segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Entre a cruz e a... bíblia?!



Não sei bem ao certo se isso é polêmico ou não, mas sabe a atração que um boi sente por uma cobra? Então, é desse jeito a minha relação com a bíblia, o livro escrito pelos profetas de Deus (é isso mesmo?). Não sinto a menor vontade de lê-lo. Nem de ouvir falar sobre nem nada parecido. É como se alguém tivesse jogado um feitiço nesse livro para que eu não tivesse jamais pretensão de segurá-lo com as mãos e apreciá-lo como os best-sellers que costumo ler.
Posso até ir pro inferno ao dizer isso, mas eu decididamente não acredito na bíblia. Simples assim. É basicamente nisso em que eu apoio a não-vontade de ler a palavra de Deus. Antes que alguém pergunte, não, não sou ateu. Acredito em Deus, inclusive, e no céu e no inferno. Na morte e na ressurreição e tudo o mais. Mas quando começam a citar Lucas, Mateus, Jorge, Aluísio, Benedito, Baltazar ou sei lá mais que nomes tem na bíblia, não me sinto confortável. Entra por um ouvido e sai pelo outro, com a mesma facilidade com a qual entrou. Quer dizer, com a qual não entrou, porque né. O que ainda consigo absorver são as reflexões feitas a partir dos ensinamentos propostos pela bíblia - ensinamentos estes que inclusive precisam ser revistos porque olha, o que tem de coisa louca ali não é brincadeira. Mesmo não tendo lido, depois de me descobrir melhor fui atrás de respostas na religião acerca de sexualidade e eis que parei na bíblia. E ela condena os gays, as lésbicas e todo o povo colorido. Agora me respondam: como eu vou tirar proveito de algo que me condena? Sei que não é a bíblia toda e que muitas passagens ali são interessantes para pensar, mas do mesmo jeito me senti ameaçado. Não, não é nem essa a palavra. Senti-me de uma forma que eu não deveria me sentir. Excluído. Proibido. Interditado.
A suposta "palavra de Deus", com a qual eu estaria feliz e despido de temores acabou me deixando fragilizado. Não fui mais a mesma pessoa depois de constatar o conteúdo dela. Gostaria tanto que o Lucas, o Mateus e o resto dos apóstolos viessem aqui me explicar como pregar o amor com um livro tão controverso! É estranho. No mínimo, contraditório. E ainda assim, há quem acredite totalmente nela. Vai entender essa galera.
Depois de ter quebrado a cara com a bíblia, passei a levar menos em consideração o que ela diz e mais o que as reflexões acerca dela me dizem, por me acrescentarem lições que milhares de palavras reunidas em um livro esquisito não conseguem fazer. Afinal de contas, a fé ainda existe. O que falta são pessoas para ajudarem a semeá-la pelo mundo.
De preferência, sem se basearem na bíblia. Obrigado.

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Oi, gente! Pois é, voltei. Depois de ter feito a mudança de layout! Pelos comentários, vocês gostaram! Que leitores lindos! s2 Eu devia ter postado esse texto ontem, mas a internet da vivo anda uma desgraça aqui em Macapá desde quinta-feira passada. Um absurdo! Por isso demorei a mudar o layout e a postar, mas prometo fazer um esforção pra voltar mais vezes e turbinar o blog atualizando tudo, da blogroll às páginas pessoais. E a propósito, ainda não voltei totalmente pro blog porque minha vida continua uma muvuca só, mesmo com a greve na minha universidade e sem o francês. Halp! Ah, e sobre o post, a inspiração veio depois que uma tia evangélica ardente veio louca atrás de mim depois que abracei um dos meus melhores amigos que é gay se despediu de mim. Disse que eu "precisava me libertar ouvindo a palavra do Senhor". Olhei pra cara dela e perguntei: "me libertar de quê, tia? Acorda pra vida e aceita as pessoas como elas são! E a propósito, esse cara é meu amigo e eu não tenho vergonha de dizer isso não!". Quem acabou ouvindo foi ela e eu dei as costas pra velha like a king, que é o que eu sou. As pessoas não respeitam mais umas às outras e isso me entristece num grau... Anyway, vou pegar o beco porque estou morrendo de tossir e espirrar e prevejo que essa vai ser uma longa luta contra a gripe de novo :( Remédio pra que te quero! Até logo, crianças!

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