quinta-feira, 17 de junho de 2010

Amor perfeito? Não mesmo!

Quando pus meus pés naquela feira de inventores, quase meus olhos saltam das órbitas. Máquinas para todos os gostos, fumaças verdes, inúmeros tubos de ensaio e pessoas, no mínimo, bizarras. Não dei atenção para estas que esbarravam em mim e murmuravam algo como um xingamento em japonês. Fixei meus olhos mesmo foi numa engenhoca parecida com uma geladeira tríplex, cheia de botões e luzes fosforescentes, que tinha acabado de entrar em funcionamento. Lembrava um pouco aquelas marias-fumaça que meu avô costumava comandar na época dele. Havia dois adolescentes que não deviam ter mais do que dezessete anos ao lado da máquina, esperando apreensivos e ansiosos pelo resultado do que sairia da 'geladeira'. Não me recordo de ter contado o tempo, mas acho que por volta de cinco minutos depois, uma mulher loira, alta, com seus um metro e oitenta de altura e um rosto angelical saía de dentro da engenhoca, perfeitamente bem e como se tivesse sido totalmente moldada. Um dos rapazes, o que aparentava ser mais velho, pegou na mão da loira, que prontamente segurou a sua suavemente e saiu dali com ele, como se já se conhecessem há anos - o que ficou claro que não era verdade, pois o acompanhante do adolescente arregalou os olhos com tal surpresa em suas expressões que foi inevitável pensar que a loira fosse uma estranha a ser desvendada. A curiosidade me invadiu por completo e quis descobrir do que se tratava aquela máquina e nada, nada daquilo fazia sentido. Existiam botões com legendas do tipo "cor da pele e dos olhos", "tamanho" e "temperamento". No exato momento em que desejei alguém para me ajudar a descobrir o que era aquela invenção, um homem baixo e sorridente chegou até mim, se apresentou como inventor da engenhoca e explicou, detalhadamente, o que era a Máquina do Amor Perfeito. Fiquei com um pé atrás, claro, como é que eu iria confiar numa máquina que faz pessoas?! No entanto, acabei me deixando seduzir pela proposta tentadora que o inventor fez a mim de experimentá-la. As palavras precisas e convincentes dele me fizeram ceder e idealizar - e concretizar, claro - a mulher perfeita pra mim. Minhas antigas namoradas nada tinham de perfeitas, ou até eram muito imperfeitas. E agora, eu podia fazer tudo diferente! Lembrei daquele bocão lindo da Angelina Jolie, dos olhos da Megan Fox, do nariz da Ashley Greene e do corpo da Jeniffer Aniston. Mais alguns retoques básicos e ela estava mentalmente pronta. Vou confessar que achei meio idiota acreditar que fosse mesmo sair aquela mulher que eu imaginei daquela 'geladeira' tríplex fria e cheia de luzinhas. Contei desta vez quanto tempo demorou pro meu "amor perfeito" ficar pronto: quatro minutos e quarenta e três segundos. E ela veio, exatamente, como eu havia imaginado: perfeita.

E talvez tenha sido este o único defeito dela.

Parecia que havia algo de errado com aquele projeto de anjo parado ali na minha frente. Era demais, era incrível, era o sonho de qualquer homem. Mas acabei percebendo que aquela máquina não criava o amor perfeito, ela apenas moldava a pessoa padrão para nós. Meu amor, aquela que eu amava mesmo, era a Clara, a garota estranha e psicodélica que morava no apartamento ao lado do meu. E ela, por sinal, não tinha sido gerada por meios materiais, como geladeiras tríplex que faziam pessoas. Aliás, a Clara foi gerada por um meio natural, que meus criadores também utilizaram.

Desculpei-me com a mulher que idealizei e com o rapaz que manobrava a Máquina do Amor Perfeito (para alegria do acompanhante do garoto que ficou com a loira lá no começo, que ficou com o sonho de todo homem que montei) e parti dali, mais convencido do que nunca de que não se fabrica o amor: ele simplesmente acontece. Mesmo que aconteça entre pessoas estranhas, como eu e a Clara, minha vizinha psicodélica do 503.



Pauta para o Blorkutando - 90ª Semana : Máquina do Amor Perfeito.

***

Foi, gente, eu falei que iria postar mais. Porém, minha semana continuou conturbada como a passada e acabei perdendo meus textos escritos no tempo de ócio! Procurei e não encontrei! Inclusive acabei de improvisar este para o Blorkutando, ficou bom? Ajudem-me comentando, achei que os comentários diminuíram bastante! Deem uma força pro Tiêgo, coitado! Hahaha

Assim que eu conseguir mais tempo, eu posto. Amanhã, ou depois, quem sabe? Não posso mais prever nada, minha vida vive retardada - rimou! -.


Pra vocês que me amam,


@tiegoalencar.

[PS/UPDATE: Gente, desculpem os erros de ortografia! É que digitei na pressa e só agora consegui reler o texto, mas tudo está consertado! E só pra vocês saberem, a real intenção do texto era dar ênfase à máquina! Mas não só à ela, mas como à importância do sentimento verdadeiro, como a Natália Souza disse. Explicado o porquê de tanta 'geladeira tríplex' no texto, James?]

domingo, 13 de junho de 2010

Reconnaissez-moi, s'il vous plaît .

Todo fã sonha com o dia em que verá seu ídolo bem de pertinho. Todo fã sonha em tirar uma foto com seu artista favorito. Todo fã sonha em ganhar um beijo ou um abraço de seu famoso mais querido. Mas acredito que nenhuma destas sensações se igualem à felicidade de passar em frente ao seu ídolo e ouvir seu nome saindo da boca dele. Já imaginou a situação? Seu ídolo, aquele pelo qual você seria capaz de estourar os tímpanos alheios e que você provavelmente faria as maiores loucuras por amor à ele, chamando você, acenando pra você, te reconhecendo! Acho que eu surtaria, pra não falar outra coisa!

Antes de escrever este texto, eu adormeci imaginando esta situação, encontrar meu ídolo e de repente, ele me chamar pelo nome dizendo que não poderia esquecer de mim por eu ter marcado sua vida. Em meu sonho, Lady Gaga, Rihanna, Fergie e outras celebridades que ocupam um espaço imenso no meu coração me chamavam pra cantar com elas no palco e eu, driblando toda a timidez que poderia me consumir, cantava junto com elas. Sentia-me o melhor dos mortais! E quando o Penn Badgley cantava só pra mim, naquela casa de praia belíssima dele em Connecticut? Morri! A música que ele faz só pra si - e pra Blake, claro -, compartilhada comigo! Maior do que essa moral, só ser levado em turnê mundial com o Mika, me convidando em doses alternadas de sanidade pra dividir os agudos e os graves com ele em "We Are Golden"!

Só sei que ser fã é uma tarefa árdua e difícil. Quem se arrisca, tem que arcar com as consequências. E muitas vezes, sonhar é apenas uma delas.


*****


Acordei deste sonho com uma imensa vontade de escrever. Só que fui afetado pelo mal da preguiça. E só tive tempo de postar agora, me desculpem mesmo. Agora, estou um pouquinho mais  disposto, até porque semana que vem eu já estou de férias! Meu ritmo de postagens vai aumentar consideravelmente e vocês não reclamarão mais da minha ausência! Muitas coisas estão me acontecendo, revoluções interiores e mais um monte de pessoas estão atravessando meu caminho e deixando marcas bastante dolorosas. Não se assustem se minhas próximas pautas parecerem tão chatinhas e sem nexo. É desamor, raiva e muita decepção. Só eu tirando um dia inteirinho pra contar isso num post só pra vocês!

E gostaram do lay mais clean? Enjoei daquele outro e resolvi mudar, aproveitei a nova paradinha de design do Blogger, já testaram? Adorei, simples e prático!

No mais, é só. Amanhã devo postar de novo, e duas vezes seguidas. Essa semana postarei muitas vezes, devido à quantidade de textos que tenho aqui em casa arquivados. Agora sim, O A Pseudociência ficará de barriga - ou sei lá o quê - cheia! E me perdoem pela ausência dos blogs que sempre comento! É que toda santa vez que vou comentar, o Blogger sempre dá um jeito de me atrapalhar! Assim que me organizar direito, me atualizarei em todos os blogs, e isso é uma promessa!


Pra vocês que me amam,

@tiegoalencar

quarta-feira, 9 de junho de 2010

The Brazil is colorful !

O café da manhã com meus pais era sempre aquele silêncio: pai lendo jornal, mãe querendo encontrar assunto mas não acha, e irmã que é quase muda ao acordar cedo pra ir à escola. Tudo estaria nos conformes se não fosse a expectativa para o resultado das eleições para presidente, senador e blábláblá, que ainda não tinha sido divulgada por nenhum meio de comunicação. Naquela segunda-feira, o jornal atrasou. E como atrasou. Quase uma hora de espera, e meu pai já estava com os nervos à flor da pele, pois ele não sossega enquanto não lê seu jornal matinal. Seu Oswaldo só conseguiu se acalmar quando Marcília, nossa governanta, adentrou a cozinha e trouxe o tão esperado jornal do dia.


Devagar, minha mãe parara de conversar com minha irmã sobre o quanto a vizinha havia ficado feia com o novo corte e eu, apreensivo, batia os pés ritmadamente, como se aquilo pudesse conter minha ansiedade. Foi ridícula a tentativa. Meu pai desfez o nó dado com o elástico para enrolar e fixar o jornal com cuidado, exatamente como em todas as manhãs. Só que a reação dele ao abrir o jornal não foi nada agradável e frustrou todas as minhas esperanças de, enfim, abrir o jogo com ele:


- NÃO POSSO ACREDITAR! O país colocou essa... essa... aberração pra nos governar! - exclamou ele, exasperado.

Minha mãe, como sempre, atreveu-se e leu os dizeres em letras garrafais impressos na manchete do jornal:

"Brasil é o primeiro país do mundo a ter um presidente gay assumido."

Não consegui enxergar nada porque estava na extremidade oposta da mesa, mas minha irmã me fez o favor de ler em voz alta a notícia:


- "Brasil é o primeiro país do mundo a ter um presidente gay assumido". Nossa, que coisa, não? - disse Larissa, parecendo mesmo pasma com o que acabara de ler.


- Isso é uma palhaçada, isso sim! Vou protestar até o fim contra o mandato desse sujeito. Era só o que me faltava, ser governado por um gay! - ironizou meu pai, com o rosto em fúria, pois seu partido havia sido derrotado pela oposição, justamente o lado do mais novo presidente.


- Pai, mas porque tanta fúria? Será que não basta pro senhor ter um partido que governou o Brasil por quase duas décadas? Hora de mudar, meu velho! - eu disse, tentando começar a conversa de um jeito descontraído.


- Concordo com o Luís, querido - disse mamãe, num momento raro de concordância comigo. - Acho que você deveria rever seus conceitos, porque os gays estão dominando o mundo e você já devia saber disso. Não não direi que estou feliz com esta vitória porque o candidato que escolhi não ganhou. Mas controle-se, Oswaldo. Não adianta chorar sobre o leite derramado.


Minha vontade naquele momento era carregar minha mãe no colo e enchê-la de beijos, mas o gesto pareceria meio insano e me denunciaria na mesma hora. Larissa não colocou sua opinião e saiu da mesa, com o pretexto de ir na casa de uma amiga buscar uns livros emprestados. Ela piscou pra mim e sussurrou um "boa sorte" tímido ao pé do meu ouvido. Tudo estava conspirando a meu favor naquela manhã. E a coragem simplesmente surgiu, deixando-me feliz por estar tão audaz assim numa situação tão... imprópria, digamos assim, para tais surtos impulsivos. Iniciei minhas palavras, confiante de que tudo ia dar certo - e tudo ia dar certo:


- Pai, eu preciso falar uma coisa pro senhor.


Ele me olhou rapidamente, já sem a expressão de raiva e comendo devagar a pera que tinha nas mãos, e fez sinal para que eu prosseguisse. Minhas pernas tremeram antes de continuar:


- Seria bom que o senhor se acostumasse com a ideia de ter um presidente gay governando o país.


- Porque, filho? - perguntou ele, largando a pera e cutucando minha mãe de leve, pra ela largar a revista de fofocas que ela tinha em mãos e prestar atenção em mim. Só que ela já sabia o que eu ia falar e deu uma piscadela pra mim, sem que meu pai percebesse.


- Porque o senhor é responsável por um, bem aqui na sua frente.


Ele me olhou com uma expressão pasma, de raiva, de medo, de pânico. Ele se levantou da cadeira, olhou nos meus olhos e disse, me deixando com medo:


- Você só falou isso por causa daquele maldito cara que será presidente, não foi? A opção sexual dele influenciou a sua, não foi filho? Fala! Faço questão de ...


- Para, pai! - eu o interrompi, querendo que ele entendesse que nada do que ele falava fazia sentido. - É uma opção minha, eu escolhi isso pra mim e ninguém teve nada a ver com isso. Só eu e pronto.


- Esse jornal desgraçado não devia ter parado aqui em casa hoje! Você acabou com meu dia, Luís!


Bem, eu já esperava isso do meu pai. Conservador demais, sério demais, durão demais. Mas quero apostar como daqui a pouco ele vem falar comigo, todo arrependido - quando ele ver que esqueceu o celular em cima da mesa. Minha mãe me abraçou, orgulhosa de minha coragem e de minha firmeza ao falar com papai e me reconfortou, dizendo que estava do meu lado, sempre. Não fiz questão de ficar abalado emocionalmente, muito menos de derramar lágrimas incessantes na minha cama. Eu sei que há muito mais para se fazer do que se lamentar por um pai não lhe aceitar como você é.


Principalmente quando ele se baseia em uma manchete de um jornal e não em seus próprios princípios.






Pauta para o Blorkutando - 89ª Semana: Extra! Extra!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Tímido até a alma !

Vocês podem até estar se perguntando, como alguém que tem um blog e expressa tão facilmente o que vive em palavras pra todo mundo ver é tão tímido assim, mas podem acreditar: eu morro de vergonha de tudo. Desde falar com alguém que eu estou apaixonado até apresentar trabalhos em sala de aula. Fico vermelho, começo a tremer e suo que nem uma bica. A vergonha já me arapalhou em diversas situações, mas eu me recordo de uma, em especial, que fez com que eu nunca mais pusesse os pés naquele anfiteatro de novo.


Minha classe tinha feito o melhor trabalho sobre o período cafeeiro no Brasil e eu era um dos escravos na peça - que, modéstia à parte, foi ótima e a timidez não me atrapalhou tanto. Como "prêmio", ganhamos uma apresentação no anfiteatro da UEAP, a Universidade Estadual do Amapá. Lá, arrumamos o palco e tudo, e até o momento do evento que ia acontecer do curso de História, eu não tinha ideia de quantas pessoas iam estar lá. Mas, pra minha desgraça, apareceram quase trezentas - leia-se TREZENTAS!!! - pessoas! Quando vi que aquela multidão chegava cheia de expectativa, meu coração começou a acelerar, minha testa suava em bicas e minhas pernas tremiam como uma vara de bambu. O apresentador chamou nosso grupo e fomos, mesmo eu estando a um passo de um desmaio. Pois foi dito e feito. No momento em que eu me revoltava contra o dono do cafezal, eu esqueci da timidez aguda, olhei para os inúmeros pares de olhos que me fitavam e caí, desacordado no chão. Segundo meus colegas, eu levei uma hora pra despertar de vez, sem contar que eu não consigo me lembrar de nada que me aconteceu naquele momento até hoje. Apesar de isso ser mesmo um problema, tive que ouvir um sermão do meu professor de história e ainda fui maltratado pelos meus colegas, que também perderam pontos pela não conclusão da peça, que valeria pontos extras para o bimestre. Acabei me prejudicando e prejudicando aos demais pela timidez excessiva que me atinge até hoje.


Até que tentei pensar numa solução pro meu caso, mas não consegui. Admiti pra mim mesmo que sou tímido mesmo e que não tenho jeito. Mas quem sabe você que está lendo, que também morre de vergonha de tudo, não consegue reverter essa situação? Tente, assim como eu, vencer as vergonhas do dia-a-dia, que vivem tentando nos atrapalhar. Mostre à elas que você tem voz pra isso. Afinal, não é à toa que você tem um blog pra despejar tudo que o mundo não te deixa dizer!




Pauta para o Blorkutando - 88ª Semana : V de... Vergonha!

***


Só pra vocês ficarem sabendo, eu ainda estou vivo, só me falta um tempinho pra me reorganizar. É fim de semestre na escola e no curso de francês e isso tudo tá me dando um trabalhão! Assim que tiver tempo, volto e conto tudo o que me aconteceu nestas quase duas semanas!


Pra vocês que me amam,


@tiegoalencar.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Companhias, companhias, julgamentos à parte.

Não serei hipócrita em não afirmar que já julguei o outro pelas companhias dele porque eu já fiz isso sim, algumas vezes, irracionalmente. Só que esse meu senso crítico me fez parar pra pensar quando olhei para mim próprio.O Tiêgo é a pessoa mais social que você possa imaginar: faço companhia a todo tipo de pessoa, do nerd ao punk, passando pelas patricinhas e pelos revoltados. Eu julgava as pessoas pelas companhias delas e não me dava conta de que eu poderia ser o alvo dos comentários alheios por aconselhar a patricinha, trocar ideia com o nerd ou falar abobrinhas com os revoltados. Nunca parei pra avaliar a minha posição para os demais. E foi quando aconteceu aquela discussão que me fez conhecer a diretoria e a fúria dos meus pais, na tarde do dia 23 de agosto de 2006 - sim, eu lembro até hoje.


O professor de ciências havia acabado de chegar na escola e como todo professor novo - e bonito -, causou a histeria das meninas. O grupo com o qual havia me unido naquela época começara a desfiar críticas a respeito daquelas meninas tão alvoroçadas. Eu, além de ouvir, falava junto e colocava ainda mais lenha na fogueira. Até então, seria só mais um de nossos momentos gossip. Se não fosse a Júlia, a maior fofoqueira do colégio, ter escutado justamente a parte em que as meninas falavam da Ângela, a garota "evangélica e santa" da nossa classe, que era a que mais arrastava asa pro professor.A língua venenosa e ardente de ódio por mim da Júlia desatou a contar detalhe por detalhe do que eu, exclusivamente eu, tinha dito. Pronto, a guerra tinha começado. Ameaças, brincadeiras de mau gosto e agressões morais infernizaram-me durante todo o resto do dia. A Ângela e as amigas dela resolveram executar o grand finale com a tradicional vergonha alheia do ano: a queda. E eu não tinha ideia do porquê daquelas alfinetadas delas só para o meu lado. No fim da aula, elas me pregaram uma peça nada legal: com o chão liso propositalmente, acabei deslizando e batendo o braço com força no chão e os joelhos no último degrau da escada. Isso tudo na frente de toda a escola! Todos riam descontroladamente e eu só me recordo da Sâmia, minha melhor amiga, ter me levantado rápido e dizer:


- "Pois quem procura, acha."


E ela voou na Ângela, que chamou suas "amigas" para ajudá-la. Elas, num ato covarde e medíocre, riram amarelo e saíram dali. Com o braço ainda todo dolorido e os joelhos ralados, dei um jeito de fazer a Sâmia parar, mas a Ângela já estava machucada o suficiente pra Sâmia ganhar uma suspensão. Os demais alunos assistiam, incrédulos, a cena. O carinha mais bem comportado do colégio e as garotas mais tranquilas de toda a turma 825 ali, passando por aquele constrangimento. Mas o fato de eu andar com as garotas não fez com que o meu caráter e a minha dignidade fossem alterados. Além do que eu era perto deles e delas, existia um "eu" livre de qualquer crítica e com uma personalidade única. Mas, naquela momento, eu era o fofoqueiro.Por andar com aquelas garotas, virei fofoqueiro pros demais. E isso me abalou, profundamente.


No fim da história, o inspetor de disciplina levou os três para a diretoria e ganhamos um belo sermão da diretora. A Ângela pegou três dias de suspensão e a Sâmia, só um. Eu levei uma advertência pra casa e uma lição que jamais esquecerei: sempre tomar muito cuidado com quem você anda ou fala. Você não percebe, mas os olhos das outras pessoas são carregados de malícia e de um senso crítico, exatamente como eram os meus olhos naquele tempo.


Hoje, posso afirmar que não vejo mais as pessoas pelas suas companhias. Tanto que, se eu fosse selecionar meus amigos, eu estaria desolado! "Diga-me com quem andas que eu te direi quem és" é só mais um clichê, daqueles que passam de boca em boca e que já perdeu o significado.


Ah, quer saber o que aconteceu com a principal causadora da confusão, a Júlia? Alguém a entregou, dizendo que ela tinha sido a autora de toda a confusão. E como não era a primeira nem a segunda vez que ela se metia em encrencas, ela foi  expulsa da escola. Foi a consequência que ela teve que arcar por ver maldade onde não existia e, pior,por construir uma imagem totalmente errada de mim pelas minhas companhias. Afinal, quem faz o que quer, ganha o que não quer e isso é fato.






Pauta para o Blorkutando - 86ª Semana : Posso te dizer quem és?

domingo, 23 de maio de 2010

Prazer, Daniel Humphrey!

Penn Badgley, o ator que deu vida ao Dan Humphrey nas telinhas.


Vou confessar que não sou nenhum fanático por televisão, mas certos programas e séries tem o poder de persuadir o telespectador a ver o que eles tem a nos oferecer. Foi o caso da série Gossip Girl comigo, que ao contrário do que eu imaginava, me surpreendeu bastante. Não há como não se identificar com pelo menos um dos personagens, que apesar de morarem na alta sociedade, tem problemas assim como eu e você temos. E eu, assim que conheci Daniel Humphrey, enxerguei o reflexo da minha personalidade nele. Nossas semelhanças começam na vida pessoal: ele mora no subúrbio e é privado dos luxos comuns aos demais jovens de sua escola. E o mais impressionante é que ele se apaixona pela garota mais linda e rica da cidade - bem parecido com o meu caso: certa vez, deparei-me com uma garota linda, filha de importantes donos de lojas aqui em minha cidade. E eu não sou nem um pouco rico, muito menos estiloso e não tinha nada que pudesse agradá-la, e também sabia que seria estúpido de minha parte me apaixonar por ela, mas aconteceu. Uma pena que nunca aconteceu nada entre nós, mas conquistei a amizade dela e somos amigos até hoje! Diferentemente do Dan, que chegou a namorar a Serena van der Woodsen. Outra coincidência entre nós é o esforço absurdo que temos que fazer para alcançar nossos objetivos e, mesmo tendo alcançado, o dinheiro e a avareza das pessoas conseguiram destruir nossos sonhos. Triste, não? Pois acreditem, já aconteceu de eu ter feito uma prova impecável, tirado uma excelente pontuação, e mesmo assim ter ficado de fora, porque gente que tem seus recursos pode muito mais do que alguém como eu, como o Dan. Ah, eu sofro muito por amor. E não desisto tão fácil dele, assim como o Dan. Ele fez loucuras para conquistar a Serena. E eu preciso dizer que já fiz muita coisa que não faria em sã consciência pelo amor. Meus problemas familiares também são bem parecidos com os que o Dan tem na trama. Vale frisar que a série da televisão é apenas baseada no livro e que eu me assemelho muito mais a ele nas telinhas.
Enfim, somos de realidades completamente diferentes, mas isso não nos impede de ser tão parecidos.


É por esse e outros motivos que eu afirmo com toda a certeza do mundo: eu seria Daniel Humphrey.








Pauta para o How Deal - 4ª Edição: qual personagem de televisão você seria?




***

Eu não resisto ao charme do Penn! Eu TINHA que postar essas fotos:

Fazendo a carinha de bebê que eu tanto gosto!


Vai mesmo dar esse olhar fatal, Penn?




Com raiva?


Pra finalizar, todo largadão.

Vou logo avisar à vocês que eu postei isso tudo porque talvez fique off a semana que vem toda. Estejam preparados! Haha.


Pra vocês que me amam (!),


sábado, 22 de maio de 2010

E agora, o P.S!

[Ontem o Blogger não quis colaborar de forma alguma para que eu postasse o PS. Foi o jeito ter que fazer um post todo só pra ele - mas não comentem aqui, mas no conto do Kaléo e da Marina aqui de baixo, ok?]

Oi, gente!

Vocês devem ter reparado que eu não levo muito jeito com a narrativa, apesar dos elogios nos comentários. Eu fiz mesmo porque eu quis homenagear, de certa forma, um grande amigo, o Kaléo. Eu o conheci através da internet - sim, ela mesma -, mas ele estuda no mesmo colégio que eu. Fomos conversando, rindo, se entendendo... Acaba que o Kaléo ganhou toda a minha confiança. Daí o nome diferente pro mocinho, Vanessa. Ah, e antes que eu me esqueça, vamo colocar a rash tag no Twitter #chegalogomudancadoKaleo? Pra mudança da casa dele chegar logo aqui. Hahaha, é sério, vamo dar essa força pra ele :) Ele merece, é um dos meus melhores amigos - se é que não é o melhor.


Bem, eu não tava me sentindo muito disposto pra blogar, não. O Willian teve mesmo que abandonar o curso e eu fiquei assim, desolado. Já não tenho amigos homens, pra ele ainda fazer essa comigo! Tô triste até agora, mas ainda tive a sorte de encontrar outros amigos homens - eles me entendem bem mais do que as meninas, sinto dizer. Haha


Eu já tenho outra postagem pra amanhã, sobre qual personagem de TV eu seria. Tive a resposta logo de cara, mas vocês só vão ficar sabendo amanhã :) É, eu gosto de deixar vocês morrendo de curiosidade.


Já disse que tô armando o (MEU) Tudo de Blog edição nº 2? Aguardem novidades!


A escola tá me matando a cada dia que passa. Cada vez mais trabalhos. cada vez mais apresentações... O único lado bom disso tudo é que as férias tão quase chegando. E meu aniversário também. Mas eu nunca senti tanta falta da escola como agora. Descobri que minha vida só acontece ali, de verdade. E as pessoas que eu mais amo também estão ali. Enfim, só me resta a saudade mesmo.


Deixa eu me lembrar... Ah, eu tive a brilhante ideia de me apaixonar de novo. Tô retardado, sim, eu sei. Mas eu não pude evitar. Não mesmo. Eu encontro a felicidade no próximo muito rápido - e isso me irrita profundamente, mas fazer o quê? É pior do que eu imaginei.


Tô num estado crítico de vem-que-eu-te-quero. Depois de um 2009 inteiro quase sem beijar ninguém, 2010 veio pra matar: só essa semana já fiquei duas vezes com garotas, vale frisar. E eu juro que não foi por ficar, simplesmente aconteceu. Só isso.


Acho que é só. Tô morto de cansaço e eu tenho que postar isso ainda hoje. Não esqueçam de comentar só na postagem daqui de baixo, ok?






Pra vocês que me amam,


@tiegoalencar.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Final feliz.

Kaléo não tinha a menor ideia do que estava fazendo, mas sabia que aquilo ia lhe levar à felicidade. Seu amor por Marina era maior do que qualquer coisa no mundo e ele já havia aprendido a admitir isso. Era como se fosse uma imã, Marina era seu imã. E ele teria que sair dali a todo custo, mesmo que fugir significasse morrer caso fosse pego. Kaléo não tinha escolha: seu instinto agia contra a razão. E isso fez ele agir involuntariamente.


O rapaz conseguiu tirar discretamente a minúscula mala que estava sobre o armário, colocou dentro dela seus pertences mais necessários - uma flauta doce, um caderno, uma caneta, um bilhete de ônibus e o principal, todas as cartas que havia recebido de Marina durante todos os quinze meses em que esteve confinado. Ao virar-se pela última vez para o quadro com a pintura que ele próprio havia feito de Marina, as lágrimas escaparam de seus olhos. Só lhe restou murmurar um " estou chegando, meu amor " e partir para sua longa caminhada.


Kaléo passou horas andando em direção à rodoviária, até encontrar o prédio em que se encontrava a dita rodoviária. Era meio sombria, não havia tanto movimento como nas cidades grandes, mas ainda havia pessoas circulando lentamente pelas passarelas ao lado das vias por onde os ônibus passavam. Kaléo decidiu agir como os demais para não dar a entender que ele havia fugido. Mas a polícia foi um tanto mais esperta que ele e o pegou mesmo antes dele correr para o ônibus que ia para a cidade de Marina, Ouro Preto. Na delegacia, os agentes não deram a menor chance para Kaléo se defender, apenas o jogaram em uma das celas escuras que existiam dentro daquela casa de detenção. O rapaz pensava em Marina e chorava, relembrando os poucos dias que estiveram juntos, mas que marcaram profundamente a vida dele. A vida dele era pensar em Marina como se ela fosse o ar que ele respira.


Passadas duas horas, um dos agentes abriu a porta da cela de Kaléo e disse:


- Você foi solto. Alguém pagou sua fiança.


Com os olhos negros e fundos, Kaléo tentou entender quem o tiraria dali, se ele não conhecia ninguém que pudesse saber que ele se encontrava ali. Rapidamente, ele se levantou de sua cama de concreto improvisada e correu até a recepção da delegacia, onde se encontrava seu anjo protetor.


Marina.


Com o coração pulsando como nunca, Kaléo a abraçou como se nunca mais fosse vê-la e não pensou duas vezes antes de beijá-la, matando de vez a sede que ele tinha de possuí-la mais uma vez em seus braços. Marina sorria enquanto o beijava, e isso deixava Kaléo muito feliz também. A paixão que ele sentia por ela, de uma vez por todas, havia se transformado em amor. Um surto repentino de curiosidade fez Kaléo perguntar à Marina:


- Como você soube que eu estava aqui?


- Meu amor por você me fez cometer a maior loucura da minha vida: fugi, para lhe ver novamente.


- Se eu lhe dissesse que estava aqui pelo mesmo motivo, você...


- Acreditaria - disse ela, completando as palavras dele com uma certeza grande e encostando de leve os lábios frios e vermelhos de Kaléo.


Kaléo pôde enfim, mesmo sem o malete com as cartas de Marina e as outras coisas, partir feliz com ela, para o horizonte ou qualquer outro lugar no qual eles pudessem ser felizes.







Pauta para o Blorkutando - 86ª Semana : Cinco Palavras.

***


Vou postar agora só a história. o PS vem depois, tá dando erro no Blogger.

sábado, 15 de maio de 2010

Considerações sobre minha ausência.

Eu sei, podem me atirar sete pedras e meia, pois admito que mereço. E estou sendo um incompetente para com este blog. Reduzi a frequência de postagens consideravelmente e estou me sentindo envergonhado por isso. Passou-me pela cabeça milhares de vezes a possibilidade de deletar de vez o A Pseudociência, ao invés de deixá-lo aqui, pegando poeira e podendo fazer a felicidade de outro aficcionado por nomes nerds para blogs. Só que não é bem assim que eu faço as coisas. Refleti por alguns momentos e decidi não deletá-lo, pois o único lugar no qual me sinto à vontade pra falar de mim sem medo e tão abertamente é aqui. E seria idiotice minha abrir mão de tal espaço. Posso atribuir a minha ausência a alguns fatores que, para facilitar a vida de vocês – e a minha -, estão listados abaixo:

1 – Internet: aqui em casa é uma decepção. A madrugada é a melhor hora do dia para cumprir minhas obrigações internáuticas e eu, infelizmente, nunca reúno forças o suficiente para acordar três horas da manhã para sentar em frente ao PC e escrever (trabalho de manhã, lembram?). E quando o Blogger colabora comigo, vem alguém e leva o modem! #FAZENDOAMALDITA.

2 - Escola: tive uma semana cheia. Cheia de atividades-surpresa, apresentações, alguns trabalhos para organizar, mais uns probleminhas – já resolvidos – particulares... Uma loucura só.

3 – Danielle Mitterrand: adquiri uma intimidade maior com o francês de segunda-feira pra cá e isso está me deixando tão feliz! E como a dificuldade e os desafios da gramática estão cada vez maiores, tenho que me concentrar cada vez mais. E é o que estou fazendo; estimulando minha concentração sempre que posso. E isso exige um esforço enorme de mim.

4 – UNIFAP (Universidade Federal do Amapá): não, eu não passei no vestibular tampouco estou cursando algo lá. É que aconteceu, nos dias 13 e 14 de maio, a 2ª Jornada Científico-Cultural de Francês Língua Estrangeira (o chamado FLE, pelos estudiosos) e eu, claro, não perdi a oportunidade de participar de um evento tão importante! Foi um pouquinho cansativo, confesso. Mas valeu a pena e agora tenho mais do que certeza que quero sim cursar Letras na universidade. Eu tinha outros planos, mas eles que fiquem pra depois. Quem planeja demais nunca completa seus objetivos.

5 – Indecisão sexual: nunca pensei que eu estivesse com toda essa bola pra relacionamentos. E olha que maio é meu inferno astral, por anteceder o mês do meu aniversário – é, eu acredito em horóscopo e em astrologia -. Conheci um cara, o Rafa, que é lindo, inteligente, tem papo e tudo o mais que me chama a atenção em outro cara. Ele me entende e me ajuda como ninguém. Detalhe: quer ficar comigo. Eu senti e sinto uma forte atração por ele, não vou negar. Só que aí vem o destino e me prega uma peça bem retardada: há anos, conheço a Ju, mas tudo por Orkut, MSN, e mimimi. Terça-feira, eu a conheci pessoalmente! Ela é lindíssima, independente, inteligente e loira. Ela é o sonho de qualquer homem. Não preciso nem dizer que ela me balançou. Ainda não decidi nada. E vale a pena frisar, pois muita gente me pergunta: eu não sinto interesse sexual por nenhuma das partes. Pensar nisso desfocou toda a atenção que eu tinha com o blog. É muito difícil, gente, lidar com tal situação.

6 – Willian Leite: esse cara tá me deixando louco! Uma hora é meu melhor amigo, pra quem eu conto até as coisas mais absurdas que acontecem comigo; na outra, é o pegador da turma que só faz isso pra impressionar! Onde que foi parar toda a perfeição que eu tinha encontrado nele, ONDE?! O pior é que eu me mordo de ciúmes quando ele dá em cima das meninas na minha frente – e já diz no pé do meu ouvido em quem ele vai avançar e como! O FIM. Ele continua aquele cara legal pra conversar e tudo, que me aconselha e me faz rir, mas ele muda tanto quando a galera tá perto! Queria entender isso. Uma pena eu ser um moleque de 15 anos que mal sabe do que gosta de verdade. Erica Ferro em seu comentário no meu post anterior estava certa. O perfeito não existe mesmo: nós é que o fazemos.


E bem, é isso. Espero que me entendam. Muitos acontecimentos pra pouco coração e preparo. Quero voltar mais inspirado na próxima postagem. Aceito conselhos, please! Vocês sempre estarão em meu coração, sempre!


Pra vocês que me amam,

Tiêgo Alencar.

domingo, 9 de maio de 2010

Salada mista?

 Imagem daqui.



No fim do ano passado, eu conversava com alguns amigos sobre um certo grupo da minha escola que brincava o famoso jogo de "verdade-ou-consequência" de um modo bem diferente: cada membro do círculo continha sete pulseiras de silicone em cores sortidas nos braços. A ponta vermelha da garrafa dava o direito de um dos integrantes do grupo de arrebentar uma das pulseiras de qualquer outro integrante. Para mim, a brincadeira parava ali, pois eu não tinha a menor noção do que era aquilo. Pesquisei na internet por coisas parecidas, e nada. O significado daquele gesto eu só viria saber muito tempo depois, com uma notícia na TV sobre uma garota que havia sido estuprada por dois adolescentes por causa da "brincadeira" que eu tanto queria saber qual era: as pulseirinhas do sexo. Uma evolução da antiga salada mista, talvez? Tenha certeza que não. Fiquei extremamente revoltado quando vi que simples adornos para o pulso tinham intenções tão grosseiras e pretensiosas. Confesso que quando era menor, usei várias delas por um bom tempo e só as larguei porque minha massa corporal as fez arrebentar por si sós. Mas não seria por causa deste significado que surgiu só agora que eu deixaria de portá-las. Acredito que só cai na "brincadeira" de transar quem quer. Portar as pulseirinhas do sexo não é um convite para o ato em si: é necessária, no mínimo, uma intimidade entre os participantes deste jogo nada modesto. Não é possível que ninguém consiga impedir a ação de um indivíduo que arrebenta as ditas pulseiras se não estiver afim de jogar o jogo. É um ato desrespeitoso e constrangedor, que deixa traumas incorrigíveis e que serão levados para o resto da vida. Já houve o tempo em que beijar na boca era considerado sexo explícito. Atualmente, o sexo explícito pode também ser resumido em apenas pulseirinhas coloridas e frágeis que tem um valor bastante significativo. O uso delas, eu não condeno. Eu não aprovo o que foi acrescentado à elas. A solução mais óbvia que temos para este problema é começar a ter um pouquinho mais de bom-senso e uma real cobrança sobre os princípios de cada um. Não adiantará de nada proibir as crianças/pré-adolescentes/adolescentes de usar as pulseiras, pois o circo já foi armado há muito tempo. Aquela velha história de ingenuidade jovial ficou mesmo para trás.Não há culpados nesta novela das pulseirinhas do sexo. O mundo por si só não atua mais como mero coadjuvante em nenhuma destas peças da vida. Nada é por acaso. Que tais joguinhos continuem, porém que haja a responsabilidade de quem for jogá-los. Afinal, quem está na chuva, tem que se molhar.






Pauta para o 2º Tribunal How Deal - Pulseirinhas do sexo: chegou ao extremo?


***

Oi, gente!

Eu disse que ia voltar mais cedo, né? Hehe ;D
Esse meu texto foi o primeiro pro How Deal. Amei a proposta dele! Bem organizadinho, temas bons... Resolvi participar, e não tô me arrependendo! Recomendo também!
Ah, eu conheci um cara. Rafael, o nome dele. Ele é incrível. E arrastou uma asa imensa pra cima de mim. Mas o meu amor pelo Willian não me deixou ir além com o Rafa, que é um amor de pessoa. Eu não consigo acreditar que eu não esqueci o Will. Também, com tanta perfeição, como é que eu vou esquecer alguém tão marcante na minha vida? Oi? Ele é meu melhor amigo, vou conviver com essa perfeição pro resto da vida! Ou pelo menos, penso eu. Só sei que tô todo confuso e não sei pra onde seguir. Me ajudem! Não posso deixar de viver minha vida por causa de alguém que não me quer nem nunca vai querer! Concordam?
É , eu acho que eu tava precisando desabafar com vocês. Nunca gostei tanto de falar aqui nesse blog. E tamo seguindo! Brigadão pelo apoio e atenção de vocês. Amo todos vocês, muito!

Amanhã começa tudo de novo. #todocagado. Odeio as segundas-feiras. São um fardo na minha vida. Ninguém merece!

E ao som de We Are Golden, do Mika, eu tô partindo pra uma semana cheia! Mais novidades por aí!


Pra vocês que me amam,