Branco. Tudo era num tom claro, branco. E já haviam inúmeras pessoas no local, inclusive na mesa central, onde restavam duas cadeiras, com duas respectivas placas à frente. Os membros do Comitê Mundial da Paz acenavam para mim, até mesmo os que eu não conhecia. Fui apresentado à maioria dos estrangeiros e, após soar o sinal de início da cerimônia, sentei-me no meu lugar à mesa central. Eu sorria, como uma criança ao ganhar um doce. O sinal tocou novamente e todos silenciaram. O texto que eu havia ensaiado durante dias simplesmente sumiu de minha mente. E, para minha aflição, o mestre de cerimônia ergueu o microfone e começou:
- " Sejam todos bem-vindos ao 73º Congresso da Paz Mundial. Creio que os senhores já estejam a par do porquê desta convocação extraordinária. Estamos aqui para a nomeação do mais jovem presidente do Comitê Mundial da Paz. Palmas para o Sr. Ashton Kutcher!
Todos olharam para mim, felizes e satisfeitos. Meu coração dava pulos e estava prestes a sair pela garganta. Porém, num surto repentino de coragem e confiança, levantei-me e andei até o palco, onde me esperavam um público com quase mil pessoas. Ao tocar no microfone, senti que eu havia encontrado o que queria de verdade: promover a paz. Agradeci o apoio e a confiança de todos e iniciei meu discurso, que reapareceu em minha mente de repente. Explanei sobre a importância da conscientização ambiental, sobre a utilização do dinheiro para fins globais e sobre investir em tecnologia sustentável. Aquele que falava impecavelmente ali nem parecia eu! Parecia que eu havia sido dominado por uma força sobre-humana. Era como se eu estivesse possuído por alguém sedento de paz, mais até do que todos presentes ali naquele comitê. E eu desenrolava meu discurso exatamente como se estivesse atuando: normalmente.
Ao concluir minhas palavras, o ex-presidente do Comitê da Paz veio pessoalmente me receber e me desejar uma feliz administração. Eu estava fervendo de emoção por dentro. Eu sentia que era chegada a hora de fazer a minha parte para mudar o mundo. Que, enfim, eu poderia fazer a paz com minhas próprias mãos, gerar a paz. Agora, mais do que nunca, esta força sobre-humana queria me dizer uma coisa: "inicie a sua missão". E foi o que eu fiz.
Pedi licença às quase mil pessoas que assistiram meu discurso, apertei a mão do ex-presidente e, sem pensar duas vezes, saí daquele centro de convenções luxuoso e importante. A força me fez ver que dinheiro, fama, luxo e popularidade não valiam mais de nada. Eu precisava de algo que me impulsionasse na luta contra o mal. E isto era a força sobre-humana que me dizia o que fazer, a coisa certa a se fazer.
E assim, comecei a plantar sementes de paz no mundo inteiro. Abdiquei da vida dos sonhos de qualquer um para contruir a vida dos sonhos de quem havia perdido as esperanças. Hoje , vivo mais feliz do que antes e com mais leveza. Além das minhas expectativas, estou seguindo em frente. E em paz.
Pauta para o Blorkutando - 73ª Semana: Eu interior.
***
Oioioi, gente! Tudo bom com vocês?
Repararam que eu mudei meu humor? Nossa, já me recuperei do baque de ter perdido de vez meu sonho para aqueles imbecis do Vida de Garoto. Vou confessar que já esqueci isso e arrumei outras coisas pra me preocupar. A Capricho me decepcionou muito, já decidi que não comprarei mais a revista.
E bem, minha hora na lan house acabou.
Beijo;*

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