Telegrama. Era isso que meus avós utilizavam para se comunicar quando meu avô fazia viagens longas de caminhão pelo Brasil. E não só eles utilizavam, como também toda uma sociedade visivelmente maravilhada com o novo método de comunicação criado. O telegrama intermediava as notícias entre as pessoas, mesmo que de maneira lenta e sorrateira.
Telefone. Meus pais, quando mais jovens no ápice da paixão - e da saudade -, ligavam um para o outro sempre que podiam, porque não era um aparelho fácil de se obter assim, como é nos tempos de hoje. E não só eles, mas uma sociedade inteira evoluiu com a invenção do telefone, um objeto capaz de transmitir a voz de um lugar a outro instantaneamente.
Computador. Minha geração foi marcada pela sua invenção, pela sua engenhosa invenção, que foi capaz de reinventar todo o conceito que existia sobre veículos de informação.
E falando em informação, o xis da questão: a internet. Um dos principais, se não o principal, meio de informação, causou uma grande reviravolta na vida dos pobres terráqueos. Se antes meus avós tinham que fazer longas caminhadas até uma agência dos Correios para saber notícias e repassá-las, agora o e-mail faz isso, e no conforto do seu lar! Se antes meus pais pagavam caro para ouvir a voz um do outro quando a saudade batia, hoje usam o Skype por uma tarifa mínima comparada ao que era gasto anteriormente, e melhor, ainda podem se ver, ao vivo e à cores, separados apenas pelo monitor.
A geração Coca-Cola, famosa pelos versos de Renato Russo, ficou para trás. A era da tecnologia, da acessibilidade, da informação, praticidade e rapidez ganhou outra denominação: geração high-tech. O computador, que tanto contribuiu para a evolução de uma era, está sendo cada vez mais ultrapassado pela quantidade excessiva de instrumentos portáteis poderosos ( como notebboks, smartphones e até mesmo simples celulares), capazes de efetuar com excelente velocidade, funções que daria um significativo trabalho no velho computador. É claro que há exceções de pessoas que preferem seu micro do que tanta parafernália tecnológica, touch screen ou não; mas é bastante difícol resistir aos produtos tentadores que nos são oferecidos por baixos preços e facilidades de pagamento.
A constante modificação da geração high-tech faz com que haja uma certa obrigação nossa de acompanhar cada passo dado por ela. Seja criando redes sociais capazes de integrar pessoas do mundo inteiro em poucos cliques e do jeitinho que você quer, seja disponibilizando tudo, absolutamente tudo, em apenas uma barra de pesquisas. Acabamos nos tornando reféns de tanta informação, diversão e futilidades também, vale ressaltar. Não há como se esquivar dela, da geração high tech, que engloba a tudo e a todos sem restrição. Nós somo apenas frágeis marionetes nas mãos habilidosas no controlador, sempre aquele que sabe mais e melhor. Daí, toda esta nossa suscetibilidade à tranformação junto com o mundo, que muda a cada dia que passa.
O fato é que tentar se isolar destas tecnolgias chega a soar insano. E tenho um belo exemplo disso: eu mesmo! Uma vez que havia prometido ficar apenas no MSN, meus dedos não suportaram e correram a digitar meus dados para a criação de Orkut, Twitter, Facebook, Blogger... E cá estou eu, sendo a prova de que a geração high tech chegou e superou a Coca-Cola há muito. E esta geração chegou para ficar.
Pauta para o Blorkutando - 98ª Semana : Geração Sem Nome.
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Tá que eu disse que ia voltar antes e mimimi, só que as ideias nem sempre vem conforme eu planejo, infelizmente. Eu quero blogar sexta-feira de novo, um assunto superpolêmico, que será surpresa! Espero que gostem! E falando em gostar, curtiram o layout novo? Me deu vontade de mudar e mudei assim, do nada. Ficou bom? Quero opiniões, quero comentários, quero saber de vocês! Um beijo, e até a próxima!

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