sábado, 13 de outubro de 2012

Coração, ah, coração!



Engraçado, a vida tem umas e outras que deixam a gente meio desnorteado.
Há alguns meses atrás, eu quebrei a cara bem feio no amor. Achei que estava no caminho certo, que não estava me enganando ao seguir o que meu coração dizia. Mas me enganei, quebrei a cara como já disse e no final das contas, fiquei de coração partido por um bom tempo, jurando que se houvesse uma próxima vez eu não seria tão bocó quanto fui da última. E que não cederia tão fácil ao que meu coração estivesse indicando.
Pois bem, passou-se o tempo e com ele, fui esquecendo da dor. Voltaram as aulas, minha rotina louca de segunda à sexta e záz. Em meio a tanta correria, resolvi deixar meus sentimentos amorosos de lado e me dedicar mais aos estudos, trabalho e tudo o mais, justamente para não correr o risco de me magoar novamente e afetar todas as outras áreas da minha vida.
Quem disse que deu resultado?
Não adianta. Não adianta se sobrecarregar achando que você vai se livrar de se apaixonar, de amar. Pois afirmo com todas as letras, os sentimentos se sobressaem a tudo. A. TUDO.
Neste exato momento, eu deveria estar resolvendo um trabalho de Didática da Língua Materna I (sobre aqueles PCN's lindos, só que ao contrário) ou fazendo os deveres do inglês e de francês, mas meu coração não deixa. Ele está inquieto, não para de me importunar dizendo que eu devo ouvi-lo. E ele me diz que eu já me encontro, mais uma vez, apaixonado.
Engraçado (de novo), agora quero deixar todos os deveres de lado e partir para o abraço, me jogar nessa paixão para ver se dá certo. Quero me permitir. Quero viver. Quero esquecer que não preciso de um mundo de obrigações para me ver livre de uma sensação que me faz sentir ainda mais vivo. Quero ser feliz! Nem que para isso eu precise reaprender a amar. Sinto a minha liberdade ali, ao alcance de um passo, pronta para mim e eu só preciso abraçá-la, sem medo. E eu quero, como nunca quis tanto uma coisa na vida.
Estou apaixonado, de novo, mais uma vez, novamente. E por incrível que pareça, estou me sentindo a pessoa mais feliz do mundo. Que exista a contradição, se for para acontecer. Mas neste momento, a sensação de querer e ser querido, amar e ser amado não consegue superar nada, absolutamente nada, em minha simples existência.

***
Não sei se isso é uma característica da vida adulta, mas agora só consigo escrever quando os pensamentos vem um atrás do outro. Não consigo mais organizar o pensamento. As palavras vem, e eu escrevo. Podem reparar nesse texto, que pode parecer desconexo no começo, mas depois vocês entendem. 
Não prometo voltar logo, mas prometo voltar assim que possível. Até mais!

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