sábado, 26 de junho de 2010

Patriotismo ou pressão?

Caso vocês não tenham reparado, eu coloquei a foto apenas para causar.


Tenho a leve impressão de que não devo ser brasileiro. Nasci no dia 20 de junho de 1994, o dia em que o Brasil foi classificado para as oitavas-de-final do mundial dos Estados Unidos. De dezesseis aniversários completos, dez tiveram como tema o futebol. Todos os meus irmãos jogam bola. Mas eu, eu que tinha tudo e muito mais pra gostar, sinto aversão ao futebol. Nunca fui fanático pelo período verde-e-amarelo que invade as ruas, as paredes das casas, as lojas e até mesmo o céu dos brasileiros. Sei que muita gente acha ridículo este tipo de comportamento nesta época que geralmente une todos nós, só que eu não posso evitar, lamento. Pseudopatriotismo comigo não tem vez.

Ontem, no fim do jogo do Brasil contra Portugal, todos ficaram insatisfeitos com o resultado. E foi nesta hora que eu mais tive firmeza em meu pensamento sobre o suposto patriotismo que toma conta da nação brasileira: se a seleção passou para a próxima fase, porque tantas críticas a respeito do placar? Números não são apenas números? Eles não valem nada se seu sentimento é fiel à seleção. As pessoas nada sabem sobre o que é mesmo o sentimento patriota verdadeiro. Eu própiro estou me atrevendo demais ao falar sobre patriotismo porque não torço para o Brasil e nem para nenhum time. Mas não acho muito certo o fato curioso das pessoas praticamente lincharem verbalmente aqueles que defendem o título para elas! Não é justo com os coitados dos jogadores.

No fim das contas e do texto, eu descobri que sou sim brasileiro diferente do que pensei lá no início do texto. Não desisto do que quero tão fácil, amo feijão com arroz e admiro o Lula por ser exemplo de superação. Afinal, não é preciso chegar a Copa do Mundo pra se declarar brasileiro, como fazem milhões de pessoas neste período. Mesmo que indiretamente, mostro-me feliz por pertencer a este país - apesar de odiar a paixão nacional.


*Esta era pra ser uma pauta pro Blorkutando, mas perdi o prazo.


***

Oi, gente!

Nossa, quanto tempo, hein? E eu ainda tinha dito que ia voltar com tudo! Mas enfim, o destino sabe o que faz. Fiquei sem PC por uma semana, porque os vírus malditos corromperam o sistema. Uma tristeza, ia até dormir cedo por causa disso. Mas hoje tudo está superado, ainda bem!

Sobre o vestibular: fui incrível. Vejam abaixo o motivo da minha alegria - com a classificação errada, fiquei em vigésimo, 20º:
Foi a sensação mais retardada que eu já vi! Ver meu nome ali, como aprovado, treineiro pra Jornalismo que conseguiu metade do seu sonho. Nunca me senti tão feliz como nesse dia! Todo mundo me parabenizou e tudo, foi incrível! Tô me sentindo capaz de tudo, eu senti que precisava ter tentado antes pra poder me sentir firme na tentativa real! E que venham as provas de verdade! Segunda-feira vou me inscrever no ENEM, e em agosto começam as inscrições para o vestibular da UNIFAP - Universidade Federal do Amapá - e para o da UEAP - Universidade Estadual do Amapá. E eu vou, confiante de que posso confiar em mim e que vou concretizar meu sonho! Vocês estão lendo o blog de um futuro acadêmico de Letras - Francês ou até mesmo Jornalismo/Comunicação Social!

Sobre meu aniversário: me senti maduro, homem. Pra dezesseis anos, que parecem tão poucos, me senti um pouco mais adulto. Responsabilidades, felicidades, amores, seja o que o destino quiser. Afinal, eu já estou preparado pra tudo. Cresci dois centímetros (1,92m!), meu corpo tá mudando drasticamente e eu só tô comemorando, porque tõ na melhor fase da vida! Uhul!

Minha vida amorosa: tá normal. Tô afim de uma garota, pasmem. Mas ela não me dá nem moral, e eu não tô nem aí. Até ela perceber que eu gosto dela de verdade, tem muita gente correndo atrás de mim. E eu atrás de muita gente. Hahahahaha, /fase séria e tarada minha.

Tô num momento curtição: fui numa rockada, tô pensando em ir à uma micareta e quem sabe eu me jogue numa boate nessas férias? Já tô livre da escola e quero mesmo é curtir com a galera cada tempo que temos livre dos deveres e das regras da escola - e do curso de francês que eu passei com 29, quase nota máxima, 30. Vamos ser felizes, vamos nos permitir!


E é nesse clima total alto-astral que eu deixo vocês aqui, à par de tudo o que me aconteceu nessas últimas semanas e com postagens mais frequentes. Quero voltar na segunda-feira, já com mais textos e com mais da minha vida, que só tá me dando motivos pra sorrir!


Pra vocês que me amam,

O Primeiro Beijo


Sabe quando você lê certo livro e parece que ele se conecta a você de alguma forma? Pois foi o que aconteceu comigo quando li "O Primeiro Beijo", de Marcia Kupstas. O protagonista, Alex, sofre nas mãos da galera até que Bete, aquela menina estranha que vive sentando na sua frente, lhe entrega um caderno daqueles com milhares de perguntas. Quando ele chega na pergunta "Como foi seu primeiro beijo?", tudo muda de figura e ele passa a viver a pressão de ainda ser BV. Li este livro em minha sétima série, aos doze anos de idade. Pode até soar infantil a minha idade naquela época, mas eu já havia me desenvolvido muito em pouco tempo e já tinha meus um metro e setenta e cinco e a voz grossa típica da puberdade - o que deixava as garotas se perguntando se eu era mesmo BV e normal.

É claro que não vou entrar em detalhes, porque assim o livro perde toda a graça. Mas posso adiantar que é impossível não se identificar com a história, afinal, quem nunca passou pelo dilema de nunca ter beijado? Sem contar que há todo um romance camuflado e tal, o que deixa a trama irresistível e que o beijo, em si, acontece num momento totalmente inesperado. O meu foi assim mesmo. Eu era muito apaixonado por uma garota que nunca me deu a menor importância; nós éramos até amigos. Até que houve uma festa em nossa escola e a amiga dela resolveu ficar comigo. E quando eu menos esperei, o beijo aconteceu. Não vou mentir, foi estranho e nada legal. Talvez pelo fato de que havia muitas pessoas ali, e eu idealizei aquele momento de uma forma totalmente diferente. Eu me recordo como se fosse ontem: assim que cheguei em casa e troquei de roupa, corri pro meu quarto e tirei o "O Primeiro Beijo" de dentro da minha mochila, num ato desesperado e totalmente inesperado, pois já eram mais de meia-noite e minha visão não me permite ler tão tarde assim. Mas li, sem pensar duas vezes, e sem parar um minuto. Encontrei minha situação ali nele e tentei descobrir também se eu era o único a achar o primeiro beijo estranho. E não, não fui o único a pensar deste modo. Surpreendentemente, a maioria dos meus amigos ainda não tinham beijado, o que me confortou muito. Aconselhei o livro para eles, que viram que beijar não passa de um ato normal que todos praticaremos, um dia.

Portanto, fica a dica: para você que já beijou, que nunca beijou, ou pra você que simplesmente quer ler um livro gostoso e saudável, eu indico "O Primeiro Beijo". É marcante, a história é linda e eu garanto que está longe daquela linguagem formal que dá sono. Apaixonante, intenso e incrível: os ingredientes que fazem com que um livro seja considerado, no mínimo, bom. E "O Primeiro Beijo" é isso e muito mais, podem ter certeza!



Pauta para o How Deal - 7ª Edição: Qual é o seu livro favorito?

[PS: Aproveitando esse embalo de dicas e tudo o mais, recomendo também de Marcia Kupstas o livro "Histórias da Turma" e "O Clube do Beijo". São ótimos, sempre leio os dois!]

[PS²: Daqui a pouco postarei de novo. Maratona de postagens acumuladas, a gente vê por aqui.]

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Só pra constar, passei no vestibular e tenho dezesseis anos!

Gente, só vim pra dizer que ainda tô vivo, que passei no vestibular e que, felizmente, completei meus dezesseis anos domingo! Aceito parabéns atrasado, viu? haha


E é só mesmo, tinha um monte de coisa pra postar, mas meu tempo é curtíssimo e não vai rolar mesmo! Assim que puder, e meu PC voltar pra casa, volto com tudo! Tenho um monte pra contar pra vocês!

Pra vocês que me amam,


@tiegoalencar

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Se for pra casar, feliz você precisa estar


Para início de conversa, eu nunca fui muito fã de casamento, não. Acredito que as pessoas podem muito bem ser felizes sem precisar de uma oficialização da união. Porém, no caso de haver um real interesse no enlace matrimonial, a questão virgindade é um fator que geralmente dá certa dor de cabeça. Porque além de ser um assunto do casal, é um assunto particular e que cabe somente à pessoa que quer se manter preservada, ou não. A partir do momento em que o indivíduo se sente pronto e confiante para transar, ele está preparado também para ser feliz ao lado daquele companheiro, independente de ser antes ou depois do casório.

Há pessoas que casaram virgens por pressão dos familiares, por religião ou por simples medo do que viria a ser o sexo. Apesar de eu ser totalmente a favor da liberdade de pensamento e expressão, a decisão de perder a virgindade pode surgir a qualquer momento. Por isso, a pressão dos familiares, a religião seguida e o medo do ato sexual tornam-se fatores secundários na importância deste momento tão especial. O fator primário é a disponibilidade e o interesse da pessoa para com o ato de transar. Lembrando que o casamento serve apenas para consolidar ainda mais o que já estava sólido para o casal. A virgindade pode, muito bem, ser discutida no decorrer da relação, no pré-casamento. Aliás, atualmente, casamento não é uma palavra que assusta muito os jovens? Transar não é um ato cada vez mais comum entre os adolescentes? Leve em conta estes dois fatores e note que casar virgem é quase impossível, e não é exagero afirmar isto.

Para ser um pouco mais direto, sou contra o casamento virgem. Porque apoio o fluir natural do ato sexual, seja em qualquer fase da vida, da adolescência à fase adulta. Afinal, nada pior do que se conter quando sua vontade de praticar determinado ato é muito grande. Sem contar que sua consciência agradece a atenção dada e seus pontinhos consigo mesmo se elevam muito, por se dar conta de que estará fazendo um bem enorme a si próprio!




Pauta para o Tribunal How Deal - Você é contra ou a favor do casamento virgem?

***
Oi, gente!

Eu falei que ia voltar logo, não falei? Eu próprio tô satisfeitíssimo comigo mesmo! E podem ter certeza que postarei amanhã e depois, contando tudo! Como foi meu primeiro vestibular de verdade - que será amanhã -, a tensão pré-prova, o famoso TPP, meu coraçãozinho que tá apertado, confuso e partido em vários pedacinhos, minha primeira rockada, a felicidade que tive ao passar de módulo no curso de francês e na escola (tô metade formado no ensino médio! Já me livrei de Biologia, Português, Literatura, Espanhol, Educação Física e História!) e minhas expectativas para o próximo semestre! Sem contar que domingo é meu aniversário e mês que vem o A Pseudociência faz um ano! E já vou logo adiantando o presente: duas edições do (meu) Tudo de Blog, lembram? Pra vocês que ficam ligados aqui, não se assustem se de repente eu pará-los em seus blogs pra dizer que quero a colaboração de vocês comigo!

Bem, vou mesmo deixar vocês mortos de curiosidade! Sou malvado, mas pode crer que eu também tenho meu lado bom.

E a propósito, vocês podem começar a se perguntar como é que um virgem falou tão abertamente sobre sexo no texto acima. Sim, eu sou virgem. E não tenho vergonha de admitir, porque sei que um dia irá acontecer. E enquanto espero, me divirto ficando com as pessoas mais erradas que se possa imaginar. Vivendo e aprendendo, né não? Hahaha


Pra vocês que me amam,


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Amor perfeito? Não mesmo!

Quando pus meus pés naquela feira de inventores, quase meus olhos saltam das órbitas. Máquinas para todos os gostos, fumaças verdes, inúmeros tubos de ensaio e pessoas, no mínimo, bizarras. Não dei atenção para estas que esbarravam em mim e murmuravam algo como um xingamento em japonês. Fixei meus olhos mesmo foi numa engenhoca parecida com uma geladeira tríplex, cheia de botões e luzes fosforescentes, que tinha acabado de entrar em funcionamento. Lembrava um pouco aquelas marias-fumaça que meu avô costumava comandar na época dele. Havia dois adolescentes que não deviam ter mais do que dezessete anos ao lado da máquina, esperando apreensivos e ansiosos pelo resultado do que sairia da 'geladeira'. Não me recordo de ter contado o tempo, mas acho que por volta de cinco minutos depois, uma mulher loira, alta, com seus um metro e oitenta de altura e um rosto angelical saía de dentro da engenhoca, perfeitamente bem e como se tivesse sido totalmente moldada. Um dos rapazes, o que aparentava ser mais velho, pegou na mão da loira, que prontamente segurou a sua suavemente e saiu dali com ele, como se já se conhecessem há anos - o que ficou claro que não era verdade, pois o acompanhante do adolescente arregalou os olhos com tal surpresa em suas expressões que foi inevitável pensar que a loira fosse uma estranha a ser desvendada. A curiosidade me invadiu por completo e quis descobrir do que se tratava aquela máquina e nada, nada daquilo fazia sentido. Existiam botões com legendas do tipo "cor da pele e dos olhos", "tamanho" e "temperamento". No exato momento em que desejei alguém para me ajudar a descobrir o que era aquela invenção, um homem baixo e sorridente chegou até mim, se apresentou como inventor da engenhoca e explicou, detalhadamente, o que era a Máquina do Amor Perfeito. Fiquei com um pé atrás, claro, como é que eu iria confiar numa máquina que faz pessoas?! No entanto, acabei me deixando seduzir pela proposta tentadora que o inventor fez a mim de experimentá-la. As palavras precisas e convincentes dele me fizeram ceder e idealizar - e concretizar, claro - a mulher perfeita pra mim. Minhas antigas namoradas nada tinham de perfeitas, ou até eram muito imperfeitas. E agora, eu podia fazer tudo diferente! Lembrei daquele bocão lindo da Angelina Jolie, dos olhos da Megan Fox, do nariz da Ashley Greene e do corpo da Jeniffer Aniston. Mais alguns retoques básicos e ela estava mentalmente pronta. Vou confessar que achei meio idiota acreditar que fosse mesmo sair aquela mulher que eu imaginei daquela 'geladeira' tríplex fria e cheia de luzinhas. Contei desta vez quanto tempo demorou pro meu "amor perfeito" ficar pronto: quatro minutos e quarenta e três segundos. E ela veio, exatamente, como eu havia imaginado: perfeita.

E talvez tenha sido este o único defeito dela.

Parecia que havia algo de errado com aquele projeto de anjo parado ali na minha frente. Era demais, era incrível, era o sonho de qualquer homem. Mas acabei percebendo que aquela máquina não criava o amor perfeito, ela apenas moldava a pessoa padrão para nós. Meu amor, aquela que eu amava mesmo, era a Clara, a garota estranha e psicodélica que morava no apartamento ao lado do meu. E ela, por sinal, não tinha sido gerada por meios materiais, como geladeiras tríplex que faziam pessoas. Aliás, a Clara foi gerada por um meio natural, que meus criadores também utilizaram.

Desculpei-me com a mulher que idealizei e com o rapaz que manobrava a Máquina do Amor Perfeito (para alegria do acompanhante do garoto que ficou com a loira lá no começo, que ficou com o sonho de todo homem que montei) e parti dali, mais convencido do que nunca de que não se fabrica o amor: ele simplesmente acontece. Mesmo que aconteça entre pessoas estranhas, como eu e a Clara, minha vizinha psicodélica do 503.



Pauta para o Blorkutando - 90ª Semana : Máquina do Amor Perfeito.

***

Foi, gente, eu falei que iria postar mais. Porém, minha semana continuou conturbada como a passada e acabei perdendo meus textos escritos no tempo de ócio! Procurei e não encontrei! Inclusive acabei de improvisar este para o Blorkutando, ficou bom? Ajudem-me comentando, achei que os comentários diminuíram bastante! Deem uma força pro Tiêgo, coitado! Hahaha

Assim que eu conseguir mais tempo, eu posto. Amanhã, ou depois, quem sabe? Não posso mais prever nada, minha vida vive retardada - rimou! -.


Pra vocês que me amam,


@tiegoalencar.

[PS/UPDATE: Gente, desculpem os erros de ortografia! É que digitei na pressa e só agora consegui reler o texto, mas tudo está consertado! E só pra vocês saberem, a real intenção do texto era dar ênfase à máquina! Mas não só à ela, mas como à importância do sentimento verdadeiro, como a Natália Souza disse. Explicado o porquê de tanta 'geladeira tríplex' no texto, James?]

domingo, 13 de junho de 2010

Reconnaissez-moi, s'il vous plaît .

Todo fã sonha com o dia em que verá seu ídolo bem de pertinho. Todo fã sonha em tirar uma foto com seu artista favorito. Todo fã sonha em ganhar um beijo ou um abraço de seu famoso mais querido. Mas acredito que nenhuma destas sensações se igualem à felicidade de passar em frente ao seu ídolo e ouvir seu nome saindo da boca dele. Já imaginou a situação? Seu ídolo, aquele pelo qual você seria capaz de estourar os tímpanos alheios e que você provavelmente faria as maiores loucuras por amor à ele, chamando você, acenando pra você, te reconhecendo! Acho que eu surtaria, pra não falar outra coisa!

Antes de escrever este texto, eu adormeci imaginando esta situação, encontrar meu ídolo e de repente, ele me chamar pelo nome dizendo que não poderia esquecer de mim por eu ter marcado sua vida. Em meu sonho, Lady Gaga, Rihanna, Fergie e outras celebridades que ocupam um espaço imenso no meu coração me chamavam pra cantar com elas no palco e eu, driblando toda a timidez que poderia me consumir, cantava junto com elas. Sentia-me o melhor dos mortais! E quando o Penn Badgley cantava só pra mim, naquela casa de praia belíssima dele em Connecticut? Morri! A música que ele faz só pra si - e pra Blake, claro -, compartilhada comigo! Maior do que essa moral, só ser levado em turnê mundial com o Mika, me convidando em doses alternadas de sanidade pra dividir os agudos e os graves com ele em "We Are Golden"!

Só sei que ser fã é uma tarefa árdua e difícil. Quem se arrisca, tem que arcar com as consequências. E muitas vezes, sonhar é apenas uma delas.


*****


Acordei deste sonho com uma imensa vontade de escrever. Só que fui afetado pelo mal da preguiça. E só tive tempo de postar agora, me desculpem mesmo. Agora, estou um pouquinho mais  disposto, até porque semana que vem eu já estou de férias! Meu ritmo de postagens vai aumentar consideravelmente e vocês não reclamarão mais da minha ausência! Muitas coisas estão me acontecendo, revoluções interiores e mais um monte de pessoas estão atravessando meu caminho e deixando marcas bastante dolorosas. Não se assustem se minhas próximas pautas parecerem tão chatinhas e sem nexo. É desamor, raiva e muita decepção. Só eu tirando um dia inteirinho pra contar isso num post só pra vocês!

E gostaram do lay mais clean? Enjoei daquele outro e resolvi mudar, aproveitei a nova paradinha de design do Blogger, já testaram? Adorei, simples e prático!

No mais, é só. Amanhã devo postar de novo, e duas vezes seguidas. Essa semana postarei muitas vezes, devido à quantidade de textos que tenho aqui em casa arquivados. Agora sim, O A Pseudociência ficará de barriga - ou sei lá o quê - cheia! E me perdoem pela ausência dos blogs que sempre comento! É que toda santa vez que vou comentar, o Blogger sempre dá um jeito de me atrapalhar! Assim que me organizar direito, me atualizarei em todos os blogs, e isso é uma promessa!


Pra vocês que me amam,

@tiegoalencar

quarta-feira, 9 de junho de 2010

The Brazil is colorful !

O café da manhã com meus pais era sempre aquele silêncio: pai lendo jornal, mãe querendo encontrar assunto mas não acha, e irmã que é quase muda ao acordar cedo pra ir à escola. Tudo estaria nos conformes se não fosse a expectativa para o resultado das eleições para presidente, senador e blábláblá, que ainda não tinha sido divulgada por nenhum meio de comunicação. Naquela segunda-feira, o jornal atrasou. E como atrasou. Quase uma hora de espera, e meu pai já estava com os nervos à flor da pele, pois ele não sossega enquanto não lê seu jornal matinal. Seu Oswaldo só conseguiu se acalmar quando Marcília, nossa governanta, adentrou a cozinha e trouxe o tão esperado jornal do dia.


Devagar, minha mãe parara de conversar com minha irmã sobre o quanto a vizinha havia ficado feia com o novo corte e eu, apreensivo, batia os pés ritmadamente, como se aquilo pudesse conter minha ansiedade. Foi ridícula a tentativa. Meu pai desfez o nó dado com o elástico para enrolar e fixar o jornal com cuidado, exatamente como em todas as manhãs. Só que a reação dele ao abrir o jornal não foi nada agradável e frustrou todas as minhas esperanças de, enfim, abrir o jogo com ele:


- NÃO POSSO ACREDITAR! O país colocou essa... essa... aberração pra nos governar! - exclamou ele, exasperado.

Minha mãe, como sempre, atreveu-se e leu os dizeres em letras garrafais impressos na manchete do jornal:

"Brasil é o primeiro país do mundo a ter um presidente gay assumido."

Não consegui enxergar nada porque estava na extremidade oposta da mesa, mas minha irmã me fez o favor de ler em voz alta a notícia:


- "Brasil é o primeiro país do mundo a ter um presidente gay assumido". Nossa, que coisa, não? - disse Larissa, parecendo mesmo pasma com o que acabara de ler.


- Isso é uma palhaçada, isso sim! Vou protestar até o fim contra o mandato desse sujeito. Era só o que me faltava, ser governado por um gay! - ironizou meu pai, com o rosto em fúria, pois seu partido havia sido derrotado pela oposição, justamente o lado do mais novo presidente.


- Pai, mas porque tanta fúria? Será que não basta pro senhor ter um partido que governou o Brasil por quase duas décadas? Hora de mudar, meu velho! - eu disse, tentando começar a conversa de um jeito descontraído.


- Concordo com o Luís, querido - disse mamãe, num momento raro de concordância comigo. - Acho que você deveria rever seus conceitos, porque os gays estão dominando o mundo e você já devia saber disso. Não não direi que estou feliz com esta vitória porque o candidato que escolhi não ganhou. Mas controle-se, Oswaldo. Não adianta chorar sobre o leite derramado.


Minha vontade naquele momento era carregar minha mãe no colo e enchê-la de beijos, mas o gesto pareceria meio insano e me denunciaria na mesma hora. Larissa não colocou sua opinião e saiu da mesa, com o pretexto de ir na casa de uma amiga buscar uns livros emprestados. Ela piscou pra mim e sussurrou um "boa sorte" tímido ao pé do meu ouvido. Tudo estava conspirando a meu favor naquela manhã. E a coragem simplesmente surgiu, deixando-me feliz por estar tão audaz assim numa situação tão... imprópria, digamos assim, para tais surtos impulsivos. Iniciei minhas palavras, confiante de que tudo ia dar certo - e tudo ia dar certo:


- Pai, eu preciso falar uma coisa pro senhor.


Ele me olhou rapidamente, já sem a expressão de raiva e comendo devagar a pera que tinha nas mãos, e fez sinal para que eu prosseguisse. Minhas pernas tremeram antes de continuar:


- Seria bom que o senhor se acostumasse com a ideia de ter um presidente gay governando o país.


- Porque, filho? - perguntou ele, largando a pera e cutucando minha mãe de leve, pra ela largar a revista de fofocas que ela tinha em mãos e prestar atenção em mim. Só que ela já sabia o que eu ia falar e deu uma piscadela pra mim, sem que meu pai percebesse.


- Porque o senhor é responsável por um, bem aqui na sua frente.


Ele me olhou com uma expressão pasma, de raiva, de medo, de pânico. Ele se levantou da cadeira, olhou nos meus olhos e disse, me deixando com medo:


- Você só falou isso por causa daquele maldito cara que será presidente, não foi? A opção sexual dele influenciou a sua, não foi filho? Fala! Faço questão de ...


- Para, pai! - eu o interrompi, querendo que ele entendesse que nada do que ele falava fazia sentido. - É uma opção minha, eu escolhi isso pra mim e ninguém teve nada a ver com isso. Só eu e pronto.


- Esse jornal desgraçado não devia ter parado aqui em casa hoje! Você acabou com meu dia, Luís!


Bem, eu já esperava isso do meu pai. Conservador demais, sério demais, durão demais. Mas quero apostar como daqui a pouco ele vem falar comigo, todo arrependido - quando ele ver que esqueceu o celular em cima da mesa. Minha mãe me abraçou, orgulhosa de minha coragem e de minha firmeza ao falar com papai e me reconfortou, dizendo que estava do meu lado, sempre. Não fiz questão de ficar abalado emocionalmente, muito menos de derramar lágrimas incessantes na minha cama. Eu sei que há muito mais para se fazer do que se lamentar por um pai não lhe aceitar como você é.


Principalmente quando ele se baseia em uma manchete de um jornal e não em seus próprios princípios.






Pauta para o Blorkutando - 89ª Semana: Extra! Extra!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Tímido até a alma !

Vocês podem até estar se perguntando, como alguém que tem um blog e expressa tão facilmente o que vive em palavras pra todo mundo ver é tão tímido assim, mas podem acreditar: eu morro de vergonha de tudo. Desde falar com alguém que eu estou apaixonado até apresentar trabalhos em sala de aula. Fico vermelho, começo a tremer e suo que nem uma bica. A vergonha já me arapalhou em diversas situações, mas eu me recordo de uma, em especial, que fez com que eu nunca mais pusesse os pés naquele anfiteatro de novo.


Minha classe tinha feito o melhor trabalho sobre o período cafeeiro no Brasil e eu era um dos escravos na peça - que, modéstia à parte, foi ótima e a timidez não me atrapalhou tanto. Como "prêmio", ganhamos uma apresentação no anfiteatro da UEAP, a Universidade Estadual do Amapá. Lá, arrumamos o palco e tudo, e até o momento do evento que ia acontecer do curso de História, eu não tinha ideia de quantas pessoas iam estar lá. Mas, pra minha desgraça, apareceram quase trezentas - leia-se TREZENTAS!!! - pessoas! Quando vi que aquela multidão chegava cheia de expectativa, meu coração começou a acelerar, minha testa suava em bicas e minhas pernas tremiam como uma vara de bambu. O apresentador chamou nosso grupo e fomos, mesmo eu estando a um passo de um desmaio. Pois foi dito e feito. No momento em que eu me revoltava contra o dono do cafezal, eu esqueci da timidez aguda, olhei para os inúmeros pares de olhos que me fitavam e caí, desacordado no chão. Segundo meus colegas, eu levei uma hora pra despertar de vez, sem contar que eu não consigo me lembrar de nada que me aconteceu naquele momento até hoje. Apesar de isso ser mesmo um problema, tive que ouvir um sermão do meu professor de história e ainda fui maltratado pelos meus colegas, que também perderam pontos pela não conclusão da peça, que valeria pontos extras para o bimestre. Acabei me prejudicando e prejudicando aos demais pela timidez excessiva que me atinge até hoje.


Até que tentei pensar numa solução pro meu caso, mas não consegui. Admiti pra mim mesmo que sou tímido mesmo e que não tenho jeito. Mas quem sabe você que está lendo, que também morre de vergonha de tudo, não consegue reverter essa situação? Tente, assim como eu, vencer as vergonhas do dia-a-dia, que vivem tentando nos atrapalhar. Mostre à elas que você tem voz pra isso. Afinal, não é à toa que você tem um blog pra despejar tudo que o mundo não te deixa dizer!




Pauta para o Blorkutando - 88ª Semana : V de... Vergonha!

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Só pra vocês ficarem sabendo, eu ainda estou vivo, só me falta um tempinho pra me reorganizar. É fim de semestre na escola e no curso de francês e isso tudo tá me dando um trabalhão! Assim que tiver tempo, volto e conto tudo o que me aconteceu nestas quase duas semanas!


Pra vocês que me amam,


@tiegoalencar.