quarta-feira, 6 de julho de 2011

Das férias, as lembranças

E não é que de tanto a gente chorar elas resolveram chegar depressa? As férias chegaram e cá estamos fazendo mil e um planos pra esses trinta e um dias de ócio antes da fatídica volta ao pegar no batente (entenda por isso trabalhar E estudar, como será meu caso). Quisera eu estar lindo e de bobeira que nem vocês só curtindo os dias fazendo nada… Sim, eu trabalho nas férias também. E queria muito que meu salário recompensasse isso MAS ENFIM. Eu queria poder ter os trinta dias de férias pra fazer o que eu quisesse. Desde nada até nada. Era tão bom o tempo em que eu me jogava na cama e ficava lá, sem fazer nada, só planejando uma próxima história pra um futuro livro ou então imaginando o que eu faria de diferente no dia seguinte. Aliás, uma máquina do tempo ia bem agora. Jogaria todas aquelas partidas de jogo imobiliário com a galera da rua da minha casa, sem se preocupar com a hora. As férias tinham um significado tão intenso pra mim que eu tenho quase certeza de que não existia outra época do ano que me fosse mais conveniente e atraente. Não ligava para as despedidas de final de semestre/ano, porque eu sabia que voltaria a revê-los logo mais – diferente do que seria perder um dia todo de férias trancado em casa chorando a falta dos colegas. Sinto uma falta danada de quando eu não sentia vergonha de ir à praia e me esbaldava naquela areia quente e naquelas águas refrescantes de verão. Putz, quando as tias chamavam os sobrinhos para ir até a cozinha ajudá-las no preparo de algum prato? Íamos pulando de alegria, sabendo que raspar a vasilha com o que sobrou da mistura que levaria ao bolo de chocolate seria nossa recompensa! É, já houve um período em que eu me contentava em raspar as vasilhas com a mistureba do bolo mágico de chocolate que minhas tias faziam… Caramba, eu olho pra trás e percebo que eu era tão feliz com tão poucas coisas! Bastava o decreto das férias para que eu simplesmente passasse a ficar feliz com tudo, seja lá com o videogame no fim de semana ou com os textos que eu escrevia em pedaços de papel jogados no chão. Não vou dizer que é triste constatar que essas coisas todas passaram e não voltam nunca mais porque isso é uma prova de que eu estou amadurecendo e aceitando minha condição de “quase-adulto” mais rápido do que eu imaginava, mas não vou ser hipócrita ao dizer que essas lembranças não mexem comigo. Elas despertam uma coisa boa dentro de mim, um sentimento de saudade, mas aquela saudade boa, sabe? Aquela falta que você sente de coisas boas, que te fizeram bem! Para essas férias, além das lembranças, tentarei fazer coisas diferentes. Para que daqui a alguns anos eu possa me lembrar do esforcinho que fiz tentando recuperar os momentos incríveis que passei nas férias de cinco, seis anos atrás.

E você, que acabou de ler esse texto  (ou que mal leu o título), fica a dica: aproveite de verdade suas férias. Não sei se você é como eu ou não, mas faça o possível para não ter do que reclamar depois. Lembrem-se de que o tempo passa mais rápido do que o normal quando menos queremos. E lá na frente, vai ser de um conforto ímpar saber que você soube driblar esse impecilho do tempo voando num dos períodos mais gostosos do ano: as férias!

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