segunda-feira, 30 de julho de 2012

Aprendendo com o Tio Tiêgo II: Vestibular

Todos os anos, milhares e milhares de jovens completam dezessete anos (ou dezesseis, no caso dos avançadinhos que nem eu) e ao concluir o ensino médio encontram uma dúvida latente em suas vidas: "o que farei da minha vida a partir de agora?". Alguns tem a sorte de ter ciência desde sempre do que querem fazer de suas vidas. Já outros, sofrem com a indecisão na hora de escolher qual carreira seguir. Particularmente, não tive essa dúvida, uma vez que desde o final do ensino fundamental tive plena certeza de que queria cursar algo na área de linguagens. Mas pude acompanhar o drama de colegas que ficaram prestes a ter surtos por não se decidirem até o tempo de ele, o terror de metade do mundo, chegar: o vestibular. A maioria enxerga nele o divisor de águas de suas vidas (e realmente, ele é) e por isso, o levam tanto a sério. Pois foi pensando nisso que decidi elaborar algumas dicas para quem está se preparando para os processos seletivos das universidades públicas de seus estados (ou até para os de fora, com o SISU bombando aí, não é?), dicas estas baseadas em minha própria experiência com o vestibular: para quem não sabe, em 2010 eu terminei o ensino médio e prestei o vestibular para as duas universidades públicas do meu estado, usando a nota do ENEM para entrar em uma delas; na outra, fiz o processo seletivo normal. E consegui passar nas duas, depois de muito esforço, dedicação e determinação. Como não pude cursar as duas, optei pela federal, na qual prestei o curso que eu quis de verdade: Licenciatura Plena em Letras com Habilitação em Língua Francesa. Pois bem, preparem o papel e a caneta (ou o control c + control v), fiquem firmes nas suas posições que estou iniciando o...


Para início de conversa, você já decidiu o que prestará no vestibular? Para os que não se decidiram e para os que se decidiram e querem ter mais opções, fui atrás de sites sobre orientação vocacional e encontrei dois ótimos sobre o assunto: o da Guia do Estudante, com inúmeras dúvidas de estudantes de todo o Brasil e testes para verificar a sua área de domínio profissional e também o site Estudantes, no qual de uma maneira divertida, você encontra as respostas para as perguntas sobre sua vocação, além ter um campo de perguntas e respostas e uma entrevista bastante esclarecedora acerca do tema. Mas qualquer dúvida grande, corram para o tio Google e façam bom proveito pesquisando a carreira em que vocês tem curiosidade! Fiz isso muitas vezes, durante todo o meu ensino médio, só para ter ainda mais a certeza sobre o que eu queria!
Dividirei as dicas sobre o vestibular em antes, durante e depois a prova. Prontos?

ANTES DA PROVA:
o período de preparação para o vestibular deve começar beeeem antes da prova, por dois motivos: um, você nunca vai absorver tudo com tanta pressão sob a sua cabeça; e dois, você precisa estar confortável para poder se dar ao luxo de descansar antes da prova propriamente dita. Por isso, você tem que estar servido do DEF: Determinação, Esforço e Foco. Se você estiver estudando apenas no colégio (público, como foi o meu caso), depois das aulas, faça um esforço para revisar a matéria do dia pelo menos por uma horinha, principalmente na matéria em que você teve dificuldade. E falando nela, se você estiver penando muito em um assunto, não hesite em perguntar do professor! Afinal, ele está ali para isso, para repassar à você o que eles sabem. No momento em que você for estudar, tire tudo o que possa lhe distrair de perto: celular, computador, player de música ou o que for. E eu nem preciso dizer que você DEVE escolher um lugar calmo para revisar, preciso? Se sua casa for daquelas onde mora Deus e o mundo (como a minha), seja indiferente à quem vier lhe interromper. Muito barulho? Peça para baixarem o volume. Só Jesus sabe o quanto eu enchi o saco do povo aqui de casa na hora de estudar depois da escola. Se eles não me deixavam em paz, até para o banheiro eu ia estudar. Mas eu não desistia: eu tive foco. Ah, e uma coisa muito importante na sua caminhada de preparo para o vestiba: NUNCA, JAMAIS dê ouvidos à palavras desestimuladoras. Se fosse assim, eu não estaria escrevendo aqui para vocês baseando-me nos meus sucessos vestibuláricos. Ouvi coisas do tipo "quero ver como que você vai conseguir passar sem cursinho", "a federal é dos preparados" e "não esquece de comemorar minha vitória quando você não passar!" e adivinhem o que eu fiz? Ri da cara de cada um que me disse isso, de parentes até amigos. Primeiro porque nem a metade deles passou e todos menos eu faziam cursinho pré-vestibular. E segundo porque DETESTO ser subestimado, então foi um gás a mais para que eu tivesse determinação nos meus estudos, pois eu iria provar não só para quem me colocava pra baixo como para mim próprio que eu era capaz de passar por aquilo e muito mais como o vencedor. E taí o resultado. haha Mas voltando ao papo do vestibular, se você perceber que não dará conta de estudar sozinho, procure cursinhos. Pode ser que o ambiente escolar lhe pareça um pouco mais cômodo, o que lhe deixará mais à vontade para estudar. Porém, seguindo uma rotina de estudos diários (diários MESMO, incluindo os sábados e domingos), você se prepara legal para os processos seletivos das universidades. Outra dica essencial para quem é vestibulando é estudar se baseando nos conteúdos programáticos contidos nos editais dos vestibulares que as universidades dispõem em seus sites - aliás, não só no conteúdo programático como em provas de seleção passadas: ajudará você a se familiarizar com o clima de teste e de quebra você começa a entrar no ritmo do vestiba de verdade. E falando nesse estudo diário, você não precisa se matar de estudar e ficar louco por não ter vida social. Saia sim, mas depois que tiver estudado seu conteúdo do dia. E dê preferência a programas mais lights, como aquela saída clássica com os amigos para um parque, por exemplo e exclua as baladas da sua vida. Você alterou seu status de solteiro para VESTIBULANDO. Logo, faça jus à sua condição, ok? hahaha E por fim, não esqueça de se organizar todos os dias. Levar uma vida corrida não é desculpa para se livrar dos estudos daquele dia. Eu trabalho, estudo e faço curso de francês desde 2009 e não me lembro de ter ficado um dia sequer sem ter estudado depois da escola, justamente por eu me organizar direitinho. É um saco no começo, mas depois você acostuma. Garanto que é por uma ótima causa :)


DURANTE A PROVA: o meu "durante" começou uma semana antes das provas propriamente ditas. Eu reduzi minha carga horária de estudos e passei a treinar o relaxamento para o momento da prova. Como? Descansando sempre que possível, aliviando as leituras obrigatórias com leituras mais prazerosas (mas leituras, não descuide disso!) e fazendo a única coisa que me deixou preso ao vestibular nesse período: ensaios de textos. Você precisa ler bastante para escrever legal, daí ficar com leituras mais prazerosas nesse período. Jornais também são uma boa, além de lhe manterem informado - fator este que é cobrado em demasia nos processos seletivos. Treine a leitura, principalmente. Lendo, você escreve qualquer coisa, digo com toda a certeza do mundo. No meu vestibular da estadual, por exemplo, caiu narração na proposta de redação da segunda fase. Por sempre ler livros de fantasia e tudo o mais e ter treinado narrar histórias de todos os jeitos possíveis, me saí superbem e minha nota foi bem alta! Portanto, se familiarize com esses fatores ainda mais neste pré-prova, até porque a redação é peça-chave na sua nota final!
No dia da prova em si, se você ainda estiver uma pilha de nervos, dica: saia do seu local de prova e coloque seus pensamentos em ordem. Sei que você sairá escoltado, mas mesmo assim é uma maneira de tentar se achar no lugar certo para arrebentar na prova - fiz isso no ENEM, no primeiro dia. Fiquei MORRENDO de medo da prova, sério. Não consegui me concentrar. Aí não aguentei e saí da sala, com a desculpa de tomar água. A minha sala de prova era quente, com buracos no teto e as carteiras me faziam parecer o Golias sentado em um penico de tão minúsculas. Então precisei sair, colocar os pensamentos em ordem. E ajudou mesmo, porque voltei para aquela sala decidido a exterminar a prova - e assim o fiz. Uma vez que você fica seguro, nenhum obstáculo pode lhe parar. Por isso, antes de provas longas como o ENEM citado acima, alimente-se bem, beba bastante água, esteja o menos tenso possível (porque relaxado antes da prova é IMPOSSÍVEL, sério). Espaireça, dê risadas, tente esquecer a prova, pelo menos um dia antes. Arme-se com tudo o que você pode para a guerra.
Com a prova em mãos, dica: priorize as questões de sua afinidade. Com o cérebro mais ativo no início da prova, você tem mais chances de acertar aquelas em que você é mais forte, enquanto as que você não domina tão bem podem ir ficando pro final, para não ter aquele bate-cabeça em vão. E no dia da redação, TODA IDEIA É BEM VINDA. Coloque tudo no papel de rascunho, tudo o mesmo o que vier à sua cabeça. É complicado pensar em tudo de uma vez só, eu inclusive não escrevi minha redação do ENEM toda de uma vez. Fui escrevendo por partes. A cada ideia nova, eu ia, anotava e vendo que não ia conseguir continuar, voltava para as questões objetivas. Pode parecer confuso, mas se você tiver uma ideia no meio das objetivas e não parar para anotá-las, você NÃO vai lembrar depois. Só Jesus sabe o quanto eu penei pra sair da primeira linha daquela dissertação - e só saí dela graças ao decorrer da prova objetiva, pois as ideias iam surgindo e eu ia anotando. Não se martirize com a demora para tecer a redação, pois é normal assim mesmo. Mas uma hora sai, não se preocupe. Você já é um vitorioso só por ter acabado com o vestibular e não o contrário! hahahaha

DEPOIS DA PROVA: Acabou a prova? MAIOR DICA DE TODAS: esconda seu caderno de questões, se você puder levá-lo para casa. E DURMA, porque eu sei o quanto é ruim dormir sob pressão. Uma vez calmo e repousado, ESQUEÇA TUDO RELACIONADO AO VESTIBULAR. Se quiser, vá conferir suas respostas nos gabaritos que serão divulgados, mas é preferível que você nem faça isso, porque a tensão só piora as coisas - mas como eu sei que você não vai aguentar, acate a dor e sofra por antecipação porque o resultado demora pra diabo. Mas aproveite pra se libertar de tudo o que te prendeu a esse processo desumano de seleção e seja feliz como se não houvesse amanhã, porque você MERECE PRA CARAMBA! E em todo o caso, seja confiante. Pense positivo, pois eu estarei aqui na torcida pelo seu sucesso! Sambe na cara da vestibular!

***
Dicas, sugestões, mágoas, recalques, opiniões ou xingamentos, pode mandar no tiegoramon@gmail.com que eu te respondo com todo o carinho do mundo (ou não). Até a próxima, galera!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Blogueiro sim, escritor também!


Prometi que ia me segurar para não comentar nada sobre isso aqui no blog, mas foram tantas alfinetadas e indiretas durante o dia que eu resolvi não me calar. Hoje, para quem não sabe, é o dia nacional do escritor, existente desde a década de 60 - e eu confesso que ia morrer sem saber dessa. Graças aos céus que existe o Twitter senão ia continuar sem saber da data. Enfim, todo mundo comentando sobre o dia e tudo mais e eis que os "do contra" começam a disparar: "blogueiro não é escritor", "blog não é livro e só é escritor quem tem livro" e por aí vai. Eu sabia que isso ia gerar a maior polêmica, mas já tinha decidido não me aprofundar no assunto mesmo adorando ver o circo pegar fogo.
Só que sabe quando você fica inquieto com uma coisa e você não se aquieta enquanto não dá um jeito nessa coisa? Então, é exatamente desse jeito que eu me sinto desde os meus oito anos, quando tive uma ideia para uma história e não sosseguei enquanto não terminei essa história. E foi assim que eu me senti depois de ter fechado o Twitter e lido aqueles comentários. Porém, eu tenho um blog e até onde eu sei, não há ninguém que possa me calar enquanto eu estiver falando sobre assuntos que devem ser discutidos. Vocês me entendem? É basicamente disso que eu falo: essa necessidade de escrever, de se expressar sobre tudo e sobre todos. Não importa se eu estou escrevendo no editor do blog ou numa folha de papel higiênico. Eu estou escrevendo! Isso já faz de mim um escritor e eu me orgulho pra caramba disso. Até onde sei, não são muitas pessoas que se atrevem a lidar com as palavras, ainda mais quando elas estão ali, prontas para serem julgadas por qualquer um que passe e as leia como acontece aqui na blogosfera. Também não é qualquer um que decide abrir um blog e escrever, escrever de verdade, com a alma e o coração, sem medo de ser feliz. É nesse perfil que eu me encaixo. Não tenho medo de escrever, amo escrever e amo esse blog. E não vejo motivos para não me sentir um escritor!
Não preciso ter livros publicados, obras consideradas clássicas ou best sellers na lista dos mais vendidos do New York Times. As palavras me são essenciais. Só me sinto completo quando elas estão ali, arrumadinhas, em um texto depois de pensar, raciocinar e conseguir colocá-las em ordem como as imaginei antes de por os dedos para funcionar. A escrita me preenche. E não é porque exerço a arte de escrever em um blog que não vou me sentir menos escritor. Muito pelo contrário! A todos vocês que tem a coragem de escrever o que se passa em suas impenetráveis mentes em um espaço tão pequeno e tão grande na internet, fica o meu parabéns. Repito, orgulho-me de ver que ainda existam pessoas que vão além de looks do dia, pseudoresenhas forçadas de livros cedidos por parcerias com editoras e memes. Vocês são muito mais do que isso e eu sei que os escritores dentro de vocês ficarão bem mais orgulhosos quando sentirem a emoção de um texto verdadeiro transparecendo nos comentários dos leitores.
Ser escritor é isso. É ser as palavras, viver as palavras, sentir as palavras. E acima de tudo, transformá-las em um motivo de orgulho para si, independente do local onde elas foram transcritas. Eu me orgulho de ser escritor! Eu me orgulho de ser blogueiro!

***

Pois é, fiquei revoltado e falei mesmo. Sou conhecido pela minha sinceridade. hahaha E então, o que vocês acharam do blog na versão em .com? Esse era meu sonho quando entrei na blogosfera: ter um domínio em .com. E eu achava que nunca seria capaz de fazer isso. Mas eis que eu fiquei ryco e o blog foi na onda! Estamos ou não estamos com a cara da ryqueza? hahaha Pretendo mudar o layout dele logo também e editar as páginas, além de vir com Pseudopsicologias e Aprendendo com o Tio Tiêgo novos! Se preparem, que o A Pseudociência tá voltando com tudo! Até mais, gente! 
 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Aos amigos, com carinho

Os eternos amigos da série que a gente ama <3
Post levemente inspirado na canção "Count On Me", do Bruno Mars.


Sabe aqueles dias em que tudo dá errado? Tipo quando você sai de casa todo serelepe e lindo rumo à aula de inglês e ploft, pisa num cocô dois passos depois de fechar o portão da casa. Ok, você vai, limpa e continua seu caminho menos serelepe e menos lindo até que opa! Você é quase atropelado por um caminhão em cima da faixa de pedestres. Tentando se recuperar do susto e da experiência de quase morte, você está a dois passos de chegar na escola de idiomas quando você vê aquela galera toda voltando com a maior cara de ódio. Você pergunta o que houve e a resposta vem unânime: "não haverá aula".
Ter pisado no cocô, quase ter sido atropelado para chegar no curso e não ter aula seriam motivos de sobra para sentar na calçada e chorar, se acabando de perguntar porque a vida é tão ingrata. Mas eis que eles estão ali, prontos para fazer você acreditar na vida (de novo), como super-heróis dignos de histórias em quadrinhos: seus amigos.
Basta um deles mandar o famoso "vamos dar uma volta?" para você esquecer de tudo o que passou naquele dia. O poder que a amizade tem sobre cada um de nós não tem explicação. É algo que acontece, apenas. Ela está ali para nos fazer enxergar que as relações entre as pessoas são mais do que necessárias - são essenciais. Se você tem um amigo, você tem um motivo a mais para sorrir. Para seguir em frente. Para viver! E não, não é exagero não. Por vezes eu já cansei de socorrer e de ser socorrido por amigos em momentos de fraqueza e acho que poucas vezes acreditei tanto nas pessoas como nessas. Não que eu tenha desistido da humanidade das pessoas, mas é que chegamos em um estado de raridade tão grande desse sentimento que até estranho quando encontro pessoas assim, humanas. A quem convenho chamar de amigos, felizmente.
Eu não me importo com distância, nem com saudade nem com nada disso porque sei que meus amigos de verdade estão aqui no meu coração, nas minhas lembranças. E não há obstáculos para com isso. Posso até ser rotulado de bocó, porém sou um admirador nato de cada um dos meus amigos e choro por isso quando paro para pensar no quão eles são primordiais em minha vida. Sentir que posso compartilhar da amizade deles a qualquer momento é maravilhoso! Sou grato, muito grato por ter vários amigos de coração, de verdade mesmo, daqueles que matariam e morreriam por mim e tudo o mais (hiperbolizando um pouco, of course). Ter amigos é nunca estar só! Arriscaria até dizer que ninguém está completo se não tiver amigos.
 Não lembro ao certo quem foi, mas teve algum escritor que poetizou dizendo que "a amizade é um amor que nunca morre". E é a mais pura das verdades. São amores que ficam guardados conosco de tal maneira que é impossível se desfazer deles. E é por isso que eu quero desejar aos meus amores-amigos, um feliz dia do amigo acompanhado por um muito obrigado bem grande, do tamanho da minha gratidão pela amizade de cada um. Não sou o Fiuk, mas amo muito todos vocês, morecos!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Feliz terceiro aniversário, A Pseudociência!


Dia desses estava comentando aqui no blog sobre o tempo que resolveu correr em ritmo de Fórmula 1. Numa hora, eu sou o garoto descobrindo a si próprio em um mundo confuso e complexo. Na outra, eu já decido ficar bem comigo mesmo, me aceitando do jeito que eu sou e vivendo os dias como eles são. Veio trabalho, veio faculdade, vieram relacionamentos e decepções. E sempre, em todas as horas, ele estava ali para registrar cada passo que eu dava em minha vida.
Na tarde de 17 de julho de 2009, eu entrava naquela lan house decidido a levar em frente um blog que me refletisse como eu sou e que acima de tudo nunca me fizesse querer me desfazer dele. E eis que assim aconteceu. Estamos há exatos três anos no ar com muitos relatos pessoais, opiniões polêmicas, chororós e chororôs. De crônicas a memes, esse blog marcou tudo o que eu considerei relevante na minha vida. E bem, o que eu não considerei relevante também foi levado em consideração. Tenho um orgulho tão grande desse blog! Ele já é parte da minha história. Basta clicar em qualquer mês ali nos arquivos para ver como eu era há  um tempo atrás. E me gongar bastante por isso também, risos.
A maioria do que eu ia falar, já havia dito no post anterior. Então, só me resta comemorar muito mais um ano de vida do A Pseudociência e acreditar que ainda passaremos muitos e muitos anos na companhia um do outro. OBRIGADO, SEU LINDO! <3

segunda-feira, 16 de julho de 2012

A persistência da pseudociência


Se tem uma palavra capaz de definir a minha relação com o A Pseudociência, essa palavra é persistência. Sem a menor dúvida.
Já tive motivos de sobra para deletá-lo: falta de tempo, ausência de internet em casa, computador pifado, inspiração viajando sem tempo para voltar, cansaço na hora em que eu estava disponível para blogar... São inúmeros os fatores que me faziam correr para outras tarefas bem diferentes de escrever. Mas sabe, sempre tinha alguma coisa que me trazia de volta pra cá. Se eu soubesse ao certo o que era, daria um beijo e um abraço nessa coisa porque se não fosse ela, talvez nem existisse mais um blogueiro aqui para contar as asneiras santas de cada semana.
Ontem, pensando nessa "coisa" que não me deixava me livrar desse blog, veio-me alguns fatores que poderiam ser levados em consideração: um deles, o apego que tive a ele nesses três anos de blog. Eu seria o maior irresponsável da face da Terra se me livrasse dele assim, de uma hora para outra, esquecendo a grande amizade que nós tivemos durante esse tempo todo. O A Pseudociência foi meu refúgio em muitos momentos. Eu queria chorar, mas ele me fazia sorrir. As palavras saíam, o post era publicado e os comentários e visitas crescentes me deixavam emocionados todas as vezes em que eu abria a página. Outro fator é a felicidade que eu sinto quando termino de escrever. Não consigo explicar. É uma sensação maravilhosa constatar a cada post que eu sou capaz de reunir meus pensamentos em palavras e melhor, que pessoas poderão lê-las e gostar delas do jeitinho em que eu as organizei. Não é sensacional só de falar? Imaginem só sentir isso sempre! E o último dos fatores, quem sabe o mais importante, foi a persistência que eu tive com ele, mais do que com qualquer um dos meus outros três blogs. Eu não passei de um ano com nenhum deles e com o A Pseudociência não. Amanhã ele apagará a terceira velinha, a terceira velinha de um sucesso que só eu consigo enxergar. Não preciso de um milhão de comentários por texto nem um absurdo de visitas diárias para dizer que tenho um blog de sucesso. Não, muito pelo contrário: a minha força de vontade, o meu desejo de escrever constante e crescente não me deixou desistir dele e isso me faz feliz num grau inimaginável! Só de pensar que eu resisti ao fim do Tudo de Blog, ao fim do Blorkutando, à onda absurda de blogs de moda-looks do dia-cafonas-bregas e de blogs-parcerias-com-editoras-resenhas e a todo o resto, já me vejo como vitorioso. Ainda sonho com aquela blogosfera de antigamente (me senti um velho falando isso, anyway), mas isso já é outra história.
Acaba que no fim das contas, acho que a persistência acabou dominando todos os outros fatores que não me deixaram abrir mão do A Pseudociência. É, se não fosse ela, eu teria desistido, sem dúvidas. O que eu já vi de blog decaindo porque os blogueiros ou começaram a fazer faculdade, ou a trabalhar ou a sei lá, curtir a vida adoidado, não é brincadeira. E sou muito grato, muito grato mesmo ao meu blog por ter me ensinado tanta coisa em tão pouco tempo. Amanhã se completará mais um ciclo e se iniciará mais um ciclo, de aprendizados, erros, acertos, risadas e lágrimas, assim como foram os outros dois ciclos. E que venham mais anos!

Até a próxima, gente!

[UPDATE: Seria sensacional se todos vocês participassem do Volta, Mundo Blogueiro, que como o próprio nome já diz, incentiva a volta daquela blogosfera que a gente que conheceu já tinha se acostumado a habitar. Ah, e agora há pouco vi que a minha indicação para o blog da semana acabou sendo "deferida"! Indiquei a lindíssima, poderosíssima, sensualíssima e inteligentíssima Vanessa, do Caixinha de Opiniões e ela está lá maravilhosa <3 Obrigado por ser um exemplo, Van! Arrasou!]

terça-feira, 3 de julho de 2012

Atitude sim, refrigerante não


Impressionante como o tempo voa. Ontem completaram seis meses desde que decidi abolir o refrigerante da minha alimentação. De lá para cá, foi sofrimento atrás de sofrimento, principalmente nas festas em que tive que ir e ficar a base de água ou sucos (isso quando tinha, porque quando não tinha era só a água mesmo e olhe lá!); foi luta atrás de luta e, no final (bem, nem tanto final assim porque não pretendo tomar de novo até ser obrigado), a felicidade reina por ter conseguido ser disciplinado o suficiente por tanto tempo para ficar longe de Coca-cola e Guaraná (meu ex-favorito). E se vocês querem saber, foi uma das melhores coisas que já poderia ter feito na vida! Já sinto as mudanças no meu corpo e antes que alguém pergunte, eu tenho vontade de tomar quando vejo, afinal foi uma vida toda tomando para eu chegar uma hora, dar um basta e parar totalmente de sentir falta também já seria milagre demais. Mas sei que fiz a escolha certa e dei o primeiro passo rumo àquela vida saudável que eu tanto almejo.
Agora fico pensando em quem não consegue dar esse primeiro passo. Medo, será? Receio, dúvida se deve se arriscar ou não? Creio que nenhum destes fatores possam ser maiores do que a vontade de chegar onde se quer chegar. Eu tive medo de parar de tomar refrigerante e me frustrar bonito lá na frente caindo na primeira tentaçã, confesso. Mas em nenhum momento eu pensei em desistir da ideia. Tentei, experimentei para ver no que ia dar. E olhem só, seis meses sem encostar em uma lata de Kuat (meu ex-refrigerante favorito, repito). Abandonei medos e receios e não dei o menor ouvido para quem disse que não ia dar certo - sim, muita gente disse que eu não ia aguentar. A galera da universidade então, comprava refrigerante para tomar na hora do almoço e eu lá, com o suco com gostinho de mágoa que servem no Restaurante Universitário ou com a água, na falta deste. Para eles pararem com essa graça, dei um jeito de impedir esses dependentes de refrigerante de continuar com a prática, pelo menos na minha frente. E assim eles fizeram: perto de mim, ninguém tomava uma gota sequer de coca-cola.
São essas pequenas atitudes que tomamos diariamente (sem a ajuda de refrigerantes ou derivados) que nos fazem pessoas melhores. Você pode até achar que não está mudando o mundo colocando o papel de bala no bolso ao invés de jogar no chão ou então ajudando instituições de caridade doando o que você não usa mais. Porém, você está fazendo a diferença. Da sua maneira, mas está. Tomar atitudes não dependem do próximo, nem dos distantes nem de ninguém. Além de você. Então, se você for parar de tomar refrigerante, não pare para pensar em nada. Faça-o. Não se importe com os obstáculos; eles se tornam meros coadjuvantes na sua busca pelo sucesso. E eu sei que você vai conseguir.
Enquanto isso, vamos tentando. E tentando, e tentando...