[Post baseado neste texto da minha queridíssima amiga Jenny.]
Numa roda de amigos, certa vez, jogávamos verdade ou consequência. Entre uma verdade e outra consequência, eis que a garrafa me indicou à berlinda. Meu amigo que havia girado a garrafa me desafiou a falar a verdade - eu deveria contar se eu já havia feito sexo. Virgem e conhecido pela minha sinceridade e ingenuidade, disse que não, que não tinha transado com ninguém até então. Naquele tempo, eu já era alto e tinha todo um porte de homem, mais do que tenho hoje - aí vocês imaginam a bagunça que eles fizeram comigo. Ninguém acreditava que um homem daquele tamanho ainda fosse virgem no auge da adolescência, enquanto todos se gabavam de suas experiências sexuais. Só que para mim, por incrível que pareça, aquilo era a coisa mais normal do mundo. Sempre foi.
Mas nem todo mundo pensa da mesma forma, certo?
Foi por isso que decidi iniciar o texto com esse relato - 'ilustrando' um pouquinho do que julgo ser você mesmo. Naquela situação, eu poderia muito bem ter mentido e dito que era um ás em assuntos sexuais, mas preferi agir conforme eu sempre agi: sendo o que sou. Quem me acompanha por aqui sabe que não tenho vergonha e muito menos medo de falar de mim, do que passei e passo. Não tenho a menor vergonha de dizer que gosto até hoje de RBD, que vejo BBB e adoro, que sou viciado em açaí com ovos e que choro por qualquer bobagem. Não tenho vergonha porque sei que se eu esconder tudo isso, não serei sincero, tampouco honesto comigo mesmo. E creio que não haja nada mais insuportável para alguém do que viver sob uma manta fantasiosa que só existe para si e para mais ninguém.
Ah, e antes que pedras me sejam atiradas, um aviso: acredito plenamente na personalidade mutável do ser humano. Acredito que as pessoas mudam conforme o contexto no qual elas são inseridas. Mas a personalidade delas, aquilo que as tornam únicas, não se desvencilha jamais daquilo que está incrustado na alma. É exatamente disso que eu falo: não abrir mão do que você é por qualquer coisa. Não é só porque todos estão amando uma banda que você precisa amar também. E aquele romance épico que todos amam, mas você detesta? Você leu e não gostou, e aí? É a sua opinião, foi você quem achou aquilo e não há como contestar (ou talvez até possa, mas isso é outra história).
Até agora, creio eu, ainda não inventaram uma única coisa que agrade a gregos e troianos. Nem Deus foi capaz disso, já que há pessoas que não creem em sua existência. Daí fica a reflexão: onde está o sentido de criar uma máscara para si? Agradar as pessoas? Se auto-promover? Encontrar o pote de ouro no fim do arco-íris? Não creio que valha a pena. Ainda sou mais curtir Cinquenta Tons de Cinza e não ter medo de falar do que ter Machado de Assis como ídolo e não entender uma vírgula do que ele diz. Porque afinal, como diz Preta e Gilberto Gil naquela propaganda da TV, "ser diferente é normal". E ponto final.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
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