatei, já estava correndo como uma verdadeira maratonista. A voz agourante daquilo soltou uma grande gargalhada e completou, confiante:

- Experimente destrancar o portão principal. Você terá uma bela surpresa.

Desesperada e me recusando completamente a olhar para Conrad, alcancei o portão principal e, ao puxar as travas de ferro, senti como se tivesse levado um soco carregado de mil volts no estômago. Voei com o impacto da pancada e, ainda consciente, tentava entender o que havia acontecido. E em atorreflexo, tentei me levantar e não olhei para a frente.

Conrad estava bem na minha frente. Olhando-me desejoso, como se eu fosse a coisa mais valiosa desse mundo. Ele não era o Conrad, meu namorado. Era uma figura medonha, com o rosto distorcido e com asas negras, quebradas e manchadas de algo branco. A boca era imensa e com presas ainda maiores. Nas maçãs do rosto, cicatrizes grandes marcavam aquela face tenebrosa.  E o que mais me assustava, no lugar dos olhos haviam fendas profundas e negras. Não havia nada naqueles buracos, mas eles me fitavam diretamente, como se existisse um globo ocular ali. Eu estava prestes a demaiar quando Conrad se agachou à minha frente, murmurou algumas palavras e se levantou em silêncio. Ele não desgrudava as fendas dos olhos de mim. Eu, sem reação, olhava para ele e tentava descobrir o que havia acontecido com o meu namorado. E apelando para isso, comecei a falar:

- Nada do que passamos juntos significou para você? Eu te amava e você era o homem da minha vida!

- Silêncio. É só o que eu lhe peço, Annelise.

Pela primeira vez, ele me chamava pelo nome completo. Aquilo me deixou ainda mais nervosa. Ele sussurrou mais algumas palavras e, ao proferir a última, ele sorriu. Congelei com o ato. E congelei ainda mais ao perceber que um triângulo aparecera no chão e nós estávamos em duas pontas. Ele continuava me olhando, sem dizer absolutamente nada e assim ele permaneceu por vários minutos, até que comecei a notar meu corpo aquecendo. Eu ardia e meu corpo todo estava dolorido, mais do que já estava. Gritei alto de dor e Conrad parecia se divertir com o que acontecia.

A dor me fizera perder os sentidos aos poucos. Pelo pouco que pude perceber, na outra extremidade do triângulo surgia uma outra garota, idêntica a mim. Com os mesmos trajes, com o mesmo penteado, mesmos olhos, tudo. Era uma cópia minha. A menina brotava do chão como se fosse uma árvore e emitia uma luz muito forte e eu já não aguentava mais de dor quando Conrad, que já não era mais aquela criatura bestial e sim o Conrad com quem vivi uma história de amor por um ano, sai da sua ponta do triângulo, beija a minha testa e puxa a flor presa no coque em meu cabelo, dizendo:

- Bons sonhos, Anne.

E, instantaneamente, fui abraçada pela inconsciência. Para sempre.

domingo, 28 de outubro de 2012

In. Love.

No episódio 1x6 de The New Normal, David (ajoelhado na foto) pede Bryan (em pé) em casamento após nunca ter cogitado essa possibilidade antes. Quando a gente gosta de alguém de verdade, acaba mudando certos conceitos, né?

No último post, eu ainda não estava totalmente in nessa paixão. Mas parece que após um estalo, acordei para a vida e vi que não posso mais deixar oportunidades de ser feliz escorrerem assim, fácil, pelos meus dedos. Deixei medo, receios, angústias de lado e resolvi me jogar em um romance que não cansa de me surpreender. Eu não poderia ter encontrado uma pessoa mais incrível, linda e sensacional, capaz de me completar de uma forma que eu não consigo explicar.

Assim como coloquei ali na legenda da foto do post, sinto-me exatamente como o David. Não me lembro de já ter pensado em casar um dia, ter filhos, um lugar pra morar só com meu amor ou essas coisas de comercial de margarina. Mas agora eu me pego pagando por tudo o que falei. Já não me vejo mais seguindo meu caminho sozinho no futuro. Não sei se com vocês já aconteceu de pensar num destino sem estar acompanhado. Isso vivia passando pela minha cabeça, inclusive até algumas semanas atrás eu só queria ganhar meu próprio dinheiro, pagar minhas próprias coisas, ter minha própria casa e viver num lugar onde eu  pudesse ser feliz de verdade. E do nada, como se eu tivesse sei lá, tomado alguma coisa, vem essa paixão entorpecedora e me faz engolir todos esses pensamentos egoístas. Nesse momento, me vejo compartilhando uma casa com meu companheiro em qualquer lugar, onde seríamos felizes e nos amaríamos cada dia mais e mais. Eu me vejo não casando com uma aliança no dedo e festa de virar a noite, mas vivendo junto com ele, tendo filhos lindos e acreditando que a felicidade existe, mesmo com tanta controvérsia no mundo me fazendo achar que não.

Entenderam o que eu digo sobre gostar de alguém e mudar certas coisas? É bem isso. E não é só imaginar coisas que eu nunca imaginei antes. Vai muito além disso! Por conta desse amor, eu não consigo mais pensar só em mim. Sinto-me mais solidário comigo mesmo. Estou me permitindo viver, como nunca me permiti antes. Estou flutuando com os pés no chão. É diferente, é algo que eu nunca vivi antes. É tão forte, tão intenso que eu me pego pensando nele vinte e quatro horas por dia. E eu não sou de me apegar desse jeito, nunca fui. E eis que me pego no flagra, mudando meus conceitos e o melhor de tudo, aceitando essa mudança de braços abertos. O amor faz a gente enxergar tudo diferente! Só ele é capaz disso. Só ele.

Já não sou mais o mesmo. Minhas mãos estão suadas e trêmulas, só de ouvir a voz do amor da minha vida. Eu sorrio só de ouvir a risada mais gostosa desse mundo. A satisfação é plena quando encaro aqueles olhos que me fazem sonhar. Só o toque das mãos dele nas minhas faz todas as minhas terminações nervosas ficarem ainda mais nervosas. Tudo ficou mais simples. E mais lindo. E eu queria expressar minha plena felicidade por ter conseguido tecer poucos, porém sinceros comentários sobre esse sentimento que está me transformando e me mostrando que a vida é muito mais do que só estudos, só trabalho ou só lazer.

Eu me sinto vivo, como não me sentia há tempos. Obrigado, amor, por me proporcionar essa sensação indescritível. Sou o cara mais feliz do mundo!

sábado, 13 de outubro de 2012

Coração, ah, coração!



Engraçado, a vida tem umas e outras que deixam a gente meio desnorteado.
Há alguns meses atrás, eu quebrei a cara bem feio no amor. Achei que estava no caminho certo, que não estava me enganando ao seguir o que meu coração dizia. Mas me enganei, quebrei a cara como já disse e no final das contas, fiquei de coração partido por um bom tempo, jurando que se houvesse uma próxima vez eu não seria tão bocó quanto fui da última. E que não cederia tão fácil ao que meu coração estivesse indicando.
Pois bem, passou-se o tempo e com ele, fui esquecendo da dor. Voltaram as aulas, minha rotina louca de segunda à sexta e záz. Em meio a tanta correria, resolvi deixar meus sentimentos amorosos de lado e me dedicar mais aos estudos, trabalho e tudo o mais, justamente para não correr o risco de me magoar novamente e afetar todas as outras áreas da minha vida.
Quem disse que deu resultado?
Não adianta. Não adianta se sobrecarregar achando que você vai se livrar de se apaixonar, de amar. Pois afirmo com todas as letras, os sentimentos se sobressaem a tudo. A. TUDO.
Neste exato momento, eu deveria estar resolvendo um trabalho de Didática da Língua Materna I (sobre aqueles PCN's lindos, só que ao contrário) ou fazendo os deveres do inglês e de francês, mas meu coração não deixa. Ele está inquieto, não para de me importunar dizendo que eu devo ouvi-lo. E ele me diz que eu já me encontro, mais uma vez, apaixonado.
Engraçado (de novo), agora quero deixar todos os deveres de lado e partir para o abraço, me jogar nessa paixão para ver se dá certo. Quero me permitir. Quero viver. Quero esquecer que não preciso de um mundo de obrigações para me ver livre de uma sensação que me faz sentir ainda mais vivo. Quero ser feliz! Nem que para isso eu precise reaprender a amar. Sinto a minha liberdade ali, ao alcance de um passo, pronta para mim e eu só preciso abraçá-la, sem medo. E eu quero, como nunca quis tanto uma coisa na vida.
Estou apaixonado, de novo, mais uma vez, novamente. E por incrível que pareça, estou me sentindo a pessoa mais feliz do mundo. Que exista a contradição, se for para acontecer. Mas neste momento, a sensação de querer e ser querido, amar e ser amado não consegue superar nada, absolutamente nada, em minha simples existência.

***
Não sei se isso é uma característica da vida adulta, mas agora só consigo escrever quando os pensamentos vem um atrás do outro. Não consigo mais organizar o pensamento. As palavras vem, e eu escrevo. Podem reparar nesse texto, que pode parecer desconexo no começo, mas depois vocês entendem. 
Não prometo voltar logo, mas prometo voltar assim que possível. Até mais!

domingo, 30 de setembro de 2012

GREVE DOS SERVIDORES BLOGOSFÉRICOS POR TEMPO INDETERMINADO

Mentira minha, gente, o título foi só pra chamar vocês pra lerem o post, rs. É que vocês me conhecem e sabem a vida que eu levo. Agora que voltaram as aulas na minha universidade, aquela loucura diária voltou junto e estou sem o menor tempo pra nada. A greve nas federais começou quase no finalzinho do primeiro semestre e por isso estamos correndo MESMO contra o tempo e verificando um monte de coisa que ficou pendente. Aquela mágoa do artigo científico voltou, a pesquisa nas escolas, resenhas, resumos, fichamentos, atividades do inglês e do francês... Voltou TUDO junto. Estou tentando me readaptar a tudo isso e reaprendendo a conciliar tudo. Acho que vou voltar àquela rotina de posts só no final de semana quando eu estiver desocupado, porque durante a semana só penso em estudar, trabalhar e dormir. Espero que vocês me entendam MAIS UMA VEZ. 

De um atarefado,

Tiêgo

P.S: tô mais ligado no meu e-mail do que nas demais redes sociais, então qualquer coisa se alguém quiser falar comigo, pode gritar no tiegoramon@gmail.com que eu respondo logo, prometo!
P.S²: recebi uma proposta INCRÍVEL. Conto mais detalhes no próximo post, se eu puder e não esquecer. hahaha Até a próxima!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Da série "o que foi que eu fiz?"



Lá vem mais um daqueles posts desabafo que eu sei que vocês gostam.
Vamos lá: não sei se é assim com vocês, mas eu nunca fui de ser barraqueiro nem nada do tipo, mas eu sempre gostei de deixar tudo às claras. Nunca fui de esconder nada de ninguém - quer dizer, a não ser que fosse me prejudicar, mas aí é outra história. Vivi cercado por pessoas sinceras e dificilmente topava com aquelas mais falsas do que Luís Vuitão da esquina da sua casa; mas pra tudo tem uma primeira vez. Na universidade, isso não mudou: continuei convivendo com pessoas sinceras e legais que felizmente fazem o mínimo pra me aturar todos os dias de manhã. Eu também faço o possível pra me aguentar porque sei que manhã meets eu é uma coisa complicada, mas tento esquecer isso sorrindo, o que faço de melhor.
Mas aí tem gente que não liga nem um pouco pra isso. E começa a te tratar mal, desnecessária e ridiculamente, mesmo com você usando de tudo o que pode para parecer legal. Isso sim me deixa bastante irritado.
Indiferença SEM MOTIVO.
Deixa eu contar pra vocês: uma amiga (agora ex, com certeza) minha de anos (anos mesmo, tipo cinco, seis anos) passou no vestibular junto comigo pra Letras na Unifap. Aí tá, tudo bem. Eu achando que íamos nos dar superbem como nos demos esses anos todos, quebro bonito a minha cara justo no primeiro dia de aula: me viro pra falar com a menina e ela simplesmente acena com a mão e se levanta, saindo da sala. Tá, ignorei, né, primeiro dia de aula e tudo o mais, conhecendo tudo acabei nem ligando. Porém, isso foi se agravando dia após dia e, no dia da eleição pra representante de turma semestre retrasado, percebi a tensão: éramos dois candidatos, um outro colega e eu. Ela disse que votaria no outro colega, na maior. Foi então que meu alerta mágoa deep começou a me avisar de que tinha algo de errado. Passou-se o tempo, a indiferença foi crescendo, crescendo e chegou ao ponto da menina passar por mim no corredor, esbarrar em mim e nem sequer pedir desculpas ou sei lá, dizer um "foi mal". Fiz a primeira tentativa de aproximação pra saber o que era que tava acontecendo e a menina me inventa algo pra fazer justo naquele momento, se esquivando igualmente na segunda tentativa. Parei com as investidas. Agora, depois que a greve voltou, as aulas retornaram e eu com saudades de todos (inclusive da menina que me esnobava), falei com todo mundo. Chegou na vez dela, ela simplesmente vira as costas e sai da sala, como se eu fosse contagioso ou coisa parecida. Fora que ela me excluiu do Facebook e do MSN sem pensar duas vezes. Tentei mais uma vez conversar com ela, que sumiu nas escadas do prédio onde estudo. Aí foi a gota d'água. Todo mundo percebeu que ela parece me ODIAR. E o mais engraçado é que todo mundo gosta de mim na turma. E ela se recusa a fazer parte do meio, sendo o pior de tudo o fato de eu não fazer a menor ideia do porquê dessa menina estar agindo assim. Várias pessoas já me disseram "esquece, é frescura", "ignora que isso é uma fase, essa menina é de lua" e até mesmo "com tanta gente gostando de você, você realmente se importa com o que ela pensa?", dito por uma amiga minha ontem no ônibus.
Fiquei com isso na cabeça. Eu realmente me questionei se eu fui atrás dela por gostar da menina, por consideração à nossa amizade (já morta) ou simples e puramente por obrigação. É, de tirar esse peso chato das costas de se sentir ignorado sem motivos. E cheguei à conclusão de que eu só queria saber o que aconteceu para que eu fosse tão odiado assim sem uma razão consistente. Já tentei usar esse argumento com ela, mas não adianta. Mandar a real também não vai adiantar, porque cabeças vão rolar. A única saída viável que enxergo neste momento é ignorá-la exatamente como ela faz comigo, pois não dá certo se importar com alguém que não liga a mínima para o que a gente pensa. E se é esse o jogo que ela escolheu jogar, ótimo. Problema o dela. Só sei que estou decidido e este post é testemunha: NUNCA MAIS VOU ME DIRIGIR VOLUNTARIAMENTE À ESSA MENINA. E que ela leia esse post, porque conhece meu blog e vai que ela me ame secretamente e esteja com medo de assumir, né. Tá aqui esse texto lindo pra ela quebrar a cara e nunca, nunca mais pensar em vir com hipocrisia e indiferença desnecessária pro meu lado. Tolero até onde posso (e olha que posso MUITO). Depois disso, sinto muito. Você perdeu por livre, espontânea e patética vontade um confidente, um companheiro e um amigo que poderia levar para o resto da vida.
E a propósito, eu não planejei esse post. Desculpem qualquer coisa, só precisava desabafar. Até logo, gente!

sábado, 15 de setembro de 2012

Adaptability

A quem perguntar, sim, tirei o nome do título do episódio cinco da segunda temporada de The Glee Project.

Em Jogos Vorazes, Katniss Everdeen e Peeta Mellark lutam pela sobrevivência se adaptando inclusive à eles mesmos

Dia desses, encontrei na parada de ônibus uma colega de ensino médio que não via há tempos e aproveitamos para colocar o papo em dia. Essa colega tinha um problema sério com namorados na vida dela: o coração da coitada só disparava por mau-caráter. Lembrando disso, eu perguntei a ela se o inconveniente persistia e a menina, rindo, disse que não. Que agora namorava um cara honesto, legal e trabalhador. O papo já ia morrer quando ela acrescentou, como quem não quer nada: "mas ele, no começo, era um mau-caráter. Com o tempo, ele se acostumou comigo e com meu novo modo de ver a vida e ele cedeu. Para melhor, né?". Sorri, realmente satisfeito com o desfecho da história. O ônibus dela passou, nos despedimos e a colega me deixou com aquilo na cabeça: pessoas conseguem de verdade se adaptar como deveriam às mais diversas situações na vida?

Tenho meus motivos para duvidar disso. Aquela lei de um fulano da biologia que diz que o ser humano se adapta a tudo nessa vida deve ser questionada. Já cansei de conviver por anos com pessoas patéticas e fúteis e nunca me acostumar com nenhuma delas, por exemplo. Passei três anos e meio no curso de francês e o cheiro de mofo das salas nunca permitiu que eu me adaptasse como deveria. E o que dizer de surpresas? São os momentos nos quais eu mais me sinto vulnerável na vida! E nunca consigo me acostumar com elas, impressionante. Tenho um monte de motivos para contestar esse papo de que o homem foi programado para se adaptar, mas quero sintetizá-los todos em um só: a vida é complexa demais para que consigamos nos manter estáveis em todas as situações dela.

Com tudo isso, ainda creio que acima de qualquer situação, desenvolver a arte da adaptabilidade sobre pessoas é o nosso maior desafio durante nossas existências. As situações são as mesmas, apenas mudam de pessoa para pessoa - como no caso do meu curso de francês e o cheiro de mofo das salas. Agora com gente... Elas mudam o tempo todo. Minha melhor amiga pode ser minha melhor amiga comigo, mas com outra pessoa ela pode ser a Carminha da vida real. Meus irmãos são uns pentelhos comigo, mas com outras pessoas são um doce de pessoa. E por aí vai; é uma gama de exemplos que eu posso citar que exemplifica isso. É muito complicado se adaptar ao ser humano. Tanto que costumamos nos apaixonar por pessoas totalmente diferentes de nós, não é verdade? "Os opostos se atraem" ou coisa assim. Pode ser fácil numa hora, mas na outra nem tanto. Adaptar-se é mais controverso do que podemos imaginar. É bom ir aprendendo a se camuflar. Vai que numa dessas a tentativa de se adaptar dá errado? Nada como a sensação de estar seguro. Para todos os efeitos, desperte o camaleão que existe em você e boa sorte na adaptabilidade!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A libertação: relato de uma saída (sem volta) do armário


Talvez este seja o texto mais pessoal que eu já tenha escrito em toda a história (nem tão longa assim) do blog.
Sabe, existem momentos em que você não aguenta, mesmo. Tipo quando você está num sonho tão lindo que ter que acordar às seis para ir ao colégio/trabalhar/whatever acaba sendo o pior dos castigos e você se vê sufocado por uma sensação que você poderia evitar continuando a dormir (e consequentemente, a sonhar), mas que por uma questão obrigatória, força-se a despertar. Ou até mesmo quando você está numa piscina, querendo aguentar mais tempo embaixo d'água, mas seus pulmões não aguentam nem dez segundos e você trata de submergir o mais rápido possível.
Até sábado, eu me sentia desse jeito. Preso num sonho do qual eu não queria acordar, sob a água de uma piscina querendo ficar o máximo possível lá. Porém, a vida prega peças na gente de uma forma surpreendente. Tenho que tirar o chapéu para quem escreveu o script da minha, pois estou satisfeito demais com o desenrolar do filme.
Enfim, era sábado, oito de setembro. Eu acabara de chegar de um encontro com algumas amigas da universidade, por volta de dez horas da noite. Não sei ao certo o que me ocorreu, mas algo me dizia desde o instante em que eu levantara da cama de manhã que aquele dia não seria apenas mais um dia. E assim aconteceu. Na caminhada de volta para casa, vim pensando em mim - coisa que eu não fazia há décadas. Depois de tanto refletir, constatei que eu estava me sentindo frustrado. Como bem vocês sabem, sou gay. Mas minha família não sabe disso, ou pelo menos eu acho que não. Meus amigos sabiam mas eu não conseguia contar para ninguém da minha família, o que seria o suposto 'correto'. Pois bem, cheguei em casa ainda pensando nisso, mas me desviando um pouco mais dos pensamentos por conta dos meus pais e da minha irmã que riam vendo um filme na TV. Assisti um pouco com eles, até que mamãe foi até a cozinha e eu a segui, involuntariamente. Ela iniciou um papo de que eu não ia há um tempão à missa e que queria que eu fosse na de domingo de manhã, pois era festividade de São Benedito.
Foi quando me deu um estalo. Lembrei de toda a confusão que foi tentar frustradamente mesclar igreja e sexualidade. Aquele era o momento. Hora de acordar do sonho lindo, hora de sair de baixo d'água. Hora de exterminar aquela sensação de sufoco que eu não aguentava mais sentir. Eu chamei sua atenção e comecei:

"- Mãe, eu amo você. E espero que a senhora continue me amando do mesmo jeito que sempre me amou durante dezoito anos de vida depois do que eu lhe falar."

Ela ficou gelada. Sorriu, mas logo ficou séria de novo pois percebeu que eu não brincava como sempre faço.

"- Fala, filho. Fala o que você tiver para falar."

E então, saltei rumo à felicidade, ao alívio:

"- Mãe, eu gosto de homens do jeito que deveria gostar de mulheres."

Não sei bem ao certo o que eu senti. Foi um misto de alívio com felicidade e satisfação. Agora ela parecia chocada. Nervosa, chocada, tensa. Eu a confortei, disse que eu era a mesma pessoa que era há cinco minutos atrás e ela me olhou, com os olhos cheios de lágrimas, dizendo as palavras que eu mais queria ouvir na vida:

"- Eu vou te amar e te apoiar do jeito que você é até o fim."

Aquele foi o momento mais feliz da minha vida. Nem tanto pra minha mãe, que depois ficou me perguntando se eu era gay desde sempre e outras coisas mais que todo mundo pergunta quando eu digo. E também confortei-a, falando que não era pra ela se preocupar porque eu não sairia na rua com um top e uma sainha coloridos e um megahair porque eu nunca me vi daquele jeito (desculpa travas lindas do meu coração, amo vocês). Na verdade, disse à ela, eu me sinto bem do jeitinho que eu sou. Com o corte de cabelo militar, com as calças largas, as camisas gola polo, o amor por livros, por jogos de luta, odiando alho e querendo ser escritor. Ela se emocionou com meu discurso e não parava de dizer que me amava, e que aquele era mais um orgulho para ela ter de mim.

E era apenas do que eu precisava. De uma fortaleza na qual eu pudesse me refugiar sem me sentir preso, incauto. E uma vez dispondo dela, não temo absolutamente mais nada. Dei adeus a uma fase minha que eu espero que não volte nunca mais. E agora é hora de continuar sonhando. Só que com os olhos bem abertos e com os pulmões cheios de ar, para que a sensação de alívio possa me invadir e me fazer esquecer que um dia fui um cara frustrado que disfarçava a dor mascarando-a sempre que podia. É hora de sonhar a realidade. A minha mais nova liberta realidade.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Cinquenta Tons de Vício

Meu exemplar de Cinquenta Tons de Cinza <3 br="br">
Ousado. Diferente, com uma sensação de "eu já vi isso antes". Sensual. Intenso. Forte. Viciante.
Em poucas palavras, é assim que defino Cinquenta Tons de Cinza, o mais novo best seller do momento que traz uma temática um pouco diversificada da qual estamos acostumados a conviver: dominação sexual. Porém, para quem acha que vai abrir o livro e se deparar com várias descrições de cenas de sexo, engana-se, e feio. Confesso que eu fui um quem imaginou que abriria o livro e logo no primeiro capítulo me depararia com mulheres amarradas em gravatas fazendo sexo com o cara que domina. E eis que eu quebro bonito a minha cara.
Cinquenta Tons de Cinza reune tudo o que um best seller tem que ter: uma história envolvente e personagens marcantes. A principal, Anastasia Steele, é uma versão madura da Isabella Swan, a mocinha de Crepúsculo, que até apresenta algumas características dela: é atrapalhada, não se acha bonita e ainda assim, consegue laçar o cara que parece perfeito, mas não é. Christian Grey. Christian-Dominador-Grey. O bam-bam-bam. Aquele que fez o coração nunca antes conquistado de Anastasia bater mais forte. No começo, o enredo parece bem simples, bem bobo, até. Só que isso para no começo. No decorrer das quatrocentas páginas do livro, somos apresentados a um universo que foge de todos os padrões. Anastasia - com a ajuda de sua "deusa interior" se mostra cada vez mais diferente depois de conhecer Christian de uma maneira que nunca imaginou conhecê-lo. E é a sequência de surpresas do livro que o faz tão sensacional. O sexo faz parte da história, tem que fazer. Porém, chegamos em determinado momento do livro em que até esquecemos dele. Acredito que não tenha sido esse o propósito de E. L. James ao escrever Cinquenta Tons de Cinza, mas que ela visou polêmicas, ah, se visou. E as alcançou sem a menor sombra de dúvidas: o que já vi de feministas condenando o livro por conta da dominação, evangélicos dizendo que o livro propaga o pecado e outras represálias ao best seller não é brincadeira. É compreensivel até certo ponto, pois a temática do livro não é exatamente a romântica de A Última Música de Sparks ou a mitológica Percy Jackson de Riordan. É algo novo, impactantemente novo. James acertou em cheio no tipo de narrativa: não chega a ser formal, nem chega a ser descolado demais. É de um equilíbrio anormal para uma época onde as narrativas e enredos costumam se assemelhar de tal maneira que chega a enjoar.
Cinquenta Tons de Cinza é um livro para se ler despreocupado. Sem estresses. Sem ser levado a sério. Em tempos de vampiros românticos e lobisomens apaixonados, um sadomasoquista e uma garota inocente levada a conviver com ele acabam se tornando intrusos, mas de uma maneira positiva. No geral, os dois tem sucesso em carregar uma trama cheia de mistérios, romance (sim, ele está presente) e sensualidade. A ousadia de E. L. James decididamente não poderia ter resultado em nada melhor. Depois de terminar a leitura, tem quem esteja atrás de um Cinquenta Tons exatamente como Christian Grey para ser, bem... amado. De um jeito nada convencional.
E eu, não mais secretamente, incluo-me neste grupo. Sem malícia.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Uma estória sobre bullying, parte final

Em tempo: aqui está a parte um. E espero que vocês curtam o desfecho do conto!


* * *
Todos os outros ficaram paralisados, sem reação. Já eu, uma vez no controle da situação, falei tudo o que deveria ter falado desde o início desta brincadeira sem a menor graça.

- Antes de mais nada, Otávio, meu nome é Cássio. E se eu quisesse, poderia te arrebentar agora dentro desse banheiro, porque sei que esses três patetas não pularão para te defender. Mas como eu não sou de bater em ninguém, espero que você crie vergonha nessa sua cara cínica e nunca mais diga nada do tipo para mim. Homem de verdade não se esconde atrás da caricatura de um moleque que fica intimidando os demais com palavras ofensivas. A "bichinha" aqui se amedrontou no começo, mas viu que você não passa de um pirralho que ainda não acordou para a vida e está fazendo outras pessoas agirem do mesmo jeito e fechando ainda mais os olhos. - Ele esboçou uma reação e eu, em ato reflexo, pressionei-o ainda mais contra a parede. - E experimente me dedurar ou coisa assim para você ver se eu vou ter coragem de te alisar de novo - finalizei, mal acreditando no que tinha acabado de fazer.

Soltei-o e parecia que o sangue tinha fugido da cara dele. Os outros três me olharam com ar de incredulidade antes de saírem do banheiro e irem embora em um silêncio absurdo para quem tanto me xingou em quase um ano. Otávio me olhou com a pior cara de arrependimento que se possa imaginar e disse algo que jamais imaginei que fosse sair da boca dele:

- Desculpa. Por tudo.

Foi a minha vez de ficar perplexo. Com a surpresa estampada no rosto, encarei Otávio e sorri. Como todo bom vencedor. E ele, como um bom perdedor, admitiu a derrota. Confesso que saboreei devagarinho a sensação de poder e vitória que me era desconhecida até então.

- Bom saber que você se arrependeu, Otávio. E eu não sou de guardar rancor de ninguém, mas não pense que vou esquecer tudo de uma hora para outra. Por mim, vamos começar do zero. E que você escreva do jeito certo dessa vez - terminei, já indo emora quando ela desatou a falar de si. Disse que os pais eram viciados em drogas e que ele sofreu com isso a vida toda na escola, pois todos sabiam daquilo e o apelidavam de coisas horríveis. A única forma que encontrou de se sair das agressões psicológicas foi agindo da mesma forma com tudo e todos. Mas que agora tinha descoberto a lição e percebido o quão ruim era praticar o bullying, tanto quanto era sofrê-lo.

Acho que eu não poderia ter ficado mais surpreso. Por um momento pensei que ele fosse chorar, mas felizmente, Otávio levantou a cabeça, pareceu ser outra pessoa depois daquilo e seguiu seu caminho. Eu já esquecera do soco que ele tinha me dado, mas me lembraria daquele instante para sempre. O momento em que descobri que cada um de nós é provido de fragilidade. E que basta acessá-la para nos tornarmos um pouco mais humanos; exatamente como o Otávio fez comigo e exatamente como fiz com ele há alguns minutos atrás.

* * *
O bullying é um transtorno comportamental que pode ser revertido a partir da conscientização acerca de suas práticas e das consequências delas. Muitas vezes, o agressor se sente intimidado por algo/alguém e, para se equiparar, intimida também. A melhor solução é o diálogo, por mais clichê que isso possa parecer. Se não conseguir falar sozinho com o agressor, que fale com alguém mais velho sobre isso e que cheguem todos a um consenso, seja no setor pedagógico do colégio, seja num encontro entre responsáves para que estes possam mediar a conversa entre ambas as partes afim de que não hajam brigas nem discussões pesadas. Praticar bullying não é legal, limita uma pessoa e traz consequências graves para o psicológico do agredido. Por isso, combata-o! DIGA NÃO AO BULLYING!



quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Uma estória sobre bullying, parte um

Em tempo: esta estória foi baseada em fatos reais e, por eu ter me empolgado demais escrevendo-a, vi a necessidade de dividi-la em duas partes, para que não fique cansativo nem para você, leitor, nem para mim. Amanhã vocês saberão o desfecho da história!


***

" - Mulherzinha!
   - Mariquinha!
   - Vai virar homem, veadinho!"

Era mais ou menos assim que eu era recebido pelos colegas "carinhosos" todos os dias quando pisava em sala de aula. As agressões verbais eram tão constantes que eu até já havia me acostumado com elas - não significando que eu gostasse delas. Muito pelo contrário! Eu queria muito reunir forças para dizer "parem com isso!", mas o máximo que eu conseguia era correr para longe deles, me trancar no banheiro e chorar, numa tentativa frustrada de minimizar o sofrimento que eles me causavam. E o pior é que eu não sabia como acabar com aquilo. Era como se existisse uma espécie de bloqueio em mim sob a influência da qual eu não conseguia, de maneira alguma, reagir.
Até que um dia aconteceu.
Engraçado, eu era maior do que eles. Tanto na altura como na inteligência. E não tinha sucesso em acessar estes atributos. Com treze anos, eu já tinha praticamente um metro e oitenta, enquanto a maioria dos colegas  mal chegava a um e sessenta. Eu me sentia mal por ser tão diferente deles, mas não fazia gosto de que eles soubessem disso. Aliás, eu tentava parecer legal - mas meus colegas não eram nem um pouco legais comigo.
Essa falta de cordialidade deles estava com os dias contados, mal sabiam eles. E eu.
Era sábado letivo e chovia demais, o que era de uma anormalidade ímpar, já que em setembro nunca se veem nuvens negras no céu, principalmente no fim de semana. Cheguei no colégio encharcado e morrendo de vergonha de entrar na sala de aula. Por isso, fui ao banheiro tentar me secar. Ao abrir a porta de acesso ao primeiro dos dois banheiros masculinos, eis que me deparo com quatro meninos parados à minha frente, como se adivinhassem que eu entraria ali de presente para a zoação diária deles.

- A bicha veio molhada para escola hoje! Deveriam proibir isso. Aliás, o que é isso, a nova moda em Paris? - disse Otávio, o mais panaca de todos, apontando para o moleton que eu tirava da mochila.
- Ou será que é um capuzinho para brincar de chapeuzinho vermelho no intervalo com as amiguinhas dele? - ironizou Matias, o cachorrinho mais fiel do Otávio. João e Márcio, os outros dois seguidores se espocaram em gargalhadas mais forçadas do que vômito de bulímicos.
- Não enche - disse eu, tentando me esquivar deles. Obviamente, sem êxito.
- O que foi que você falou? A mariquinha se manifestou, ui! - bagunçou Otávio, com os olhos brilhando como sempre na hora de me azucrinar. - Pois vai aprender a respeitar seu superior. É por isso que eu odeio bichas. Raça de gente que não merece viver - completou, desferindo um soco na minha cara.

Naquele momento, alguma coisa dentro de mim despertou. E com uma fúria de titã. Nem me lembro ao certo como foi, mas larguei a mochila no chão, segurei o Otávio pelo uniforme e pressionei-o contra a parede, ato este que o fez arregalar os olhos.
De medo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Comentários gerais: resoluções 2011-2012


Ano passado, exatamente dia 20 de julho, elaborei algumas -trinta- resoluções que tentaria cumprir até dia 20 de julho desse ano. Por motivos de férias e cansaço extremo, não passei a lista a limpo, mas agora chegou a hora. Sem mais preguiças e delongas, simbora comentar a lista com as minhas resoluções 2011-2012!

Observações para antes dos comentários:
- Eu ainda não estava na universidade quando teci estas resoluções, então ignorem certas coisas que podem parecer tolas;
- Mudei MUITO do ano passado pra cá, perceberão isso nos meus comentários e
- Não me levem a sério. Não totalmente, rs.
 
LEGENDAS:
- RISCADO: missão cumprida
- VERMELHADO: não consegui cumprir a resolução
- NEGRITADO: parcialmente cumprida
~~~
  1. Levar a sério os estudos na universidade e estudar sempre que possível: esse foi cumprido com louvor. Primeiro porque todo o tempo livre que tinha, procurava ocupar com as leituras que os professores passavam ou pesquisando mais acerca dos assuntos trabalhados. Até sumi da internet! Mereço uma estrelinha de bom aluno! haha
  2. Conhecer outro estado do Brasil (além do Pará, que eu conheci em abril de 2011): larei. Ia conhecer Florianópolis no Encontro Nacional dos Estudantes de Letras em julho passado mas acabei tendo um imprevisto com todo o dindin que guardei pra viagem. Resultado: não conheci nada. E fiquei frustradíssimo com isso. :(
  3. Ir a um show de algum artista legal e que todo mundo conheça: larei de novo. Ia no show da Maria Gadú que ADORO, mas não fui por motivos de: gripe extrema. E isso foi o mais próximo que eu cheguei de ir a um show. E quase fui no do Michel Teló, mas ele não se enquadra no perfil "artista legal", então ignorem. :(
  4. Ganhar um autógrafo de um dos meus ídolos, qualquer um deles: cumprida! Rodrigo Andrade, que atualmente faz o canalha Berto Leal em "Gabriela", me enviou uma foto autografada e o CD novo dele! Já era fã, virei ainda mais fã! Foto aqui :)
  5. Acompanhar ao menos uma série com o resto do mundo: cumprida com ainda mais louvor. Passei a acompanhar Glee, Vampire Diaries e The Secret Circle (que foi cancelada ;////), além de Smash e, recentemente, The Glee Project. Ou seja, superei BEM a resolução. hahaha
  6. Ler muitos livros e conhecer escritores novos: vou colocar como parcialmente cumprida por dois motivos: o primeiro é porque estou ignorando os autores que conheci na universidade e que se tornaram indispensáveis à minha vida acadêmica; e o segundo é porque eu sei que poderia ter me esforçado mais, mas não o fiz. Mas conheci muito autor bom! Rick Riordan (Percy Jackson), Agatha Christie (E não sobrou nenhum, Os Crimes ABC), Nicholas Sparks (A Última Música, Querido John), Ana Beatriz Nogueira (Mentes Perigosas), E. L. James (Cinquenta Tons de Cinza, meu novo namorado) e mais alguns que não me lembro agora. Foram poucos, mas aumentei minha cultura literária, sem dúvidas!
  7. Consertar a tela quebrada do meu notebook: fracassei bonito. Levei um monte de facadas nas assistências técnicas e, parando pra pensar, seria mais negócio comprar um notebook novo. E é isso que pretendo fazer daqui a um mês. Rico eu magina?!
  8. Ser publicado em algum site/revista/jornal: não só uma vez, DUAS vezes no Jornal O Globo, na seção das notas dez e zero da coluna da Patrícia Kogut. Fotos aqui e aqui. Detalhe: aqui em Macapá não tem esse jornal, fiquei sabendo totalmente por acaso pela namorada do Rodrigo Andrade no Twitter! Como não amar meus quinze minutos de fama anônima? hahaha
  9. Terminar meu novo livro: parcialmente concluída MESMO. Mas pelo menos rascunhei toda a história e concluí metade dela. Espero terminá-la daqui para o fim do ano! Quem sabe não vem um best-seller por aí? s2
  10. Fazer faxina toda semana no meu quarto por pelo menos três meses: essa deu tão certo que faço até hoje. Comecei em agosto de 2011 e desde então, faço faxina todo santo sábado. EMPREGUETE EU MAGINA?!
  11. Ver mais filmes: essa não foi cumprida por falta de vergonha na cara mesmo. Eu preferia ficar perambulando pela internet ou estudando ao invés de ficar vendo filmes e fui empurrando com a barriga. Só fui me dar conta disso em 2012. Aí que eu acordei pra ver pelo menos os filmes que todo mundo comentava, né. No cinema, não vi NEM UM FILMEZINHO. Não fui UMA vez sequer ao cinema do ano passado pra cá. Dá pra acreditar? Minhas sessões eram todinhas na minha cama, quando eu via na TV ou no meu computador. Prometo tentar reverter isso. rs
  12. Fazer um regime útil e bom por mais de uma semana: essa foi barra, mas eu consegui! Fiz uma dieta japonesa mais cheia de frescura que o cão e passei fome nessa semana, mas desintoxiquei meu organismo todo, recebendo até elogios do endocrinologista quando o visitei para os exames de rotina do meu trabalho. Dói demais fazer regime, gente, pelo amor de Deus da coisa desumana. Mas no final das contas vale a pena! :D
  13. Ir ao nutricionista antes de fazer o regime: não fui. Minha tia que indicou o regime. rssss
  14. Começar a praticar algum exercício físico nem que seja uma vez por semana: me envergonho MUITO de ter me estrepado nessa. Por vezes eu tentei, mas não consegui. Essa resolução foi a mais difícil de todas, porque quem me conhece sabe que eu sou uma toupeira pra fazer exercícios, ainda mais regularmente. Vergonha, sei lá :~~ Porém, quero reverter esta situação tão logo. Um dia eu consigo!
  15. Comprar um tênis e um sapatênis novos: semana passada fui ao centro e lavei a burra! Comprei três tênis e, antes disso, ainda tinha comprado dois sapatênis. Liquidação é uma coisa linda de viver, sério s2 Comprar faz um bem danado pra alma. Sou fútil, bjs.
  16. Não reclamar de acordar cedo por uma semana: parei de reclamar ao acordar cedo. Ir pra universidade ficou tão legal que eu nem reclamava mais. Nem pra ir à missa aos domingos, como eu sempre reclamava, faço mais. Essa foi uma vitória tremenda porque eu era UÓ quando acordava cedo. Agora não, sou lindo e sambo na cara do sono s2
  17. Parar com a mania de querer colocar tudo quanto é coisa mastigável na boca: NUNCA CONSEGUIREI PARAR. É mais forte do que eu!
  18. Ir ao dentista ao menos uma vez por trimestre: exterminada. Graças aos céus consegui me manter em dia com o dentista desde o inicio das aulas na universidade até hoje. Morro de medo de dentista, confesso. Mas mesmo assim eu vou porque né, minha boca é meu cartão de visita, já diz a médica. haha
  19. Comprar um mouse e um pen-drive: o mouse eu ganhei da minha tia no início das aulas na UNIFAP e o pen-drive também, só que perdi esse e comprei outro pra mim. O mouse meu irmão roubou e nunca mais me devolveu e o pen-drive tá aqui do meu lado intacto como sempre, nem parece que já faz um ano que tenho. s2 CUIDADOSO EU MAGINA?! hahaha
  20. Evitar comer bobagens entre as refeições: AMÉM JESUS ME LIBERTEI DESSE MAL GLÓRIA IRMÃOS!! Essa eu tinha que comemorar porque olha, pensem no rei de comer besteiras entre uma refeição e outra. Coloquei na cabeça que isso fazia mal e logo parei com isso, ainda bem! COM ISSO, TAMBÉM PAREI DE TOMAR REFRIGERANTE <333 Sete meses sem uma gota! Orgulhosíssimo de mim!
  21. Programar saídas com os amigos no mínimo uma vez ao mês: triste. Minha vida social no segundo semestre do ano passado foi altamente comprometida pela minha rotina diária que afetava inclusive meus finais de semana. Mas em 2012 tudo mudou e passei a ver mais meus amigos, sairmos mais juntos e tudo o mais. Foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Foi parcialmente cumprida porque só coloquei em vigor nesse ano. Ano passado foi barra, caramba. :X
  22. Dedicar-me bastante ao curso de francês nestes últimos dois níveis (6° e 7°): me dediquei e exterminei com notas excelentes os dois níveis! No sexto, fechei tudo com 10 e no sétimo e último nível de francês, com 9,5, tirando a maior nota da turma! Terminei meu curso satisfeitíssimo!
  23. Fazer novos amigos na universidade: fiz VÁRIOS! Muitos amigos mesmo! Conheci gente que eu nem sonhava que fosse conhecer e melhor, me tornei amigo dessa gente toda! Uma das melhores coisas que poderiam ter me acontecido foi ter concebido minha vida acadêmica. Me trouxe pessoas incríveis que estarão pra sempre aqui comigo <3
  24. Fazer novos inimigos na universidade: não fiz tantos quanto gostaria, mas consegui atiçar a mágoa alheia, principalmente na fila do R.U na hora do almoço. COMO É BOM só ter amigas e os meninos darem em cima e eu estar ali pra defender s2 Acabei criando pencas de inimizades por ali. Hahaha Fora climões na minha sala, gente panaca que se revelou com o tempo, idiotas all the time... Gente cu por todos os cantos, merecendo meu desprezo. Uó.
  25. Pintar meu quarto de outra cor: pêssego s2 as fotos dele não carregaram, tô chatiadíssimo.
  26. Ir regularmente à missa: nessa eu falhei mas por motivos muito pessoais. Quem acompanhou meu drama por aqui sabe que eu vivo um confronto entre religião e sexualidade desde sempre. E isso afetou minha vida religiosa, muito. Eu passei a não me sentir bem na igreja, sabe? A fé permanece, mas não ali. E sim nas minhas preces. Anyway, só vou de vez em nunca. Que triste :~~
  27. Trocar cartas com mais gente legal desse Brasilzão: essa eu vou exterminar feliz da vida! Passei a me corresponder com o Joabe, com a Van, com a Deyse, com a Maris, com a Jenny, com a Tay, com a Seerig... Ai, só emoção essa troca de cartas. Felicidade define!
  28. Aprender a tocar um instrumento novo e/ou a cantar: queria MESMO ter conseguido cumprir essa, mas estive totalmente ocupado! Não tinha tempo pra nada! Agora que acabou o francês e que as federais estão de greve, farei de tudo pra me matricular em aulas de canto (vão me ouvir cantar aqui) e, quem sabe, de piano? Aí sim vou me sentir realizado!
  29. Ficar offline quando necessário e SEM RECLAMAR: nem precisava ter feito essa resolução. Me ocupei tanto, mas tanto que nem tinha ânimo pra ficar online. Fiquei off sem sentir nada. Prova de que eu cresci um pouquinho, né?
  30. Blogar toda semana, no mínimo uma vez: essa eu queria ter cumprido. Demais. Mas como vocês viram, era tanta loucura nessa minha vida que eu não conseguia nem dormir direito, quanto mais ter forças pra blogar. Mas este ano, jurei que ia me manter fiel ao blog ocupado ou não e cá estou, belíssimo, pelo menos uma vez na semana com posts novinhos pra vocês não sentirem mais falta de mim. Tô no caminho certo? :DDD
Saldo final: sete resoluções não cumpridas, cinco resoluções quase cumpridas e dezessete cumpridas. Acho que fui bem, não fui? Quero reformular logo esta lista e compartilhá-la com vocês, tão logo! Até a próxima, gente!

domingo, 19 de agosto de 2012

Ok, eu assumo - para maiores de 18 anos



Texto baseado na ideia (genial) de post com ideias coletivas das lindas do Volta, Mundo Blogueiro.]

Eu gosto de tanta coisa que a maioria detesta que eu tenho até medo de falar e ser apedrejado. Mas como não é típico de mim ter receio de dar a cara a tapa (ainda mais quando se fala de escrita), decidi escrever sobre algo que no começo eu me envergonhava mesmo de gostar, porém agora lido numa boa: a paixão pela temática erótica na leitura.
Não sei explicar, eu gosto. Juro que não sou um pervertido daqueles que só pensa em sacanagem. Aliás, muito pelo contrário: é algo tão maluco que eu mal consigo explanar. Mas ensaiando uma tentativa, acho que isso começou no início do ensino médio, quando um colega pediu pra eu guardar um livro pra ele. Tá, tudo bem, eu não sabia da temática do livro, tanto que nem vi quando ele foi guardado na minha mochila. Até meu colega ir embora e esquecer o mesmo comigo. Chegando em casa que eu abro a mochila, pam, lá está ele. Nem me recordo ao certo do título, mas era algo misturando "prazer" e o nome de um cara. Exemplo: "Ricardo, o boy magia do prazer" ou coisa assim. CLARO QUE NÃO ERA UMA COISA ASSIM, gente, 2008, né, nem existiam essas designações. Mas enfim, fiquei curioso e abri o livro.
Agora pensem em sexo. Multipliquem por duzentas páginas e pronto, você vai idealizar "Ricardo, o boy magia do prazer". Era basicamente isso: o cara gostosão que todos os dias pegava uma mulher diferente. E o livro narra o mês todo desse cara com as mulheres e todas as loucuras sexuais que ele fazia com elas, desde o sexo "normal" até correntes e algemas. Ficou assustado, caro leitor? Eu não. Aliás, foi uma delícia devorar aquelas duzentas e poucas páginas em uma noite. Fora os malabarismos que eu fiz pra esconder o livro dos meus pais, ainda mais que era a primeira vez que eu tinha em mãos algo com teor totalmente pornográfico. E a cara de quem pegasse aquele livro comigo? Lembro de morrer de medo de ser pego com a boca na botija, mas consegui ler o livro todo sem que ninguém me pegasse no ato, para minha alegria.
Depois disso, fui apresentado a filmes pornôs, vídeos e bububu mas nada daquilo me atraía. Eu gostava (e gosto) de imaginar o negócio lendo. SÓ lendo. Descobri isso com o passar dos anos, depois que o pornô ficou ainda mais acessível e eu quebrei a cara com tanta acessibilidade, já que o que me atraía nem sempre estava disponível. Mas volta e meia eu conseguia ler um texto ou livro sobre sexo e ficava emocionado - parem de pensar besteira que eu sei que vocês estão pensando - toda vez que terminava um deles.
Hoje, maior de idade, já tenho uma liberdade maior pra ler esse tipo de coisa - tanto que aproveitei uma promoção na Saraiva semana passada e comprei Cinquenta Tons de Cinza, o fenômeno do momento - e que tem conteúdo adulto. Pela primeira vez não me senti outlaw por estar em um relacionamento sério com a literatura erótica e a tendência é continuar assim - e o melhor é que depois de ter escrito tudo isso, a vergonha por gostar de sexo em palavras foi embora.
Só fica o apelo: caso me vejam por aí, não esqueçam de esquecer que eu sou só um guri que escreve coisas sem sentido em um blog de três anos, tá? Obrigado!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Entre a cruz e a... bíblia?!



Não sei bem ao certo se isso é polêmico ou não, mas sabe a atração que um boi sente por uma cobra? Então, é desse jeito a minha relação com a bíblia, o livro escrito pelos profetas de Deus (é isso mesmo?). Não sinto a menor vontade de lê-lo. Nem de ouvir falar sobre nem nada parecido. É como se alguém tivesse jogado um feitiço nesse livro para que eu não tivesse jamais pretensão de segurá-lo com as mãos e apreciá-lo como os best-sellers que costumo ler.
Posso até ir pro inferno ao dizer isso, mas eu decididamente não acredito na bíblia. Simples assim. É basicamente nisso em que eu apoio a não-vontade de ler a palavra de Deus. Antes que alguém pergunte, não, não sou ateu. Acredito em Deus, inclusive, e no céu e no inferno. Na morte e na ressurreição e tudo o mais. Mas quando começam a citar Lucas, Mateus, Jorge, Aluísio, Benedito, Baltazar ou sei lá mais que nomes tem na bíblia, não me sinto confortável. Entra por um ouvido e sai pelo outro, com a mesma facilidade com a qual entrou. Quer dizer, com a qual não entrou, porque né. O que ainda consigo absorver são as reflexões feitas a partir dos ensinamentos propostos pela bíblia - ensinamentos estes que inclusive precisam ser revistos porque olha, o que tem de coisa louca ali não é brincadeira. Mesmo não tendo lido, depois de me descobrir melhor fui atrás de respostas na religião acerca de sexualidade e eis que parei na bíblia. E ela condena os gays, as lésbicas e todo o povo colorido. Agora me respondam: como eu vou tirar proveito de algo que me condena? Sei que não é a bíblia toda e que muitas passagens ali são interessantes para pensar, mas do mesmo jeito me senti ameaçado. Não, não é nem essa a palavra. Senti-me de uma forma que eu não deveria me sentir. Excluído. Proibido. Interditado.
A suposta "palavra de Deus", com a qual eu estaria feliz e despido de temores acabou me deixando fragilizado. Não fui mais a mesma pessoa depois de constatar o conteúdo dela. Gostaria tanto que o Lucas, o Mateus e o resto dos apóstolos viessem aqui me explicar como pregar o amor com um livro tão controverso! É estranho. No mínimo, contraditório. E ainda assim, há quem acredite totalmente nela. Vai entender essa galera.
Depois de ter quebrado a cara com a bíblia, passei a levar menos em consideração o que ela diz e mais o que as reflexões acerca dela me dizem, por me acrescentarem lições que milhares de palavras reunidas em um livro esquisito não conseguem fazer. Afinal de contas, a fé ainda existe. O que falta são pessoas para ajudarem a semeá-la pelo mundo.
De preferência, sem se basearem na bíblia. Obrigado.

***
Oi, gente! Pois é, voltei. Depois de ter feito a mudança de layout! Pelos comentários, vocês gostaram! Que leitores lindos! s2 Eu devia ter postado esse texto ontem, mas a internet da vivo anda uma desgraça aqui em Macapá desde quinta-feira passada. Um absurdo! Por isso demorei a mudar o layout e a postar, mas prometo fazer um esforção pra voltar mais vezes e turbinar o blog atualizando tudo, da blogroll às páginas pessoais. E a propósito, ainda não voltei totalmente pro blog porque minha vida continua uma muvuca só, mesmo com a greve na minha universidade e sem o francês. Halp! Ah, e sobre o post, a inspiração veio depois que uma tia evangélica ardente veio louca atrás de mim depois que abracei um dos meus melhores amigos que é gay se despediu de mim. Disse que eu "precisava me libertar ouvindo a palavra do Senhor". Olhei pra cara dela e perguntei: "me libertar de quê, tia? Acorda pra vida e aceita as pessoas como elas são! E a propósito, esse cara é meu amigo e eu não tenho vergonha de dizer isso não!". Quem acabou ouvindo foi ela e eu dei as costas pra velha like a king, que é o que eu sou. As pessoas não respeitam mais umas às outras e isso me entristece num grau... Anyway, vou pegar o beco porque estou morrendo de tossir e espirrar e prevejo que essa vai ser uma longa luta contra a gripe de novo :( Remédio pra que te quero! Até logo, crianças!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Oi, desgosto. Tchau, agosto.

Agosto deveria ser sinônimo de depressão, né

Não sei se com vocês é assim, mas eu decididamente detesto agosto. Detesto.
Ainda não cheguei a uma teoria completa acerca disso, porém já pude parar e refletir sobre alguns pontos que fazem desse mês um dos piores (se não o pior) do ano. O primeiro deles é a descarga de realidade que vem com a chegada do dia primeiro. Julho já é tão curtinho (pior ainda pra mim, que sofro só com duas semanas de férias) por natureza! E aí vem agosto com toda a sua brutalidade e acaba com os meus sonhos de descansar lindamente e ser feliz por um tempinho a mais. Outro fator é a readaptação a tudo que parou nas férias: trabalhos, estudos, cursos, estágios, whatever. É pior do que tudo arrumar pique pra continuar com tudo aquilo de novo e que dor que me dá lembrar que devo dormir mais cedo pra acordar mais cedo porque trabalho no outro dia e devo me manter disposto. Nem reclamo tanto agora porque as universidades federais do país todo estão de greve, mas e quando voltarem as aulas? E meu instinto pai de santo me dizendo que elas voltarão até o final de agosto? Tem uma descarga negativa absurda nesse mês, só pode. Tudo de ruim acontece nele. Lembro que ano passado, logo no meu segundo dia de aula, dois de agosto, ao subir no ônibus para ir à universidade, o motorista arrancou e eu voei pra fora do ônibus me estrupiando todo. Fui lascado assim mesmo estudar, morrendo de constrangimento, mágoa e dor porque bati meu braço direito com uma força dos diabos no asfalto. E anteontem fazendo minha faxina cotidiana de sábado, que caí de cara no chão do banheiro? Nada disso aconteceu por acaso, não. É esse mês que me detesta tanto quanto eu o detesto. Deve ser uma maldição fazer aniversário no mês do desgosto, ai, como deve ser.
Já falei da realidade que agosto traz, já falei das experiências traumáticas com esse mês, já falei da mágoa que é ter que se readaptar a tudo de novo depois de um tempinho curto de férias e faltou finalizar com uma profecia que um maluco que vivia no meu colégio fez a mim e à minha melhor amiga quando atravessávamos a rua para irmos à padaria do outro lado da rua: "você, moreno alto, tome cuidado com agosto. Ela também, vocês dois serão desafortunados nesse mês". GELEI, na mesma hora em que ele terminou de dizer aquilo, ainda mais que foi em junho, quando estávamos prestes a entrar de férias. Sou demais supersticioso, só Deus na minha causa. Voltamos em agosto e demos de cara com o maluquinho profético, só que dessa vez calado no portão, segurando um cartaz com um monte de oitos. Tinha 8 de tudo que era jeito: deitado, inclinado, em pé, cortado no meio, pintadinho. Fiquei morrendo de medo do que aquilo queria dizer e lembrei na hora do que ele tinha dito antes das férias. Passei agosto inteiro cabreiro de medo do que poderia acontecer. Graças aos céus não me aconteceu nada naquele mês, mas em compensação em agosto do ano seguinte, eu quase morria, como disse ali acima. TENSO.
Não vou mais continuar com esse texto porque só de lembrar dessas loucuras já estou arrepiado. Que o desgosto de agosto seja um pouco menos intenso esse ano. E que as profecias do maluquinho do ensino médio voltem em triplo a ele nesse mês pela macumba ter dado certo ano passado. Pepeô.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Aprendendo com o Tio Tiêgo II: Vestibular

Todos os anos, milhares e milhares de jovens completam dezessete anos (ou dezesseis, no caso dos avançadinhos que nem eu) e ao concluir o ensino médio encontram uma dúvida latente em suas vidas: "o que farei da minha vida a partir de agora?". Alguns tem a sorte de ter ciência desde sempre do que querem fazer de suas vidas. Já outros, sofrem com a indecisão na hora de escolher qual carreira seguir. Particularmente, não tive essa dúvida, uma vez que desde o final do ensino fundamental tive plena certeza de que queria cursar algo na área de linguagens. Mas pude acompanhar o drama de colegas que ficaram prestes a ter surtos por não se decidirem até o tempo de ele, o terror de metade do mundo, chegar: o vestibular. A maioria enxerga nele o divisor de águas de suas vidas (e realmente, ele é) e por isso, o levam tanto a sério. Pois foi pensando nisso que decidi elaborar algumas dicas para quem está se preparando para os processos seletivos das universidades públicas de seus estados (ou até para os de fora, com o SISU bombando aí, não é?), dicas estas baseadas em minha própria experiência com o vestibular: para quem não sabe, em 2010 eu terminei o ensino médio e prestei o vestibular para as duas universidades públicas do meu estado, usando a nota do ENEM para entrar em uma delas; na outra, fiz o processo seletivo normal. E consegui passar nas duas, depois de muito esforço, dedicação e determinação. Como não pude cursar as duas, optei pela federal, na qual prestei o curso que eu quis de verdade: Licenciatura Plena em Letras com Habilitação em Língua Francesa. Pois bem, preparem o papel e a caneta (ou o control c + control v), fiquem firmes nas suas posições que estou iniciando o...


Para início de conversa, você já decidiu o que prestará no vestibular? Para os que não se decidiram e para os que se decidiram e querem ter mais opções, fui atrás de sites sobre orientação vocacional e encontrei dois ótimos sobre o assunto: o da Guia do Estudante, com inúmeras dúvidas de estudantes de todo o Brasil e testes para verificar a sua área de domínio profissional e também o site Estudantes, no qual de uma maneira divertida, você encontra as respostas para as perguntas sobre sua vocação, além ter um campo de perguntas e respostas e uma entrevista bastante esclarecedora acerca do tema. Mas qualquer dúvida grande, corram para o tio Google e façam bom proveito pesquisando a carreira em que vocês tem curiosidade! Fiz isso muitas vezes, durante todo o meu ensino médio, só para ter ainda mais a certeza sobre o que eu queria!
Dividirei as dicas sobre o vestibular em antes, durante e depois a prova. Prontos?

ANTES DA PROVA:
o período de preparação para o vestibular deve começar beeeem antes da prova, por dois motivos: um, você nunca vai absorver tudo com tanta pressão sob a sua cabeça; e dois, você precisa estar confortável para poder se dar ao luxo de descansar antes da prova propriamente dita. Por isso, você tem que estar servido do DEF: Determinação, Esforço e Foco. Se você estiver estudando apenas no colégio (público, como foi o meu caso), depois das aulas, faça um esforço para revisar a matéria do dia pelo menos por uma horinha, principalmente na matéria em que você teve dificuldade. E falando nela, se você estiver penando muito em um assunto, não hesite em perguntar do professor! Afinal, ele está ali para isso, para repassar à você o que eles sabem. No momento em que você for estudar, tire tudo o que possa lhe distrair de perto: celular, computador, player de música ou o que for. E eu nem preciso dizer que você DEVE escolher um lugar calmo para revisar, preciso? Se sua casa for daquelas onde mora Deus e o mundo (como a minha), seja indiferente à quem vier lhe interromper. Muito barulho? Peça para baixarem o volume. Só Jesus sabe o quanto eu enchi o saco do povo aqui de casa na hora de estudar depois da escola. Se eles não me deixavam em paz, até para o banheiro eu ia estudar. Mas eu não desistia: eu tive foco. Ah, e uma coisa muito importante na sua caminhada de preparo para o vestiba: NUNCA, JAMAIS dê ouvidos à palavras desestimuladoras. Se fosse assim, eu não estaria escrevendo aqui para vocês baseando-me nos meus sucessos vestibuláricos. Ouvi coisas do tipo "quero ver como que você vai conseguir passar sem cursinho", "a federal é dos preparados" e "não esquece de comemorar minha vitória quando você não passar!" e adivinhem o que eu fiz? Ri da cara de cada um que me disse isso, de parentes até amigos. Primeiro porque nem a metade deles passou e todos menos eu faziam cursinho pré-vestibular. E segundo porque DETESTO ser subestimado, então foi um gás a mais para que eu tivesse determinação nos meus estudos, pois eu iria provar não só para quem me colocava pra baixo como para mim próprio que eu era capaz de passar por aquilo e muito mais como o vencedor. E taí o resultado. haha Mas voltando ao papo do vestibular, se você perceber que não dará conta de estudar sozinho, procure cursinhos. Pode ser que o ambiente escolar lhe pareça um pouco mais cômodo, o que lhe deixará mais à vontade para estudar. Porém, seguindo uma rotina de estudos diários (diários MESMO, incluindo os sábados e domingos), você se prepara legal para os processos seletivos das universidades. Outra dica essencial para quem é vestibulando é estudar se baseando nos conteúdos programáticos contidos nos editais dos vestibulares que as universidades dispõem em seus sites - aliás, não só no conteúdo programático como em provas de seleção passadas: ajudará você a se familiarizar com o clima de teste e de quebra você começa a entrar no ritmo do vestiba de verdade. E falando nesse estudo diário, você não precisa se matar de estudar e ficar louco por não ter vida social. Saia sim, mas depois que tiver estudado seu conteúdo do dia. E dê preferência a programas mais lights, como aquela saída clássica com os amigos para um parque, por exemplo e exclua as baladas da sua vida. Você alterou seu status de solteiro para VESTIBULANDO. Logo, faça jus à sua condição, ok? hahaha E por fim, não esqueça de se organizar todos os dias. Levar uma vida corrida não é desculpa para se livrar dos estudos daquele dia. Eu trabalho, estudo e faço curso de francês desde 2009 e não me lembro de ter ficado um dia sequer sem ter estudado depois da escola, justamente por eu me organizar direitinho. É um saco no começo, mas depois você acostuma. Garanto que é por uma ótima causa :)


DURANTE A PROVA: o meu "durante" começou uma semana antes das provas propriamente ditas. Eu reduzi minha carga horária de estudos e passei a treinar o relaxamento para o momento da prova. Como? Descansando sempre que possível, aliviando as leituras obrigatórias com leituras mais prazerosas (mas leituras, não descuide disso!) e fazendo a única coisa que me deixou preso ao vestibular nesse período: ensaios de textos. Você precisa ler bastante para escrever legal, daí ficar com leituras mais prazerosas nesse período. Jornais também são uma boa, além de lhe manterem informado - fator este que é cobrado em demasia nos processos seletivos. Treine a leitura, principalmente. Lendo, você escreve qualquer coisa, digo com toda a certeza do mundo. No meu vestibular da estadual, por exemplo, caiu narração na proposta de redação da segunda fase. Por sempre ler livros de fantasia e tudo o mais e ter treinado narrar histórias de todos os jeitos possíveis, me saí superbem e minha nota foi bem alta! Portanto, se familiarize com esses fatores ainda mais neste pré-prova, até porque a redação é peça-chave na sua nota final!
No dia da prova em si, se você ainda estiver uma pilha de nervos, dica: saia do seu local de prova e coloque seus pensamentos em ordem. Sei que você sairá escoltado, mas mesmo assim é uma maneira de tentar se achar no lugar certo para arrebentar na prova - fiz isso no ENEM, no primeiro dia. Fiquei MORRENDO de medo da prova, sério. Não consegui me concentrar. Aí não aguentei e saí da sala, com a desculpa de tomar água. A minha sala de prova era quente, com buracos no teto e as carteiras me faziam parecer o Golias sentado em um penico de tão minúsculas. Então precisei sair, colocar os pensamentos em ordem. E ajudou mesmo, porque voltei para aquela sala decidido a exterminar a prova - e assim o fiz. Uma vez que você fica seguro, nenhum obstáculo pode lhe parar. Por isso, antes de provas longas como o ENEM citado acima, alimente-se bem, beba bastante água, esteja o menos tenso possível (porque relaxado antes da prova é IMPOSSÍVEL, sério). Espaireça, dê risadas, tente esquecer a prova, pelo menos um dia antes. Arme-se com tudo o que você pode para a guerra.
Com a prova em mãos, dica: priorize as questões de sua afinidade. Com o cérebro mais ativo no início da prova, você tem mais chances de acertar aquelas em que você é mais forte, enquanto as que você não domina tão bem podem ir ficando pro final, para não ter aquele bate-cabeça em vão. E no dia da redação, TODA IDEIA É BEM VINDA. Coloque tudo no papel de rascunho, tudo o mesmo o que vier à sua cabeça. É complicado pensar em tudo de uma vez só, eu inclusive não escrevi minha redação do ENEM toda de uma vez. Fui escrevendo por partes. A cada ideia nova, eu ia, anotava e vendo que não ia conseguir continuar, voltava para as questões objetivas. Pode parecer confuso, mas se você tiver uma ideia no meio das objetivas e não parar para anotá-las, você NÃO vai lembrar depois. Só Jesus sabe o quanto eu penei pra sair da primeira linha daquela dissertação - e só saí dela graças ao decorrer da prova objetiva, pois as ideias iam surgindo e eu ia anotando. Não se martirize com a demora para tecer a redação, pois é normal assim mesmo. Mas uma hora sai, não se preocupe. Você já é um vitorioso só por ter acabado com o vestibular e não o contrário! hahahaha

DEPOIS DA PROVA: Acabou a prova? MAIOR DICA DE TODAS: esconda seu caderno de questões, se você puder levá-lo para casa. E DURMA, porque eu sei o quanto é ruim dormir sob pressão. Uma vez calmo e repousado, ESQUEÇA TUDO RELACIONADO AO VESTIBULAR. Se quiser, vá conferir suas respostas nos gabaritos que serão divulgados, mas é preferível que você nem faça isso, porque a tensão só piora as coisas - mas como eu sei que você não vai aguentar, acate a dor e sofra por antecipação porque o resultado demora pra diabo. Mas aproveite pra se libertar de tudo o que te prendeu a esse processo desumano de seleção e seja feliz como se não houvesse amanhã, porque você MERECE PRA CARAMBA! E em todo o caso, seja confiante. Pense positivo, pois eu estarei aqui na torcida pelo seu sucesso! Sambe na cara da vestibular!

***
Dicas, sugestões, mágoas, recalques, opiniões ou xingamentos, pode mandar no tiegoramon@gmail.com que eu te respondo com todo o carinho do mundo (ou não). Até a próxima, galera!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Blogueiro sim, escritor também!


Prometi que ia me segurar para não comentar nada sobre isso aqui no blog, mas foram tantas alfinetadas e indiretas durante o dia que eu resolvi não me calar. Hoje, para quem não sabe, é o dia nacional do escritor, existente desde a década de 60 - e eu confesso que ia morrer sem saber dessa. Graças aos céus que existe o Twitter senão ia continuar sem saber da data. Enfim, todo mundo comentando sobre o dia e tudo mais e eis que os "do contra" começam a disparar: "blogueiro não é escritor", "blog não é livro e só é escritor quem tem livro" e por aí vai. Eu sabia que isso ia gerar a maior polêmica, mas já tinha decidido não me aprofundar no assunto mesmo adorando ver o circo pegar fogo.
Só que sabe quando você fica inquieto com uma coisa e você não se aquieta enquanto não dá um jeito nessa coisa? Então, é exatamente desse jeito que eu me sinto desde os meus oito anos, quando tive uma ideia para uma história e não sosseguei enquanto não terminei essa história. E foi assim que eu me senti depois de ter fechado o Twitter e lido aqueles comentários. Porém, eu tenho um blog e até onde eu sei, não há ninguém que possa me calar enquanto eu estiver falando sobre assuntos que devem ser discutidos. Vocês me entendem? É basicamente disso que eu falo: essa necessidade de escrever, de se expressar sobre tudo e sobre todos. Não importa se eu estou escrevendo no editor do blog ou numa folha de papel higiênico. Eu estou escrevendo! Isso já faz de mim um escritor e eu me orgulho pra caramba disso. Até onde sei, não são muitas pessoas que se atrevem a lidar com as palavras, ainda mais quando elas estão ali, prontas para serem julgadas por qualquer um que passe e as leia como acontece aqui na blogosfera. Também não é qualquer um que decide abrir um blog e escrever, escrever de verdade, com a alma e o coração, sem medo de ser feliz. É nesse perfil que eu me encaixo. Não tenho medo de escrever, amo escrever e amo esse blog. E não vejo motivos para não me sentir um escritor!
Não preciso ter livros publicados, obras consideradas clássicas ou best sellers na lista dos mais vendidos do New York Times. As palavras me são essenciais. Só me sinto completo quando elas estão ali, arrumadinhas, em um texto depois de pensar, raciocinar e conseguir colocá-las em ordem como as imaginei antes de por os dedos para funcionar. A escrita me preenche. E não é porque exerço a arte de escrever em um blog que não vou me sentir menos escritor. Muito pelo contrário! A todos vocês que tem a coragem de escrever o que se passa em suas impenetráveis mentes em um espaço tão pequeno e tão grande na internet, fica o meu parabéns. Repito, orgulho-me de ver que ainda existam pessoas que vão além de looks do dia, pseudoresenhas forçadas de livros cedidos por parcerias com editoras e memes. Vocês são muito mais do que isso e eu sei que os escritores dentro de vocês ficarão bem mais orgulhosos quando sentirem a emoção de um texto verdadeiro transparecendo nos comentários dos leitores.
Ser escritor é isso. É ser as palavras, viver as palavras, sentir as palavras. E acima de tudo, transformá-las em um motivo de orgulho para si, independente do local onde elas foram transcritas. Eu me orgulho de ser escritor! Eu me orgulho de ser blogueiro!

***

Pois é, fiquei revoltado e falei mesmo. Sou conhecido pela minha sinceridade. hahaha E então, o que vocês acharam do blog na versão em .com? Esse era meu sonho quando entrei na blogosfera: ter um domínio em .com. E eu achava que nunca seria capaz de fazer isso. Mas eis que eu fiquei ryco e o blog foi na onda! Estamos ou não estamos com a cara da ryqueza? hahaha Pretendo mudar o layout dele logo também e editar as páginas, além de vir com Pseudopsicologias e Aprendendo com o Tio Tiêgo novos! Se preparem, que o A Pseudociência tá voltando com tudo! Até mais, gente! 
 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Aos amigos, com carinho

Os eternos amigos da série que a gente ama <3
Post levemente inspirado na canção "Count On Me", do Bruno Mars.


Sabe aqueles dias em que tudo dá errado? Tipo quando você sai de casa todo serelepe e lindo rumo à aula de inglês e ploft, pisa num cocô dois passos depois de fechar o portão da casa. Ok, você vai, limpa e continua seu caminho menos serelepe e menos lindo até que opa! Você é quase atropelado por um caminhão em cima da faixa de pedestres. Tentando se recuperar do susto e da experiência de quase morte, você está a dois passos de chegar na escola de idiomas quando você vê aquela galera toda voltando com a maior cara de ódio. Você pergunta o que houve e a resposta vem unânime: "não haverá aula".
Ter pisado no cocô, quase ter sido atropelado para chegar no curso e não ter aula seriam motivos de sobra para sentar na calçada e chorar, se acabando de perguntar porque a vida é tão ingrata. Mas eis que eles estão ali, prontos para fazer você acreditar na vida (de novo), como super-heróis dignos de histórias em quadrinhos: seus amigos.
Basta um deles mandar o famoso "vamos dar uma volta?" para você esquecer de tudo o que passou naquele dia. O poder que a amizade tem sobre cada um de nós não tem explicação. É algo que acontece, apenas. Ela está ali para nos fazer enxergar que as relações entre as pessoas são mais do que necessárias - são essenciais. Se você tem um amigo, você tem um motivo a mais para sorrir. Para seguir em frente. Para viver! E não, não é exagero não. Por vezes eu já cansei de socorrer e de ser socorrido por amigos em momentos de fraqueza e acho que poucas vezes acreditei tanto nas pessoas como nessas. Não que eu tenha desistido da humanidade das pessoas, mas é que chegamos em um estado de raridade tão grande desse sentimento que até estranho quando encontro pessoas assim, humanas. A quem convenho chamar de amigos, felizmente.
Eu não me importo com distância, nem com saudade nem com nada disso porque sei que meus amigos de verdade estão aqui no meu coração, nas minhas lembranças. E não há obstáculos para com isso. Posso até ser rotulado de bocó, porém sou um admirador nato de cada um dos meus amigos e choro por isso quando paro para pensar no quão eles são primordiais em minha vida. Sentir que posso compartilhar da amizade deles a qualquer momento é maravilhoso! Sou grato, muito grato por ter vários amigos de coração, de verdade mesmo, daqueles que matariam e morreriam por mim e tudo o mais (hiperbolizando um pouco, of course). Ter amigos é nunca estar só! Arriscaria até dizer que ninguém está completo se não tiver amigos.
 Não lembro ao certo quem foi, mas teve algum escritor que poetizou dizendo que "a amizade é um amor que nunca morre". E é a mais pura das verdades. São amores que ficam guardados conosco de tal maneira que é impossível se desfazer deles. E é por isso que eu quero desejar aos meus amores-amigos, um feliz dia do amigo acompanhado por um muito obrigado bem grande, do tamanho da minha gratidão pela amizade de cada um. Não sou o Fiuk, mas amo muito todos vocês, morecos!