sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Uma estória sobre bullying, parte final

Em tempo: aqui está a parte um. E espero que vocês curtam o desfecho do conto!


* * *
Todos os outros ficaram paralisados, sem reação. Já eu, uma vez no controle da situação, falei tudo o que deveria ter falado desde o início desta brincadeira sem a menor graça.

- Antes de mais nada, Otávio, meu nome é Cássio. E se eu quisesse, poderia te arrebentar agora dentro desse banheiro, porque sei que esses três patetas não pularão para te defender. Mas como eu não sou de bater em ninguém, espero que você crie vergonha nessa sua cara cínica e nunca mais diga nada do tipo para mim. Homem de verdade não se esconde atrás da caricatura de um moleque que fica intimidando os demais com palavras ofensivas. A "bichinha" aqui se amedrontou no começo, mas viu que você não passa de um pirralho que ainda não acordou para a vida e está fazendo outras pessoas agirem do mesmo jeito e fechando ainda mais os olhos. - Ele esboçou uma reação e eu, em ato reflexo, pressionei-o ainda mais contra a parede. - E experimente me dedurar ou coisa assim para você ver se eu vou ter coragem de te alisar de novo - finalizei, mal acreditando no que tinha acabado de fazer.

Soltei-o e parecia que o sangue tinha fugido da cara dele. Os outros três me olharam com ar de incredulidade antes de saírem do banheiro e irem embora em um silêncio absurdo para quem tanto me xingou em quase um ano. Otávio me olhou com a pior cara de arrependimento que se possa imaginar e disse algo que jamais imaginei que fosse sair da boca dele:

- Desculpa. Por tudo.

Foi a minha vez de ficar perplexo. Com a surpresa estampada no rosto, encarei Otávio e sorri. Como todo bom vencedor. E ele, como um bom perdedor, admitiu a derrota. Confesso que saboreei devagarinho a sensação de poder e vitória que me era desconhecida até então.

- Bom saber que você se arrependeu, Otávio. E eu não sou de guardar rancor de ninguém, mas não pense que vou esquecer tudo de uma hora para outra. Por mim, vamos começar do zero. E que você escreva do jeito certo dessa vez - terminei, já indo emora quando ela desatou a falar de si. Disse que os pais eram viciados em drogas e que ele sofreu com isso a vida toda na escola, pois todos sabiam daquilo e o apelidavam de coisas horríveis. A única forma que encontrou de se sair das agressões psicológicas foi agindo da mesma forma com tudo e todos. Mas que agora tinha descoberto a lição e percebido o quão ruim era praticar o bullying, tanto quanto era sofrê-lo.

Acho que eu não poderia ter ficado mais surpreso. Por um momento pensei que ele fosse chorar, mas felizmente, Otávio levantou a cabeça, pareceu ser outra pessoa depois daquilo e seguiu seu caminho. Eu já esquecera do soco que ele tinha me dado, mas me lembraria daquele instante para sempre. O momento em que descobri que cada um de nós é provido de fragilidade. E que basta acessá-la para nos tornarmos um pouco mais humanos; exatamente como o Otávio fez comigo e exatamente como fiz com ele há alguns minutos atrás.

* * *
O bullying é um transtorno comportamental que pode ser revertido a partir da conscientização acerca de suas práticas e das consequências delas. Muitas vezes, o agressor se sente intimidado por algo/alguém e, para se equiparar, intimida também. A melhor solução é o diálogo, por mais clichê que isso possa parecer. Se não conseguir falar sozinho com o agressor, que fale com alguém mais velho sobre isso e que cheguem todos a um consenso, seja no setor pedagógico do colégio, seja num encontro entre responsáves para que estes possam mediar a conversa entre ambas as partes afim de que não hajam brigas nem discussões pesadas. Praticar bullying não é legal, limita uma pessoa e traz consequências graves para o psicológico do agredido. Por isso, combata-o! DIGA NÃO AO BULLYING!



quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Uma estória sobre bullying, parte um

Em tempo: esta estória foi baseada em fatos reais e, por eu ter me empolgado demais escrevendo-a, vi a necessidade de dividi-la em duas partes, para que não fique cansativo nem para você, leitor, nem para mim. Amanhã vocês saberão o desfecho da história!


***

" - Mulherzinha!
   - Mariquinha!
   - Vai virar homem, veadinho!"

Era mais ou menos assim que eu era recebido pelos colegas "carinhosos" todos os dias quando pisava em sala de aula. As agressões verbais eram tão constantes que eu até já havia me acostumado com elas - não significando que eu gostasse delas. Muito pelo contrário! Eu queria muito reunir forças para dizer "parem com isso!", mas o máximo que eu conseguia era correr para longe deles, me trancar no banheiro e chorar, numa tentativa frustrada de minimizar o sofrimento que eles me causavam. E o pior é que eu não sabia como acabar com aquilo. Era como se existisse uma espécie de bloqueio em mim sob a influência da qual eu não conseguia, de maneira alguma, reagir.
Até que um dia aconteceu.
Engraçado, eu era maior do que eles. Tanto na altura como na inteligência. E não tinha sucesso em acessar estes atributos. Com treze anos, eu já tinha praticamente um metro e oitenta, enquanto a maioria dos colegas  mal chegava a um e sessenta. Eu me sentia mal por ser tão diferente deles, mas não fazia gosto de que eles soubessem disso. Aliás, eu tentava parecer legal - mas meus colegas não eram nem um pouco legais comigo.
Essa falta de cordialidade deles estava com os dias contados, mal sabiam eles. E eu.
Era sábado letivo e chovia demais, o que era de uma anormalidade ímpar, já que em setembro nunca se veem nuvens negras no céu, principalmente no fim de semana. Cheguei no colégio encharcado e morrendo de vergonha de entrar na sala de aula. Por isso, fui ao banheiro tentar me secar. Ao abrir a porta de acesso ao primeiro dos dois banheiros masculinos, eis que me deparo com quatro meninos parados à minha frente, como se adivinhassem que eu entraria ali de presente para a zoação diária deles.

- A bicha veio molhada para escola hoje! Deveriam proibir isso. Aliás, o que é isso, a nova moda em Paris? - disse Otávio, o mais panaca de todos, apontando para o moleton que eu tirava da mochila.
- Ou será que é um capuzinho para brincar de chapeuzinho vermelho no intervalo com as amiguinhas dele? - ironizou Matias, o cachorrinho mais fiel do Otávio. João e Márcio, os outros dois seguidores se espocaram em gargalhadas mais forçadas do que vômito de bulímicos.
- Não enche - disse eu, tentando me esquivar deles. Obviamente, sem êxito.
- O que foi que você falou? A mariquinha se manifestou, ui! - bagunçou Otávio, com os olhos brilhando como sempre na hora de me azucrinar. - Pois vai aprender a respeitar seu superior. É por isso que eu odeio bichas. Raça de gente que não merece viver - completou, desferindo um soco na minha cara.

Naquele momento, alguma coisa dentro de mim despertou. E com uma fúria de titã. Nem me lembro ao certo como foi, mas larguei a mochila no chão, segurei o Otávio pelo uniforme e pressionei-o contra a parede, ato este que o fez arregalar os olhos.
De medo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Comentários gerais: resoluções 2011-2012


Ano passado, exatamente dia 20 de julho, elaborei algumas -trinta- resoluções que tentaria cumprir até dia 20 de julho desse ano. Por motivos de férias e cansaço extremo, não passei a lista a limpo, mas agora chegou a hora. Sem mais preguiças e delongas, simbora comentar a lista com as minhas resoluções 2011-2012!

Observações para antes dos comentários:
- Eu ainda não estava na universidade quando teci estas resoluções, então ignorem certas coisas que podem parecer tolas;
- Mudei MUITO do ano passado pra cá, perceberão isso nos meus comentários e
- Não me levem a sério. Não totalmente, rs.
 
LEGENDAS:
- RISCADO: missão cumprida
- VERMELHADO: não consegui cumprir a resolução
- NEGRITADO: parcialmente cumprida
~~~
  1. Levar a sério os estudos na universidade e estudar sempre que possível: esse foi cumprido com louvor. Primeiro porque todo o tempo livre que tinha, procurava ocupar com as leituras que os professores passavam ou pesquisando mais acerca dos assuntos trabalhados. Até sumi da internet! Mereço uma estrelinha de bom aluno! haha
  2. Conhecer outro estado do Brasil (além do Pará, que eu conheci em abril de 2011): larei. Ia conhecer Florianópolis no Encontro Nacional dos Estudantes de Letras em julho passado mas acabei tendo um imprevisto com todo o dindin que guardei pra viagem. Resultado: não conheci nada. E fiquei frustradíssimo com isso. :(
  3. Ir a um show de algum artista legal e que todo mundo conheça: larei de novo. Ia no show da Maria Gadú que ADORO, mas não fui por motivos de: gripe extrema. E isso foi o mais próximo que eu cheguei de ir a um show. E quase fui no do Michel Teló, mas ele não se enquadra no perfil "artista legal", então ignorem. :(
  4. Ganhar um autógrafo de um dos meus ídolos, qualquer um deles: cumprida! Rodrigo Andrade, que atualmente faz o canalha Berto Leal em "Gabriela", me enviou uma foto autografada e o CD novo dele! Já era fã, virei ainda mais fã! Foto aqui :)
  5. Acompanhar ao menos uma série com o resto do mundo: cumprida com ainda mais louvor. Passei a acompanhar Glee, Vampire Diaries e The Secret Circle (que foi cancelada ;////), além de Smash e, recentemente, The Glee Project. Ou seja, superei BEM a resolução. hahaha
  6. Ler muitos livros e conhecer escritores novos: vou colocar como parcialmente cumprida por dois motivos: o primeiro é porque estou ignorando os autores que conheci na universidade e que se tornaram indispensáveis à minha vida acadêmica; e o segundo é porque eu sei que poderia ter me esforçado mais, mas não o fiz. Mas conheci muito autor bom! Rick Riordan (Percy Jackson), Agatha Christie (E não sobrou nenhum, Os Crimes ABC), Nicholas Sparks (A Última Música, Querido John), Ana Beatriz Nogueira (Mentes Perigosas), E. L. James (Cinquenta Tons de Cinza, meu novo namorado) e mais alguns que não me lembro agora. Foram poucos, mas aumentei minha cultura literária, sem dúvidas!
  7. Consertar a tela quebrada do meu notebook: fracassei bonito. Levei um monte de facadas nas assistências técnicas e, parando pra pensar, seria mais negócio comprar um notebook novo. E é isso que pretendo fazer daqui a um mês. Rico eu magina?!
  8. Ser publicado em algum site/revista/jornal: não só uma vez, DUAS vezes no Jornal O Globo, na seção das notas dez e zero da coluna da Patrícia Kogut. Fotos aqui e aqui. Detalhe: aqui em Macapá não tem esse jornal, fiquei sabendo totalmente por acaso pela namorada do Rodrigo Andrade no Twitter! Como não amar meus quinze minutos de fama anônima? hahaha
  9. Terminar meu novo livro: parcialmente concluída MESMO. Mas pelo menos rascunhei toda a história e concluí metade dela. Espero terminá-la daqui para o fim do ano! Quem sabe não vem um best-seller por aí? s2
  10. Fazer faxina toda semana no meu quarto por pelo menos três meses: essa deu tão certo que faço até hoje. Comecei em agosto de 2011 e desde então, faço faxina todo santo sábado. EMPREGUETE EU MAGINA?!
  11. Ver mais filmes: essa não foi cumprida por falta de vergonha na cara mesmo. Eu preferia ficar perambulando pela internet ou estudando ao invés de ficar vendo filmes e fui empurrando com a barriga. Só fui me dar conta disso em 2012. Aí que eu acordei pra ver pelo menos os filmes que todo mundo comentava, né. No cinema, não vi NEM UM FILMEZINHO. Não fui UMA vez sequer ao cinema do ano passado pra cá. Dá pra acreditar? Minhas sessões eram todinhas na minha cama, quando eu via na TV ou no meu computador. Prometo tentar reverter isso. rs
  12. Fazer um regime útil e bom por mais de uma semana: essa foi barra, mas eu consegui! Fiz uma dieta japonesa mais cheia de frescura que o cão e passei fome nessa semana, mas desintoxiquei meu organismo todo, recebendo até elogios do endocrinologista quando o visitei para os exames de rotina do meu trabalho. Dói demais fazer regime, gente, pelo amor de Deus da coisa desumana. Mas no final das contas vale a pena! :D
  13. Ir ao nutricionista antes de fazer o regime: não fui. Minha tia que indicou o regime. rssss
  14. Começar a praticar algum exercício físico nem que seja uma vez por semana: me envergonho MUITO de ter me estrepado nessa. Por vezes eu tentei, mas não consegui. Essa resolução foi a mais difícil de todas, porque quem me conhece sabe que eu sou uma toupeira pra fazer exercícios, ainda mais regularmente. Vergonha, sei lá :~~ Porém, quero reverter esta situação tão logo. Um dia eu consigo!
  15. Comprar um tênis e um sapatênis novos: semana passada fui ao centro e lavei a burra! Comprei três tênis e, antes disso, ainda tinha comprado dois sapatênis. Liquidação é uma coisa linda de viver, sério s2 Comprar faz um bem danado pra alma. Sou fútil, bjs.
  16. Não reclamar de acordar cedo por uma semana: parei de reclamar ao acordar cedo. Ir pra universidade ficou tão legal que eu nem reclamava mais. Nem pra ir à missa aos domingos, como eu sempre reclamava, faço mais. Essa foi uma vitória tremenda porque eu era UÓ quando acordava cedo. Agora não, sou lindo e sambo na cara do sono s2
  17. Parar com a mania de querer colocar tudo quanto é coisa mastigável na boca: NUNCA CONSEGUIREI PARAR. É mais forte do que eu!
  18. Ir ao dentista ao menos uma vez por trimestre: exterminada. Graças aos céus consegui me manter em dia com o dentista desde o inicio das aulas na universidade até hoje. Morro de medo de dentista, confesso. Mas mesmo assim eu vou porque né, minha boca é meu cartão de visita, já diz a médica. haha
  19. Comprar um mouse e um pen-drive: o mouse eu ganhei da minha tia no início das aulas na UNIFAP e o pen-drive também, só que perdi esse e comprei outro pra mim. O mouse meu irmão roubou e nunca mais me devolveu e o pen-drive tá aqui do meu lado intacto como sempre, nem parece que já faz um ano que tenho. s2 CUIDADOSO EU MAGINA?! hahaha
  20. Evitar comer bobagens entre as refeições: AMÉM JESUS ME LIBERTEI DESSE MAL GLÓRIA IRMÃOS!! Essa eu tinha que comemorar porque olha, pensem no rei de comer besteiras entre uma refeição e outra. Coloquei na cabeça que isso fazia mal e logo parei com isso, ainda bem! COM ISSO, TAMBÉM PAREI DE TOMAR REFRIGERANTE <333 Sete meses sem uma gota! Orgulhosíssimo de mim!
  21. Programar saídas com os amigos no mínimo uma vez ao mês: triste. Minha vida social no segundo semestre do ano passado foi altamente comprometida pela minha rotina diária que afetava inclusive meus finais de semana. Mas em 2012 tudo mudou e passei a ver mais meus amigos, sairmos mais juntos e tudo o mais. Foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Foi parcialmente cumprida porque só coloquei em vigor nesse ano. Ano passado foi barra, caramba. :X
  22. Dedicar-me bastante ao curso de francês nestes últimos dois níveis (6° e 7°): me dediquei e exterminei com notas excelentes os dois níveis! No sexto, fechei tudo com 10 e no sétimo e último nível de francês, com 9,5, tirando a maior nota da turma! Terminei meu curso satisfeitíssimo!
  23. Fazer novos amigos na universidade: fiz VÁRIOS! Muitos amigos mesmo! Conheci gente que eu nem sonhava que fosse conhecer e melhor, me tornei amigo dessa gente toda! Uma das melhores coisas que poderiam ter me acontecido foi ter concebido minha vida acadêmica. Me trouxe pessoas incríveis que estarão pra sempre aqui comigo <3
  24. Fazer novos inimigos na universidade: não fiz tantos quanto gostaria, mas consegui atiçar a mágoa alheia, principalmente na fila do R.U na hora do almoço. COMO É BOM só ter amigas e os meninos darem em cima e eu estar ali pra defender s2 Acabei criando pencas de inimizades por ali. Hahaha Fora climões na minha sala, gente panaca que se revelou com o tempo, idiotas all the time... Gente cu por todos os cantos, merecendo meu desprezo. Uó.
  25. Pintar meu quarto de outra cor: pêssego s2 as fotos dele não carregaram, tô chatiadíssimo.
  26. Ir regularmente à missa: nessa eu falhei mas por motivos muito pessoais. Quem acompanhou meu drama por aqui sabe que eu vivo um confronto entre religião e sexualidade desde sempre. E isso afetou minha vida religiosa, muito. Eu passei a não me sentir bem na igreja, sabe? A fé permanece, mas não ali. E sim nas minhas preces. Anyway, só vou de vez em nunca. Que triste :~~
  27. Trocar cartas com mais gente legal desse Brasilzão: essa eu vou exterminar feliz da vida! Passei a me corresponder com o Joabe, com a Van, com a Deyse, com a Maris, com a Jenny, com a Tay, com a Seerig... Ai, só emoção essa troca de cartas. Felicidade define!
  28. Aprender a tocar um instrumento novo e/ou a cantar: queria MESMO ter conseguido cumprir essa, mas estive totalmente ocupado! Não tinha tempo pra nada! Agora que acabou o francês e que as federais estão de greve, farei de tudo pra me matricular em aulas de canto (vão me ouvir cantar aqui) e, quem sabe, de piano? Aí sim vou me sentir realizado!
  29. Ficar offline quando necessário e SEM RECLAMAR: nem precisava ter feito essa resolução. Me ocupei tanto, mas tanto que nem tinha ânimo pra ficar online. Fiquei off sem sentir nada. Prova de que eu cresci um pouquinho, né?
  30. Blogar toda semana, no mínimo uma vez: essa eu queria ter cumprido. Demais. Mas como vocês viram, era tanta loucura nessa minha vida que eu não conseguia nem dormir direito, quanto mais ter forças pra blogar. Mas este ano, jurei que ia me manter fiel ao blog ocupado ou não e cá estou, belíssimo, pelo menos uma vez na semana com posts novinhos pra vocês não sentirem mais falta de mim. Tô no caminho certo? :DDD
Saldo final: sete resoluções não cumpridas, cinco resoluções quase cumpridas e dezessete cumpridas. Acho que fui bem, não fui? Quero reformular logo esta lista e compartilhá-la com vocês, tão logo! Até a próxima, gente!

domingo, 19 de agosto de 2012

Ok, eu assumo - para maiores de 18 anos



Texto baseado na ideia (genial) de post com ideias coletivas das lindas do Volta, Mundo Blogueiro.]

Eu gosto de tanta coisa que a maioria detesta que eu tenho até medo de falar e ser apedrejado. Mas como não é típico de mim ter receio de dar a cara a tapa (ainda mais quando se fala de escrita), decidi escrever sobre algo que no começo eu me envergonhava mesmo de gostar, porém agora lido numa boa: a paixão pela temática erótica na leitura.
Não sei explicar, eu gosto. Juro que não sou um pervertido daqueles que só pensa em sacanagem. Aliás, muito pelo contrário: é algo tão maluco que eu mal consigo explanar. Mas ensaiando uma tentativa, acho que isso começou no início do ensino médio, quando um colega pediu pra eu guardar um livro pra ele. Tá, tudo bem, eu não sabia da temática do livro, tanto que nem vi quando ele foi guardado na minha mochila. Até meu colega ir embora e esquecer o mesmo comigo. Chegando em casa que eu abro a mochila, pam, lá está ele. Nem me recordo ao certo do título, mas era algo misturando "prazer" e o nome de um cara. Exemplo: "Ricardo, o boy magia do prazer" ou coisa assim. CLARO QUE NÃO ERA UMA COISA ASSIM, gente, 2008, né, nem existiam essas designações. Mas enfim, fiquei curioso e abri o livro.
Agora pensem em sexo. Multipliquem por duzentas páginas e pronto, você vai idealizar "Ricardo, o boy magia do prazer". Era basicamente isso: o cara gostosão que todos os dias pegava uma mulher diferente. E o livro narra o mês todo desse cara com as mulheres e todas as loucuras sexuais que ele fazia com elas, desde o sexo "normal" até correntes e algemas. Ficou assustado, caro leitor? Eu não. Aliás, foi uma delícia devorar aquelas duzentas e poucas páginas em uma noite. Fora os malabarismos que eu fiz pra esconder o livro dos meus pais, ainda mais que era a primeira vez que eu tinha em mãos algo com teor totalmente pornográfico. E a cara de quem pegasse aquele livro comigo? Lembro de morrer de medo de ser pego com a boca na botija, mas consegui ler o livro todo sem que ninguém me pegasse no ato, para minha alegria.
Depois disso, fui apresentado a filmes pornôs, vídeos e bububu mas nada daquilo me atraía. Eu gostava (e gosto) de imaginar o negócio lendo. SÓ lendo. Descobri isso com o passar dos anos, depois que o pornô ficou ainda mais acessível e eu quebrei a cara com tanta acessibilidade, já que o que me atraía nem sempre estava disponível. Mas volta e meia eu conseguia ler um texto ou livro sobre sexo e ficava emocionado - parem de pensar besteira que eu sei que vocês estão pensando - toda vez que terminava um deles.
Hoje, maior de idade, já tenho uma liberdade maior pra ler esse tipo de coisa - tanto que aproveitei uma promoção na Saraiva semana passada e comprei Cinquenta Tons de Cinza, o fenômeno do momento - e que tem conteúdo adulto. Pela primeira vez não me senti outlaw por estar em um relacionamento sério com a literatura erótica e a tendência é continuar assim - e o melhor é que depois de ter escrito tudo isso, a vergonha por gostar de sexo em palavras foi embora.
Só fica o apelo: caso me vejam por aí, não esqueçam de esquecer que eu sou só um guri que escreve coisas sem sentido em um blog de três anos, tá? Obrigado!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Entre a cruz e a... bíblia?!



Não sei bem ao certo se isso é polêmico ou não, mas sabe a atração que um boi sente por uma cobra? Então, é desse jeito a minha relação com a bíblia, o livro escrito pelos profetas de Deus (é isso mesmo?). Não sinto a menor vontade de lê-lo. Nem de ouvir falar sobre nem nada parecido. É como se alguém tivesse jogado um feitiço nesse livro para que eu não tivesse jamais pretensão de segurá-lo com as mãos e apreciá-lo como os best-sellers que costumo ler.
Posso até ir pro inferno ao dizer isso, mas eu decididamente não acredito na bíblia. Simples assim. É basicamente nisso em que eu apoio a não-vontade de ler a palavra de Deus. Antes que alguém pergunte, não, não sou ateu. Acredito em Deus, inclusive, e no céu e no inferno. Na morte e na ressurreição e tudo o mais. Mas quando começam a citar Lucas, Mateus, Jorge, Aluísio, Benedito, Baltazar ou sei lá mais que nomes tem na bíblia, não me sinto confortável. Entra por um ouvido e sai pelo outro, com a mesma facilidade com a qual entrou. Quer dizer, com a qual não entrou, porque né. O que ainda consigo absorver são as reflexões feitas a partir dos ensinamentos propostos pela bíblia - ensinamentos estes que inclusive precisam ser revistos porque olha, o que tem de coisa louca ali não é brincadeira. Mesmo não tendo lido, depois de me descobrir melhor fui atrás de respostas na religião acerca de sexualidade e eis que parei na bíblia. E ela condena os gays, as lésbicas e todo o povo colorido. Agora me respondam: como eu vou tirar proveito de algo que me condena? Sei que não é a bíblia toda e que muitas passagens ali são interessantes para pensar, mas do mesmo jeito me senti ameaçado. Não, não é nem essa a palavra. Senti-me de uma forma que eu não deveria me sentir. Excluído. Proibido. Interditado.
A suposta "palavra de Deus", com a qual eu estaria feliz e despido de temores acabou me deixando fragilizado. Não fui mais a mesma pessoa depois de constatar o conteúdo dela. Gostaria tanto que o Lucas, o Mateus e o resto dos apóstolos viessem aqui me explicar como pregar o amor com um livro tão controverso! É estranho. No mínimo, contraditório. E ainda assim, há quem acredite totalmente nela. Vai entender essa galera.
Depois de ter quebrado a cara com a bíblia, passei a levar menos em consideração o que ela diz e mais o que as reflexões acerca dela me dizem, por me acrescentarem lições que milhares de palavras reunidas em um livro esquisito não conseguem fazer. Afinal de contas, a fé ainda existe. O que falta são pessoas para ajudarem a semeá-la pelo mundo.
De preferência, sem se basearem na bíblia. Obrigado.

***
Oi, gente! Pois é, voltei. Depois de ter feito a mudança de layout! Pelos comentários, vocês gostaram! Que leitores lindos! s2 Eu devia ter postado esse texto ontem, mas a internet da vivo anda uma desgraça aqui em Macapá desde quinta-feira passada. Um absurdo! Por isso demorei a mudar o layout e a postar, mas prometo fazer um esforção pra voltar mais vezes e turbinar o blog atualizando tudo, da blogroll às páginas pessoais. E a propósito, ainda não voltei totalmente pro blog porque minha vida continua uma muvuca só, mesmo com a greve na minha universidade e sem o francês. Halp! Ah, e sobre o post, a inspiração veio depois que uma tia evangélica ardente veio louca atrás de mim depois que abracei um dos meus melhores amigos que é gay se despediu de mim. Disse que eu "precisava me libertar ouvindo a palavra do Senhor". Olhei pra cara dela e perguntei: "me libertar de quê, tia? Acorda pra vida e aceita as pessoas como elas são! E a propósito, esse cara é meu amigo e eu não tenho vergonha de dizer isso não!". Quem acabou ouvindo foi ela e eu dei as costas pra velha like a king, que é o que eu sou. As pessoas não respeitam mais umas às outras e isso me entristece num grau... Anyway, vou pegar o beco porque estou morrendo de tossir e espirrar e prevejo que essa vai ser uma longa luta contra a gripe de novo :( Remédio pra que te quero! Até logo, crianças!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Oi, desgosto. Tchau, agosto.

Agosto deveria ser sinônimo de depressão, né

Não sei se com vocês é assim, mas eu decididamente detesto agosto. Detesto.
Ainda não cheguei a uma teoria completa acerca disso, porém já pude parar e refletir sobre alguns pontos que fazem desse mês um dos piores (se não o pior) do ano. O primeiro deles é a descarga de realidade que vem com a chegada do dia primeiro. Julho já é tão curtinho (pior ainda pra mim, que sofro só com duas semanas de férias) por natureza! E aí vem agosto com toda a sua brutalidade e acaba com os meus sonhos de descansar lindamente e ser feliz por um tempinho a mais. Outro fator é a readaptação a tudo que parou nas férias: trabalhos, estudos, cursos, estágios, whatever. É pior do que tudo arrumar pique pra continuar com tudo aquilo de novo e que dor que me dá lembrar que devo dormir mais cedo pra acordar mais cedo porque trabalho no outro dia e devo me manter disposto. Nem reclamo tanto agora porque as universidades federais do país todo estão de greve, mas e quando voltarem as aulas? E meu instinto pai de santo me dizendo que elas voltarão até o final de agosto? Tem uma descarga negativa absurda nesse mês, só pode. Tudo de ruim acontece nele. Lembro que ano passado, logo no meu segundo dia de aula, dois de agosto, ao subir no ônibus para ir à universidade, o motorista arrancou e eu voei pra fora do ônibus me estrupiando todo. Fui lascado assim mesmo estudar, morrendo de constrangimento, mágoa e dor porque bati meu braço direito com uma força dos diabos no asfalto. E anteontem fazendo minha faxina cotidiana de sábado, que caí de cara no chão do banheiro? Nada disso aconteceu por acaso, não. É esse mês que me detesta tanto quanto eu o detesto. Deve ser uma maldição fazer aniversário no mês do desgosto, ai, como deve ser.
Já falei da realidade que agosto traz, já falei das experiências traumáticas com esse mês, já falei da mágoa que é ter que se readaptar a tudo de novo depois de um tempinho curto de férias e faltou finalizar com uma profecia que um maluco que vivia no meu colégio fez a mim e à minha melhor amiga quando atravessávamos a rua para irmos à padaria do outro lado da rua: "você, moreno alto, tome cuidado com agosto. Ela também, vocês dois serão desafortunados nesse mês". GELEI, na mesma hora em que ele terminou de dizer aquilo, ainda mais que foi em junho, quando estávamos prestes a entrar de férias. Sou demais supersticioso, só Deus na minha causa. Voltamos em agosto e demos de cara com o maluquinho profético, só que dessa vez calado no portão, segurando um cartaz com um monte de oitos. Tinha 8 de tudo que era jeito: deitado, inclinado, em pé, cortado no meio, pintadinho. Fiquei morrendo de medo do que aquilo queria dizer e lembrei na hora do que ele tinha dito antes das férias. Passei agosto inteiro cabreiro de medo do que poderia acontecer. Graças aos céus não me aconteceu nada naquele mês, mas em compensação em agosto do ano seguinte, eu quase morria, como disse ali acima. TENSO.
Não vou mais continuar com esse texto porque só de lembrar dessas loucuras já estou arrepiado. Que o desgosto de agosto seja um pouco menos intenso esse ano. E que as profecias do maluquinho do ensino médio voltem em triplo a ele nesse mês pela macumba ter dado certo ano passado. Pepeô.