quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Melhores álbuns de 2015

Gente, 2015 foi um ano incrível para a música. Particularmente, conheci artistas incríveis e que fizeram os meus dias um pouco mais felizes - ou não, no caso das bads eternas. E seguindo a mesma dinâmica do ano passado, farei a famosa lista com os melhores álbuns de 2015 segundo a minha opinião mesmo. Reforço mais uma vez que foram os discos que me marcaram profundamente em 2015 e que, por isso, mereceram seu lugar de destaque nestas singelas considerações que tecerei. E eu juro que tentei diminuir a lista, mas foi tanta coisa boa que eu precisei compartilhar com vocês esses... 40 (sim) álbuns que deram o nome nesse ano maravilhoso.
Sem mais delongas, nomes aos bois (em ordem decrescente porque sim)!


40 - Ryan Adams - 1989: Quem viu minha retrospectiva musical do ano passado também percebeu que o 1989 da Taylor Swift foi um dos melhores álbuns de 2014. As composições são boas e a sonoridade também é incrível. Mas eis que 2015 chegou e trouxe o Ryan Adams com uma versão incrível de Blank Space e o anúncio de um álbum totalmente folk de versões do álbum homônimo da Taylor. E como se não fosse o suficiente, ficou INCRÍVEL!
DESTACO: Blank Space, Out Of The Woods, Style

39 - Johnny Hooker - Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito!: Em um ano no qual a música nacional se fez mais presente em minha vida, tive a feliz coincidência de assistir um filme incrível (Tatuagem), que conta com a participação do Johnny tanto na atuação quanto na parte musical. Amor Marginal me fisgou logo de cara e assim que saiu o álbum todo, morri de amores! E por favor, sem tretas com esse título porque o Johnny se traduz completamente nele - interessante, ousado, diferente.
DESTACO: Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito!, Amor Marginal, Você Ainda Pensa?

38 - Kehlani - You Should Be Here: Assim, como quem não quer nada, ouvi Kehlani por indicação de uma @ no Twitter e me impressionei com a consistência do trabalho dessa gata. As composições todas são bastante convincentes e a sonoridade é MUITO boa. Inclusive o Grammy reconheceu o talento da Keh (/íntimo) e a indicou na categoria de melhor álbum urban/contemporary (em inglês porque sim). Maravilhosa!
DESTACO: You Should Be Here, The Letter, Bright

37 - RHODES - Wishes: Conheci esse maravilhoso por conta do featuring com a dona na empresa minha bad Birdy e daí pra frente, o amor só aumentou. Wishes provoca reflexões bastante pertinentes sobre o amor e sobre as relações pessoais. Foi surpresa! Gostei bastante!
DESTACO: Close Your Eyes, Breathe, Let It All Go (feat. Birdy)

36 - Lianne La Havas - Blood: Quando soube que a Lili (/íntimo) ia lançar álbum novo em 2015, já fiquei todo me tremendo. Is Your Love Big Enough? foi um marco na minha vida em 2012 e eu já estava em crise de abstinência dessa rainha. Eis que ela lança Blood e eu realmente tive motivos pra ficar todo me tremendo, porque a qualidade só aumentou. Lianne tem uma melodia que me toca de uma forma que não consigo explicar. É rainha. E Blood só veio reforçar todo esse sentimento bom quando a escuto. Digníssima!
DESTACO: What You Don't Do, Wonderful, Midnight (lembrando que o álbum todo é maravilhoso)

35 - Adam Lambert - The Original High: Num ano em que o Adam veio ao Brasil para o Rock In Rio tendo a importante missão de comandar a icônica banda de rock Queen, também tivemos o lançamento do The Original High, trabalho mais consistente do Adam até então. Eu o acompanho desde o famigerado American Idol e de lá pra cá, a evolução dele enquanto artista é notória. Dá pra dizer que, hoje, o Adam se firmou como um dos grandes cantores da contemporaneidade. Merece muito!
DESTACO: The Original High, Rumors (feat. Tove Lo), Evil In The Night

34 - Disclosure - Caracal: Sempre no infalível (deep) house, os irmãos Guy e Howard Lawrence carregam na bagagem o aclamado Settle (de 2013) e a responsabilidade de manter ou superar o nível do antecessor - o que conseguiram com folga, diga-se de passagem, com o Caracal. Featurings históricos compõem o álbum que definitivamente marcou meu 2015.
DESTACO: Magnets (feat. Lorde), Nocturnal (feat. The Weeknd), Omen (feat. Sam Smith) - e eu precisava destacar mais uma: Willing and Able (feat. Kwabs)

33 - Kwabs - Love + War: E falando em Kwabs, o britânico (que eu conheci com o feat. do Disclosure) destruiu carreiras em 2015. Com uma voz grave e marcante, dificilmente se esquece da qualidade da produção musical do rapaz de 25 anos que debuta com o Love + War, trazendo uma coletânea de canções incríveis.
DESTACO: Love and War, Perfect Ruin, Wrong or Right

32 - Foals - What Went Down: De uma sensibilidade sem fim, o rock indie e psicodélico do Foals chegou na minha vida num momento crítico. Lonely Hunter fez a minha bad doer bem menos quando era mesmo tudo o que eu precisava. Seria negligência total da minha parte não colocá-lo nessa lista, mesmo não tendo curtido todas as músicas do álbum. O álbum, como um todo, funciona magnificamente bem.
DESTACO: Lonely Hunter, Albatross, Mountain At My Gates

31 - Miguel - Wildheart: O coração selvagem do Miguel também conquistou o povo do Grammy e foi indicado na mesma categoria da Kehlani. Um álbum sobre dualidades não teria como não ser bom; Miguel versa sobre opostos que, musicalmente falando, unem-se numa sintonia fantástica. As músicas de teor sexual são de uma destruição sem limites. Ao final do álbum, constatamos a firmeza com a qual Miguel conduz o "enredo". Muito bom!
DESTACO: a beautiful exit, the valley, FLESH


30 - Major Lazer - Peace Is The Mission: Quem me conhece sabe que eu tenho o crush da vida no Diplo (a.k.a dono de mim). Aí ele vem e se junta com outros maravilhosos e puff, produz essa coisa linda de viver que foi o Peace is the Mission. Arrisco dizer que Lean On se imortalizou em 2015 e é forte candidato a farofa do ano, de tão bom que é (ainda não enjoei até hoje). Impossível ficar parado. Me tirou das tristezas em diversos momentos! Promoveu a paz dentro de mim, como bem prega a missão do álbum. Maravilhoso!
DESTACO: Lean On (feat. DJ Snake e MØ), Powerful (feat. Ellie Goulding e Tarrus Riley), Too Original (feat. Elliphant e Jovi Rockwell)

29 - Alabama Shakes - Sound & Color: Aclamadíssimo pela crítica e indicado a 30983982393 categorias no Grammy (incluindo álbum do ano), Sound & Color solidifica o trabalho já bastante elogiado do Alabama Shakes. É difícil conseguir concordar com os especialistões, mas dessa vez estou completamente de acordo com eles. Sound & Color é, de fato, uma obra-prima.
DESTACO: Sound & Color, Future People, Over My Head

28 - Jack Ü - Skrillex and Diplo Presents Jack Ü: Aos fãs de trap/eletronic/dance (a.k.a eu), Diplo, Skrillex e companhia nos presentearam com um álbum que reúne o melhor do estilo. As vozes que dão forma às letras do álbum (a.k.a Justin Bieber, Kiesza, 2 Chainz e AlunaGeorge, para citar alguns) são um espetáculo à parte - e chamo o Bieber de espetáculo sim porque ele mostrou que cresceu e ninguém pode negar que Where Are Ü Now foi um dos hinos de 2015 - recebendo, também, indicações ao Grammy. Inclusive estou dançando pela casa enquanto digito esse microtexto.
DESTACO: Febreze (feat. 2 Chainz, To Ü (feat. AlunaGeorge), Where Are Ü Now (feat. Justin Bieber)

27 - Imagine Dragons - Smoke + Mirrors: Lembro que S+M foi lançado em fevereiro, época do carnaval. Enquanto todos pulavam na rua, eu estava em casa pirando com cada música desse álbum. Dan Reynolds e seus fiéis escudeiros continuaram o impecável trabalho iniciado pelo Night Visions com uma reunião de músicas, mais uma vez, sensacionais. Impossível não querer sair pulando pela rua ouvindo I Bet My Life!
DESTACO: I Bet My Life, Shots, Gold, Dream

26 - Fifth Harmony - Reflection: Que atire a primeira pedra quem sequer mexeu a cabeça ou cantarolou ouvindo Worth It! As meninas que saíram daquele reality show (que ninguém lembra mais) vieram pra ficar. Reflection foi um excelente debut para um grupo que, ao meu ver, não prometia tanto fora dos palcos da competição. Paguei pela boca, pois Like Mariah e Them Girls Be Like ficaram na minha cabeça por um bom tempo. Pra gente ver como é bom quebrar a cara, às vezes.
DESTACO: Worth It, Like Mariah, Them Girls Be Like

25 - Sleater-Kinney - No Cities To Love: Outro álbum aclamado pela crítica em 2015 foi o No Cities To Love e eu confesso que não conhecia, mas depois de tanto ouvi falar, ouvi. E o rock impactante da banda americana com um toque denso, agressivo e por vezes enérgico me encheu de inspiração quando eu estava travado de verdade para seguir em frente com meus afazeres diários. Aprovadíssimo!
DESTACO: Price Tag, Hey Darling, No Cities To Love

24 - Björk - Vulnicura: Precisei parar uma hora da minha vida para ouvir o Vulnicura, assim como fiz com todos os álbuns da Björk. E assim que a melodia inicial de Stonemilker ressoou em meus ouvidos, eu já sabia que viria mais um trabalho fantástico da cantora e compositora islandesa. Vulnicura é o tipo de álbum que te toca. Que conversa contigo. E que faz você entender que a música não é um instante, mas um momento eternizado em alguns minutos. Björk rainha!
DESTACO: Stonemilker, Atom Dance (feat. Antony Hegarty), Lionsong

23 - Meghan Trainor - Title: Finalmente lançando o álbum (porque eu já não aguentava mais o EP), Meghan estendeu em mais algumas o maravilhoso trabalho que já havia feito. Letras (inteligentes) que grudam na cabeça, muita ousadia e um carisma que transparece na voz fizeram da Meghan um dos grandes nomes de 2015 e o Title foi um dos álbuns que eu mais ouvi no início do ano. E realizou feitos inacreditáveis para uma artista iniciante, como vender quase 250 mil cópias na primeira semana e debutar em 1° no Hot 200 da Billboard. É, Meghan, se esse não foi o seu ano, imagina o que ainda vem pela frente!
DESTACO: All About That Bass, 3am, Dear Future Husband

22 - Justin Bieber - Purpose: Jamais imaginei que isso fosse acontecer um dia, mas chegou a hora de reconhecer que o Bieber cresceu. Detesto a pessoa dele, mas musicalmente falando, o menino evoluiu em todos os sentidos. Purpose é a prova viva de que um artista se reinventa de forma que a gente consegue até esquecer o problema que ele é longe (ou nem tanto) dos holofotes. Bieber, meu caro, você merece (como artista) a minha consideração.
DESTACO: Sorry, Love Yourself, The Feeling (feat. Halsey)

21 - Little Mix - Get Weird: Aproveitando a fala sobre crescer, as meninas do Little Mix mostraram a sua maturidade musical com o álbum novo. Sem dúvida nenhuma é o melhor trabalho delas até então (e olha que eu amo o DNA e o Salute) e fico MUITO feliz ao perceber que um grupo que acompanho desde que nasceu está no auge da carreira, trazendo ao mundo um álbum incrível como o Get Weird. A nova era das meninas começou - e começou com o pé direito.
DESTACO: Black Magic, Hair, Lightning


20 - Demi Lovato - Confident: Primeiro porque a gata é bonita. E segundo porque ela fecha. Mentira. É porque o Confident é de verdade o melhor álbum da Demi. Em 2015, reparei, diversos dos meus artistas favoritos lançaram álbuns que os mostraram mais maduros comparados aos trabalhos anteriores. Assim como foi com o Bieber e com o Little Mix, a Demi tombou. Fora que o Confident foi lançado perto de acabar a greve na minha universidade e parece que ele foi um dos responsáveis por me dar coragem pra acordar e encarar de frente o que viria pela frente. É aquela velha história do Stay Strong, Demi só que numa roupagem muito melhor. E mais digna, a propósito.
DESTACO: Cool For The Summer, Kingdom Come (feat. Iggy Azalea a.k.a A-DI-DI-UÁ), Father

19 - Selena Gomez - Revival: Claro que eu precisava colocar o Revival nessa lista, já que foi o tiro de 2015. Sim, foi porque eu não imaginava MESMO que a Selena fosse voltar tão destruidora mesmo. Good For You foi lançada e a gente mal conseguia acreditar que aquela menina inocente tinha se transformado numa mulher tão sensual e segura de si como sugerem os versos da canção. Tem quem diga que a Selena é a sucessora natural da Britney - e depois desse álbum, começo a acreditar com força nessa hipótese. Princesa.
DESTACO: Good For You (feat. A$AP Rocky), Me & The Rhythm, Rise

18 - Mika - No Place In Heaven: Novidade pra ninguém que o Mika é o meu cantor favorito, né? Bem, talvez seja e muitos vão me questionar "égua, Tiêgo, porque o Mika não ficou em primeiro nessa lista então se ele é teu cantor preferido?????". Olha, gente, não é porque ele é meu favorito que eu preciso deixar ele sempre num pedestal, né? Ou vocês defendem quem vocês gostam mesmo quando estão errados, por exemplo? Fiz essa pequena introdução só pra dizer que o No Place In Heaven foi uma das melhores coisas que o Mika já fez, mas que ele ainda me parece confuso musicalmente falando. É como se o Mika sólido de Life In Cartoon Motion e The Boy Who Knew Too Much tivesse se desestruturado. Mas isso não é de todo ruim, já que o No Place In Heaven é tão bom quanto o seu antecessor (melhor, inclusive). A faixa-título me fez parar e pensar na minha vida de uma maneira que eu jamais havia feito antes com uma canção dele. A energia do álbum como um todo me contagiou de uma forma única. Apesar de não ter me impactado de cara, é um álbum maravilhoso. E a propósito, this is not a conversation. I'm going to Rio!
DESTACO: Rio, No Place In Heaven, Staring At The Sun

17 - Tiago Iorc - Troco Likes: Esse é o primeiro álbum todo em português do Tiago e talvez por isso eu tenha gostado TANTO dele. As letras estão sensíveis de uma tal forma que não tem como não se identificar. E sempre no estilo que já é característico do Tiago, com o violão como marca registrada. Dei meu like sim, Ti! Sigo de volta!
DESTACO: Coisa Linda, De Todas As Coisas, Alexandria

16 - Of Monsters And Men - Beneath The Skin: Eu costumo ouvir o Beneath The Skin TODAS AS NOITES. O álbum me acalma de um jeito inexplicável. O indie pop da banda islandesa já me era fantástico, depois desse disco então... Ficou o amor eterno. E a alma também, já que as canções nos tocam por inteiro.
DESTACO: Crystals, Wolves Without Teeth, Black Water

15 - The Weeknd - Beauty Behind The Madness: Esse ano foi o ano de concordar com a crítica. The Weeknd figura em tudo que é lista de melhores do ano e não é por menos, gente. Beauty Behind The Madness é MUITO bom. E não foi só a crítica quem aclamou: foi um dos álbuns mais bem-sucedidos comercialmente em 2015. Com versos que marcam, uma melodia que provoca empatia e a voz, ah, a voz singularíssima do cantor montam essa obra espetacular que é o BBTM. Abel Tesfaye, você é incrível.
DESTACO: Can't Feel My Face, Tell Your Friends, The Hills

14 - Marina and the Diamonds - Froot: Sou suspeito pra falar da Marilene porque sou fã dela desde o The Family Jewels. Estava aguardando ansioso pelo Froot e não me decepcionei com o resultado. Mostrando uma Marinete mais frágil, mais aberta a emoções e mais introspectiva, esse foi, pra mim, o trabalho mais intenso da artista (que parece uma praga, não veio pro Lolla quando eu mais queria que ela viesse). Inclusive joguei vários shades nas amigas com Better Than That e fiz várias performances ao som de Blue, mas no caso só a gente entende.
DESTACO: I'm A Ruin, Blue, Better Than That, Forget

13 - Silva - Júpiter: Já gostava do Silva graças ao maravilhoso Vista Pro Mar, mas foi só com Júpiter que meu amor por ele se consolidou de vez. Romântico e um pouco sexual, graças aos céus, Silva traz novos elementos nesse álbum, como o R&B e o eletrônico com muito mais intensidade, em canções que me tranquilizam do início ao fim. Tem quem diga que o Silva é o irmão mais novo do Tiago Iorc. Se é verdade, não sei. Só sei que o meu sonho érotico é um feat. dos dois.
DESTACO: Júpiter, Eu Sempre Quis, Marina

12 - Tame Impala - Currents: Que álbum maravilhoso. Toda vez que escuto, sinto uma vontade incontrolável de viver, gritar, correr, sair abraçando e falando com todo mundo. Sério mesmo. Conheci o Tame Impala com esse hinário e foi amor à primeira escutada! Vou até ouvir, pra ver se crio vontade de viver nesse final de ano.
DESTACO: Let It Happen, Eventually, Past Life

11 - Ellie Goulding - Delirium: CHEGOU A VICIADA EM SER DONA NA EMPRESA MEU CORAÇÃO! Amo demais a Ellie e todo mundo sabe também que ela é a minha cantora favorita. E eu também preciso ser crítico em relação a ela, já que se jogou num pop chicletão porém com muita classe e qualidade. Senti muita falta do indie/dream pop em Delirium, mas é isso mesmo, a gente precisa aceitar que nossos artistas do coração vão se ajustar conforme a indústria. E o público principalmente, já que hoje todo mundo (até minha mãe) canta "love me like you do, lo lo love me like you do..."
DESTACO: Codes (STOP TALKING IN CODES LET ME KNOW WHAT'S UP CAN'T DO IT NO MORE - eu tive que cantar, gente), Lost and Found, I Do What I Love (tapa na cara dos haters)


10 - Years & Years - Communion: Esse hinário me encheu de vida no momento certo. Sofrendo de amores, crise na universidade, preocupado com o rumo da minha vida... Eu precisava ouvir a coisa certa. Communion foi essa coisa certa. O álbum é fantástico do início ao fim e não importa como eu estiver, basta ouvir Desire pra querer sair doido pela rua pregando o amor. Olly Alexander, já fiquei sabendo que você largou o violinista maravilhoso do Clean Bandit. YOU ARE MY KING AND I'M UNDER YOUR CONTROL, SEU LINDO!
DESTACO: Take Shelter, King, Desire

9 - Shamir - Ratchet: Estou rezando para o meu ex-crush ler isso, porque foi graças a ele que eu conheci o Shamir. MELHOR PESSOA, SOCORRO! On The Regular é o hino para todos os momentos. Performei muito ouvindo no ônibus voltando pra casa e indo pra universidade. Obrigado, crush, por ter me apresentado esse maravilhoso e por me mostrar que it doesn't get darker unless you expected too. Agora por gentileza leia este textículo e entenda que you put my head in the clouds. Ok, tentativas fail de conquista com as letras de Ratchet - que foi uma das revelações mais destruidoras do ano pra mim. Ah, e o Shamir curtiu meus tweets falando dele <3 nbsp="" p="">DESTACO: Darker, On The Regular, Demon

8 - Troye Sivan - Blue Neighbourhood: O Troye ano passado figurou na minha lista de EPs dignos de atenção para álbuns em 2015, assim como o Title da Meghan Trainor. E de fato, o menino de 20 anos roubou a atenção. Com um marketing fantástico e lançando um EP que deixou todos nervosos em setembro achando que seria mais um enrolation pro álbum definitivo, Troye Sivan mostrou que é muito mais do que o youtuber fofinho que o mundo conheceu há alguns anos atrás. Dono de canções fortes e bastante íntimas, o cantor e compositor australiano revelou ao mundo um conjunto de canções que funciona tão bem que fica difícil encontrar falhas. Foi um debut que projetou Troye para o mundo - e agora ninguém o segura mais.
DESTACO: Bite, Heaven (feat. Betty Who), Suburbia, for him. (feat. Allday)

7 - Kendrick Lamar - To Pimp A Butterfly: Talvez o álbum mais aclamado de 2015 (recebendo 9872798273982 indicações ao Grammy e nota 96/100 no Metacritic) atenda por To Pimp A Butterfly. Kendrick Lamar conduz um álbum repleto de críticas sociais consistentes e bastante relevantes para a sociedade contemporânea. É o típico álbum que fica marcado na história não apenas pelo seu valor musical e mercadológico já que foi sucesso de vendas, mas principalmente pelo seu apelo social, coisa que anda faltando (e muito) para os artistas que se "atrevem" a cantar a realidade. Foi com o Kendrick que eu passei, de fato, a curtir rap/hip hop olhando por outro viés as proposições desse estilo. Poético. Mágico. Impagável.
DESTACO: Alright, i, u, Hood Politics

6 - Jaloo - #1: JALOO RIMA COM PROPRIETÁRIO NA EMPRESA MEU COOL! Pela primeira vez em muito tempo eu amei um artista nacional a ponto de colocá-lo entre os 10 melhores do ano na minha lista anual. A cada faixa, a gente constata a autenticidade de um artista que não apela para obviedades por vir de uma região que já é iconizada como "a região do brega". O indie pop e o eletropop permeiam toda a produção inclusive nas canções que exaltam o tecnobrega, como Pa Parará. Jaloo mostra que é possível ser vários em um só. O Jaloo que exalta a natureza em Chuva é o mesmo que sofre por amor em Last Dance e que te convida para fazer parte dessa festa em Vem. #1 é um sopro de novidade (no sentido mais puro da palavra) na música brasileira. Ah, e eu posso soletrar pra entendimento melhor? É J-A-L-O-O.
DESTACO: Vem, Chuva, Tanto Faz, Fluxo, Last Dance

5 - Halsey - Badlands: Ela chegou como sugestão no meu Descobertas da Semana no Spotify (inclusive te amo Spotify) e ficou. Halsey e suas badlands mostraram, em letras de conteúdo forte e clipes bastante interessantes, que as novidades em 2015 ainda tinham muito o que mostrarem. Halsey já chega colocando as cartas na mesa e mostrando para que veio. Ainda bem, pois precisamos mesmo de mais artistas com atitude e com a coragem que a Halsey tem de mostrar a cara e defender aquilo que ela gosta, que ela vive e que ela é. Deusa!
DESTACO: New Americana, Roman Holiday, Colors, Control

4 - Florence + The Machine - How Big, How Blue, How Beautiful: É meio redundância chamar a Flo de maravilhosa, incrível, linda, fantástica, espetacular e etc, né? O indie pop/rock da rainha veio com tudo, abrindo os trabalhos de uma era impressionante. Ship To Wreck começa com uma melodia tão enérgica que a gente se pega querendo dançar. O álbum todo é cheio de hinos e eu não esperava menos. Confesso que ainda fiquei preso ao Ceremonials quando ouvi da primeira vez e criei resistência, mas hoje ele tá figurando aqui, no topo da minha lista de melhores do ano. HBHBHB é uma verdadeira obra-prima.
DESTACO: Ship To Wreck, Delilah, Queen of Peace, St. Jude

E agora, hora de conhecer os três álbuns que mais reinaram na minha vida em 2015:

3 - Carly Rae Jepsen - E.MO.TION: Vou confessar pra vocês: eu queria encontrar algum vestígio da Carly de Call Me Maybe em E.MO.TION, mas não encontrei. FELIZMENTE. Esse álbum foi um baque pra toda a sociedade porque ninguém esperava que a mesma Carly que lançou um álbum bem genérico em 2012 pudesse vir tão poderosa. As vibes disco/anos 80 que perpassam a obra me contagiaram TOTALMENTE. As canções tem sentimento, tem vigor e tem sensibilidade, tudo o que um álbum precisa pra me ganhar. E a Carly, por essa superação, mereceu figurar aqui. Pena que as vendas do álbum não reflitam o quão bom ele é (e dizem até que flopou). Mas no meu coração, ele tem um lugarzinho reservado. I really really really really really really like you, E.MO.TION!
DESTACO: Run Away With Me, All That, Boy Problems, Warm Blood

2 - Melanie Martinez - Cry Baby: MELHOR REVELAÇÃO DE 2015 SIM OU ÓBVIO? Ano passado cantei essa pedra mas só pude confirmar mesmo em agosto: Melanie Martinez é uma artista incrível. Em seu Cry Baby, a cantora cria uma narrativa fantástica na qual vemos a evolução da personagem homônima, que vive histórias semelhantes às que a própria Melanie vivenciou. A narrativa do álbum convence e as composições são de um cuidado e delicadeza ímpares. Críticos definem o Cry Baby como um dos álbuns mais ambiciosos de 2015 e de fato, o que se tem é uma Melanie certa do que quer: mostrar ao mundo a sua bagagem artística através de um alter ego que constitui um enredo brilhante. Pela diversidade de temas abordados, esse álbum me impressionou de todas as formas. Melanie entrou para o meu hall de cantoras favoritas e, sem o menor medo, digo que, se não fosse o primeiro lugar dessa lista, seu Cry Baby seria o melhor álbum de 2015.
DESTACO: Soap, Mad Hatter, Mrs. Potato Head, Dollhouse, Alphabet Boy

1 - Adele - 25: A volta da deusa abalou as estruturas do mundo inteiro, não só da música. Ninguém estava preparado quando surgiu aquele vídeo com um trecho de "Hello", do nada. Em seguida, tivemos o lançamento da faixa e clipe que destruíram todas as carreiras de quem se atreveu a desafiá-la. Um milhão de cópias vendidas só do single em uma semana. A espera pelo 25 foi torturante. Quando o álbum saiu, eu me deparei com uma Adele revigorada. Não diferente da que se apresentou ao mundo com o 19 ou que se solidificou com o 21. Uma Adele nova. Que construiu um hinário que não tem pra quem possa. Que vendeu oito milhões de cópias em pouco mais de duas semanas. Foi definitivamente o boom de 2015. É possível sentir em cada composição que Adele dialoga com a música e com a gente numa harmonia impecável, que arrepia a cada música e foi exatamente isso que milhões de pessoas ao redor do mundo, como eu, sentiram ao ouvir cada faixa desse hinário. O 25 é incrível. A Adele é incrível. E é por isso que, em 2015, foi a melhor coisa que chegou aos meus ouvidos.
DESTACO: tudo. Mas pra não fugir do padrão das demais, Water Under The Bridge, Send My Love (To Your New Lover), Love In The Dark, Hello

E vocês? O que ouviram de bom em 2015 que não está na lista? Conta pra mim!

2 pseudocomentaram:

Allan Penteado disse...

Adele, pra sempre! Eu confesso que quando ouvi pela primeira vez 25 eu fiquei me sentindo meio estranho, pq cara, 21 é perfeito demais e eu pensei: Não Adele, vc não pode me decepcionar, claramente dei uma segunda chance pro álbum e agora não consigo mais parar de ouvir.

Ela se supera.

Abraços.

Vanessa Bittencourt disse...

Fiquei impressionada com a sua lista. Pelo jeito vou guardar algumas dessas recomendações pra ver se enfim me atualizo e deixo de ser uma preguiçosa em termos musicais haha
Fiquei feliz de ver Adele no topo da sua lista. Acho justo, acho digno. Maravilhosa, espetacular. Ainda não cansei de ouvir o 25.
Mas o melhor de tudo é te ver postando novamente, né? Você não é Papai Noel pra aparecer só uma vez por ano, então trate de se manter na blogosfera, hunf.