quarta-feira, 27 de junho de 2012

27 de junho de 2009

“Oi, diário.

  Hoje foi um sábado divertido com a galera! Fomos todos para a praça comemorar o fim das aulas e as tão esperadas férias. Detesto admitir que esse ano estou dando graças a Deus que elas chegaram, porque a bruxa está mais solta do que nunca. Tudo vem dando errado, tudo. Então aproveito ao máximo esses tempos de diversão que tenho com meus amigos, porque sei que daqui a dois anos, quando eu estiver na UNIFAP cursando Letras/Francês, vou sentir falta disso tudo. E quando eu estou certo de uma coisa, ninguém consegue tirá-la da minha cabeça. Sou teimoso que nem uma mula, pelo amor. E falando em teimosia, conversando com a Isadora por sms antes de sair com o povo eu não resisti e continuei dizendo que gostava dela. Meus dedos não conseguem controlar, que raiva! Ainda estou tremendamente apaixonado por ela, MESMO JÁ TENDO LEVADO TODOS OS TIPOS DE FORA. E eu nunca aprendo. Será que eu preciso de um choque de realidade pra descobrir que estou na onda errada? Se bem que todo mundo já disse que entre mim e ela não dá pra existir nada além de amizade. Bem, eu estou apaixonado e não dá pra ouvir ninguém, nem que eu queira. Detesto (olha eu usando esse verbo de novo) estar vulnerável desse jeito. Odeio. MAS VOLTANDO PARA O SÁBADO DIVERTIDO COM A GALERA, como sempre, todos eles beberam e se jogaram no verdade-ou-desafio e me empurravam junto pra brincadeira. Não beijei ninguém, óbvio, só que teve rodadas de verdade parando em mim o tempo todo. E todo mundo bagunçou na rodada “sexo”, quando eu disse que ainda sou virgem. Afffffff. Já cansei de falar que eu não sou que nem eles. Eu sei que a hora certa vai chegar (sou cafona por estar dizendo isso?), então pra quê apressar as coisas? Bom saber que diários não exprimem opiniões, porque sinto que seria avacalhado por aqui também. Enfim, esse foi o ápice do meu dia. Eu ainda ia à lan house escrever alguma coisa no meu blog, mas já decidi que vou excluí-lo e abrirei outro mês que vem. O Ideia Sem Acento já deu pra mim. Espero encontrar um nome legal pra um blog legal. E dessa vez, vai ser diferente. Eu acho.

Beijo,

Tiêgo.”

É, como eu previ, sinto a maior falta daquele tempo. Continuo virgem, continuo teimoso e continuo me apaixonando pelas pessoas erradas. Só que agora, na UNIFAP, cursando Letras/Francês e escrevendo do blog que nasceu dias depois. E com 18 anos, rs.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Memoires




Fazendo um resumão do meu aniversário, foi coisa linda de viver. Passar dos dezessete para os dezoito não poderia ter sido mais incrível. Senti-me ainda mais responsável por tudo aquilo que já cultivava na "minoridade" e ainda adquiri outras mil responsabilidades, mesmo sem querer. Ganhei presentes, ganhei sorrisos, ganhei mais de oitenta felicitações no facebook fora as atrasadas e acho que nunca me senti tão amado e querido quanto neste aniversário. Vai ver as pessoas gostam mesmo de mim e eu devo parar de pensar que as assusto. Anyway, eu não precisei de uma festa de arromba nem de presentes magníficos (apesar de ter ganhado um Samsung Galaxy Y Pro Duos LINDO da mamãe - TE AMO MÃE <3) para me lembrar de 20 de junho de 2012. Foi justamente a simplicidade do dia que me pegou desprevinido e me arrebatou, tornando esse dia tão especial.
Aliás, não foi só isso que tornou meu aniversário especial. Minha família fez questão de forçar aquele momento back to remember para que eu refletisse acerca de todos os anos que vivi. Revi fotos que jurava que tinham se perdido, olhei os cadernos do tempo de ensino fundamental (e me espantei com minha letra menos horrorosa do que é hoje)... E depois de guardar tudo, sem querer (ou por querer, whatever) procurei meus diários. São quase dez cadernos, datados de 2006 até 2011, com os relatos de todos os dias (ok, em 2010 eu pulei vários dias - principalmente os finais de semana - mas fazia um apanhado geral de tudo depois, porque sou super aplicado) de minha vida. Aquilo sim me fez parar para pensar o quanto eu cresci. A cada caderno, eu via um novo cara escrevendo! Exatamente como eu disse no post abaixo: vários Tiêgo viveram e talvez até ainda vivam dentro de mim. Vi boa parte deles se expressando nas linhas daquelas folhas simples. Tão simples e com um valor tão grande que eu jamais seria capaz de calcular. Desde os "oi, meu dia foi um saco." até os "QUE DIA FANTÁSTICO! ESTOU APAIXONADO!", emocionei-me de tal forma que manchei as páginas envelhecidas de um dos diários de 2007 com lágrimas saudosas de um tempo que não voltará mais, infelizmente.
No dia 28 de novembro de 2008, eu escrevi o seguinte:

"Querido diário,
 Marina partiu com os pais para Minas Gerais hoje de madrugada. Já chorei tanto que não sei nem como estou conseguindo escrever aqui. Aliás, vou parar por aqui. Amanhã preciso arrumar um motivo novo para viver."

No outro dia, esse novo motivo para viver não apareceu. Mas com o passar do tempo, descobri algo que me fizesse ter ainda mais vontade de viver: a vontade de ser feliz. Tenho vivido em função disso desde então e eu não tenho motivos para me arrepender disso, não mesmo. Quebrei a cara um monte de vezes, a tristeza se apoderou de mim várias vezes e eu fiquei desacreditado de mim em horas de desespero. Só que sempre vinham essas memórias de coisas ainda mais ruins que tinham acontecido e que eu tinha superado. E vocês não sabem o quão afortunado eu sou por ter baixado um Stefan Salvatore mini lá atrás em mim escrevendo o que passei no dia. Foram aquelas memórias que me tiraram de momentos nos quais pensei que fosse ficar preso para sempre. E são aquelas memórias que eu vou levar comigo aonde quer que eu vá.
E onde elas estiverem, eu estarei são e salvo. Com toda a certeza desse mundo.

***
Sim, estou num nível de lembranças que vocês nem imaginam. E se preparem para muitos outros posts assim, porque meus diários rendem MUITOS posts. Bons ou não. hahahaha Até a próxima!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Querido diário



[Extraído de um dos meus diários de 2007.]


"Macapá, 19 de junho de 2007.
  
  Engraçado como o tempo passou voando de novo. Quer dizer, se arrastou em vários momentos, principalmente nas aulas de geografia. Céus, como eu odeio aquela professora. Odeio mesmo. Quando eu for professor, juro que nunca farei como ela, de só pegar o livro e mandar os alunos copiarem e atribuir nota. Acho tão patético. Enfim, eu passei o dia todo pilhado porque hoje é 19 de junho, terça-feira (faltei à educação física porque fingi estar morrendo de dor nos pés quando na verdade só queria dormir um pouco mais), 19 de junho. Véspera do meu aniversário. Eu sei lá o que me dá quando chega a época de completar anos. Eu gosto e não gosto. Ainda vou completar treze anos e já parece que tenho uns dezesseis e o povo da escola vive me falando isso. Já estou praticamente de férias, então amanhã nem farei questão de ir à aula. E ganhar aquelas aulas insuportáveis de história e geografia como presente de aniversário? Prefiro morrer. Não, não prefiro não. Ah, não sei mais de nada. Estou tão nervoso que só estou dando voltas e voltas e voltas ao invés de escrever o que eu passei o dia todo querendo escrever. São quase onze horas da noite e eu ainda estou aqui, pensando. Meus doze anos foram bem melhores do que eu imaginava. Ganhei um monte de coisas bacanas e quebrei bacana a minha cara com um monte de coisas também. Sei que nada acontece em vão, como diz mamãe, mas foi preciso para que eu aprendesse. Ai, lá estou eu dando voltas de novo pra não falar nada. Ok, vamos organizar os pensamentos: agora, eu penso em crescer além da altura. Crescer em todos os sentidos. Eu tenho doze (quase treze) anos, mas estou na oitava série e tem gente que estuda comigo que tem praticamente dezoito anos e se porta que nem um moleque! Não quero isso pra mim. Não mesmo. Eu tenho a Marina, que acho que foi a maior conquista da minha vida. Falando nisso, só o fato de ela gostar de mim é o suficiente para esse aniversário ser melhor do que todos os outros aniversários. Sou feliz com pouquinhas coisas, com coisas simples! Acho que esse é um sinal de que eu amadureci, não é? Ou estou imaginando? Também, se eu não amadurecesse com o tanto de coisa que aconteceu... Primeiro, a Marina. Começamos a namorar. Depois, me descobriram como escritor. Eu não escrevo nada, pra falar a verdade, mas se dizem que eu escrevo bem, o que fazer? Comemoro! E ainda teve a paralisia facial, só pra finalizar. De 20 de junho de 2006 até hoje aconteceram tantas coisas que contribuíram pra que eu crescesse (pra cima também)! Me sinto feliz de estar vivo e escrevendo isso aqui, agora. Só de dispensar os presentes de aniversário e estar estipulando prioridades, sinto que minha missão em mais um ano de vida foi cumprida. Vamos ver como será daqui pra frente! Ano que vem estarei escrevendo esse "livro" narrando o dia de hoje de novo, só que com quase quatorze anos e no ensino médio. E quem sabe, com a Marina junto de mim. Mas é melhor ir com calma, não? Um dia de cada vez. Um dia de cada vez.
Opa, já passa da meia-noite. Feliz aniversário pra mim!
Tiêgo."

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Sim, galera, eu escrevi isso tudo um dia antes do meu aniversário de treze anos, há cinco anos atrás. Parece que foi ontem. Estava chorando aqui por relembrar tudo isso de novo, mas me fez um bem tão grande! Escolhi esta lembrança para mostrar a vocês por ela ser uma das mais fortes que possuo e por conter lições que sei que vou levar para o resto da vida. Foi a cada página dessas que eu fui me tornando a pessoa que sou hoje, prestes a completar dezoito anos. Abandonei os diários, confesso, e sinto a maior falta deles. Mas fiz como eu mesmo me impus naquela folha de diário: vivi "um dia de cada vez". E não me arrependo nem um pouquinho disso. Agora, olhando pra trás e percebendo que a cada ano que se passava, um Tiêgo novo ia se moldando, vejo que se eu sou feliz hoje é porque fui o Tiêgo dramático dos onze anos, o realista dos doze, o apaixonado dos treze, o encantado com o ensino médio dos quatorze e por aí vai. Todos eles moraram dentro de mim e talvez ainda estejam em algum lugar por aqui. Que eles saibam desde sempre que sou muito grato a todos eles por tudo o que eles me permitiram ser todos os anos. E que me moldem de um jeito que eu possa me lembrar todos os anos, um dia antes do meu aniversário, como eu sempre faço. É hora de crescer um pouquinho mais - só que dessa vez, com a vida adulta no controle.
Opa, já é quase meia-noite. Quase feliz aniversário de maioridade pra mim!
Até logo, gente!

Tiêgo.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Aquela atração...




Há muito, muito tempo mesmo, eu não me importava nem um pouco com meu corpo. Achava que se preocupar demais com a aparência era coisa de gente retardada e vazia, que não se dava ao trabalho de tirar um dez na prova, mas que fazia questão de jogar vôlei no final da aula. E de certa forma eu estava certo, porque a galera que gostava de exibir os corpos bonitos que tinham era a galera que mais me pedia cola nas atividades. Whatever, não me lembro de nenhuma vez ter parado para pensar o porquê de eu ser tão desencanado com esse fator beauté que faz as pessoas enlouquecerem na busca pela perfeição.
Até que ontem à noite, depois que um dos meus irmãos me convidou para fazer academia, percebi na mesma hora o que me deixa e o que sempre me deixou despreocupado com a “mania de beauté” daquela galerinha que aparecia (e ainda aparece) na minha vida: eu não tenho nem nunca tive o hábito de pensar que as pessoas iam gostar de mim pelo o que eu aparentava ser. Mas sim pelo o que eu era. Ok, não sejamos tão hipócritas a ponto de dizer que o físico não conta em nada porque conta sim. E inclusive comigo é ainda mais complicado de as pessoas verem desta forma porque não sou o tipo de pessoa que, à primeira vista, você queira como melhor amigo. Várias amigas (sim, amigas, porque eu nunca tive amigos de verdade) já admitiram que tinham uma imagem minha na cabeça e que eu consegui quebrá-la no exato momento em que elas me conheceram. E não satisfeitas, ainda completaram as confissões me dizendo que eu sou atraente. É, aquele que não chama a atenção à primeira vista, mas que muda isso após ser conhecido tem o seu quê de atraente, por mais improvável que possa parecer.
Eu, por exemplo, não vou negar que acho caras mais velhos bem mais atraentes. Mas não é por causa disso que eu vou menosprezar um guri mais novo que use óculos de grau, aparelho nos dentes e faça a maior linha “sou nerd, beijos”. Até porque no cara mais velho dificilmente encontrarei gostos em comum com os meus. E o nerd dos óculos e aparelho pode muito bem saber de tudo aquilo que eu gosto e acho legal e me fazer morrer de amores apenas com uma conversa. Ou seja, não deixarei de conhecer uma pessoa por ela parecer ser menos interessante do que outra. Muito pelo contrário, inclusive! Tenho uma estranha mania de me aproximar de pessoas esquisitas. Ou que pareçam esquisitas, mas que se mostram mais legais do que eu poderia imaginar. Enfim, não suporto clichês, mas esse do “as aparências enganam” é a mais pura das verdades.
E é nisso que eu acredito. Na atração por aquilo que você é de verdade, acima de músculos, maquiagem ou vestes. E é por isso que eu sou tão despreocupado com meu corpo, porque eu estou tão próximo de ser sarado e lindo quanto de ficar rico amanhã. Sei que vou arcar com as conseqüências desse descuido lá na frente, mas quer saber? Se eu sou feliz comendo como se não houvesse amanhã e satisfeito com meu corpo, vou me preocupar pra quê? Quando me conhecem, uma hora ou outra acabam admitindo que eu sou atraente do mesmo jeito! Então prefiro me sentir o Cauã Reymond do que ficar me remoendo por nada! Lembram que eu já deixei de ser o patinho feio há tempos?

***
Tô tão feliz, mas tão feliz esses tempos que vem me dando vontade de escrever o tempo todo! Já me surgiram mil ideias, que sempre coloco no papel e amadureço quando tenho tempo para escrever. Ao decorrer da semana penso que postarei mais vezes, até porque prometi que ia aumentar o ritmo de postagens até meu aniversário, né. E eu costumo cumprir minhas promessas, então aguardem! Vai baixar o Tiêgo competente de algum tempo atrás em mim! Todos comemora! hahahaha Até logo!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Time to grow up

Hoje é dia primeiro de junho. O que significa que faltam apenas dezenove lindos dias para que eu complete mais um ano de vida.

É, eu tinha o hábito de dizer “mais um ano” como se eles fossem apenas mais um ano a acrescentar em minha idade. Demorou, muito, mas a ficha caiu: daqui a dezenove dias, completarei dezoito anos. E antes que alguém venha me julgar ou sei lá, dizer que eu estou criando expectativa demais para algo que não mudará ou qualquer coisa do tipo, para mim, as coisas não são nem acontecem do mesmo jeito que são e acontecem para vocês. Enquanto que a maioridade será um fator decisivo em minha vida, pode ser que na de vocês não seja tanto assim.

Vocês sabem que eu sou adiantado em tudo, não é? Terminei a escola cedo, comecei a ler e a escrever cedo, aprendi a mexer em computadores sozinho e entrei na universidade com dezesseis anos. Nunca me senti mal por nada disso, muito pelo contrário. Eu até curto essa ideia de estar um passo à frente de tudo. Mas de uns tempos pra cá, isso começou a me incomodar. Primeiro por conta das obrigações que vem com a vida universitária (dentre elas, ser maior de idade), depois por que eu percebi que não valeria de nada ser adiantado nos mais variados momentos de minha vida porque uma hora ou outra, eu precisaria esperar. Eu teria que aprender a esperar, a aguardar o momento certo, sem querer avançar nem nada. Sabe aquela história de “o apressado come cru”? É mais ou menos isso. Finalmente, aos 45 do segundo tempo, eu percebi que faltava um fatorzinho de nada para que eu me declarasse pronto para a vida adulta e que por muitos é até visto como clichê chavão, mas que agora faz todo o sentido do mundo para mim: “tudo tem seu tempo”.

Tempo para ler, escrever, terminar a escola, entrar na universidade. Namorar, viver sozinho, viajar, escrever um livro. Tudo tem seu tempo, por mais que ele seja um chato e demore a passar. Reforço o que disse: não reclamo de ter “queimado” etapas de minha existência, não mesmo. Eu vivi cada momento da forma como deveria e fico feliz por guardar ótimas lembranças destas experiências. Só que agora está chegando a hora de abrir as asas e descobrir que meu mundo pode ir bem além do que aquilo com o qual eu me acostumei durante uma vida toda. É hora de sorrir, olhar para a frente e acreditar que a maioridade que virá tornará tudo melhor em minha vida.

Contas para pagar eu já tenho, a universidade e um trabalho também. Acho que só falta meu aniversário chegar e me mostrar que eu sou capaz sim de fazer aquilo que eu sempre quis.

Voar. Sozinho.

 

***

Pois é, crianças, tá chegando a hora de brincar de ser adulto! Tô excitadíssimo com a ideia! Tentarei aumentar o ritmo de postagens até o dia do meu aniversário. Prometo! Um abraço!