| O amor vem numa caixinha, cheia de surpresas. |
Admiro muito uma pessoa que ama sem medo do que possa acontecer com este amor no decorrer de um relacionamento. Já foi comprovado que mais de 80% das pessoas tem algum tipo de receio na hora de se entregar completamente à uma paixão, mesmo tendo total certeza de que se está louco para encará-la de vez. Agora eu me pergunto: esse receio por boa parte da população tem fundamento?
Arrisco-me a dizer que sim, há fundamento neste receio que pode parecer absurdo à primeira vista. Suponhamos que eu namore alguém temperamental, que odeie o purê de batatas que eu tanto gosto e que curta forró tanto quanto eu curto pop. Será extremamente difícil o convivío com uma pessoa tão controversa a mim como ela, mas não fui eu quem quis se apaixonar por esta pessoa. A vida inclui certos pacotes quando nos é concebida e um destes pacotes é o amor. E dentro deste pacote do amor estão inseridos certos obstáculos, que convenhamos chamar de "extras adicionais". E nestes "extras adicionais" é que estão diversos fatores que nos fazem repensar várias vezes se o amor vale mesmo a pena, nos fazendo sofrer de forma desleal. Posso citar como exemplo destes "extras" as estranhas mudanças quase inevitáveis no comportamento do companheiro, depois de algum tempo juntos. Nada dura para sempre e com o amor não é nem um pouco diferente.
É bom, muito bom, fazer um esforço (quando se sabe que a relação tem um futuro certo, of course) para pôr tudo nos eixos novamente. Mas 'esforço' é diferente de 'influência externa'. Eu por exemplo jamais mudaria por alguém para salvar um relacionamento, porque a pessoa ficou comigo exatamente como sou, sem mais nem menos. E não seria a beira do precipício que me faria mudar por ela. Acredito que a personalidade é uma das poucas coisas existentes que são originais e que nos acompanham pelo resto da vida. E não adianta destruir uma personalidade formada, e que você supostamente já não consegue mais ficar sem, por causa de algumas desavenças na relação. Há outro modo de resolver a situação: conversando. Um longo e saudável diálogo conserta qualquer imprevisto que possa ter ocorrido num namoro. Sem contar que nem é preciso apelar para meios tão radicais como mudar pelo outro!
Obstáculos fazem parte de toda a vida. Não há como escapar deles. Buscar o equilíbrio no amor também tem os seus, mas não é impossível de acontecer. Tudo depende da maneira com a qual se lida com os imprevistos que surgiram no meio do caminho para conturbar a relação. Mas aqui deixo a dica: não tente se forçar a pulá-los. É muito melhor superar obstáculos e se ver livre deles do que acumulá-los e depois ver que eles destruiram um romance que poderia ter um "felizes para sempre" no final!
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E essa foi minha pauta pro Blorkutando. Espero que gostem, eu adorei abordar esse tema! Aliás, falar de amor é sempre tão legal! Poderia passar horas falando que eu nem me importaria! Mas enfim, como sei que é chato e maçante ler um texto grande demais por causa do brilho do monitor, aprendi a frear na hora certa, digamos assim. Talvez eu poste domingo, senti falta de atualizar mais aqui, tive certos imprevistosesses malditos de novocom o colégio e com o curso de francês que não deixaram o menor tempo pra racionar em algo bom pra postar. Mas taí, curtam e comentem bastante! E não esqueçam do TDB ali no cantinho superior esquerdo da página do blog! Até a próxima, divos!

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