domingo, 30 de setembro de 2012

GREVE DOS SERVIDORES BLOGOSFÉRICOS POR TEMPO INDETERMINADO

Mentira minha, gente, o título foi só pra chamar vocês pra lerem o post, rs. É que vocês me conhecem e sabem a vida que eu levo. Agora que voltaram as aulas na minha universidade, aquela loucura diária voltou junto e estou sem o menor tempo pra nada. A greve nas federais começou quase no finalzinho do primeiro semestre e por isso estamos correndo MESMO contra o tempo e verificando um monte de coisa que ficou pendente. Aquela mágoa do artigo científico voltou, a pesquisa nas escolas, resenhas, resumos, fichamentos, atividades do inglês e do francês... Voltou TUDO junto. Estou tentando me readaptar a tudo isso e reaprendendo a conciliar tudo. Acho que vou voltar àquela rotina de posts só no final de semana quando eu estiver desocupado, porque durante a semana só penso em estudar, trabalhar e dormir. Espero que vocês me entendam MAIS UMA VEZ. 

De um atarefado,

Tiêgo

P.S: tô mais ligado no meu e-mail do que nas demais redes sociais, então qualquer coisa se alguém quiser falar comigo, pode gritar no tiegoramon@gmail.com que eu respondo logo, prometo!
P.S²: recebi uma proposta INCRÍVEL. Conto mais detalhes no próximo post, se eu puder e não esquecer. hahaha Até a próxima!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Da série "o que foi que eu fiz?"



Lá vem mais um daqueles posts desabafo que eu sei que vocês gostam.
Vamos lá: não sei se é assim com vocês, mas eu nunca fui de ser barraqueiro nem nada do tipo, mas eu sempre gostei de deixar tudo às claras. Nunca fui de esconder nada de ninguém - quer dizer, a não ser que fosse me prejudicar, mas aí é outra história. Vivi cercado por pessoas sinceras e dificilmente topava com aquelas mais falsas do que Luís Vuitão da esquina da sua casa; mas pra tudo tem uma primeira vez. Na universidade, isso não mudou: continuei convivendo com pessoas sinceras e legais que felizmente fazem o mínimo pra me aturar todos os dias de manhã. Eu também faço o possível pra me aguentar porque sei que manhã meets eu é uma coisa complicada, mas tento esquecer isso sorrindo, o que faço de melhor.
Mas aí tem gente que não liga nem um pouco pra isso. E começa a te tratar mal, desnecessária e ridiculamente, mesmo com você usando de tudo o que pode para parecer legal. Isso sim me deixa bastante irritado.
Indiferença SEM MOTIVO.
Deixa eu contar pra vocês: uma amiga (agora ex, com certeza) minha de anos (anos mesmo, tipo cinco, seis anos) passou no vestibular junto comigo pra Letras na Unifap. Aí tá, tudo bem. Eu achando que íamos nos dar superbem como nos demos esses anos todos, quebro bonito a minha cara justo no primeiro dia de aula: me viro pra falar com a menina e ela simplesmente acena com a mão e se levanta, saindo da sala. Tá, ignorei, né, primeiro dia de aula e tudo o mais, conhecendo tudo acabei nem ligando. Porém, isso foi se agravando dia após dia e, no dia da eleição pra representante de turma semestre retrasado, percebi a tensão: éramos dois candidatos, um outro colega e eu. Ela disse que votaria no outro colega, na maior. Foi então que meu alerta mágoa deep começou a me avisar de que tinha algo de errado. Passou-se o tempo, a indiferença foi crescendo, crescendo e chegou ao ponto da menina passar por mim no corredor, esbarrar em mim e nem sequer pedir desculpas ou sei lá, dizer um "foi mal". Fiz a primeira tentativa de aproximação pra saber o que era que tava acontecendo e a menina me inventa algo pra fazer justo naquele momento, se esquivando igualmente na segunda tentativa. Parei com as investidas. Agora, depois que a greve voltou, as aulas retornaram e eu com saudades de todos (inclusive da menina que me esnobava), falei com todo mundo. Chegou na vez dela, ela simplesmente vira as costas e sai da sala, como se eu fosse contagioso ou coisa parecida. Fora que ela me excluiu do Facebook e do MSN sem pensar duas vezes. Tentei mais uma vez conversar com ela, que sumiu nas escadas do prédio onde estudo. Aí foi a gota d'água. Todo mundo percebeu que ela parece me ODIAR. E o mais engraçado é que todo mundo gosta de mim na turma. E ela se recusa a fazer parte do meio, sendo o pior de tudo o fato de eu não fazer a menor ideia do porquê dessa menina estar agindo assim. Várias pessoas já me disseram "esquece, é frescura", "ignora que isso é uma fase, essa menina é de lua" e até mesmo "com tanta gente gostando de você, você realmente se importa com o que ela pensa?", dito por uma amiga minha ontem no ônibus.
Fiquei com isso na cabeça. Eu realmente me questionei se eu fui atrás dela por gostar da menina, por consideração à nossa amizade (já morta) ou simples e puramente por obrigação. É, de tirar esse peso chato das costas de se sentir ignorado sem motivos. E cheguei à conclusão de que eu só queria saber o que aconteceu para que eu fosse tão odiado assim sem uma razão consistente. Já tentei usar esse argumento com ela, mas não adianta. Mandar a real também não vai adiantar, porque cabeças vão rolar. A única saída viável que enxergo neste momento é ignorá-la exatamente como ela faz comigo, pois não dá certo se importar com alguém que não liga a mínima para o que a gente pensa. E se é esse o jogo que ela escolheu jogar, ótimo. Problema o dela. Só sei que estou decidido e este post é testemunha: NUNCA MAIS VOU ME DIRIGIR VOLUNTARIAMENTE À ESSA MENINA. E que ela leia esse post, porque conhece meu blog e vai que ela me ame secretamente e esteja com medo de assumir, né. Tá aqui esse texto lindo pra ela quebrar a cara e nunca, nunca mais pensar em vir com hipocrisia e indiferença desnecessária pro meu lado. Tolero até onde posso (e olha que posso MUITO). Depois disso, sinto muito. Você perdeu por livre, espontânea e patética vontade um confidente, um companheiro e um amigo que poderia levar para o resto da vida.
E a propósito, eu não planejei esse post. Desculpem qualquer coisa, só precisava desabafar. Até logo, gente!

sábado, 15 de setembro de 2012

Adaptability

A quem perguntar, sim, tirei o nome do título do episódio cinco da segunda temporada de The Glee Project.

Em Jogos Vorazes, Katniss Everdeen e Peeta Mellark lutam pela sobrevivência se adaptando inclusive à eles mesmos

Dia desses, encontrei na parada de ônibus uma colega de ensino médio que não via há tempos e aproveitamos para colocar o papo em dia. Essa colega tinha um problema sério com namorados na vida dela: o coração da coitada só disparava por mau-caráter. Lembrando disso, eu perguntei a ela se o inconveniente persistia e a menina, rindo, disse que não. Que agora namorava um cara honesto, legal e trabalhador. O papo já ia morrer quando ela acrescentou, como quem não quer nada: "mas ele, no começo, era um mau-caráter. Com o tempo, ele se acostumou comigo e com meu novo modo de ver a vida e ele cedeu. Para melhor, né?". Sorri, realmente satisfeito com o desfecho da história. O ônibus dela passou, nos despedimos e a colega me deixou com aquilo na cabeça: pessoas conseguem de verdade se adaptar como deveriam às mais diversas situações na vida?

Tenho meus motivos para duvidar disso. Aquela lei de um fulano da biologia que diz que o ser humano se adapta a tudo nessa vida deve ser questionada. Já cansei de conviver por anos com pessoas patéticas e fúteis e nunca me acostumar com nenhuma delas, por exemplo. Passei três anos e meio no curso de francês e o cheiro de mofo das salas nunca permitiu que eu me adaptasse como deveria. E o que dizer de surpresas? São os momentos nos quais eu mais me sinto vulnerável na vida! E nunca consigo me acostumar com elas, impressionante. Tenho um monte de motivos para contestar esse papo de que o homem foi programado para se adaptar, mas quero sintetizá-los todos em um só: a vida é complexa demais para que consigamos nos manter estáveis em todas as situações dela.

Com tudo isso, ainda creio que acima de qualquer situação, desenvolver a arte da adaptabilidade sobre pessoas é o nosso maior desafio durante nossas existências. As situações são as mesmas, apenas mudam de pessoa para pessoa - como no caso do meu curso de francês e o cheiro de mofo das salas. Agora com gente... Elas mudam o tempo todo. Minha melhor amiga pode ser minha melhor amiga comigo, mas com outra pessoa ela pode ser a Carminha da vida real. Meus irmãos são uns pentelhos comigo, mas com outras pessoas são um doce de pessoa. E por aí vai; é uma gama de exemplos que eu posso citar que exemplifica isso. É muito complicado se adaptar ao ser humano. Tanto que costumamos nos apaixonar por pessoas totalmente diferentes de nós, não é verdade? "Os opostos se atraem" ou coisa assim. Pode ser fácil numa hora, mas na outra nem tanto. Adaptar-se é mais controverso do que podemos imaginar. É bom ir aprendendo a se camuflar. Vai que numa dessas a tentativa de se adaptar dá errado? Nada como a sensação de estar seguro. Para todos os efeitos, desperte o camaleão que existe em você e boa sorte na adaptabilidade!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A libertação: relato de uma saída (sem volta) do armário


Talvez este seja o texto mais pessoal que eu já tenha escrito em toda a história (nem tão longa assim) do blog.
Sabe, existem momentos em que você não aguenta, mesmo. Tipo quando você está num sonho tão lindo que ter que acordar às seis para ir ao colégio/trabalhar/whatever acaba sendo o pior dos castigos e você se vê sufocado por uma sensação que você poderia evitar continuando a dormir (e consequentemente, a sonhar), mas que por uma questão obrigatória, força-se a despertar. Ou até mesmo quando você está numa piscina, querendo aguentar mais tempo embaixo d'água, mas seus pulmões não aguentam nem dez segundos e você trata de submergir o mais rápido possível.
Até sábado, eu me sentia desse jeito. Preso num sonho do qual eu não queria acordar, sob a água de uma piscina querendo ficar o máximo possível lá. Porém, a vida prega peças na gente de uma forma surpreendente. Tenho que tirar o chapéu para quem escreveu o script da minha, pois estou satisfeito demais com o desenrolar do filme.
Enfim, era sábado, oito de setembro. Eu acabara de chegar de um encontro com algumas amigas da universidade, por volta de dez horas da noite. Não sei ao certo o que me ocorreu, mas algo me dizia desde o instante em que eu levantara da cama de manhã que aquele dia não seria apenas mais um dia. E assim aconteceu. Na caminhada de volta para casa, vim pensando em mim - coisa que eu não fazia há décadas. Depois de tanto refletir, constatei que eu estava me sentindo frustrado. Como bem vocês sabem, sou gay. Mas minha família não sabe disso, ou pelo menos eu acho que não. Meus amigos sabiam mas eu não conseguia contar para ninguém da minha família, o que seria o suposto 'correto'. Pois bem, cheguei em casa ainda pensando nisso, mas me desviando um pouco mais dos pensamentos por conta dos meus pais e da minha irmã que riam vendo um filme na TV. Assisti um pouco com eles, até que mamãe foi até a cozinha e eu a segui, involuntariamente. Ela iniciou um papo de que eu não ia há um tempão à missa e que queria que eu fosse na de domingo de manhã, pois era festividade de São Benedito.
Foi quando me deu um estalo. Lembrei de toda a confusão que foi tentar frustradamente mesclar igreja e sexualidade. Aquele era o momento. Hora de acordar do sonho lindo, hora de sair de baixo d'água. Hora de exterminar aquela sensação de sufoco que eu não aguentava mais sentir. Eu chamei sua atenção e comecei:

"- Mãe, eu amo você. E espero que a senhora continue me amando do mesmo jeito que sempre me amou durante dezoito anos de vida depois do que eu lhe falar."

Ela ficou gelada. Sorriu, mas logo ficou séria de novo pois percebeu que eu não brincava como sempre faço.

"- Fala, filho. Fala o que você tiver para falar."

E então, saltei rumo à felicidade, ao alívio:

"- Mãe, eu gosto de homens do jeito que deveria gostar de mulheres."

Não sei bem ao certo o que eu senti. Foi um misto de alívio com felicidade e satisfação. Agora ela parecia chocada. Nervosa, chocada, tensa. Eu a confortei, disse que eu era a mesma pessoa que era há cinco minutos atrás e ela me olhou, com os olhos cheios de lágrimas, dizendo as palavras que eu mais queria ouvir na vida:

"- Eu vou te amar e te apoiar do jeito que você é até o fim."

Aquele foi o momento mais feliz da minha vida. Nem tanto pra minha mãe, que depois ficou me perguntando se eu era gay desde sempre e outras coisas mais que todo mundo pergunta quando eu digo. E também confortei-a, falando que não era pra ela se preocupar porque eu não sairia na rua com um top e uma sainha coloridos e um megahair porque eu nunca me vi daquele jeito (desculpa travas lindas do meu coração, amo vocês). Na verdade, disse à ela, eu me sinto bem do jeitinho que eu sou. Com o corte de cabelo militar, com as calças largas, as camisas gola polo, o amor por livros, por jogos de luta, odiando alho e querendo ser escritor. Ela se emocionou com meu discurso e não parava de dizer que me amava, e que aquele era mais um orgulho para ela ter de mim.

E era apenas do que eu precisava. De uma fortaleza na qual eu pudesse me refugiar sem me sentir preso, incauto. E uma vez dispondo dela, não temo absolutamente mais nada. Dei adeus a uma fase minha que eu espero que não volte nunca mais. E agora é hora de continuar sonhando. Só que com os olhos bem abertos e com os pulmões cheios de ar, para que a sensação de alívio possa me invadir e me fazer esquecer que um dia fui um cara frustrado que disfarçava a dor mascarando-a sempre que podia. É hora de sonhar a realidade. A minha mais nova liberta realidade.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Cinquenta Tons de Vício

Meu exemplar de Cinquenta Tons de Cinza <3 br="br">
Ousado. Diferente, com uma sensação de "eu já vi isso antes". Sensual. Intenso. Forte. Viciante.
Em poucas palavras, é assim que defino Cinquenta Tons de Cinza, o mais novo best seller do momento que traz uma temática um pouco diversificada da qual estamos acostumados a conviver: dominação sexual. Porém, para quem acha que vai abrir o livro e se deparar com várias descrições de cenas de sexo, engana-se, e feio. Confesso que eu fui um quem imaginou que abriria o livro e logo no primeiro capítulo me depararia com mulheres amarradas em gravatas fazendo sexo com o cara que domina. E eis que eu quebro bonito a minha cara.
Cinquenta Tons de Cinza reune tudo o que um best seller tem que ter: uma história envolvente e personagens marcantes. A principal, Anastasia Steele, é uma versão madura da Isabella Swan, a mocinha de Crepúsculo, que até apresenta algumas características dela: é atrapalhada, não se acha bonita e ainda assim, consegue laçar o cara que parece perfeito, mas não é. Christian Grey. Christian-Dominador-Grey. O bam-bam-bam. Aquele que fez o coração nunca antes conquistado de Anastasia bater mais forte. No começo, o enredo parece bem simples, bem bobo, até. Só que isso para no começo. No decorrer das quatrocentas páginas do livro, somos apresentados a um universo que foge de todos os padrões. Anastasia - com a ajuda de sua "deusa interior" se mostra cada vez mais diferente depois de conhecer Christian de uma maneira que nunca imaginou conhecê-lo. E é a sequência de surpresas do livro que o faz tão sensacional. O sexo faz parte da história, tem que fazer. Porém, chegamos em determinado momento do livro em que até esquecemos dele. Acredito que não tenha sido esse o propósito de E. L. James ao escrever Cinquenta Tons de Cinza, mas que ela visou polêmicas, ah, se visou. E as alcançou sem a menor sombra de dúvidas: o que já vi de feministas condenando o livro por conta da dominação, evangélicos dizendo que o livro propaga o pecado e outras represálias ao best seller não é brincadeira. É compreensivel até certo ponto, pois a temática do livro não é exatamente a romântica de A Última Música de Sparks ou a mitológica Percy Jackson de Riordan. É algo novo, impactantemente novo. James acertou em cheio no tipo de narrativa: não chega a ser formal, nem chega a ser descolado demais. É de um equilíbrio anormal para uma época onde as narrativas e enredos costumam se assemelhar de tal maneira que chega a enjoar.
Cinquenta Tons de Cinza é um livro para se ler despreocupado. Sem estresses. Sem ser levado a sério. Em tempos de vampiros românticos e lobisomens apaixonados, um sadomasoquista e uma garota inocente levada a conviver com ele acabam se tornando intrusos, mas de uma maneira positiva. No geral, os dois tem sucesso em carregar uma trama cheia de mistérios, romance (sim, ele está presente) e sensualidade. A ousadia de E. L. James decididamente não poderia ter resultado em nada melhor. Depois de terminar a leitura, tem quem esteja atrás de um Cinquenta Tons exatamente como Christian Grey para ser, bem... amado. De um jeito nada convencional.
E eu, não mais secretamente, incluo-me neste grupo. Sem malícia.