| Meu exemplar de Cinquenta Tons de Cinza <3 br="br">3> |
Ousado. Diferente, com uma sensação de "eu já vi isso antes". Sensual. Intenso. Forte. Viciante.
Em poucas palavras, é assim que defino Cinquenta Tons de Cinza, o mais novo best seller do momento que traz uma temática um pouco diversificada da qual estamos acostumados a conviver: dominação sexual. Porém, para quem acha que vai abrir o livro e se deparar com várias descrições de cenas de sexo, engana-se, e feio. Confesso que eu fui um quem imaginou que abriria o livro e logo no primeiro capítulo me depararia com mulheres amarradas em gravatas fazendo sexo com o cara que domina. E eis que eu quebro bonito a minha cara.
Cinquenta Tons de Cinza reune tudo o que um best seller tem que ter: uma história envolvente e personagens marcantes. A principal, Anastasia Steele, é uma versão madura da Isabella Swan, a mocinha de Crepúsculo, que até apresenta algumas características dela: é atrapalhada, não se acha bonita e ainda assim, consegue laçar o cara que parece perfeito, mas não é. Christian Grey. Christian-Dominador-Grey. O bam-bam-bam. Aquele que fez o coração nunca antes conquistado de Anastasia bater mais forte. No começo, o enredo parece bem simples, bem bobo, até. Só que isso para no começo. No decorrer das quatrocentas páginas do livro, somos apresentados a um universo que foge de todos os padrões. Anastasia - com a ajuda de sua "deusa interior" se mostra cada vez mais diferente depois de conhecer Christian de uma maneira que nunca imaginou conhecê-lo. E é a sequência de surpresas do livro que o faz tão sensacional. O sexo faz parte da história, tem que fazer. Porém, chegamos em determinado momento do livro em que até esquecemos dele. Acredito que não tenha sido esse o propósito de E. L. James ao escrever Cinquenta Tons de Cinza, mas que ela visou polêmicas, ah, se visou. E as alcançou sem a menor sombra de dúvidas: o que já vi de feministas condenando o livro por conta da dominação, evangélicos dizendo que o livro propaga o pecado e outras represálias ao best seller não é brincadeira. É compreensivel até certo ponto, pois a temática do livro não é exatamente a romântica de A Última Música de Sparks ou a mitológica Percy Jackson de Riordan. É algo novo, impactantemente novo. James acertou em cheio no tipo de narrativa: não chega a ser formal, nem chega a ser descolado demais. É de um equilíbrio anormal para uma época onde as narrativas e enredos costumam se assemelhar de tal maneira que chega a enjoar.
Cinquenta Tons de Cinza é um livro para se ler despreocupado. Sem estresses. Sem ser levado a sério. Em tempos de vampiros românticos e lobisomens apaixonados, um sadomasoquista e uma garota inocente levada a conviver com ele acabam se tornando intrusos, mas de uma maneira positiva. No geral, os dois tem sucesso em carregar uma trama cheia de mistérios, romance (sim, ele está presente) e sensualidade. A ousadia de E. L. James decididamente não poderia ter resultado em nada melhor. Depois de terminar a leitura, tem quem esteja atrás de um Cinquenta Tons exatamente como Christian Grey para ser, bem... amado. De um jeito nada convencional.
E eu, não mais secretamente, incluo-me neste grupo. Sem malícia.

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