sábado, 26 de julho de 2014

Qualquer coisa

É, qualquer coisa. Só porque eu não suporto mais olhar para cá e ver esse vazio enorme que faz crescer o meu bloqueio criativo. Tudo me afasta daqui, impressionante. Eu quero escrever, mas jogar no tablet é mais interessante. Eu quero escrever, mas tenho que estudar. Eu quero escrever, mas preciso planejar aulas. Ah, pois é, comecei a dar aulas. Agora sou meio professor de francês. Professor nem tanto porque sou só um monitor, mas já me considero professor. A experiência está sendo incrível. Definitivamente encontrei o meu caminho. Eu ainda tinha sérias dúvidas sobre o que ia seguir na vida profissional mas me encontrei. Foram três anos até eu passar por uma seleção composta de prova de títulos, entrevista e prova escrita para que eu finalmente decidisse o que queria fazer depois da graduação. Tá, eu quero fazer mestrado também, apesar de estar um pouco receoso de largar tudo aqui para viver num estado desconhecido só para estudar. Tudo pode dar errado, mas a vontade está aí. Não sai de mim. Fora o universo que se abriria para mim depois disso: novos lugares, novas pessoas, novos conhecimentos. Talvez eu até precise disso para dar uma guinada na vida - não que ela esteja precisando, diga-se de passagem. Ela está maravilhosa, como nunca esteve. Sei lá, às vezes eu sinto falta de alguma coisa. Não sei o que é, mas essa coisa vive me perturbando. E não é a vida amorosa porque eu realmente não estou fazendo a menor questão dela. Sei lá o que pode ser. Só sei que eu comecei a escrever isso aqui totalmente certo de que não ia passar da primeira linha. E eu não quero parar. Não posso. Necessito disso para me sentir vivo. Mesmo que de vez em quando, escrever me deixa diferente. É um prazer inenarrável (sim, eu quis usar essa palavra para parecer mais bonito e polido porque eu não sou obrigado a não usar palavras difíceis). Ah, e nesse exato momento, estou aliviado pois estou de cabeça raspada e barbeado. Nem tempo para isso estou tendo mais, então quando consigo fazê-lo é meio que um acontecimento. Meio não, é um acontecimento total. Merece até uma foto dessa cara linda:


E pois é, continuo sendo o mesmo de sempre. Muitos quilos maior, um pouquinho mais alto e um pouquinho mais consciente de que escrever é um prazer e não mais uma obrigação, como eu via. Vou demorar anos de novo para voltar ou não, mas é certo de que esse desejo incontrolável de escrever não vai sair de mim nunca. Espero que isso continue sempre assim, porque estou terminando este texto com uma sensação tão boa, mas tão boa que parece que é a primeira vez (o que não é de todo mentira, já que é minha primeira postagem com vinte anos. Pois é, cheguei na casa dos vinte.). E fim, porque eu preciso ir ali revisar um artigo.

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