sexta-feira, 1 de junho de 2012

Time to grow up

Hoje é dia primeiro de junho. O que significa que faltam apenas dezenove lindos dias para que eu complete mais um ano de vida.

É, eu tinha o hábito de dizer “mais um ano” como se eles fossem apenas mais um ano a acrescentar em minha idade. Demorou, muito, mas a ficha caiu: daqui a dezenove dias, completarei dezoito anos. E antes que alguém venha me julgar ou sei lá, dizer que eu estou criando expectativa demais para algo que não mudará ou qualquer coisa do tipo, para mim, as coisas não são nem acontecem do mesmo jeito que são e acontecem para vocês. Enquanto que a maioridade será um fator decisivo em minha vida, pode ser que na de vocês não seja tanto assim.

Vocês sabem que eu sou adiantado em tudo, não é? Terminei a escola cedo, comecei a ler e a escrever cedo, aprendi a mexer em computadores sozinho e entrei na universidade com dezesseis anos. Nunca me senti mal por nada disso, muito pelo contrário. Eu até curto essa ideia de estar um passo à frente de tudo. Mas de uns tempos pra cá, isso começou a me incomodar. Primeiro por conta das obrigações que vem com a vida universitária (dentre elas, ser maior de idade), depois por que eu percebi que não valeria de nada ser adiantado nos mais variados momentos de minha vida porque uma hora ou outra, eu precisaria esperar. Eu teria que aprender a esperar, a aguardar o momento certo, sem querer avançar nem nada. Sabe aquela história de “o apressado come cru”? É mais ou menos isso. Finalmente, aos 45 do segundo tempo, eu percebi que faltava um fatorzinho de nada para que eu me declarasse pronto para a vida adulta e que por muitos é até visto como clichê chavão, mas que agora faz todo o sentido do mundo para mim: “tudo tem seu tempo”.

Tempo para ler, escrever, terminar a escola, entrar na universidade. Namorar, viver sozinho, viajar, escrever um livro. Tudo tem seu tempo, por mais que ele seja um chato e demore a passar. Reforço o que disse: não reclamo de ter “queimado” etapas de minha existência, não mesmo. Eu vivi cada momento da forma como deveria e fico feliz por guardar ótimas lembranças destas experiências. Só que agora está chegando a hora de abrir as asas e descobrir que meu mundo pode ir bem além do que aquilo com o qual eu me acostumei durante uma vida toda. É hora de sorrir, olhar para a frente e acreditar que a maioridade que virá tornará tudo melhor em minha vida.

Contas para pagar eu já tenho, a universidade e um trabalho também. Acho que só falta meu aniversário chegar e me mostrar que eu sou capaz sim de fazer aquilo que eu sempre quis.

Voar. Sozinho.

 

***

Pois é, crianças, tá chegando a hora de brincar de ser adulto! Tô excitadíssimo com a ideia! Tentarei aumentar o ritmo de postagens até o dia do meu aniversário. Prometo! Um abraço!

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