quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pseudopsicologia #03

Oi, gente! Todos bem? Sentiram minha falta? Sentiram falta do falso psicólogo mais lindo da internet? S2
Então, queridos, vocês sabem que ultimamente mal tenho tido tempo para respirar e que quando o tenho, só penso em fechar meus olhos e dormir como se não houvesse amanhã. Mas recebi ontem um e-mail do I., um menino confuso sexualmente e que tá passando por uma barra no colégio onde estuda, não por causa do bullying, mas por causa de um bapho ainda maior que vocês vão conferir já! Prepara o coração, segura firme onde você estiver acomodado e vem comigo!

Leitor lindo says: Oi, Tiêgo! Eu sei que você está ocupado com o início das aulas na sua faculdade e estou morrendo de saudades dos seus textos legais e que me fazem ficar pensando em um monte de coisas. Você postou agora há pouco algo sobre se testar e ser testado e eu não pude resistir: tive que recorrer à sua ajuda (ps: eu também acompanho você pelo Twitter e vi que você vai estar sem aulas amanhã, então estou torcendo pra que você leia este e-mail e me ajude!). A situação é a seguinte, Ti: eu sou bissexual, gosto de garotas, inclusive terminei faz um tempinho com minha namorada de dois anos porque ela foi embora daqui de onde eu moro. Com o fim desse namoro, passei a sentir a mesma atração que sinto por elas por garotos. Já fiquei com dois caras e foi como se estivesse com uma garota, não vi diferença. Mas a questão não é sobre a minha sexualidade, mas sim sobre uma coisa chata que vem me acontecendo faz duas semanas e eu não consigo me abrir com ninguém sobre! Semana retrasada, saindo da aula de história, meu professor pediu pra conversar comigo e eu poderia imaginar que ele ia falar tudo, menos que estava apaixonado por mim! Ele quer a todo custo ficar comigo e que eu dê uma oportunidade a ele, que eu não teria nada a perder e tudo o mais. Mas eu estou morrendo de medo de fazer uma burrada me envolvendo com ele! Ele é superlegal, é bonito e tem tudo o que eu busco num cara e eu tenho sim vontade de ficar com ele, mas não sei MESMO o que fazer, sinto que tudo o que eu vá fazer vai dar errado! Será que você poderia me ajudar, Ti? Tô precisando de um bom conselho e tô confiando em você! Obrigado!

O Pseudopsicólogo says: I. querido. Nunca imaginei que fosse me deparar com uma situação deste tipo, mas só para começar, obrigado por gostar dos meus textos e por me acompanhar, mesmo nesta loucura que anda a minha vida. Agora vamos ao seu dilema: a história clássica de professor atrás de aluno e que diz que está disposto a largar tudo por ele e bububu. Se você ainda não tinha visto essa história, man, fica a dica: tudo não vai passar de uma aventura. E mais, vocês estão em etapas diferentes da vida e com toda a certeza do mundo gostam de coisas completamente diferentes! Ok, existe sim a possibilidade de esta loucura dar certo, mas pense bem: você, pelo o que vi na troca de e-mails, é menor de idade e ele já é bem mais velho do que você. Fora que para a escola, a relação entre aluno e professor é contra a lei e pode até acarretar a expulsão dos dois do estabelecimento de ensino! Já imaginou como seria se alguém por ventura descobrisse que vocês dois tiveram algum tipo de história mais íntima, para além da amizade? Acho que por mais incrível que possa parecer que um cara como aquele esteja parado na sua e melhor, seja real, não compensa, ainda mais com todos os riscos que você está correndo. Sei que não será fácil esquecê-lo se decidir dar o fora nele até porque vocês conviverão no mesmo meio, mas no seu caso, é o melhor a se fazer. Tem tanta guria legal pra você gostar, tanto cara interessante por aí! Você não precisa perder seu tempo cogitando a possibilidade de ficar junto de alguém que pode te deixar mais triste do que feliz. Converse com ele, seja franco e sincero e seja, acima de tudo, o mais maduro possível, para que ele perceba que você não é um cara qualquer e que pesou os prós e contras antes de tomar sua decisão. Pode até ser que ele não te esqueça, mas vai aprender a respeitar o seu limite, a sua decisão, o seu lugar. Arrase na pokerface e boa sorte!
Tá com um problema escabroso e não tem coragem de contar pra ninguém? Desabapha comigo que eu te dou um conselho legal e você pode até parar no meu blog! Mande um e-mail para tiegoramon@gmail.com e aguarde meu contato! Lembrando que você está ciente de que, ao mandar seu problema, pode ser publicado aqui no blog, ok? Até a próxima, queridos!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Testes e vitórias

Há uns dois anos, mais ou menos, recordo-me bem de um fato curioso que aconteceu na escola: eu fora candidato a vereador jovem. Quando recebi o convite do setor técnico da escola, senti-me o cúmulo do honrado; e envergonhado, admito que eu ligava demais para essa história de popularidade. Pois bem, passou-se o tempo, conheci a Câmara dos Vereadores, entendi como funcionava aquele lugar e acho que não esquecerei tão cedo de tudo que aprendi durante aqueles dois meses que eu e mais quatro estudantes do meu colégio vivemos descobrindo um pouco mais sobre política. Chegaram as eleições, vi que ser candidato não era pra mim e desisti de campanha, o que acarretou na minha derrota nas urnas. Aquela movimentação toda passou e as reflexões vieram quase que em seguida, fazendo-me parar para pensar em várias coisas; dentre elas, a nossa capacidade de estar pronto para entrar em fase de teste, a qualquer hora, a qualquer minuto, a qualquer segundo.

Desde que me entendo por gente, gosto de desafios. Sinto prazer em me desafiar, em ser desafiado e gosto ainda mais da confiança que me invade quando venço um desafio, independente de qual seja ele. É bom lembrar que ser desafiado é bem diferente de se desafiar, de estar disposto a se testar. Mas não entendam por propor desafios coisas do tipo “chegar ao topo do monte Everest em cinco minutos”, mas coisas construtivas e que lhe farão crescer como pessoa, como “mudar meus hábitos perante meus pais” ou algo assim. A sensação de vencer é maravilhosa, todos vocês já devem conhecê-la. Agora experimentem vencer um desafio criado por vocês próprios; um teste que você sabe que será difícil, mas que justamente por isso merece ser ganhado com honra e louvor dignos de medalha. Testar-se nas mais variadas situações, seja resistindo ao veneno de uma pessoa maldosa, seja driblando o mundo te chamando para beber e fumar, é talvez a principal maneira de mostrar para si próprio que você é capaz sim de passar por obstáculos com facilidade e, acima de tudo, confiança de sobra para quem quiser ver.

Lidar com os testes que a vida nos aplica tem lá seus contras, mas se formos apenas levar em consideração o lado ruim de tudo que ocorre conosco, dificilmente iremos conseguir vencer em algum momento de nossa curta passagem por este planeta. Por isso, não encontre mais motivos para enfrentar uma doença já acreditando que ela vá te matar, estudar para uma prova já achando que vai levar um zero ou namorar alguém pensando no dia do término (sim, existe gente assim). Pense nestes fatos como testes e que, passando neles, suas vitórias serão cada vez mais acumuladas para um prêmio lá no final. Costumo dizer que se testar vai além de se desafiar. Testar-se é provar para o mundo que você é capaz de se superar e que você pode (e deve!) ser alguém satisfeito consigo mesmo. Como eu me sinto neste exato momento.

sábado, 20 de agosto de 2011

Ciúmes versus sensatez, eis o embate

LARGA O FULANO QUE ELE É MEU!”, “E AÍ SE EU TENHO CIÚMES, NÃO TENHO CULPA SE A FULANA É MINHA”, “EU PERTENÇO A ELA E ELA PERTENCE A MIM”. Acreditem, nesta semana tive a infelicidade de presenciar uma situação desse tipo. Uma guria ficou de picuinha com outra por causa de um amigo em comum – só que as duas não se bicam. Então o circo foi armado: uma querendo ter mais o guri do que a outra e toda aquela história de “ele é mais meu amigo do que seu” e tudo o mais. Nem precisei ter que dar um banho de realidade nas duas porque elas mesmas se deram conta de quão infantis estavam sendo, para minha sorte: eu era o amigo em comum entre elas. Se falasse com uma, a outra ficaria indignada e viceversa. Não quis dar um basta nessa situação antes porque tenho a péssima mania de deixar as coisas acontecerem até elas alcançarem o ápice, mas até que a situação se amenizou e eu pude respirar mais aliviado sem magoar nem uma nem outra. Porém, essa história ficou em minha cabeça e achei que seria bom falar com vocês sobre algo muito chato e que acaba com muitas relações legais, seja entre amigos, entre namorados ou o que for: ciúmes.

Sendo bem honesto, já fui bem ciumento. Demais, de ficar com a cara deste tamanho só porque alguém se aproximou daquela pessoa por quem eu morria de amores ou por quem eu tinha um grande apreço. Mas o tempo foi passando e eu fui me dando conta de que não valia a pena nutrir esse sentimento dentro de mim porque eu definitivamente não era nem nunca seria dono de ninguém. Senti-me um completo idiota quando constatei que só perdi meu tempo sendo agindo daquela forma, quando poderia estar sendo ainda mais confiante em mim e acreditando que há muitas outras formas de demonstrar amor, carinho, afeto por outra pessoa. Eu sei que a galera ciumenta de plantão vai alegar um “mas eu não sei me controlar, é mais forte do que eu!” mais velho do que minha avó; porém, é tão difícil assim você parar um tempinho só para pensar que ciúme é um sentimento desprezível? E a história de que ver alguém com ciúme é bonitinho só funciona nas novelas, gente. Pelo menos eu não acho nem um pouco bonito alguém achando que é meu proprietário e que sou exclusivo para ele. Eu até posso entender o chamado “ciúme saudável”, quando vem uma pessoa para ameaçar mesmo a relação. Já em outros casos, acho tremendamente ridículo. Não querendo assustar meus leitores nem nada mas já falando, por vezes já fui responsável por acabar com os relacionamentos das minhas amigas só porque eu era amigo delas! E me entristece mesmo ver que perdi várias delas por causa do maldito ciúme. Elas foram tratadas como objetos ao invés de serem tratadas como gente e quem pagou o pato fui eu! Pode uma coisa dessas?

Tenho certeza que todos vocês amam, que todos vocês protegem e cuidam das pessoas amadas e que fazem o possível para demonstrar esse amor por elas. Por isso, faço um pedido pra vocês: não deixem seus amores, amigos ou o que for perceberem que você morre de ciúmes deles. Se não sabe se controlar, sinta, mas faça o possível para camuflá-lo. Deixe a possessividade para seu livro favorito, para um CD especial ou para aquela calcinha vermelha que você não teve coragem de usar no ano-novo. Posse e ciúme não são palavras para serem usadas com os seres humanos, não. E eu posso garantir, uma relação sem elas rende bem mais, é pagar pra ver.

 

***

Só pra vocês saberem, tô vivo! E minha vida continua aquela loucura, tô temporariamente sem meu notebook e acho que só voltarei a usá-lo normalmente no final do mês. MÃS saibam que tô ótimo, as aulas na universidade estão bombando e eu  estou feliz, acima de tudo! Um beijo, um abraço e até a próxima!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Mudança de hábito

Não, o post não tem nada a ver com o filme (ou tem?). Mas o título descreve perfeitamente o que me aconteceu nesse início de semestre; foi uma mudança tão grande e tão cheia de ocorrências simultâneas que só pude parar agora, onze dias depois do “reinício da minha vida”, para escrever de verdade para vocês.

Eu confesso: não esperava que fosse me assustar tanto com o fato de estar sendo obrigado a crescer, a amadurecer. Ok, desde cedo assumi responsabilidades e vivi experiências que geralmente um adolescente da minha idade não está acostumado a assumir/viver. Só que agora tudo mudou de figura e alcançou proporções muito maiores do que eu jamais havia imaginado que fosse alcançar. A começar pela universidade, aquele sonho distante que eu via crescer mais e mais desde a oitava série. Quando pus os pés na sala de aula da Unifap pela primeira vez, fui tomado por uma emoção tão grande que não pude nem me dar conta de que minha vida estaria mudando completamente dali a exatamente sete dias. Passou-se a primeira semana na universidade e eu não vi nada de mais. Quando essa semana agora iniciou, senti de verdade o peso de arcar com a escolha que fiz para o meu futuro. Logo na primeira aula, de Introdução aos Estudos Linguísticos, a professora já nos abriu os olhos para  a nova fase de nossas vidas que se iniciava ali. Fora que ela também não teve pena e passou trabalhos, para entrarmos no ritmo dda universidade. E depois, ciclo, como todos haviam me avisado: muitas apostilas para ler, muitos temas para pesquisar, montes de conteúdos para trabalhar… De Latim a Leitura e Produção de Texto I, não me faltou atividade para “brincar” de fazer neste final de semana. O bom de tudo é que as disciplinas me agradaram bastante (sim, até de Latim eu gostei) e me fizeram, definitivamente, cair na real: agora eu sou universitário. Descobri termos novos, descobri que “projetos de extensão” e “bolsas de iniciação científica” vão me ser deveras úteis e descobri que, principalmente, dedicação e coragem serão essenciais em minha vida daqui pra frente.

Com tudo isso, tive que reorganizar toda a  minha rotina, que antes era bem mais flexível. O trabalho e o curso de francês durante a semana somados às aulas no curso de Letras deixam-me praticamente sem respirar direito. Porém, se vocês acham que estou pedindo arrego, estão enganados – nunca me senti tão bem. Até comentei com alguns amigos que achava que essa vida totalmente maluca tinha sido projetada para mim, por mais absurdo que possa parecer. Só vou lamentar muito por ter que me ausentar da blogosfera por um tempinho, pelo menos até me adaptar à essa nova vida. Uma mudança de hábito dessas exigirá mais de mim do que eu pensava e eu espero, profundamente, voltar logo mais com os mesmos textos de sempre que divertem e fazem vocês se identificarem e espero também que entendam minha situação. Até breve!

 

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Aviso:

Em virtude do início dos estudos muito puxados na universidade, da volta à rotina de sempre em seu trabalho e do reinício das aulas no curso de francês (com um dia a mais agora, só para constar), o blogueiro que vos escrev(ia)e regularmente poderá sumir por um certo tempo até arrumar essa vida maluca e cheia de coisas durante toda a semana. O responsável por este lugar simples e humilde na web vos pede perdão pelos comentários atrasados e promete que, assim que tiver uma folga de mais de cinco horas, virá trazendo posts novos e a resposta a todos os comentários que vocês, os queridíssimos e lindos dele, deixam atenciosamente em cada texto. Desde já, Tiêgo R. Alencar agradece a comprensão de todos e deseja, profundamente, que cada um de vocês entenda a ausência dele e que não o abandonem por causa do desaparecimento forçado.


Respeitosamente,

Alguém responsável pelo blog que está longe de ser o blogueiro que habita aqui, mas que o representa bem.

sábado, 6 de agosto de 2011

Profissão: professor!

Quando eu era criança, logo que entrei no colégio, queria ser astronauta. Meu sonho era chegar lá no céu, pegar uma estrela e trazer pra minha mãe. Mas à medida que fui crescendo e constatando que seria meio improvável conseguir tal façanha, comecei a pensar de verdade no que eu queria para mim. Com um golpe legal do destino, na quarta série, graças a um projeto genial desenvolvido pela professora da sala de leitura (valeu, Estella!), tive a certeza do que eu desejava exercer no futuro: ensinar. Ou numa linguagem mais “culta”, lecionar.

O projeto da professora Estella consistia em que escrevêssemos um livro, bem simples, mas contando uma história baseada em fatos reais. Como que num lapso, veio-me à cabeça minha mãe, que é professora, e seus desafios em sua profissão. Rapidamente, criei Alice, uma menina que sonhava em dar aulas como seu pai fazia. A menina escrevia bastante, lia muito e adorava compartilhar daquili que sabia e melhor, ela fazia isso com muito boa vontade e amor. O engraçado é que eu ajudava meus colegas de classe com os deveres e tudo, mas nunca tinha pensado em lecionar. Muito pelo contrário, eu morria de medo de falar em público! Imaginem só como seria se eu fosse professor! Mas não foi isso que eu pensei quando concluí meu livro, não. Lendo aquela história e vendo reflexos meus na Alice, só pude tirar uma conclusão: o meu destino era ser professor. Não tinha outro plano para mim. Todos, todos os meus professores, desde aquele projeto, disseram-me que eu levava jeito pra coisa e que só precisava de treino. Aquelas palavras ecoaram na minha cabeça durante muito tempo, muito tempo mesmo. Várias outras profissões passaram pela minha cabeça, confesso. Porém, parece que nada se encaixava em mim. Só a profissão de professor. (Ok, preciso abrir um parêntesis para uma coisa: também pretendo ser escritor e colunista de jornal/revista, mas meu primeiro foco é ser professor, depois penso nos demais sonhos.)

Com alguns anos na escola, descobri o amor pela língua portuguesa. Eu não conseguia escrever errado e odiava erros de ortografia. Quando descobri que amava português, já havia decidido que queria ser professor. Então uni o útil ao agradável: eu seria professor de língua portuguesa. Mas aí, ainda no ensino fundamental, nutri o gosto e a paixão pela língua francesa. Até o primeiro ano do ensino médio, eu não tinha conhecimento de que era possível se formar nas duas áreas ao mesmo tempo. E dois anos mais tarde, após uma pesquisa e muita chateação nas professoras de língua portuguesa e francesa, eu me inscrevia no vestibular para o curso de Licenciatura em Letras com Habilitação em Língua Francesa, que me prepararia para ser professor nas duas áreas que eu tanto gosto e que com certeza cairiam como uma luva em minha vida.

Passei no vestibular e hoje curso o que eu sei que vai me formar para trabalhar naquilo que eu sonho ser quando “crescer”: professor.

Pauta para o Blorkutando – 149ª Semana – Pergunta #02: “O que você vai ser quando crescer?”

***

Falaí, queridos! Todos bem? Todos felizes e sensacionais com a chegada de agosto?

Pois é, depois de falar tudo isso nesse texto aí em cima, eu nem ia falar nada mais, vocês devem estar super cansados dos meus textos imensos :X E eu juro que não vinha falar demais, só pra avisar que se eu sumir daqui por um certo ~~tempo~~, é por que tô sem a fonte do meu notebook, essa danada queimou D: Só porque começaram as aulas, gente ;O E a propósito, a universidade é ÓTIMA! Tô superansioso pro início “real” das aulas semana que vem, todas comemora s2 Enquanto isso, vou lendo o periódico de linguística que o professor de Latim deu pra gente no dia da palestra sobre a importância do curso de letras na sociedade JÁ TÔ UNIVERSITÁRIO SIM OU CLARO? kk

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

CRÍTICA: espancar gay pode, explicitar o amor não?

 

Se já é difícil falar de um assunto delicado como homossexualidade separadamente, não me surpreende que eu esteja com um pé atrás na hora de explanar minhas considerações sobre o tema abordado nas telinhas. Mas muito maior do que a vontade de falar, existe a necessidade de comentar o contexto LGBT nas novelas brasileiras.

Tenhamos como foco, mais uma vez, Insensato Coração (novela das nove horas da Globo). Do início do folhetim até agora, pudemos acompanhar uma mudança significativa e interessante do desenrolar e formação do seu núcleo gay. De personagens caricatos e hilários, passando pelos bem resolvidos sexualmente e chegando aos confusos e indecisos, os autores inseriram homossexuais em todos os núcleos de sua história, com leves exceções. Levando em consideração que anteriormente víamos apenas os gays e lésbicas em tramas isoladas do resto do enredo, Insensato Coração deu um belo passo em relação à suas antecessoras de mesmo horário. Até mais ou menos três semanas atrás, a novela estava recebendo meu respeito grande neste aspecto. Mas então, eis que os chefões da emissora chegam e, sem mais nem menos, mandam os autores amenizarem a história de amor entre os personagens Hugo (Marcos Damigo) e Eduardo (Rodrigo Andrade), como se a novela fosse regredir em termos de audiência com o romance dos dois. Vou confessar que não entendo mesmo porque tanto medo, tanto receio de expor o amor entre duas mulheres ou dois homens numa novela, seja lá em qual for o horário. Caso ninguém tenha reparado, quanto mais for acontecendo as histórias gays envolvendo afeto, carinho, amor, mais a mente limitada de quem vê repulsa nestes atos estará se abrindo para aceitar as diferenças, porque diferentemente do que muita gente por aí pensa, não é só evitá-las que elas deixarão de existir. Elas são fatos reais. E merecem aceitação e respeito, principalmente respeito.

Se a direção de Insensato Coração pensa que vai fazer o público LGBT e simpatizantes esquecer do amor entre Hugo e Eduardo, com cortes bruscos nas cenas, está enganada, redondamente. Ainda mais “substituindo” as cenas do casal por cenas pesadas de homofobia e rejeição aos gays , uma das mudanças mais frustrantes e decepcionantes na trama. Sabemos que o ódio ao homossexual é realidade e que precisa ser mostrado como é; porém, daí excluir sequências de afeto entre dois homens para colocar em seu lugar cenas de violência desnecessárias já é algo para discordarmos. Ainda pretendo descobrir em que aspecto um abraço carinhoso, um carinho de mão no rosto, são mais agressivos aos olhos do que meia dúzia de homens covardes espancando gays sem motivo aparente. São fatos tão controversos, tão contraditórios que é impossível escrever algo que os descreva de verdade. É um mix de ridículo com pateticidade.

Que fique registrada minha decepção e total desapontamento com as estratégias tolas e baixas que a Rede Globo vem utilizando para manter a audiência – ótima, por sinal – de Insensato Coração. Uma história que vem fazendo os telespectadores perderem o fôlego não preciso mesmo chutar para escanteio uma história de amor tão bonita – e não menos bonita do que qualquer outra das restantes da novela.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Considerações sobre um sumiço (necessário)

Acho que antes de começar o post devo um pedido grandão, do meu tamanho, de desculpas. Eu deveria ter postado na sexta, no sábado e no domingo, inclusive tinhas pautas planejadas e tudo, escritas quarta-feira passada. Mas vocês não fazem ideia do que me aconteceu esses dias. Foram dias loucos, foram dias diferentes, foram dias que me mostraram que eu posso ser uma pessoa melhor, independente de como eu for. Enfim, se acomodem, fiquem todos lindos onde estiverem porque lá vem história!

Nesse final de semana, participei do EJC – Encontro de Jovens com Cristo –, promovido pela igreja Assembleia de Deus aqui da minha cidade. Eu não sou evangélico, sou católico, e por isso fiquei bem receoso quando recebi o convite para o encontro, vindo através da minha tia, a única da família que faz parte dessa igreja. Pois é, na semana do encontro, mais especificamente na terça-feira, conheci meus “pais adotivos”, que foram uma espécie de preparadores para o que viria no encontro. A gente tem que tratá-los super igual como tratamos nossos pais, de tomar a benção e tudo, chamar de pais… Estranhei UM BOCADO, really. Senti como se aquilo não estivesse certo, como se eu estivesse numa situação onde não deveria estar. Mas por incrível que pareça, gostei da coisa. É, é meio contraditório, eu sei, mas é tão envolvente a relação que a gente tem com os pais de ligação que dá pra se assustar, sério mesmo. Ganhei duas irmãs de ligação lindas também e que foram uns amores comigo esses dias incríveis que passamos juntos. E pra adiantar um pouco a história, na sexta-feira, quando começou o EJC, aí que eu estranhei tudo MESMO. Por motivos éticos e pelo compromisso que assumi com o povo de lá, não posso dar detalhes do que aconteceu, mas posso garantir a todos vocês que a experiência foi incomparável. Ímpar. Mágica. Pensei que ia lá e haveria grupos de oração tentando me converter à religião evangélica, que eu ia ser obrigado a fazer o que eu não queria… Quebrei a cara. Não vou mentir, queridos, o meu encontro com Jesus lá não aconteceu do jeito como aconteceu com a galera que deu os testemunhos e tal, dizendo que ele tocou cada um deles. Até me senti meio esquisito por isso não ter acontecido, mas não culpado. Não mesmo, porque o encontro me fez enxergar várias coisas com outros olhos. A minha relação com meus pais, irmãos, por exemplo, prestei bastante atenção nisso e vi que não importa o que acontecer, eles sempre serão minha família. Sempre. Aprendi a perdoar também, coisa que pra mim era uma abstração, era algo que estava fora de cogitação. No EJC, também decidi que minha vida precisa mudar. Não vou precisar estar todo dia numa igreja pra isso, tampouco estar ligado com ela em tudo o que eu fizer. Decidi que repensarei meus atos, reverei meus conceitos. São pequenos atos, pequenas escolhas que fazemos, mas que tem um significado grande, muito grande não só na sua vida como na vida de muitas outras pessoas, principalmente as mais próximas a você. O encontro foi incrível, não tenho outras palavras. Renovou o meu eu e agora eu sei que estou pronto pra o que vier e que se Deus está com a gente, não temos o que temer. Yes, a gente can. hahaha

E a outra parte do meu sumiço, que por sinal todo mundo estava esperando loucamente pra que eu postasse, foi o início da universidade, do meu curso de licenciatura em Letras/Francês na Unifap! Gente do céu, que loucura que é entrar naquele lugar como aluno. Ontem, no primeiro dia, eu tremia. Juro pra vocês, minhas pernas tremiam de nervosismo, parecia que eu ia cair de joelhos a qualquer momento. Mãssss como eu arraso e sou legal ~e tinha conhecidas lá na sala~, tratei logo de ir me enturmando. Quando cheguei lá, fui falando com uma colega e outra, todas sempre muito simpáticas e tudo, já gosto por demais dessas lindas! Ah, e eu acho que já tinha dito pra vocês que na minha turma, erm, hm, estudam nada mais nada menos do que VINTE E SETE MENINAS. E só três meninos. Por isso, não estranhem quando eu disser “as colegas”, é porque minha relação com os meninos ou é zero ou é quase zero ou eu estou sufocado por tanta guria junta, rs. Ontem não tive aula de nada, só a professora de Introdução aos Estudos Linguísticos que deu uma palavrinha rápida ~~e uma apostilona~~ com a gente e tal, conhecemos o coordenador do curso, alguns professores, o povo do CAL (Centro Acadêmico de Letras) que é demais e o espaço físico da Unifap, claro. Putz, que lugar IMENSO Smiley surpreso Não achei meu bloco de primeira não, me perdi Smiley confuso Mas enfim, esquecendo esse incidente lamentável, rs, ainda ofereceram um lanchinho pra gente, achei chique! Uma pena que chegou a terça-feira mais conhecida como hoje e acabou com a minha graça :X Hoje já tivemos um pouquinho de aula, por assim dizer, de Introdução à Língua Francesa e a professora é um amor de pessoa, já quero aprender o alfabeto de novo junto com a galera que não sabe, rs. Além do bate-papo rápido que tivemos com ela, ainda arrasamos numa palestra com alguns dos nossos futuros professores, de Metodologia da Educação, de Teoria da Literatura e Língua Latina. PELO AMOR DE QUALQUER COISA, LATIM VAI ME ACABAR D: Tô sentindo isso, galera, eu geralmente não tenho medo de encarar línguas novas, mas olha, o professor de Latim é que nem um padre! Fala enrolado que nem um, usa sandália que nem de padre e tem uma voz com sotaque IGOAL de padre que acabou de vir da Itália. Bem, ele não é padre, rs, mas todas torce por mim porque já vi que o Latim vai ser BARRA. Aliás, esqueci de perguntar pra ele na hora da palestra, então me respondam vocês aí que sabem: existe dicionário de latim? Se existir, tô aceitando doações, viu? hahaha

E acho que é isso, galera. SÓ ISSO, pra vocês matarem as saudades de mim de uma vez por todas! Logo mais espero voltar com posts novos e fresquinhos pra vocês e um aviso prévio: meu notebook tá quase levando o dele. O que pode acarretar no meu sumiço daqui por algum tempinho, mas já estamos trabalhando na correção do problema para um melhor atendimento ao público, ok? Et c’est ça, a universidade ainda não começou a me atacar com trabalho de tudo que é lado então vou aproveitar pra não desaparecer da internet. Até mais, queridos!

 

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar