sábado, 1 de junho de 2013

And here I go again.

"Why do you walk in the dark
 Hoping that love finds a spark?"
                                   (Maria Gadú - Like a Rose)

E mais uma vez, estou cedendo a sentimentos aos quais jurei resistência há algum tempo atrás. Eu realmente não sabia que a medida que o tempo passa, fica cada vez mais forte. Pode até parecer ingênuo que eu tenha apenas dezoito anos, mas antes estes sentimentos amadurecessem e se tornassem mais intensos ano após ano e não vez após vez. Meu coração está aflito. Eu estou aflito. Não sei, eu não sou assim. Ao invés de passar horas lendo, jogando no computador ou estudando, penso nele. Naquele sorriso que paralisou meus ossos no instante em que eu achei que não fosse mais conseguir respirar. Naquele cheiro incrivelmente impecável que invadiu minhas narinas ao me aproximar de seu corpo num abraço de quem acabara de se conhecer. Penso naquela voz que confesso, pouco foi emitida, mas que foi proferida o suficiente para que ficasse marcada em mim de tal forma que soa como uma orquestra sinfônica a cada vez que me recordo. Pensar naquele momento me traz esperanças. Esperanças de que a felicidade, a tão sonhada felicidade, está próxima de mim. Engraçado, eu não fazia ideia das peças que a vida seria capaz de pregar. Não mesmo. Tão perto e tão longe. Tão próximo e tão distante. Acasos nos separaram por diversas vezes, incontáveis vezes. Até que então, despretensiosamente, encontramo-nos. E como todo bom (ou mau, não tenho certeza) acaso, deixou-me abalado. Minhas mãos geladas, em contraste ao clima quente, passaram a suar. Detesto sentir isso, mas eu estava nervoso, muito nervoso. Como não ficar nervoso diante do inesperado? E pior, quando o inesperado te surpreende de forma extremamente positiva? Sinto até agora os calafrios percorrendo minha espinha. Neste exato momento, inclusive, tive arrepios apenas por me lembrar daquele instante que não sai da minha cabeça de maneira alguma. Poderia existir algum remédio, fórmula, composto ou o que for para esse tipo de ocasião. Não é possível! Até a cura da AIDS já surgiu e ainda não criaram uma pílula capaz de aliviar a angústia, a tensão de um coração estremecido por um amor. Quero me recusar a chamar de amor. Paixão, quem sabe? É um misto de tudo isso. Desta vez, é ainda mais diferente do que todas as vezes. O desejo de estar junto é latente, quase insuportável. É uma força sobrenatural que me faz querer estar perto daquele cara vinte e quatro horas por dia. Faz-me querer acordar ao lado dele e dizer que só de ele sorrir eu já sinto que vai ficar tudo bem. E mais do que em todas as outras vezes, nunca aguardei tanto um "vai ficar tudo bem". Eu não sou assim, repito. Mas puxa, o que é isso? Que sensação mais esquisita é essa que me invade tão depressa e que não pede licença? Eu mal tive tempo para assimilar que estivemos tão próximos e que se o destino tivesse dado só uma mãozinha eu provavelmente não estaria aqui me lamentando por algo que não ocorreu e que eu espero do fundo do coração que aconteça um dia. Agora, nesse momento, eu só quero deitar na minha cama, abraçar meu travesseiro e dizer para mim próprio que mesmo que não aconteça nada, "vai ficar tudo bem". É, é isso. Aceitar que tudo pode acontecer. E pode acontecer. Eu só preciso dar tempo ao tempo. E aprender a lidar com essa força estranha, para começar.

"If I close my eyes, I can see your smile.
I can hear the laugh, I loved and I can't get enough.
I could pull you closer in a moment, just like this.
I could stop the world with only just your kiss.
[...]
I just can't believe the love, the love, the love,e
The love, the love, the love,
It's taking over me."(Lawson - Taking Over Me)

4 pseudocomentaram:

Luana Natália disse...

E se eu disser que entendo perfeitamente sua situação porque estou passando por uma parecida? E mais do que uma pílula para acalmar as aflições, eu juro que queria algum tipo de máquina para saber o que se passa na cabeça dele. É horrível ficar tentando achar sentido por atrás de ações que, na maioria das vezes, não querem dizer nada.
Enfim, espero sinceramente que as coisas se acertem com vocês! :)
Beijos.

Emilie S. disse...

Já tentou se confessar? Digo, ser honesto consigo e com ele?
»»» Emilie Escreve

marcela disse...

Ah meu querido, bem vindo ao mundo dos corações apaixonados e das incertezas. Melhor coisa a fazer é resolver logo a situação: isso te poupa tempo e um stress danado. Boa sorte!

Italo Stauffenberg disse...

quando não conseguimos materializar as palavras através da fala elas se refletem através da escrita! sorte, tiêgo! sofrer de amor é tenso!