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| Agosto deveria ser sinônimo de depressão, né |
Não sei se com vocês é assim, mas eu decididamente detesto agosto. Detesto.
Ainda não cheguei a uma teoria completa acerca disso, porém já pude parar e refletir sobre alguns pontos que fazem desse mês um dos piores (se não o pior) do ano. O primeiro deles é a descarga de realidade que vem com a chegada do dia primeiro. Julho já é tão curtinho (pior ainda pra mim, que sofro só com duas semanas de férias) por natureza! E aí vem agosto com toda a sua brutalidade e acaba com os meus sonhos de descansar lindamente e ser feliz por um tempinho a mais. Outro fator é a readaptação a tudo que parou nas férias: trabalhos, estudos, cursos, estágios, whatever. É pior do que tudo arrumar pique pra continuar com tudo aquilo de novo e que dor que me dá lembrar que devo dormir mais cedo pra acordar mais cedo porque trabalho no outro dia e devo me manter disposto. Nem reclamo tanto agora porque as universidades federais do país todo estão de greve, mas e quando voltarem as aulas? E meu instinto pai de santo me dizendo que elas voltarão até o final de agosto? Tem uma descarga negativa absurda nesse mês, só pode. Tudo de ruim acontece nele. Lembro que ano passado, logo no meu segundo dia de aula, dois de agosto, ao subir no ônibus para ir à universidade, o motorista arrancou e eu voei pra fora do ônibus me estrupiando todo. Fui lascado assim mesmo estudar, morrendo de constrangimento, mágoa e dor porque bati meu braço direito com uma força dos diabos no asfalto. E anteontem fazendo minha faxina cotidiana de sábado, que caí de cara no chão do banheiro? Nada disso aconteceu por acaso, não. É esse mês que me detesta tanto quanto eu o detesto. Deve ser uma maldição fazer aniversário no mês do desgosto, ai, como deve ser.
Já falei da realidade que agosto traz, já falei das experiências traumáticas com esse mês, já falei da mágoa que é ter que se readaptar a tudo de novo depois de um tempinho curto de férias e faltou finalizar com uma profecia que um maluco que vivia no meu colégio fez a mim e à minha melhor amiga quando atravessávamos a rua para irmos à padaria do outro lado da rua: "você, moreno alto, tome cuidado com agosto. Ela também, vocês dois serão desafortunados nesse mês". GELEI, na mesma hora em que ele terminou de dizer aquilo, ainda mais que foi em junho, quando estávamos prestes a entrar de férias. Sou demais supersticioso, só Deus na minha causa. Voltamos em agosto e demos de cara com o maluquinho profético, só que dessa vez calado no portão, segurando um cartaz com um monte de oitos. Tinha 8 de tudo que era jeito: deitado, inclinado, em pé, cortado no meio, pintadinho. Fiquei morrendo de medo do que aquilo queria dizer e lembrei na hora do que ele tinha dito antes das férias. Passei agosto inteiro cabreiro de medo do que poderia acontecer. Graças aos céus não me aconteceu nada naquele mês, mas em compensação em agosto do ano seguinte, eu quase morria, como disse ali acima. TENSO.
Não vou mais continuar com esse texto porque só de lembrar dessas loucuras já estou arrepiado. Que o desgosto de agosto seja um pouco menos intenso esse ano. E que as profecias do maluquinho do ensino médio voltem em triplo a ele nesse mês pela macumba ter dado certo ano passado. Pepeô.


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