domingo, 26 de fevereiro de 2012

A mitologia que encanta


RIORDAN, Rick. "Percy Jackson e os Olimpianos - O Ladrão de Raios". Ed. Intrínseca, 2ª edição, 387 páginas. 2009, Rio de Janeiro.


Resenhado por Tiêgo Ramon Alencar


Parece que as aulas de história e inglês lecionadas aos alunos de escola pública de Rick Riordan ao longo de quinze anos de sua vida só o ajudaram a tecer um dos fenômenos literários que arrebataram uma multidão de fãs, mesmo com a saga Harry Potter e a saga Crepúsculo no auge do sucesso. Nascido em San Antonio, no Texas, EUA, Rick Riordan, como fora dito, lecionou por anos antes de começar a escrever a série Percy Jackson, que o levou à fama quase que imediata. Agora, com a mulher e os dois filhos, Riordan se dedica integralmente aos livros da série, que já ultrapassa os quinze milhões de cópias vendidas em todo o mundo.
Percy Jackson e os Olimpianos - O Ladrão de Raios narra a história do personagem que dá nome à série, Percy, que tem dislexia e transtorno de déficit de atenção mas que tem sua vida virada de pernas para o ar ao descobrir, aos doze anos, que é um meio-sangue (filho de um deus do olimpo com uma humana). Após saber, mesmo que não totalmente, deste fato, Percy é levado por sua mãe e por seu melhor amigo, que se revela um sátiro, Grover, para o acampamento Meio-Sangue onde os filhos dos deuses e deusas devem ficar. Indo para lá, Percy, sua mãe e Grover são atacados por uma figura mitológica decidida a matar e um dos três acaba sendo levado. Este é apenas o começo de uma série de obstáculos que estarão no caminho de Percy. Logo lhe é contada a sua história por Quíron (também seu amigo) e lhe é revelado que Zeus está furioso pois seu raio-mestre fora roubado - e Percy é o acusado do roubo. Para provar sua inocência e ajudar seu pai, um dos deuses do Olimpo, o garoto passa por mil e um obstáculos ao lado de Grover e de Annabeth (outra amiga, só que do acampamento Meio-Sangue) até chegar ao seu destino final - onde um desafio ainda maior o aguarda.
Recheado de mitologia grega, diversão e aventura, Percy Jackson explora um universo no mínimo inusitado em tempos de vampiros e magia. A ousadia de Rick Riordan ao abordar os deuses do olimpo e seus filhos vivendo em pleno século XXI sem parecer fantasioso demais é digna de reconhecimento. Mesmo aos que não são fãs deste tipo de história, o livro é mais do que recomendado, justamente por quebrar os paradigmas daquela mitologia clássica que é aprendida em história ou em filosofia. Riordan utiliza uma linguagem bastante acessível e não tem medo de inovar ao acrescentar a jovialidade essencial nas palavras ditas por Percy durante todo o livro. A cada página lida, depara-se com algo diferente para aprender e com lições diferentes para tomar. A idade do pequeno Percy não influencia em nada na formação de nossas opiniões acerca de tudo que ele passa no decorrer da narrativa (que diga-se de passagem não cansa e é bastante prazerosa para um livro de quase quatrocentas páginas). E não focando apenas no Percy, tudo o que aprendemos com Quíron, Grover, Annabeth e os demais personagens da história pode ser levado para sempre conosco, exatamente por ultrapassar os limites do clássico e atingir o atual, o moderno, aquilo que é cada vez mais fácil de adquirir (entenda-se por isso o conhecimento ganho com a leitura).
Num equilíbrio perfeito entre a fantasia e a realidade, Percy Jackson e os Olimpianos - O Ladrão de Raios não decepciona nem um pouco, desde o início até o fim. Com sacadas inteligentes, Riordan elaborou a narrativa para todas as idades e o autor não ficou atrás ao amarrar uma história à outra. As comparações com a saga Harry Potter são mais do que inevitáveis, mas pode-se assegurar que as histórias tem rumos diferentes, enredos diferentes e focos completamente distintos. Não é pelo personagem descobrir cedo que é filho de um deus do Olimpo com uma humana ou por haver doses de fantasia no livro que ele se parecerá com a cria de J. K. Rowling. Durante a leitura de Percy Jackson, é impossível associar algo a Harry Potter. Talvez depois, quando Percy firma sua amizade com Annabeth e Grover, o que lembra Harry com Rony e Hermione, mas é como fora mencionado acima: uma série é totamente distinta da outra. Pode-se ler sem receio de que uma seja cópia da outra, pois não é.
Surpreendendo muito mais do que era esperado, o livro é viciante. Tudo é colocado na medida certa, sem exageros nem excessos. Percy Jackson é um marco na literatura fantástica e, por muitos, já é considerado um dos maiores fenômenos literários de mitologia grega existentes. É hora de dar o braço a torcer e passar a começar a acreditar que deuses podem estar mais perto de nós do que imaginamos. Perseu Jackson que o diga.

***
E esta é a minha resenha-exemplo que prometi no post inicial do "aprendendo com o Tio Tiêgo" sobre resenhas! Espero que vocês tirem um bom proveito dela! Achei polida demais, mas tudo bem, rs. Ah, e fica a dica: o box da série com os cinco livros no Submarino tá baratíssimo! Fiquei desesperado pra comprar! Mês que vem darei um jeito de adquirir todos! Cliquem bem aqui pra desejarem mais do que nunca essa série sensacional toda linda só pra vocês (e ignorem que o box está classificado como "ficção científica". PFFFF. 
 Pois é, gatos, acho que é isso! Logo mais estarei voltando para uma nova enxurrada de posts antes de voltar a estudar. SE BEM QUE tenho outro bapho péssimo pra vocês: mudaram o meu bloco na universidade e jogaram os alunos de Letras e Artes pra um bloco no quinto dos infernos, que ainda está incompleto! Vou ter um troço se tiver que esperar mais um mês pra voltar às aulas - confesso que não aguento mais esperar para o segundo semestre! Mais detalhes do andar dessa história nos próximos posts. Todos chora :/ Beijão e até mais!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tag dos 11

Oi, gente! Todos bem?

Pois é, depois de uma aula super descontraída sobre resenha (e já estou montando meu plano de aula para uma próxima lição), é tempo de descontrair! Logo mais voltam as aulas na universidade e a necessidade de blogar está vindo mais forte do que nunca (tanto que postei duas vezes no mesmo dia, domingo passado). Quando começar a loucura, vocês sentirão a minha ausência daqui num piscar de olhos, infelizmente. Mas enfim, adiantando logo o papo, a linda da Nati me indicou a um novo meme, chamado Tag, no qual eu devo responder a onze perguntas feitas pela diva e postar onze coisas sobre mim. Como eu adoro falar de mim, não perderei tempo! Vem, gente!


Recebi essa tag da Natália, do Mundo de Nati.
Regras: Cada pessoa deve postar 11 coisas sobre si mesma em seu blog.
Responda as questões de quem te deu a tag no seu post e crie 11 novas perguntas diferentes para passar adiante.
Você deve escolher 11 pessoas para dar a tag e colocar o link delas no seu post.
Ir para a página dessas pessoas e dizer a elas que você as indicou.
Não indique a tag para quem já te indicou.

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ONZE COISAS SOBRE MIM:
1 - AINDA tenho 17 anos e já estou no segundo semestre do curso de Letras/Francês da Universidade Federal do Amapá - UNIFAP.
2 - Nasci e moro em Macapá, capital do Amapá. E sim, antes que você pergunte, nós estamos no mesmo país, viu?
3 - Amo frio. E odeio o calor.
4 - Sou praticamente fluente em francês. Je suis vraiment tombé amoreux pour cette langue, vous n'imaginez pas <3
5 - Sou viciado em séries. Contando nos dedos, vejo Glee, The Secret Circle, The Vampire Diaries, Smash, Revenge, Queer as Folk, Gossip Girl, True Blood e Greek. Fora as que eu já vi e as que eu ainda pretendo ver.
6 - Apaixono-me (e esqueço) muito fácil. Tanto por gente que eu conheço quanto pelos personagens de seriados. Neste exato momento, estou apaixonado pelo Jeremy (Steven R. McQueen) e pelo Alaric (Matt Davis) de The Vampire Diaries, pelo Nolan (Gabriel Mann) de Revenge, pelo Charles (Gale Harold) e pela Diana (Shelley Hennig) de The Secret Circle e sempre fui pelo Dan (Penn Badgley) de Gossip Girl. BEIJÃO PRO MEU CORAÇÃO QUE SÓ TEM ESPAÇO PRA PERSONAGEM DE SÉRIES =*
7 - Já tive 79873287323 experiências de quase morte. Uma delas, em especial, me fez escrever uma história, que nunca tive coragem de publicar, sobre um garoto que sonhava pelas ruas até ser esmagado por um caminhão na faixa de pedestres. Tentem me entender.
8 - Consigo ler vários livros ao mesmo tempo. Esses dias mesmo eu estava presíssimo numa leitura maravilhosa de Agatha Christie, "Os Crimes ABC" (presente da amada Ana Seerig) e, ao mesmo tempo, lia "Percy Jackson e os Olimpiados - O Ladrão de Raios" (de Rick Riordan) e "O Estrangulador" (de Sidney Sheldon). Versatilidade tem nome, caso vocês não tenham reparado.
9 - Tenho uma queda astronômica por gente com gosto parecido com o meu. Enquanto a maioria de nós curte o oposto por dar aquela sensação gostosa de desvendar o outro, eu já gosto de ter pelo menos uma coisa em comum com a outra pessoa. Já me apaixonei por uma garota que curtia heavy metal (odeio) mas que curtia livros do mesmo tipo que eu curto. Sintam o poder.
10 - Sou extremamente aberto a novas amizades. Adoro conhecer gente nova, tornar-me amigo e tudo o mais. Acho a amizade um lance tão mágico, tão digno que nem dá pra explicar o quão é bom ter um amigo ali, para todas as horas.
E 11 - Gosto de garotos, caso não tenham percebido ali no ponto seis. Do mesmo jeito que gosto de garotas. Who understand me?

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E as respostas às perguntas feitas pela Nati!
11 perguntas a serem respondidas: 
1. Último livro: Percy Jackson e Os Olimpianos - O Ladrão de Raios, de Rick Riordan.
2. Sonho de consumo: desde sempre, uma viagem para a França. Para agora, um Samsung Galaxy Y Pro Duos que já está à venda no Brasil e estou desesperado querendo um.
3. Quanto tempo de blog: dois anos e sete meses. De blogueiro, cinco anos.
4. Feliz ou infeliz: feliz, tendo tudo para estar infeliz.
5. Trilha sonora da sua vida: We Are Golden, do Mika.
6. Escritor preferido: nacional, Rubem Braga. Internacional, Meg Cabot.
7. Medo: de morrer. No resto a gente dá um jeito.
8. Quanto tempo on diariamente: pelo celular, o dia todo. Mas de verdade, pelo notebook, umas quatro horas.
9. Escolaridade: ensino superior incompleto (MUITO incompleto).
10. O que é amizade pra você: UM PRESENTE. Um presente que a vida nos dá em seu decorrer e que é simplesmente indispensável e inadmissível que exista vida sem tal sentimento.
11. O que você gostaria de estar fazendo agora: dormindo. Não sei o que é isso há muito tempo.

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Indicação aos onze blogs: vocês vão me chamar de chato, de preguiçoso e de tudo o mais que eu sei, mas não quero indicar blogs que já foram indicados e todos, sem exceção, TODOS os blogs que eu queria indicar já foram indicados e com certeza estarão saturados de tanta coisa pra responder e eu sei que cansa pra caramba, então vou deixar à critério de vocês pegar o meme ou não, seus gatos! Eu juro que prefiro assim! Melhor pra todo mundo, né?

E é isso! E mudando a despedida, até logo!

Tiêgo R. Alencar.


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Esqueci de dizer umas coisinhas que desde domingo tô pra dizer e esqueço: a primeira é que eu, belíssimo, saí na VEJA da semana passada, da matéria de capa "A Sedutora e o Poder"! Quem quiser ver a foto do que eu disse lá sobre o Facebook, pode clicar lindamente aqui pra ver a foto horrível que eu tirei assim que comprei a revista, quase infartei quando vi aquilo :O E a segunda coisa é que eu acho que a frequência de postagens está prestes a cair porque as aulas das crianças na creche onde trabalho começaram hoje e na quinta-feira que vem recomeça meu período na universidade e vocês viram como foi ano passado. UÓ. Então me perdoem se eu sumir de novo, tá? Beijão e até a próxima postagem!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Aprendendo com o tio Tiêgo #1: Resenha

Olá, queridos! Pois então, já postei hoje, já desabafei e cuspi minhas mágoas fora e já prometi que vou dar tchau para a ingenuidade e tudo o mais como vocês podem ver no post abaixo. Mas por uma obra linda do destino que quis que meu lado professor de língua portuguesa em formação aflorasse mais rápido do que o normal, decidi estrear uma seção nova no blog chamada "Aprendendo com o Tio Tiêgo" onde meus leitores lindos e maravilhosos vão poder desfrutar dos meus conhecimentos adquiridos na universidade, usando-os para si (eu espero) para todo o sempre, amém.

Enfim, deixando a lenga-lenga para lá e indo ao que interessa, a aula do dia é sobre resenhas ou sobre como a fubá na internet resolveu "orkutizá-las" (muito obrigado pela definição, !) de uma hora para outra, tecendo comentários mais pessoais do que as minhas roupas íntimas a respeito de livros, filmes e companhia. A galera aí não está se tocando, infelizmente, que uma resenha vai muito além de "amei o livro e recomendo, me emocionou!". A resenha, na maioria das vezes crítica, vai mostrar (como o próprio nome sugere) o posicionamento crítico do resenhista a respeito da obra analisada, seja expondo a mesma e apontando os fatores positivos e negativos, seja criticando a obra como um todo - mas sempre, sempre fazendo referência ao autor da obra e jamais enfatizando mais a sua opinião e esquecendo do principal a ser analisado.

Indo por um caminho mais nerd (alô povo que tá na faculdade, essa é pra vocês!), a resenha pode ser descritiva (quando se limita apenas descrever algo, sem expor a sua real posição sobre - ou seja, é um resumo só que com o nome mais fresco - essa não nos interessa porque eu sei que vocês adoram meter a primeira pessoa do singular nos textos de vocês) e pode ser também crítica, que é a que nos interessa de verdade. Para ser considerada uma resenha crítica, você deve colocar na sua, obrigatoriamente:

1- Título da sua resenha (não preciso dizer nada sobre, preciso?)
2 - Referência bibliográfica (aqui na referência bibliográfica ficam apenas o 'essencial' a respeito da obra: autor, título da obra, nome da editora, data, número de páginas, lugar onde a obra foi publicada e o preço da mesma)
3- O básico de dados bibliográficos do autor da obra (como origem, quantos livros publicou, famoso por tal livro, etc)
4- O resumo do conteúdo da obra analisada (só aquele apanhado geral bem resumido, do tipo "'Crepúsculo' é a história da menina pateta chamada Bella que se apaixona por um vampiro gay chamado Edward") e o principal,
5- A AVALIAÇÃO CRÍTICA DO RESENHISTA. Reza a lenda que um bom resenhista jamais lê o seu objeto de avaliação uma só vez, mas é só uma lenda. Você pode ser bom o bastante para ler uma vez e resenhar sua obra sem medo de ser feliz, apenas atentando para não deslizar em certos erros que nós vemos que os novos 'resenhistões' da blogosfera literária em especial cometem e muito. Um exemplo de erro comum nas resenhas é o esquecimento parcial ou total do resenhista de expor diretamente os pontos negativos e positivos da sua obra analisada - e ao invés disso, o mesmo resenhista exagera nos "eu": 'fiquei encantado com o livro', 'o filme me impactou', 'chorei quando terminei de ler o primeiro capítulo' e por ai vai. Atençãozinha aí, galera. A sua avaliação crítica é o que realmente conta na resenha, nunca se esqueça disso. É nela que se encontra toda a graça do negócio!

Para iniciar sua resenha (e garanto que ajuda), comece expondo a obra em questão, de preferência já mostrando a sua crítica, mesmo que em palavras, como no exemplo a seguir:
"Querido John - O que você faria se uma carta de amor mudasse sua vida?" (Moderna, 2009, 250 páginas) do inglês Nicholas Sparks, mostra com precisão numa trama envolvente que o amor pode sobreviver à distâncias maiores do que o coração pode imaginar.
Esse foi só um exemplo de como iniciar, viu? Os dados são imprecisos, não me joguem pedras.
E depois de iniciar a resenha, uma vez que você já iniciou sua crítica, pode desenrolá-la da maneira que achar melhor. Lembrando que deve-se expor o resumão da obra resenhada logo após introduzir a resenha (e você pode inserir seus comentários logo no resumo) e evitar deixar acumular sua critica para o final. Muita gente peca nesse aspecto por achar que a resenha é 80% resumo e o resto de crítica. É até absurda a ideia de só resumir uma resenha sem tentar sequer introduzir um adjetivo entre as frases da introdução ou do resumo.

E só para finalizar, algumas dicas de alguém que (acha que) entende do bapho para ajudar a todos na confecção das suas resenhas:

- Pelo amor de Deus, NUNCA, NUNCA abreviem, usem emoticons ou coisa do tipo em suas resenhas. Tentem escrever como se estivessem numa prova de redação - que eu aposto que vocês nem cogitam a possibilidade de usar tais absurdos nos parágrafos;
- Antes de resenhar, procure mais informações a respeito do que você irá analisar criticamente. Isso ajuda a dar um norte antes de começarmos a escrever e ainda enriquece o conhecimento adquirido depois da leitura ou de ver um filme, por exemplo;
- A partir do momento em que você clica em "publicar", a sua crítica será vista por todos - inclusive poderá ser vista pelo alvo dos seus comentários, por mais que seja absurdo imaginar que J.K Rowling esteja na frente de um notebook lendo a sua resenha sobre Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Logo, você poderá ser também alvo de críticas pelo o que escreveu. Saiba lidar com gente que fala mal sem piedade, porque isso é normal e você deu sua cara a tapa, mesmo sem saber;
- Antes de mais nada, escreva a resenha para si. Nunca comece-a pensando nos demais.
- E para finalizar, sua resenha é seu reflexo. Quanto mais bonitos aparentamos ser, mais atraimos pessoas para nos conhecer. É exatamente assim que acontece não só com a resenha, mas com todo tipo de texto. Se sua linguagem é boa, formatou legal seu texto, seguiu todas as regras para uma boa resenha, já atrai logo de cara quem se depara com seu texto.

E a nossa aula vai ficando por aqui! Se eu publicasse uma das resenhas que fiz durante o período passado na faculdade, com certeza vocês iriam dormir e o texto ficaria grande demais e esse não é meu intuito. Assim que eu terminar de ler um dos mil livros que estão na minha estante para devorar, farei uma resenha só para mostrar a vocês um exemplo dessa linda toda polida e cheia de mimimi - mas que fica bem mais linda do que umas que vi por aí. É isso, pessoal, façam o dever de casa direitinho e até a próxima aula!

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PS: aqui tem um modelo de resenha crítica de livro e eu tirei algumas informações do texto daqui deste guia de Produção Textual. Façam bom proveito!

Turning Tables


[Texto fortemente inspirado na canção homônima ao título do texto, "Turning Tables", por Adele. Música/Letra]


Existem momentos na vida em que a gente tem duas opções: ou analisa a situação e dá um basta de uma vez por todas ou simplesmente vai empurrando tudo com a barriga, assim como todas as outras coisas na vida. Estou no primeiro momento citado. Quando algo muito forte, muito forte mesmo lhe impacta, sua reação instantânea é se abalar. Mas comigo é totalmente diferente: ao ser 'impactado', aquietei-me. Por razões que eu próprio desconheço, porém que o instante soprou por si só em meus ouvidos o que eu deveria fazer.
Ok, menos rodeios. Não sou nem nunca fui de sofrer por alguém ou coisa do tipo, muito pelo contrário. Acho que bom senso e frieza eu tenho de sobra quando quebro a cara com alguma coisa ou alguém. Só que tem vezes que não dá mesmo pra segurar e a gente acaba desabando, sem querer. Principalmente quando o ocorrido acontece repentinamente. Vários baques ao mesmo tempo, psicologicamente falando, até dá para suportar - entretanto temos graus de intensidade, do mais baixo ao mais alto. Levei dois baques, de altíssima intensidade, em seguida. E isso doeu, bastante.
Para encurtar a história: prometeram-me amor eterno e eu fui babaca o suficiente para acreditar. Machuquei-me. E na segunda, alguém que eu achava que já tinha até morrido resolveu ressuscitar só para dizer que eu tinha sido nada além de um brinquedo em suas mãos - como se eu precisasse disso. Juro que não me abalei com ambas as duas revelações até porque eu tenho um certo pessimismo com relação a relações (?), mas também não vou mentir dizendo que não doeu porque eu senti sim que algo dentro de mim foi machucado. Infelizmente.
Depois dessa, eu prometi a mim mesmo nunca mais deixar alguém chegar perto de mim, vinda do nada, para me machucar. Seja lá do passado, do presente ou do futuro. Adele diz: "it's time to say goodbye, to turning tables" e é esse lema que eu levarei comigo para todo e qualquer tipo de relação que eu for manter com alguém que ultrapasse a amizade. Chega de sofrimento desnecessário, chega de machucados que poderiam ter sido evitados apenas com um pouco mais de atenção. É hora de dar tchau para a ingenuidade e passar a adotar a racionalidade para comigo. Eu sei que posso e sei que consigo. E vou conseguir.

"Next time I'll be braver
I'll be my own savior
When the thunder calls for me
Next time I'll be braver
I'll be my own savior
Standing on my own two feet"

Adele - Turning Tables

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Beija! Beija!


Muito, muito diferente da foto acima, não dei meu primeiro beijo quando criança. Ainda me lembro como se fosse ontem de quando aconteceu pela primeira vez, aos treze anos. Eu já era bem grandinho para a minha idade e por isso mesmo, era pressionado mais do que nunca pelos outros a beijar. Naquele tempo, eu era bastante inocente, do tipo que escrevia milhões de cartas de amor para a garota pela qual eu estava apaixonado e nunca conseguia entregar, só olhava, distante, vendo a mesma andando de mãos dadas pelo colégio com o namorado grandalhão que me colocaria para correr só de andar. Hoje eu dou risadas, mas antes eu realmente ficava apavorado com a situação.
Era novembro quando conheci a Marina. Eu detestava ir à escola nas aulas de educação física no contraturno porque jamais tivera aptidão para a mesma, só que era disciplina obrigatória e eu tinha que estar lá todas as terças e quintas, das oito às dez da manhã. Espertíssimo e nerd como sempre, eu assinava a lista de frequência que os meninos passavam antes de começar a jogar bola, esperava uns cinco minutos e dava o pinote para a sala de leitura, o lugar que eu mais amava no colégio. Entre Monteiro Lobato e Cecília Meireles, eu me sentia confortável e protegido, mais do que em qualquer outro lugar ali. E foi justamente lendo Monteiro Lobato, "Emília no País da Gramática", que aproximei-me despropositalmente da Marina. Ela era novata e eu já havia notado a sua presença há algum tempo, pois ela também fugia das aulas de educação física, porém não era da mesma classe que eu. Talvez isso tenha até colaborado com a nossa aproximação, já que um não sabia absolutamente nada da vida do outro. Atravessei a sala para buscar o exemplar de "Emília no País da Gramática" e prosseguir com a minha leitura quando ela interviu, pegando-me totalmente de surpresa:

"- Acho que alguém vai ficar sem ler um livro hoje" - disse, entre risos com o último exemplar disponível do livro em mãos.

Eu era um bocó. Sim, tenho certeza disso, pois logo depois dessa abordagem singela e honesta dela, eu ri e me esquivei. Como se não fosse capaz de confrontá-la. E só fui me dar conta disso horas mais tarde, no tempo de aula normal, quando fui à sala de leitura devolver um outro livro que havia emprestado e topei com a Marina no corredor. Percebi que aquilo não estava acontecendo em vão, na mesma hora. Ela sorriu para mim e eu, deixando a timidez de lado, perguntei como ela se chamava. Ela suspirou um "Marina. E o seu?", antes de voltar seu corpo, já pronto para entrar na sala de leitura, para mim. Sorri torto, respondi "Tiêgo" e ela completou, dizendo que tinha a estranha sensação de já me conhecer de outro lugar - o que me deixou profundamente feliz, não sei bem ao certo o porquê.
Daí para a frente, foram sucessões de encontros pelos corredores, depois na biblioteca e sempre terminando ou começando na sala de leitura. Ao início de dezembro, quando estávamos prestes a entrar de férias e Marina viajaria com os pais para a cidade onde nascera, tivemos um último encontro na sala de leitura. Àquela altura do campeonato, mal estava a responsável pela sala de leitura e um ou dois colegas devolvendo livros atrasados. Já perdidamente apaixonado e sonhando a cada dia que passava com a Marina do meu lado a todo momento, inventei a desculpa furada (que mais vou ser grato na minha vida) de que eu deveria devolver um livro antes das férias e que eu precisava vê-la antes da sua partida. Ela chegou alguns minutos antes de mim e quando ela percebeu que não havia mais ninguém na sala além de mim, achou estranho. Eu confesso que também fiquei assustado com a situação, mas mesmo assim fui porque não aguentava mais guardar aquilo só para mim. Entrei decidido naquela sala. As memórias me são bem claras: Marina riu ao me ver entrar e eu, sem esperar, pedi a ela que se sentasse porque eu tinha algo para dizer. Ela, assustada, sentou-se num dos vários almofadões espalhados pela sala e assim que eu vi que poderia continuar, segurei suas mãos geladas, abaixei-me à sua altura e disparei:

-"Eu estou apaixonado por você."

Ela riu. Não deu gargalhadas, apenas sorriu. Olhou bem no meu rosto, viu o brilho que meus olhos estavam exalando e concluiu, para a minha felicidade:

-"Eu acho que estou sentindo a mesma coisa por você."

O que se seguiu foi mágico: ela tremeu quando larguei as mãos dela, segurei seu rosto e nos beijamos, de um jeito tão inocente e simples que era como se eu já tivesse feito aquilo há anos. Meu corpo todo parecia estar recebendo uma descarga elétrica forte o suficiente para me arrepiar e fraca o suficiente para ser gostosa de se curtir. Nem sei ao certo quanto tempo passamos ali. Só sei que depois disso, senti-me o cara mais feliz do mundo. Não por ter deixado de lado o título de BV, mas sim pelo momento ter sido lindo e um dos mais emocionantes da minha vida.

Foi tão bom, mas tão bom que quis viver aquela sensação para sempre. Pena que o "para sempre" durou apenas um ano e nove meses, mas mesmo assim o meu "para sempre" foi intenso, bonito e eu sei que, enquanto viver, jamais esquecerei, em especial, do meu primero beijo.

***

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Sexo e amor, amor e sexo

Texto baseado nesta pauta do Tudo de Blog.
Vamos lá: "o homem só pensa em sexo e a mulher só pensa em amor".
"A mulher não tem desejos e só quer amar e ser feliz e o homem só é carnal e não pensa em nada além do físico".
Mais uma vez usando os dados do COMT (Chutômetro Oficial da Mente do Tiêgo), metade da população mundial ainda tem esse pensamento das cavernas quando se fala em amor feat. sexo. Ou sexo com amor. Ou transar com sexo. Whatever. O que é perfeitamente admissível, já que a mesma população que pensa dessa maneira é a mesma que acha que mulher tem que ser dona de casa e que o homem deve trabalhar pra sustentar todo mundo. Pff.
Como não é segredo pra ninguém, eu ainda sou virgem. Porém, falo tão abertamente sobre sexo que parece que eu sou rei da experiência (ignorem o comentário). Em um desses papos sobre sexo numa roda com a galera, uma amiga minha dispara: "quem acredita em sexo com amor?". Todo mundo ficou calado. E só quem se manifestou, após respirar fundo, fui eu. Disse à ela que acreditava sim que as pessoas poderiam ser capazes de transar sentindo amor além dos desejos carnais porque pode parecer piegas, mas sou daqueles que acredita que o sexo só vem depois que existe um sentimento forte e suficientemente forte para que ambas as partes não duvidem de que transar faz parte de qualquer relacionamento - mas não é só disso que ele se mantém. Sexo com amor deve existir. É tremendamente absurdo que ainda exista o pensamento de que a mulher ama e o homem deseja. Negativo! Eu sou homem e acredito no amor mais do que em qualquer outro sentimento - por mais que ele me traia certas vezes. E se eu estou com uma pessoa, amo essa pessoa e ela também me ama e nós já temos intimidade o bastante para o sexo, porque não? Será que é tão difícil assim colocar na cabecinha das pessoas que sexo por sexo é simplesmente descartável? O que vale de verdade é a transa com amor, com paixão, com sentimentos de verdade, não é mesmo?
O amor e o sexo devem andar juntos, e deveria sempre ter sido desse jeito. Lógico que eu não sou bobo, eu entendo que as pessoas sentem atrações por outras e que elas desejam outras, mas não adianta de nada se satisfazer só por se satisfazer. Aposto que após o ato, o vazio dentro do indivíduo deve ser maior do que o que está no meu estômago agora porque estou morrendo de fome. O sexo conecta duas pessoas, ele só reforça algo que já está consolidado há tempos. O sexo casual é apenas sexo. Devemos nos importar com o sentimento nesse ato, pois eu tenho certeza que você não quer acordar no dia seguinte morrendo de arrependimento por ter feito apenas por fazer. Prefiro continuar sendo diferente da maneira que eu sou, porque sei que mais tarde só terei a ganhar. E sem arrependimentos.
E sim, sou romântico. Amor com sexo sim!

***


Oi, gente!
Pois é, apareci. Deveria ter voltado ontem, mas me empolguei escrevendo a cartinha da Tay e, depois de uma faxina daquelas, não pensei em outra coisa se não em deitar na cama e descansar. Nisso de descansar, fiquei vendo séries (GENTE, VAMPIRE DIARIES TÁ MUITO BAPHO <3333), pesquisando sobre linguística (nerdíssimo) e perambulando pelas redes sociais e PIMBA! Não bloguei. Mas hoje apareci por aqui gatíssimo e espero que vocês entendam ;)
Tô pretendendo arrumar o blog esses dias! Tomara que eu consiga tempo, pois semana que vem estarei mega-atarefado no meu trabalho :/ Espero que eu volte logo!
E bem, é isso! Melhorei da gripe e da dor nas costas horrorosa, minha rotina de exercícios tá dando certo (nem falei pra vocês que resolvi me exercitar fazendo caminhada! Tô adorando!) e essas férias estão sendo ÓTIMAS <333 Ah, e tem post novinho meu lá no O Quanto Quiser! Corram!

Do seu escritor-aspirante,

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

#TopFive 5: músicas por Glee!


Há exatos doze meses, eu conhecia a melhor série de TV que eu já vi até hoje (com todo o respeito, viu The Vampire Diaries, True Blood, The Secret Circle e as outras que eu vejo): Glee! A história se passa em Lima, Ohio, no colégio McKinley High onde alguns alunos (a.k.a os losers do colégio), comandados pelo professor maravilhosoperfeitoelindo de espanhol Will Schuester - mais conhecido como Mr. Schue - e depois de passarem por algumas audições, formam o Glee Club, o clube do coral da escola, denominado New Directions (ou ainda na versão pobreza traduzida, Novas Direções). A série desenrola os enredos de cada personagem em meio a muita música boa e de qualidade. É impossível não amar as paranoias com o estrelato da Rachel, a dança super envolvente só que não do Finn, o glamour que envolve Kurt Hummel e os solos sempre arrepiantes da Mercedes, sem falar no magianivelmaster do Mike, na Tina, no Artie e na Quinn, além dos personagens que entram no decorrer das temporadas, como Blaine e Sam. No Brasil, a série é exibida às quartas no canal pago FOX e também às madrugadas de quinta, na Globo.
Uma vez apresentados à série, vamos ao que realmente interessa neste post? MÚSICA! As performances de Glee são sempre impecáveis e eu sou meio suspeito pra falar sobre, mas sou fascinado pelas apresentações nos episódios, todas elas. Vocês não sabem o quanto foi difícil escolher só cinco músicas para compor este Top Five, pois não tem como não curtir pelo menos a maioria! Mas como tive que 'passar um crivo' nelas, espero que apreciem! Com vocês, TOP FIVE 5: MÚSICAS BY GLEE!


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#5° LUGAR: Smooth Criminal

Original por Michael Jackson
Performizada em Glee por Santana (Naya Rivera) e Sebastian (Grant Gustin)
Episódio: 3x11 - "Michael"
Comentário: ÉPICO. Conheci a música faz alguns dias e estou completamente viciado! Vale MUITO a pena curtir os arranjos em violoncelo para esta música impressionante! Duvido alguém conseguir acompanhar! hahahaha
Download: 4shared


#4° LUGAR: Defying Gravity

Original por The Wicked - O Musical
Performizada em Glee por Kurt (Chris Colfer) e Rachel (Lea Michele)
Episódio: 1x9 - Wheels
Comentário: é LINDA. Talvez um dos duetos que mais tenham me tocado em toda a série até agora. No duelo Kurt versus Rachel nesta canção, quem ganha somos nós por termos três opções para ouvir Defying Gravity! Genial!
Download: 4shared (versão solo do Kurt), 4shared (versão solo da Rachel) e 4shared (versão dos dois, como no vídeo terrível acima)


#3° LUGAR: Don't Stop Believing
Original por Journey
Performizada em Glee por todos do New Directions
Episódio: 1x1 - "Pilot"
Comentário: a mensagem da música é incrível, a performance é linda, tudo é perfeito nessa canção! Sou apaixonado!
Download: 4shared


#2° LUGAR: Blackbird
Original por Beatles
Performizada em Glee por Kurt (Chris Colfer) acompanhado pelos Warblers
Episódio: 2x16 - "Original Song"
Comentário: o contexto no qual a canção foi inserida me fez chorar oceanos! O vídeo aí de cima tá horrível, mas vocês tem que assistir a esse episódio. É lindo de viver e emocionante!
Download: 4shared

E o primeiríssimo lugar, com todas as honras possíveis e impossíveis, para a minha canção/mash-up favorita!

#1° LUGAR: Rumour Has It/Someone Like You

Originais por Adele
Performizada em Glee por Mercedes (Amber Riley) e Santana (Naya Rivera) acompanhadas das Troubletones
Episódio: 3x6 - "Mash-off"
Come
ntário: sem sombra de dúvidas é o melhor mash-up com as melhores músicas da Adele que eu já ouvi! Fora que a apresentação delas é ótima e encerra o episódio com chave de ouro! As músicas se entrelaçaram de um jeito tão perfeito que mereceu estar nessa colocação. Recomendadíssima!
Download: 4shared

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Bônus: eu seria o mais negligente do mundo se não indicasse mais algumas músicas pra vocês! Seguem os links para download de mais algumas músicas que não entraram no #TopFive, mas que merecem uma menção digna e honrosa! É só clicar em cima dos nomes das músicas e correr pro abraço :D
  • Beautiful (Original por Christina Aguilera) - Mercedes (Amber Riley)
  • As If We Never Said Goodbye (Original por Barbra Streisand) - Kurt (Chris Colfer)
  • Over The Rainbow (Original por Judy Garland) - Mr. Schue (Matthew Morrison)
  • Raise Your Glass (Original por Pink!) - Blaine (Darren Criss)
  • Somebody To Love (Original por Justin Bieber) - Sam (Chord Overstreet)
  • Perfect (Original por Pink - "Fuckin' Perfect") - Kurt (Chris Colfer) e Blaine (Darren Criss)
  • Safety Dance (Original por Men Without Hats) - Artie (Kevin McHale)
  • Don't Rain On My Parade (Original por Barbra Streisand, do musical Funny Girl) - Rachel (Lea Michele)
  • True Colors (Original por Cindy Lauper) - Tina (Jenna Ushkowvitz)
E é isso, galera! Façam bom proveito das canções e até a próxima!

Do seu escritor-aspirante,