terça-feira, 27 de março de 2012

Acasos, I

- Ops, c'est pas ça. - eu o corrigi, ao ver que ele conjugara o verbo "aimer" no tempo errado.

Ele olhou mais uma vez e constatou o erro. Deu uma risada e não hesitou em olhar bem nos meus olhos e murmurar um "merci" meio tímido, meio desajeitado, porém sincero. "Pas de quoi", respondi.
Silêncio.
Terminamos o exercício e, mesmo naquele incômodo silêncio, senti-me deveras conectado àquele cara estranho. E para dizer a verdade, ele nem era mais um estranho. Já era como se nos conhecessemos há séculos mesmo, a julgar pelo grau de intimidade com o qual um brincava com os erros na fala e na escrita de francês do outro. Eu não tinha (nem tenho) o hábito de me identificar tão rápido com as pessoas (pé atrás sempre, sabe como é), mas daquela vez foi diferente.
Eu acredito em destino. E naquele momento, naquela conversa, ele suspirou bem ao pé do meu ouvido: virão surpresas.

- Ainda me sinto tão verde em francês - lamentou-se. - Preciso de aulas. Um intensivão de francês. Se algum nativo vier falar comigo, não vou saber dizer nem um um 'bonjour' direito!
- Sério? Je ne crois pas! Qu'est-ce que tu penses, estou estudando para isso. Posso te ajudar se você quiser - propus, meio receoso da resposta.
Ele nem me deixou respirar.
- Que horas? Quando? Onde? É só me falar que estarei lá.
- Onde você achar melhor - disse, um pouco mais aliviado pela animação em suas "indagações afirmativas".
- Pode ser amanhã? Estarei livre depois do almoço.
- Por mim, perfeito. Ma... - fui interrompido pelo barulho dos colegas comemorando o fim da aula, guardando cadernos, livros e apostilas. Respondemos à chamada e, após arrumarmos nossas coisas, atravessamos juntos o hall de saída. Impossível esquecer daqueles olhos me paralisando antes de nos separarmos no portão e me congelando por dentro.
- Então amanhã a gente se vê, n'est-ce pas, mon ami? - confirmou novamente com uma pergunta e até ri ao o constatar.
- Oui, oui, après le déjeuner, j'vais chez toi. Étudiez le sujet de la classe! - aconselhei, enquanto ele permanecia estático, sem a menor pretensão de sair dali.
Encarando-me.
Aquilo me intrigou. Não que eu não fosse nenhum Edward Cullen da vida, mas algo me dizia que eu já sabia o que ele estava pensando.
Ele apertou minha mão por um bom tempo, sorriu, e juntos, total e involuntariamente, dissemos:

- Au revoir! À bientôt!

Cada um seguiu por um caminho. E mais uma vez, como se um tivesse lido a mente do outro, nos viramos e nos encaramos, por uma fração de segundo.
Talvez uma das frações de segundo mais esclarecedoras da minha vida.
Caminhando de volta para casa, vinha refletindo sobre o que estava acontecendo comigo - porque realmente eu não era assim. Mas nem precisei pensar muito.
Assim que cheguei em casa, uma simples mensagem de texto disse tudo o que eu queria ouvir: "Lembra que você me corrigiu quando eu disse 'je t'ai aimé'? Pois você estava certo. Eu não deveria ter utilizado o pretérito perfeito. Mas sim o presente do indicativo. Como é mesmo que se conjuga? Ah, sim: 'je t'aime'. Vraiment. Bonne nuit, ton ami."

terça-feira, 20 de março de 2012

Pseudopsicologia #05

Oi, gente! Todos bem?
Hoje é um dia especial por dois motivos ainda mais especiais: o primeiro deles, é porque hoje é dia do blogueiro! Parabéns a toda a massa blogueira (em especial os blogueiros bons, risos) que está todo dia (toda semana, todo mês...) firme e forte mantendo seus fiéis instrumentos de expressão atualizados! Acho super digno que todos tenhamos um dia só para nós! Todos blogam em comemoração! E antes que eu perca o foco falando do dia do blogueiro, hoje também é um dia especial porque tem aquela seção linda que a gente ama no blog e que hoje veio carregada de polêmica e bafão: Pseudopsicologia! Todos prontos para mais uma daquelas histórias? Ajudem-me a aconselhar o M., nosso "necessitado" de hoje, nos comentários! Acomodem-se nas poltronas/cama/sofá/cadeira/chão, preparem a emoção e vem comigo!


Leitor
 lindo says: " Tiêgo, amigo, tudo bem com você? Meu nome é M. e eu li seu blog por recomendação de uma amiga que você conhece da blogosfera e simplesmente adorei seu blog. Pode parecer clichê que eu comece esse e-mail como todos os outros, mas acho que essa é a melhor maneira de começar a te contar meu problema. Nenhum dos meus amigos passou pelo o que eu passei e depois de ler um texto seu no O Quanto Quiser falando sobre, achei que você poderia me ajudar. Bom, faz um tempinho já que eu me descobri gay e não fiz questão que ninguém soubesse por enquanto porque acho que não é necessário ninguém saber agora. Até acho que minha família desconfie, mas eu nunca fui extravagante nem nada e nem pretendo, pois não me identifico com gays assim. Pois bem, desde que descobri isso, parece que minha mãe  descobriu junto porque vive me empurrando pra igreja a todo custo, quer que eu vá mesmo quando não estou bem fisicamente e pensa que eu gosto disso. Eu sou evangélico e eu me sentia a vontade nessa religião, mas agora, com tanta pressão, simplesmente não consigo mais pisar naquela igreja sem sentir nojo do que aqueles supostos "pregadores" do amor de Deus fazem: repudiar e deixar claro que não aceitam homossexuais. Meus pais queriam que eu namorasse uma garota da igreja e eu dei o fora nela assim que eles tentaram nos aproximar porque ela não era nem do tipo que atrai um homem, mas eles a achavam santa e casta, então servia pra mim. Resumindo: semana retrasada descobri que um menino da minha igreja também é gay e ele se revelou completamente apaixonado por mim! Como eu nunca tinha ficado com um menino, achei que a oportunidade seria boa, e nos beijamos. O que eu não esperava é que tinha alguém ali, naquele exato momento, registrando tudo. No outro dia, recebi uma carta de alguém com foto minha junto com o W. (o menino com quem fiquei) e me ameaçando, dizendo que não vai permitir que eu continue pecando deste jeito e que vai contar a todo mundo da igreja quem eu sou de verdade. Eu tenho muito medo da reação dos meus pais quando souberem da minha homossexualidade e sinceramente preciso de um apoio que me encoraje a falar! O W. me diz que só conta se eu contar e eu fico numa sinuca de bico! Essa situação toda está me deixando maluco! Me ajuda!"

O pseudopsicólogo says:  Olá, M. Saiba que seu e-mail me deixou surpreso pela quantidade de    informação e não sei nem por onde começar! Então vamos por partes: acho que religião é uma coisa muito relativa. Pode ser que você precise ir à um templo se ajoelhar e pedir perdão, ou pode você simplesmente tirar uns minutinhos do seu dia para agradecer e pedir a Deus ou ao que você crer o que você estiver necessitado. Então você deveria, primeiramente, se perguntar onde fica melhor: em um lugar onde você se vê forçado ou onde você se sente bem e à vontade consigo próprio? Eu, por exemplo, deixei de ir à igreja frequentemente não por querer, mas por não achar que ali tenha tudo o que eu precise para manter saudável minha vida espiritual. Eu me aceito como sou e é isso que importa, não o que os seus companheiros da igreja vão dizer. Sobre o W., vocês deveriam resolver esta situação juntos. Se ele se diz mesmo apaixonado por você, vai lhe ajudar a enfrentar seus medos e, ao que tudo indica, a pessoa que tirou a foto de vocês juntos é da sua igreja e, consequentemente, próxima aos parentes dos dois. Eu se fosse você não duvidaria nem um pouco da capacidade de alguém que fez isso - vai que é um daqueles fanáticos religiosos? Eu preferiria mil vezes que meus pais soubessem pela minha boca que sou gay do que pela boca de um maluco fanático que quer me revelar para algo do qual eu não estou preparado. Digo isso com convicção porque sei que seus pais são as pessoas que mais te amam nesse mundo e não é possível que eles possam te rejeitar quando você mais precisar deles. Não se abra com mais ninguém antes disso. Reflita acima de tudo e não tenha medo de se questionar, de se perguntar se você tem mesmo a certeza do que quer fazer. O mesmo se aplica ao W. Vocês estão sendo vítimas de algo baixo e sem noção e tem que resolver isso de forma que quem inventou essa presepada fique com a cara na poeira achando que você e W. ficaram mal ao contarem sobre suas sexualidades. E como você está sendo vítima de uma chantagem, é bom que explique isso também aos seus pais porque  não é fácil ser forçado a falar algo que você ainda não queria dizer. Já me vi em situação parecida, inclusive, e garanto que o melhor que fiz foi falar. Além de me aliviar, fez com que eu me sentisse mais completo e muito mais confiante em mim mesmo. Portanto, antes de toda e qualquer decisão sua, esteja de bem consigo próprio. Só assim você consegue ser feliz: sendo sincero consigo para poder ser com o mundo.

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Tem algum problema escabroso te afligindo ou alguém com fotos comprometedoras suas morrendo de fazer chantagem contigo e você já está naquele nível de desespero que não pode contar pra mais ninguém? Me manda um e-mail que eu te ajudo! É só contar sua história e enviá-la para tiegoramon@gmail.com que eu te ajudo como eu puder. Se seu problema for mesmo daqueles escandalosos, manterei seu sigilo e o publicarei no blog, para que os leitores também te ajudem! Um beijão e até a próxima!

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UPDATE, POVO: ontem recebi um e-mail do M. contando ainda mais bapho! Vem, gente!
"Oi, Tiêgo! Voltei. Não achava que fosse tão rápido, mas as circunstâncias me obrigaram. Os pais do W., de algum jeito, descobriram que ele é gay e a mãe aceitou numa boa, enquanto o pai até saiu de casa pra não ter que olhar na cara dele. Fiquei com ainda mais medo de contar para os meus pais, mas vendo a situação dele, vi que era a hora de falar e eu não me segurei. Chamei W. e a mãe dele para ir junto comigo me dar força para contar pros meus pais que eu sou gay. Reunimos os dois e contei que era gay e que o W., que eles já conheciam, era meu namorado. A mãe dele quis intervir logo em seguida, quando meu pai gritou um "o quê?!", mas ele se levantou e depois se sentou, enquanto minha mãe me abraçou e perguntou o que estava acontecendo, se eu não estava enganado nem nada. Ela em momento algum mostrou repulsa e isso quase me fez chorar, mas tive que contar as lágrimas porque ainda tive que contar como tudo aconteceu pra ela. Contei inclusive das chantagens que estava recebendo e foi então que meu pai baixou a guarda e disse que ia caçar quem estivesse por trás disso, que eu sendo gay ou não ia continuar sendo filho dele, pediu desculpas pela reação mas que ia ter que aprender a conviver com isso. Meu pai não é tão religioso quanto minha mãe, mas isso não influenciou em absolutamente nada. Eles só me pediram pra continuar sendo quem eu era, o motivo de orgulho deles. A mãe do W. e ele não se aguentaram e choraram junto com a mamãe. Depois disso tudo, tive ainda mais certeza de quem eu sou e te digo com todas as letras: agora eu sou feliz! MUITO OBRIGADO MESMO pelo conselho e por ter publicado no seu blog o problema, me ajudou muito! Sou muito grato à você por isso! Continuarei lendo seu blog, sou seu fã! hahahaha Abraços!

sábado, 17 de março de 2012

En aimant



No texto anterior, fui bem claro ao dizer que agora sou fã do "deixa a vida a me levar" life style. E hoje só venho ainda mais reforçar esta teoria de que viver sem preocupações é a melhor coisa que existe - desta vez, por experiência própria.
Sempre tive um certo receio em me jogar de cabeça em relacionamentos. Desde que me entendo por gente, sondo bastante o terreno antes de pisar. Mas sabe como é, a vida tem dessas: uma hora, pega pesado. Na outra, afrouxa o freio e deixa a gente sentir um pouquinho de liberdade. Nesse momento, é assim que eu me sinto. Livre - mesmo que comprometido. É, isso mesmo. Tiêgo R. Alencar está comprometido com uma pessoa que o quer bem e melhor, perto de si.
Tudo aconteceu por um grande acaso do destino (que prefiro não entrar em detalhes para não perder a graça da história) e confesso que a rapidez com que ocorreu me fez perder o fôlego e me assustou no começo. Só que o tempo passa, passa, e vamos aprendendo que conviver é a melhor forma de conhecer. E foi tendo essa convivência que acabei esquecendo do meu receio de relacionamentos inesperados, joguei para o alto muito do que pensava até estes últimos dias, constatei que é muito melhor agarrar as oportunidades que a vida nos dá do que deixá-las escapar sem motivo e decidi que não importa o que acontecer daqui para frente, tirarei uma lição sem que haja arrependimentos - e garanto, por enquanto meu único arrependimento foi não ter dito "sim" mais cedo.
Sabe aquele calor gostoso quando estamos perto de quem a gente gosta? E aquele calafrio só de pensar em chegar perto? Não posso esquecer de citar a palma das minhas mãos molhadas, de nervosismo por estar com alguém tão perfeito para mim que eu fico me perguntando onde ele esteve escondido esse tempo todo. Aquela vontade de estar sempre perto, aquele desejo de abraçar e não soltar mais. Eu precisava disso para ser feliz e eu senti muita, muita falta dessas sensações deliciosas e capazes de entorpecer. É preciso, é necessário viver paixões, amores assim.
O mundo deveria se alimentar deste tipo de sensação.
Impressionante como me sinto feliz. Sem exageros nem nada, sinto-me satisfeito e completo. Como há muito não me sentia. Neste momento, para vocês terem uma ideia, meus dedos estão escrevendo apenas o que meu coração está sentindo e não o que minha mente quer que eles escrevam. A razão já não me é suficiente. Sou guiado por emoções, sou constituído de sentimentos, sou essência de vida! Não preciso mais me prender a nada para sorrir.
Agora sou feliz. Um sorriso me faz feliz, um abraço me faz feliz, um simples olhar já me deixa feliz. E o que você está esperando para viver o que a vida está lhe mostrando? O seu caminho para a felicidade está todo desenhado, basta apenas você se deixar perceber.
Como eu fiz. E olhem como estou agora.

***
Achei que precisava ser um pouquinho mais direto: estou namorando. Podem começar a me jogar pedras e tudo o mais porque fico absurdamente chato quando gosto de alguém. Chato de alegria, chato de emoção, chato de amor! hahahaha Beijão, até a próxima!

domingo, 11 de março de 2012

Piloto automático


Poucas vezes na vida tive tanta emoção a ser vivida de uma vez só. Foram tão poucas as vezes que consigo contar nos dedos quando meu coração deu solavancos sucessivamente. Confesso que sou fascinado por esse tipo de sensação frenética, que não quer saber de parar e que não está nem aí se você quer dar o stop ou não.
Pode até parecer loucura que alguém goste de viver assim, plugado numa tomada de 220v carregada de emoções, mas não me imagino de outro jeito; só aproveitando cada momento, cada oportunidade, sem aquele receio chato do fim das coisas. Não consigo me idealizar esperando por tudo como uma adolescente que aguarda ansiosamente o seu príncipe encantado chegar na porta da sua casa em cima de um cavalo branco. Aliás, a ideia de esperar por algo que eu sei que só depende de mim parece-me um tanto absurda. Como aguardar para comemorar um beijo e um pedido de namoro depois de séculos numa dúvida ou uma nota boa naquela disciplina complicada sem antes correr atrás de tudo isso? As pessoas pensam que ir atrás daquilo que lhes provoca emoções é cansativo, difícil, complexo. E acham tudo isso sem nem tentar, sem nem ter vivido dessa maneira. Sem sequer iniciar o caminho que lhe fará chegar até as sensações que as farão sentir vivas de verdade!
Sentir o controle da situação é bom, mas não é o suficiente porque você fica preso naquele posto sem chance de substituição. Não tenha medo de se permitir, de deixar sua vida no piloto automático. Cansei de achar que a razão me levaria onde eu sempre quis chegar. Cansei de pensar que se levar pelo momento é certeza de cara quebrada. Tive que errar para entender, mas finalmente a ficha caiu: receber uma descarga elétrica de emoção ao ganhar um abraço daquela pessoa especial para você e que lhe faz esquecer de tudo de ruim que lhe aconteceu durante o dia não terá um fim no momento em que os dois corpos se separam. Aquele instante, se aproveitado, poderá durar para o resto da vida, muito malém do que alguns segundos sentindo o calor de outra pessoa.
Se você se permitir nas horas de emoção, tendo prudência, só tem a ganhar. Deixe a vida lhe levar!

***
Amanhã recomeçam minhas aulas na universidade. Desejem-me boa sorte! E o texto está todo retardado porque fui o escrevendo em vários momentos da semana. E adorei fazer isso! Espero voltar logo! Até a próxima!

domingo, 4 de março de 2012

Tchau férias, vem universidade!

Doze semanas, quase cem dias. O trabalho continuou sem tempo para cessar, enquanto eu me despedi dela por um tempo curto. Doze semanas, quase cem dias que voaram, simplesmente voaram. Fiz muito o que não queria fazer e não fiz muito do que pretendia fazer. Aproveitei do jeito que pude, mas tudo o que é bom tem um fim.
E as minhas férias estão se acabando.
Parece que agora tudo passa cada vez mais rápido! Impressionante como num instante era natal, no outro todo mundo já estava pulando carnaval como se não houvesse amanhã. Nessas férias, eu descobri de verdade o que é valorizar aquele tempo precioso que por vezes nós deixamos passar em branco com coisas completamente desnecessárias. Saí com os amigos, vi filmes, assisti séries, fiquei na internet por horas a fio quando meu máximo no período letivo não passa de duas horas, li livros prazerosos e não leituras obrigatórias, descansei... Pode-se dizer que eu aproveitei sim esse tempo curto sem aulas na universidade.
Mas como já disse, tudo que é bom tem um fim. Hoje é meu último dia oficial de férias.
A partir de amanhã, estarei super envolvido na Semana do Calouro de Letras (não que eu já seja veterano veterado, enfim) e, mesmo com as aulas ainda não tendo começado, essa semana promete marcar minha vida. Primeiro porque parece que foi ontem que entrei na faculdade e hoje, como que num passe de mágica, já estou recepcionando os calouros. Juntamente com minhas amigas da turma, elaboramos os trotes e ficamos divagando sobre como será nosso segundo semestre do curso. A ansiedade existe, mas o medo de não dar conta vem junto e com tudo isso acabamos só com uma certeza: a cada período que passa, as coisas mudam bruscamente e, com elas, nós devemos nos adaptar.

Minhas disciplinas deste semestre
Este período, diferente do primeiro, terei apenas cinco disciplinas. Latim II e Teoria da Literatura II não me acompanharão, talvez voltem no próximo semestre (saudades mil de Latim). Introdução à Sociologia vai me fazer dormir, tenho quase certeza disso; Leitura e Produção de Texto II, pelo amor da deusa Nyx, já tô tremendo na base porque vamos nos aprofundar em Artigo Científico e só de pensar nisso me arrepio todo; Fonética e Fonologia deve ser o máximo (sou fascinado por essa área da linguística); Língua Francesa I será o amor do semestre (francês, gente s2) e o meu medo master das cinco é Didática da Língua Materna I. Nós ainda não tivemos Didática Geral e já tô pensando em como vai ser lidar com essa disciplina sem ter uma base. Já andei pesquisando acerca e a teoria vai reinar nessa disciplina - e como eu adoro uma teoria só que ao contrário, estou me preparando psicologicamente para ela. Vou estar atolado até no sábado que nem semestre passado e prevejo blogs com escassez de posts desde agora.
Precisava adiantar a todos e a todas que eu posso sumir daqui sem dar satisfações. O combo trabalho + universidade + cursos de idiomas vai ocupar todo o meu tempo livre e, como eu ainda não me acostumei, pode ser que o blog fique sem atualizações por um tempinho. Mas sempre que eu puder, aparecerei por aqui, nem que seja só para dar um oi ou para contar como anda minha vida. 
Aguentem firme e me desejem boa sorte em mais um recomeço! Até mais!