terça-feira, 14 de maio de 2013

Free


Meu semestre na universidade encerrou quarta-feira passada e não consigo descrever de maneira plausível o quão aliviado estou por isso. Tirar o peso de tantos trabalhos, apresentações e afins das costas me foi uma mão na roda: agora, felizmente, posso pensar um pouquinho mais em mim. Coisa que eu não venho fazendo há semanas.
Nesse início de recesso (acaba dia 27. Ô DÓ.), depois de ter descansado bastante, comecei a refletir sobre a mudança drástica que afetou minha vida nos últimos meses. Sinceramente? Olho-me no espelho e não me reconheço. Sou outra pessoa, totalmente diferente. Quando começo a colocar na balança e ver que muito do que eu era já se foi, não sei dizer como me sinto. Feliz, talvez, pelo amadurecimento que chegou com tanta responsabilidade junta; ou triste, por constatar que a cada dia que passa dou adeus a um pedaço do Tiêgo que por tantos anos viveu em mim. Faz parte da vida, sendo bem clichê, crescer. Tornar-se homem. Aprender a reconhecer que existem muitas outras coisas que merecem nossa atenção além de meras superficialidades. E creio que com tudo o que tenho vivido, experimentado, sentido, este novo mundo já faz parte de mim.
Digo isso tudo porque agora sim percebo que "tudo muda o tempo todo no mundo". O que planejei há cinco anos atrás não faz mais tanto sentido hoje. Aliás, o que planejei há um ano atrás já não é mais o que penso para agora. Essa constante mutação de pensamento passou a me afetar de tal forma que não tive mais para onde fugir - só me restou acatá-la. Aceitar que essa mudança de vida me acompanhará para sempre, inevitavelmente. E que essa aceitação mudará o rumo dos meus passos. Meus passos serão guiados dia após dia, com o decorrer das experiências vividas.
Completo esta fala dizendo a você, leitor que não me abandona (e agradeço de coração por isso), que eu não prometerei mais vindas e mais vindas para cá, para o blog. Ele era uma das minhas prioridades, confesso, mas não é mais. Quando o desejo de escrever for maior do que tudo, virei para cá e despejarei meus pensamentos, angústias e reflexões para vocês. Ele continuará aqui, intacto, pois não tenho a pretensão de deletá-lo, mas não me esperem mais com a frequência de antes (já afetada há alguns anos). Sempre que possível, postarei. Até porque muito do que eu sou como escritor, devo a este blog e a vocês, que "me leem" aqui há quatro anos e ainda tem os que me acompanham há muito mais tempo.
Portanto, entendam este post como uma carta de libertação. É assim que eu me sinto agora: livre. Sem obrigações. Sem metas a cumprir ou coisas do tipo. Este blog será o reflexo do meu novo 'eu' a partir de hoje. E esse novo eu, sem sombra de dúvidas, será ainda mais sincero do que foi durante todo o desenvolvimento deste texto.

De uma nova pessoa,

Tiêgo.