segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Consciência é freio para excessos.
Consumir nos dias de hoje nada mais é do que uma obrigação. Sim, uma obrigação, não errei de termo. A lei da oferta e da procura nos atrai muito. O desejo de possuir aquele celular de última geração e maior do que nosso real gosto por ele, mas mesmo assim, adquirimos. Somos mais manipuláveis do que imaginamos. O capitalismo no qual estamos inseridos nos impõe apenas uma regra, que seguimos sem pestanejar: consumir. E cada vez mais cedo, este consumo desenfreado assume lugar em nossas vidas. As crianças já não querem mais que os pais as comandem pelas mãos na hora de ir às compras. Elas querem ser independentes financeiramente para gastarem com o que quiser. Exatamente como os adolescentes, que por volta dos 13, 14 anos, já são donos do próprio nariz e não admitem a guarda dos pais quando saem para comprar. E de alguma maneira, certos responsáveis acabam por sucumbir à vontade dos filhos. E então, o consumo absurdo começa. Eu mesmo confesso que já comprei muito mais do que devia e sem necessidade alguma. Simplesmente tiva a vontade incontrolável de gastar. Foram três camisas, dois cintos e quatro calças a mais do que eu havia planejado. Entretanto, hoje, diferente de vários outros adolescentes, eu tenho um autocontrole incrível. E sei bem como usar meu dinheiro da melhor maneira possível. Aprendo a administrar o que agora é limitado. Saí das custas dos meus pais e consegui um emprego que me remunerasse o suficiente para meus gastos pessoais. Ainda bem!
É da natureza adolescente conjugar incessantemente o verbo ' querer '. Com destaque para a primeira pessoa do singular, claro. E é quase normal as lojas seduzirem os jovens com promoções tão tentadoras. De queima-estoque à liquidações com 70% de desconto, as opções de consumo variam muito. Para a sorte da juventude, que mais do que nunca compra sem dó nem piedade. Os jovens consumistas devem ter em mente a palavra que fará não só reduzir o consumo excessivo, mas também auxiliar as demais áreas de sua vida que necessitam de ajuda: consciência. Talvez seja o termo-chave para tais situações serem solucionadas. Os ambientalistas nos pedem consciência. A polícia rodoviária também nos pede consciência. A igreja, idem. E porque não conjugar para si próprio o verbo ' querer ' na primeira pessoa do singular, mas ao invés de pôr objetos ou peças de roupas no final da frase, colocar a palavrinha consciência? Não seria ótimo se todos soubéssemos a hora de parar quando estivermos prestes a extrapolar nossos limites nas compras? Pois é justamente o que está faltando na cabeça complexa dos jovens.
Pelo menos eu já faço a diferença impondo limites às minhas vontades, já que sei que não poderei satisfazer à todas. E com a consciência adquirida na hora de consumir, faz muito tempo que não compro nem uma calça, nem um cinto e nem uma camisa a mais do que o planejado!
Pauta para o Blorkutando - 68º Semana: Jovem e consumista
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