E hoje o mundo parou para assistir o casamento entre o príncipe William e a até então plebeia Kate Middleton. O tão esperado casamento real, que todos aguardavam ansiosamente. Bem, acredito que eu não seja tão hipócrita a ponto de dizer que não quis saber de nada porque eu quis sim saber do que se tratava, pois Willian e Kate pra mim são só nomes próprios (e comuns) pra mim. Porém, depois que fiquei sabendo do que se tratava tamanho alvoroço, fiquei frustrado. Afinal, o que são os enlaces matrimoniais de atualmente mesmo? Ah, lembrei: uniões de dois segundos.
Não estou sendo exagerado, não. Estamos até saturados de tanto ver casamentos decaindo mais rápido do que foram planejados – infelizmente, indo de encontro àos famosos votos de aliança em tudo que é coisa. Cheguei a pensar que casar fosse algo sério, mas pelo visto só tenho motivos para estar enganado. As coisas evoluíram, meus caros. E com o casamento não foi diferente. Antes quando víamos toda aquela tradição de véu e grinalda, achávamos a coisa mais linda do mundo. Já hoje não passa de um mero acontecimento de rotina. É pra ocorrer, e só. O conto de fadas vivido por Kate Middleton não passará de uma ilusão das grandes quando ela acordar de toda a euforia de estar se tornando princesa e constatar que é o começo de uma série de fatos que mudarão para sempre a sua vida – o que eu aposto em dizer, fatos nada legais. Quem aí adoraria ficar subordinado à um sistema de segurança digno de Hogwarts pós-fuga de Sirius Black? Ou então ter que seguir regras atrás de regras, normas atrás de normas, como se acabasse de arranjar um emprego? Não acredito que esse seria o tipo de vida que eu gostaria de ter, não… Entretanto, alguma coisa me diz que o título dado a Kate fará com que ela se sinta mais do que recompensada por toda a “submissão” a qual foi indiretamente imposta. Status nessa sociedade vale muito, mas muito mais do que posses valiosas.
Acredito que a hipótese pra que tudo isso valha a pena é pura e simplesmente o amor. Se existir amor de verdade, o casamento dá certo. Se bem que na maioria das vezes, com o tempo, ele acaba mudando de várias formas… Mais um motivo para eu condenar o casório. Sei que é tudo muito relativo, só que não adianta querer ser feliz estando SEMPRE SEMPRE SEMPRE junto da pessoa amada. Sentir aquela saudade básica é até legal! Fora que ainda temos que suportar saber de tudo sobre o outro todos os dias, o que torna a inevitável rotina ainda mais deprimente. Portanto, fica a minha notinha de pesar pelo casamento do Willian e da Kate. Pois pra mim, não passam de mais dois seres humanos que tentarão ganhar na loteria ao dar certo no casamento.
Pauta para o Blorkutando – 135ª Semana: O Casamento do Ano

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