segunda-feira, 25 de junho de 2012

Memoires




Fazendo um resumão do meu aniversário, foi coisa linda de viver. Passar dos dezessete para os dezoito não poderia ter sido mais incrível. Senti-me ainda mais responsável por tudo aquilo que já cultivava na "minoridade" e ainda adquiri outras mil responsabilidades, mesmo sem querer. Ganhei presentes, ganhei sorrisos, ganhei mais de oitenta felicitações no facebook fora as atrasadas e acho que nunca me senti tão amado e querido quanto neste aniversário. Vai ver as pessoas gostam mesmo de mim e eu devo parar de pensar que as assusto. Anyway, eu não precisei de uma festa de arromba nem de presentes magníficos (apesar de ter ganhado um Samsung Galaxy Y Pro Duos LINDO da mamãe - TE AMO MÃE <3) para me lembrar de 20 de junho de 2012. Foi justamente a simplicidade do dia que me pegou desprevinido e me arrebatou, tornando esse dia tão especial.
Aliás, não foi só isso que tornou meu aniversário especial. Minha família fez questão de forçar aquele momento back to remember para que eu refletisse acerca de todos os anos que vivi. Revi fotos que jurava que tinham se perdido, olhei os cadernos do tempo de ensino fundamental (e me espantei com minha letra menos horrorosa do que é hoje)... E depois de guardar tudo, sem querer (ou por querer, whatever) procurei meus diários. São quase dez cadernos, datados de 2006 até 2011, com os relatos de todos os dias (ok, em 2010 eu pulei vários dias - principalmente os finais de semana - mas fazia um apanhado geral de tudo depois, porque sou super aplicado) de minha vida. Aquilo sim me fez parar para pensar o quanto eu cresci. A cada caderno, eu via um novo cara escrevendo! Exatamente como eu disse no post abaixo: vários Tiêgo viveram e talvez até ainda vivam dentro de mim. Vi boa parte deles se expressando nas linhas daquelas folhas simples. Tão simples e com um valor tão grande que eu jamais seria capaz de calcular. Desde os "oi, meu dia foi um saco." até os "QUE DIA FANTÁSTICO! ESTOU APAIXONADO!", emocionei-me de tal forma que manchei as páginas envelhecidas de um dos diários de 2007 com lágrimas saudosas de um tempo que não voltará mais, infelizmente.
No dia 28 de novembro de 2008, eu escrevi o seguinte:

"Querido diário,
 Marina partiu com os pais para Minas Gerais hoje de madrugada. Já chorei tanto que não sei nem como estou conseguindo escrever aqui. Aliás, vou parar por aqui. Amanhã preciso arrumar um motivo novo para viver."

No outro dia, esse novo motivo para viver não apareceu. Mas com o passar do tempo, descobri algo que me fizesse ter ainda mais vontade de viver: a vontade de ser feliz. Tenho vivido em função disso desde então e eu não tenho motivos para me arrepender disso, não mesmo. Quebrei a cara um monte de vezes, a tristeza se apoderou de mim várias vezes e eu fiquei desacreditado de mim em horas de desespero. Só que sempre vinham essas memórias de coisas ainda mais ruins que tinham acontecido e que eu tinha superado. E vocês não sabem o quão afortunado eu sou por ter baixado um Stefan Salvatore mini lá atrás em mim escrevendo o que passei no dia. Foram aquelas memórias que me tiraram de momentos nos quais pensei que fosse ficar preso para sempre. E são aquelas memórias que eu vou levar comigo aonde quer que eu vá.
E onde elas estiverem, eu estarei são e salvo. Com toda a certeza desse mundo.

***
Sim, estou num nível de lembranças que vocês nem imaginam. E se preparem para muitos outros posts assim, porque meus diários rendem MUITOS posts. Bons ou não. hahahaha Até a próxima!

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