Hora de falar sério, galera.
Já fazia um bom tempo desde que eu não passava pela rua sem que viesse algum desocupado gritar um "viado!" ou "lá vai a mocinha" para perturbar. E há muito deixei de me preocupar com essas agressões verbais até porque não é digno da minha pessoa deixar que isso continue me abalando. Mas eis que ontem aconteceu algo para o qual eu decididamente não estava preparado. E que me deixou deveras preocupado.
Ontem à noite eu voltava para casa com meu parceiro quando passamos em frente a um palco em uma praça onde se concentram pessoas de todos os tipos. Naquele momento, em especial, os jovens evangélicos estavam em peso ali para um show que aconteceria logo mais. Para falar a verdade, eu não fazia ideia de que teria alguma programação naquela praça que geralmente é tranquila, mesmo nas sextas. Até que eu tive a infelicidade de atravessar a rua e passar pela calçada da praça, onde estava mais iluminado e menos arriscado, pois já era uma hora considerável da noite. Abracei meu parceiro, nos despedimos e cada qual seguiu seu caminho. Alguns metros à frente, um grupo de garotos que provavelmente estavam ali para o show começou a rir. E eu sem entender absolutamente nada. Foi quando passei em frente ao banco no qual eles estavam sentados que eu entendi a palhaçada. O que saiu da boca do que pareceu "o líder da gangue", com estas exatas palavras em minha direção, foi:
- "É, é por causa de gente desse tipo que o mundo está desse jeito." - soltou o rapaz que parecia estar com a língua coçando para soltar a infeliz frase.
Precisei respirar fundo, olhar bem no rosto do menino que falou e me deparar com a frase que estava na camisa dele: "Sou + Deus". Normalmente eu não discuto com gente preconceituosa de cara até porque tenho mais pena de gente que pensa assim do que vontade de gastar saliva com elas. Mas naquele instante, fiquei tão perplexo que aquilo tinha partido de um menino que se dizia tão "de Deus" que as palavras me fugiram. Fiquei com pena, senti-me constrangido por ter que explicar o mesmo be-á-ba que explico para todos os meus amigos que são evangélicos e não deixam de gostar de mim pelo o que eu sou. Apenas disparei um "não vale a pena discutir com quem tem vocação pra idiota" e virei as costas, sem medo de ser, sei lá, apedrejado, espancado ou essas coisas horrorosas que são cometidas por preconceito que vemos praticamente todos os dias nos jornais. Ainda tiraram graça com o que eu disse, distorcendo tudo em vozes finas e me xingando de coisas que prefiro nem transcrever.
Cheguei em casa e me afoguei em reflexões para tentar entender o que de fato está acontecendo com o pensamento humano.
Sério, galera, não dá para engolir tanta contradição. Como já citei ali em cima, tenho diversos amigos (inclusive melhores amigos) que são evangélicos e nossas relações não poderiam ser melhores! Ou seja, por causa de algo que supostamente creem que é o correto (no meu caso, homem e mulher), acabam cometendo um crime consigo próprios: traem a própria crença. E aquele clichê-chavão da religião evangélica que diz que "Deus é amor", aonde entra nessa história toda? O certo não seria o "amai-vos uns aos outros como eu vos amei" ou algo do tipo? Tem alguma falha de coesão e coerência acontecendo com essa fanática pela religião que segue. Tem mesmo.
Quem me acompanha no O Quanto Quiser leu este texto meu falando sobre a fé que eu tenho. Acredito em Deus e eu não vou deixar de ser quem eu sou só porque está escrito em um livro (que eu não tenho a menor vontade de ler) que a relação entre dois homens não pode acontecer. Não vou mesmo. E se ainda tem gente achando que intimidar gays falando sobre pecado e tudo o mais dá certo, é bom dar uma revisada no repertório, porque esse argumento aí já deu o que tinha que dar. Não julgo ninguém pelo o que aparenta ser, pelo o que acredita ou pelo o que curte, mas sim pelo o que a pessoa é. Não me importo em ser chamado do que for, só que não dá para acreditar que a hipocrisia ainda esteja tão estampada na cara lisa de quem se acha correto por seguir o que toda uma sociedade postula como correto. E que ninguém faça nada para reverter isso, principalmente dentro de si.
Detesto admitir que esse fato lastimável tenha servido para alguma coisa. Transformei em um texto e espero que vocês todos tenham suas doses diárias de realidade tomadas depois de lê-lo. Porque tudo pode estar perfeito para você, mas infelizmente existe mais mundo real do que a fantasia pode suportar. Você querendo ou não. Querendo eu ou não.
sábado, 21 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
Da saudade de escrever
Ontem, após um dia daqueles, felizmente pude contar com algum tempo do descanso que eu não conheci durante toda a semana; quando não era a universidade com suas mil e uma implicações em minha vida, era o trabalho ou os cursos que faço de francês e inglês, para não contar um relacionamento que está sobrevivendo (graçasadeusmente) à toda essa loucura que é minha vida. Mas sabe quando você se pega pensando em algo que você não fez e que se arrepende muito de não ter feito? Pois então, foi exatamente isso que senti quando agarrei aquela pausa noturna da loucura diária para pensar.
E pensar em como eu era feliz e não sabia (por mais clichê que isso possa parecer).
Assim que parei para pensar, lembrei de 2009. Foi um dos piores anos da minha vida, porém foi o ano em que eu mais cresci como homem. Naquele ano, eu me vi preso em algo do qual eu precisaria me libertar por minhas próprias mãos - e assim o fiz. Em 2009, depois de mil tentativas frustradas, nasceu o A Pseudociência e desde então estamos juntos numa parceria que, se depender de mim, vai longe. E foi mais ou menos aí que meus pensamentos pararam. Eu sinto falta de escrever como eu escrevia antes. Não sou mais o mesmo há muito tempo e eu entendo isso perfeitamente. Só queria nunca ter perdido aquele jeito tão singular que eu tinha de lidar com as palavras. Hoje elas já não me saem mais com tanta facilidade quanto saíam há três anos atrás e isso me dói, mesmo que seja a mais pura verdade. Não é possível que eu tenha me tornado refém da obrigatoriedade para poder escrever e me sentir livre de mais uma obrigação. Não, muito pelo contrário! No dia em que isso acontecer, podem ter certeza que eu não serei eu mesmo. Pois eu escrevo pelo simples prazer de ver grafado tudo aquilo que se passa em meu coração.
Não sei como explicar. Mas sei que não sou mais o mesmo. Cresci, adquiri responsabilidades, tornei-me gente, por assim dizer. Só que a saudade fica. A saudade de falar das vingancinhas do colégio, a saudade de falar de como foi ruim a minha nota em geografia, a saudade de falar sobre como eu enxergava o meu futuro. Tudo mudou. E bem ou mal, não tem mais volta.
O que me resta é continuar perseverando que a escrita nunca deixará de fazer parte de mim. Podem vir mais dez, vinte anos. Ela estará intacta, correndo em minhas veias junto com meu sangue. Apenas se adequando aos meus mais diversos momentos - tal como absolutamente tudo nesta vida.
Um desabafo, um relato, não sei no quê este texto se classifica. Só sei que escrevê-lo não doeu. E só confirmou as minhas suspeitas: o escritor ainda vive!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
01 mágoa: hiatus
Pode até ser que isso nem chegue a ser um hiatus, mas enfim: galera, estou completamente enrolado com a universidade, meus cursos de línguas e meu trabalho. Estou muito pendente com vocês e já tenho dois textos escritos no papel que só faltam serem passados pra cá. Mas infelizmente a falta de tempo não está colaborando. Quando eu o consigo, preciso estudar e resolver problemas, então blogar está ficando complicado. Não abandonarei o A Pseudociência, a quem interessar possa, mas preciso que vocês se acostumem com minha ausência. Fui inventar de brincar de ser adulto, deu nisso. Vejo vocês assim que eu me desenrolar. Beijão!
terça-feira, 27 de março de 2012
Acasos, I
- Ops, c'est pas ça. - eu o corrigi, ao ver que ele conjugara o verbo "aimer" no tempo errado.
Ele olhou mais uma vez e constatou o erro. Deu uma risada e não hesitou em olhar bem nos meus olhos e murmurar um "merci" meio tímido, meio desajeitado, porém sincero. "Pas de quoi", respondi.
Silêncio.
Terminamos o exercício e, mesmo naquele incômodo silêncio, senti-me deveras conectado àquele cara estranho. E para dizer a verdade, ele nem era mais um estranho. Já era como se nos conhecessemos há séculos mesmo, a julgar pelo grau de intimidade com o qual um brincava com os erros na fala e na escrita de francês do outro. Eu não tinha (nem tenho) o hábito de me identificar tão rápido com as pessoas (pé atrás sempre, sabe como é), mas daquela vez foi diferente.
Eu acredito em destino. E naquele momento, naquela conversa, ele suspirou bem ao pé do meu ouvido: virão surpresas.
- Ainda me sinto tão verde em francês - lamentou-se. - Preciso de aulas. Um intensivão de francês. Se algum nativo vier falar comigo, não vou saber dizer nem um um 'bonjour' direito!
- Sério? Je ne crois pas! Qu'est-ce que tu penses, estou estudando para isso. Posso te ajudar se você quiser - propus, meio receoso da resposta.
Ele nem me deixou respirar.
- Que horas? Quando? Onde? É só me falar que estarei lá.
- Onde você achar melhor - disse, um pouco mais aliviado pela animação em suas "indagações afirmativas".
- Pode ser amanhã? Estarei livre depois do almoço.
- Por mim, perfeito. Ma... - fui interrompido pelo barulho dos colegas comemorando o fim da aula, guardando cadernos, livros e apostilas. Respondemos à chamada e, após arrumarmos nossas coisas, atravessamos juntos o hall de saída. Impossível esquecer daqueles olhos me paralisando antes de nos separarmos no portão e me congelando por dentro.
- Então amanhã a gente se vê, n'est-ce pas, mon ami? - confirmou novamente com uma pergunta e até ri ao o constatar.
- Oui, oui, après le déjeuner, j'vais chez toi. Étudiez le sujet de la classe! - aconselhei, enquanto ele permanecia estático, sem a menor pretensão de sair dali.
Encarando-me.
Aquilo me intrigou. Não que eu não fosse nenhum Edward Cullen da vida, mas algo me dizia que eu já sabia o que ele estava pensando.
Ele apertou minha mão por um bom tempo, sorriu, e juntos, total e involuntariamente, dissemos:
- Au revoir! À bientôt!
Cada um seguiu por um caminho. E mais uma vez, como se um tivesse lido a mente do outro, nos viramos e nos encaramos, por uma fração de segundo.
Talvez uma das frações de segundo mais esclarecedoras da minha vida.
Caminhando de volta para casa, vinha refletindo sobre o que estava acontecendo comigo - porque realmente eu não era assim. Mas nem precisei pensar muito.
Assim que cheguei em casa, uma simples mensagem de texto disse tudo o que eu queria ouvir: "Lembra que você me corrigiu quando eu disse 'je t'ai aimé'? Pois você estava certo. Eu não deveria ter utilizado o pretérito perfeito. Mas sim o presente do indicativo. Como é mesmo que se conjuga? Ah, sim: 'je t'aime'. Vraiment. Bonne nuit, ton ami."
sábado, 17 de março de 2012
En aimant
No texto anterior, fui bem claro ao dizer que agora sou fã do "deixa a vida a me levar" life style. E hoje só venho ainda mais reforçar esta teoria de que viver sem preocupações é a melhor coisa que existe - desta vez, por experiência própria.
Sempre tive um certo receio em me jogar de cabeça em relacionamentos. Desde que me entendo por gente, sondo bastante o terreno antes de pisar. Mas sabe como é, a vida tem dessas: uma hora, pega pesado. Na outra, afrouxa o freio e deixa a gente sentir um pouquinho de liberdade. Nesse momento, é assim que eu me sinto. Livre - mesmo que comprometido. É, isso mesmo. Tiêgo R. Alencar está comprometido com uma pessoa que o quer bem e melhor, perto de si.
Tudo aconteceu por um grande acaso do destino (que prefiro não entrar em detalhes para não perder a graça da história) e confesso que a rapidez com que ocorreu me fez perder o fôlego e me assustou no começo. Só que o tempo passa, passa, e vamos aprendendo que conviver é a melhor forma de conhecer. E foi tendo essa convivência que acabei esquecendo do meu receio de relacionamentos inesperados, joguei para o alto muito do que pensava até estes últimos dias, constatei que é muito melhor agarrar as oportunidades que a vida nos dá do que deixá-las escapar sem motivo e decidi que não importa o que acontecer daqui para frente, tirarei uma lição sem que haja arrependimentos - e garanto, por enquanto meu único arrependimento foi não ter dito "sim" mais cedo.
Sabe aquele calor gostoso quando estamos perto de quem a gente gosta? E aquele calafrio só de pensar em chegar perto? Não posso esquecer de citar a palma das minhas mãos molhadas, de nervosismo por estar com alguém tão perfeito para mim que eu fico me perguntando onde ele esteve escondido esse tempo todo. Aquela vontade de estar sempre perto, aquele desejo de abraçar e não soltar mais. Eu precisava disso para ser feliz e eu senti muita, muita falta dessas sensações deliciosas e capazes de entorpecer. É preciso, é necessário viver paixões, amores assim.
O mundo deveria se alimentar deste tipo de sensação.
Impressionante como me sinto feliz. Sem exageros nem nada, sinto-me satisfeito e completo. Como há muito não me sentia. Neste momento, para vocês terem uma ideia, meus dedos estão escrevendo apenas o que meu coração está sentindo e não o que minha mente quer que eles escrevam. A razão já não me é suficiente. Sou guiado por emoções, sou constituído de sentimentos, sou essência de vida! Não preciso mais me prender a nada para sorrir.
Agora sou feliz. Um sorriso me faz feliz, um abraço me faz feliz, um simples olhar já me deixa feliz. E o que você está esperando para viver o que a vida está lhe mostrando? O seu caminho para a felicidade está todo desenhado, basta apenas você se deixar perceber.
Como eu fiz. E olhem como estou agora.
***
Achei que precisava ser um pouquinho mais direto: estou namorando. Podem começar a me jogar pedras e tudo o mais porque fico absurdamente chato quando gosto de alguém. Chato de alegria, chato de emoção, chato de amor! hahahaha Beijão, até a próxima!
domingo, 11 de março de 2012
Piloto automático
Poucas vezes na vida tive tanta emoção a ser vivida de uma vez só. Foram tão poucas as vezes que consigo contar nos dedos quando meu coração deu solavancos sucessivamente. Confesso que sou fascinado por esse tipo de sensação frenética, que não quer saber de parar e que não está nem aí se você quer dar o stop ou não.
Pode até parecer loucura que alguém goste de viver assim, plugado numa tomada de 220v carregada de emoções, mas não me imagino de outro jeito; só aproveitando cada momento, cada oportunidade, sem aquele receio chato do fim das coisas. Não consigo me idealizar esperando por tudo como uma adolescente que aguarda ansiosamente o seu príncipe encantado chegar na porta da sua casa em cima de um cavalo branco. Aliás, a ideia de esperar por algo que eu sei que só depende de mim parece-me um tanto absurda. Como aguardar para comemorar um beijo e um pedido de namoro depois de séculos numa dúvida ou uma nota boa naquela disciplina complicada sem antes correr atrás de tudo isso? As pessoas pensam que ir atrás daquilo que lhes provoca emoções é cansativo, difícil, complexo. E acham tudo isso sem nem tentar, sem nem ter vivido dessa maneira. Sem sequer iniciar o caminho que lhe fará chegar até as sensações que as farão sentir vivas de verdade!
Sentir o controle da situação é bom, mas não é o suficiente porque você fica preso naquele posto sem chance de substituição. Não tenha medo de se permitir, de deixar sua vida no piloto automático. Cansei de achar que a razão me levaria onde eu sempre quis chegar. Cansei de pensar que se levar pelo momento é certeza de cara quebrada. Tive que errar para entender, mas finalmente a ficha caiu: receber uma descarga elétrica de emoção ao ganhar um abraço daquela pessoa especial para você e que lhe faz esquecer de tudo de ruim que lhe aconteceu durante o dia não terá um fim no momento em que os dois corpos se separam. Aquele instante, se aproveitado, poderá durar para o resto da vida, muito malém do que alguns segundos sentindo o calor de outra pessoa.
Se você se permitir nas horas de emoção, tendo prudência, só tem a ganhar. Deixe a vida lhe levar!
***
Amanhã recomeçam minhas aulas na universidade. Desejem-me boa sorte! E o texto está todo retardado porque fui o escrevendo em vários momentos da semana. E adorei fazer isso! Espero voltar logo! Até a próxima!
domingo, 4 de março de 2012
Tchau férias, vem universidade!
Doze semanas, quase cem dias. O trabalho continuou sem tempo para cessar, enquanto eu me despedi dela por um tempo curto. Doze semanas, quase cem dias que voaram, simplesmente voaram. Fiz muito o que não queria fazer e não fiz muito do que pretendia fazer. Aproveitei do jeito que pude, mas tudo o que é bom tem um fim.
E as minhas férias estão se acabando.
Parece que agora tudo passa cada vez mais rápido! Impressionante como num instante era natal, no outro todo mundo já estava pulando carnaval como se não houvesse amanhã. Nessas férias, eu descobri de verdade o que é valorizar aquele tempo precioso que por vezes nós deixamos passar em branco com coisas completamente desnecessárias. Saí com os amigos, vi filmes, assisti séries, fiquei na internet por horas a fio quando meu máximo no período letivo não passa de duas horas, li livros prazerosos e não leituras obrigatórias, descansei... Pode-se dizer que eu aproveitei sim esse tempo curto sem aulas na universidade.
Mas como já disse, tudo que é bom tem um fim. Hoje é meu último dia oficial de férias.
A partir de amanhã, estarei super envolvido na Semana do Calouro de Letras (não que eu já seja veterano veterado, enfim) e, mesmo com as aulas ainda não tendo começado, essa semana promete marcar minha vida. Primeiro porque parece que foi ontem que entrei na faculdade e hoje, como que num passe de mágica, já estou recepcionando os calouros. Juntamente com minhas amigas da turma, elaboramos os trotes e ficamos divagando sobre como será nosso segundo semestre do curso. A ansiedade existe, mas o medo de não dar conta vem junto e com tudo isso acabamos só com uma certeza: a cada período que passa, as coisas mudam bruscamente e, com elas, nós devemos nos adaptar.
E as minhas férias estão se acabando.
Parece que agora tudo passa cada vez mais rápido! Impressionante como num instante era natal, no outro todo mundo já estava pulando carnaval como se não houvesse amanhã. Nessas férias, eu descobri de verdade o que é valorizar aquele tempo precioso que por vezes nós deixamos passar em branco com coisas completamente desnecessárias. Saí com os amigos, vi filmes, assisti séries, fiquei na internet por horas a fio quando meu máximo no período letivo não passa de duas horas, li livros prazerosos e não leituras obrigatórias, descansei... Pode-se dizer que eu aproveitei sim esse tempo curto sem aulas na universidade.
Mas como já disse, tudo que é bom tem um fim. Hoje é meu último dia oficial de férias.
A partir de amanhã, estarei super envolvido na Semana do Calouro de Letras (não que eu já seja veterano veterado, enfim) e, mesmo com as aulas ainda não tendo começado, essa semana promete marcar minha vida. Primeiro porque parece que foi ontem que entrei na faculdade e hoje, como que num passe de mágica, já estou recepcionando os calouros. Juntamente com minhas amigas da turma, elaboramos os trotes e ficamos divagando sobre como será nosso segundo semestre do curso. A ansiedade existe, mas o medo de não dar conta vem junto e com tudo isso acabamos só com uma certeza: a cada período que passa, as coisas mudam bruscamente e, com elas, nós devemos nos adaptar.
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| Minhas disciplinas deste semestre |
Este período, diferente do primeiro, terei apenas cinco disciplinas. Latim II e Teoria da Literatura II não me acompanharão, talvez voltem no próximo semestre (saudades mil de Latim). Introdução à Sociologia vai me fazer dormir, tenho quase certeza disso; Leitura e Produção de Texto II, pelo amor da deusa Nyx, já tô tremendo na base porque vamos nos aprofundar em Artigo Científico e só de pensar nisso me arrepio todo; Fonética e Fonologia deve ser o máximo (sou fascinado por essa área da linguística); Língua Francesa I será o amor do semestre (francês, gente s2) e o meu medo master das cinco é Didática da Língua Materna I. Nós ainda não tivemos Didática Geral e já tô pensando em como vai ser lidar com essa disciplina sem ter uma base. Já andei pesquisando acerca e a teoria vai reinar nessa disciplina - e como eu adoro uma teoria só que ao contrário, estou me preparando psicologicamente para ela. Vou estar atolado até no sábado que nem semestre passado e prevejo blogs com escassez de posts desde agora.
Precisava adiantar a todos e a todas que eu posso sumir daqui sem dar satisfações. O combo trabalho + universidade + cursos de idiomas vai ocupar todo o meu tempo livre e, como eu ainda não me acostumei, pode ser que o blog fique sem atualizações por um tempinho. Mas sempre que eu puder, aparecerei por aqui, nem que seja só para dar um oi ou para contar como anda minha vida.
Aguentem firme e me desejem boa sorte em mais um recomeço! Até mais!
domingo, 26 de fevereiro de 2012
A mitologia que encanta
RIORDAN, Rick. "Percy Jackson e os Olimpianos - O Ladrão de Raios". Ed. Intrínseca, 2ª edição, 387 páginas. 2009, Rio de Janeiro.
Resenhado por Tiêgo Ramon Alencar
Parece que as aulas de história e inglês lecionadas aos alunos de escola pública de Rick Riordan ao longo de quinze anos de sua vida só o ajudaram a tecer um dos fenômenos literários que arrebataram uma multidão de fãs, mesmo com a saga Harry Potter e a saga Crepúsculo no auge do sucesso. Nascido em San Antonio, no Texas, EUA, Rick Riordan, como fora dito, lecionou por anos antes de começar a escrever a série Percy Jackson, que o levou à fama quase que imediata. Agora, com a mulher e os dois filhos, Riordan se dedica integralmente aos livros da série, que já ultrapassa os quinze milhões de cópias vendidas em todo o mundo.
Percy Jackson e os Olimpianos - O Ladrão de Raios narra a história do personagem que dá nome à série, Percy, que tem dislexia e transtorno de déficit de atenção mas que tem sua vida virada de pernas para o ar ao descobrir, aos doze anos, que é um meio-sangue (filho de um deus do olimpo com uma humana). Após saber, mesmo que não totalmente, deste fato, Percy é levado por sua mãe e por seu melhor amigo, que se revela um sátiro, Grover, para o acampamento Meio-Sangue onde os filhos dos deuses e deusas devem ficar. Indo para lá, Percy, sua mãe e Grover são atacados por uma figura mitológica decidida a matar e um dos três acaba sendo levado. Este é apenas o começo de uma série de obstáculos que estarão no caminho de Percy. Logo lhe é contada a sua história por Quíron (também seu amigo) e lhe é revelado que Zeus está furioso pois seu raio-mestre fora roubado - e Percy é o acusado do roubo. Para provar sua inocência e ajudar seu pai, um dos deuses do Olimpo, o garoto passa por mil e um obstáculos ao lado de Grover e de Annabeth (outra amiga, só que do acampamento Meio-Sangue) até chegar ao seu destino final - onde um desafio ainda maior o aguarda.
Recheado de mitologia grega, diversão e aventura, Percy Jackson explora um universo no mínimo inusitado em tempos de vampiros e magia. A ousadia de Rick Riordan ao abordar os deuses do olimpo e seus filhos vivendo em pleno século XXI sem parecer fantasioso demais é digna de reconhecimento. Mesmo aos que não são fãs deste tipo de história, o livro é mais do que recomendado, justamente por quebrar os paradigmas daquela mitologia clássica que é aprendida em história ou em filosofia. Riordan utiliza uma linguagem bastante acessível e não tem medo de inovar ao acrescentar a jovialidade essencial nas palavras ditas por Percy durante todo o livro. A cada página lida, depara-se com algo diferente para aprender e com lições diferentes para tomar. A idade do pequeno Percy não influencia em nada na formação de nossas opiniões acerca de tudo que ele passa no decorrer da narrativa (que diga-se de passagem não cansa e é bastante prazerosa para um livro de quase quatrocentas páginas). E não focando apenas no Percy, tudo o que aprendemos com Quíron, Grover, Annabeth e os demais personagens da história pode ser levado para sempre conosco, exatamente por ultrapassar os limites do clássico e atingir o atual, o moderno, aquilo que é cada vez mais fácil de adquirir (entenda-se por isso o conhecimento ganho com a leitura).
Num equilíbrio perfeito entre a fantasia e a realidade, Percy Jackson e os Olimpianos - O Ladrão de Raios não decepciona nem um pouco, desde o início até o fim. Com sacadas inteligentes, Riordan elaborou a narrativa para todas as idades e o autor não ficou atrás ao amarrar uma história à outra. As comparações com a saga Harry Potter são mais do que inevitáveis, mas pode-se assegurar que as histórias tem rumos diferentes, enredos diferentes e focos completamente distintos. Não é pelo personagem descobrir cedo que é filho de um deus do Olimpo com uma humana ou por haver doses de fantasia no livro que ele se parecerá com a cria de J. K. Rowling. Durante a leitura de Percy Jackson, é impossível associar algo a Harry Potter. Talvez depois, quando Percy firma sua amizade com Annabeth e Grover, o que lembra Harry com Rony e Hermione, mas é como fora mencionado acima: uma série é totamente distinta da outra. Pode-se ler sem receio de que uma seja cópia da outra, pois não é.
Surpreendendo muito mais do que era esperado, o livro é viciante. Tudo é colocado na medida certa, sem exageros nem excessos. Percy Jackson é um marco na literatura fantástica e, por muitos, já é considerado um dos maiores fenômenos literários de mitologia grega existentes. É hora de dar o braço a torcer e passar a começar a acreditar que deuses podem estar mais perto de nós do que imaginamos. Perseu Jackson que o diga.
***
E esta é a minha resenha-exemplo que prometi no post inicial do "aprendendo com o Tio Tiêgo" sobre resenhas! Espero que vocês tirem um bom proveito dela! Achei polida demais, mas tudo bem, rs. Ah, e fica a dica: o box da série com os cinco livros no Submarino tá baratíssimo! Fiquei desesperado pra comprar! Mês que vem darei um jeito de adquirir todos! Cliquem bem aqui pra desejarem mais do que nunca essa série sensacional toda linda só pra vocês (e ignorem que o box está classificado como "ficção científica". PFFFF.
Pois é, gatos, acho que é isso! Logo mais estarei voltando para uma nova enxurrada de posts antes de voltar a estudar. SE BEM QUE tenho outro bapho péssimo pra vocês: mudaram o meu bloco na universidade e jogaram os alunos de Letras e Artes pra um bloco no quinto dos infernos, que ainda está incompleto! Vou ter um troço se tiver que esperar mais um mês pra voltar às aulas - confesso que não aguento mais esperar para o segundo semestre! Mais detalhes do andar dessa história nos próximos posts. Todos chora :/ Beijão e até mais!
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Tag dos 11
Oi, gente! Todos bem?
Pois é, depois de uma aula super descontraída sobre resenha (e já estou montando meu plano de aula para uma próxima lição), é tempo de descontrair! Logo mais voltam as aulas na universidade e a necessidade de blogar está vindo mais forte do que nunca (tanto que postei duas vezes no mesmo dia, domingo passado). Quando começar a loucura, vocês sentirão a minha ausência daqui num piscar de olhos, infelizmente. Mas enfim, adiantando logo o papo, a linda da Nati me indicou a um novo meme, chamado Tag, no qual eu devo responder a onze perguntas feitas pela diva e postar onze coisas sobre mim. Como eu adoro falar de mim, não perderei tempo! Vem, gente!
Pois é, depois de uma aula super descontraída sobre resenha (e já estou montando meu plano de aula para uma próxima lição), é tempo de descontrair! Logo mais voltam as aulas na universidade e a necessidade de blogar está vindo mais forte do que nunca (tanto que postei duas vezes no mesmo dia, domingo passado). Quando começar a loucura, vocês sentirão a minha ausência daqui num piscar de olhos, infelizmente. Mas enfim, adiantando logo o papo, a linda da Nati me indicou a um novo meme, chamado Tag, no qual eu devo responder a onze perguntas feitas pela diva e postar onze coisas sobre mim. Como eu adoro falar de mim, não perderei tempo! Vem, gente!
Recebi essa tag da Natália, do Mundo de Nati.
Regras: Cada pessoa deve postar 11 coisas sobre si mesma em seu blog.
Responda as questões de quem te deu a tag no seu post e crie 11 novas perguntas diferentes para passar adiante.
Você deve escolher 11 pessoas para dar a tag e colocar o link delas no seu post.
Ir para a página dessas pessoas e dizer a elas que você as indicou.
Não indique a tag para quem já te indicou.
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ONZE COISAS SOBRE MIM:
1 - AINDA tenho 17 anos e já estou no segundo semestre do curso de Letras/Francês da Universidade Federal do Amapá - UNIFAP.
2 - Nasci e moro em Macapá, capital do Amapá. E sim, antes que você pergunte, nós estamos no mesmo país, viu?
3 - Amo frio. E odeio o calor.
4 - Sou praticamente fluente em francês. Je suis vraiment tombé amoreux pour cette langue, vous n'imaginez pas <3
5 - Sou viciado em séries. Contando nos dedos, vejo Glee, The Secret Circle, The Vampire Diaries, Smash, Revenge, Queer as Folk, Gossip Girl, True Blood e Greek. Fora as que eu já vi e as que eu ainda pretendo ver.
6 - Apaixono-me (e esqueço) muito fácil. Tanto por gente que eu conheço quanto pelos personagens de seriados. Neste exato momento, estou apaixonado pelo Jeremy (Steven R. McQueen) e pelo Alaric (Matt Davis) de The Vampire Diaries, pelo Nolan (Gabriel Mann) de Revenge, pelo Charles (Gale Harold) e pela Diana (Shelley Hennig) de The Secret Circle e sempre fui pelo Dan (Penn Badgley) de Gossip Girl. BEIJÃO PRO MEU CORAÇÃO QUE SÓ TEM ESPAÇO PRA PERSONAGEM DE SÉRIES =*
7 - Já tive 79873287323 experiências de quase morte. Uma delas, em especial, me fez escrever uma história, que nunca tive coragem de publicar, sobre um garoto que sonhava pelas ruas até ser esmagado por um caminhão na faixa de pedestres. Tentem me entender.
8 - Consigo ler vários livros ao mesmo tempo. Esses dias mesmo eu estava presíssimo numa leitura maravilhosa de Agatha Christie, "Os Crimes ABC" (presente da amada Ana Seerig) e, ao mesmo tempo, lia "Percy Jackson e os Olimpiados - O Ladrão de Raios" (de Rick Riordan) e "O Estrangulador" (de Sidney Sheldon). Versatilidade tem nome, caso vocês não tenham reparado.
9 - Tenho uma queda astronômica por gente com gosto parecido com o meu. Enquanto a maioria de nós curte o oposto por dar aquela sensação gostosa de desvendar o outro, eu já gosto de ter pelo menos uma coisa em comum com a outra pessoa. Já me apaixonei por uma garota que curtia heavy metal (odeio) mas que curtia livros do mesmo tipo que eu curto. Sintam o poder.
10 - Sou extremamente aberto a novas amizades. Adoro conhecer gente nova, tornar-me amigo e tudo o mais. Acho a amizade um lance tão mágico, tão digno que nem dá pra explicar o quão é bom ter um amigo ali, para todas as horas.
E 11 - Gosto de garotos, caso não tenham percebido ali no ponto seis. Do mesmo jeito que gosto de garotas. Who understand me?
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E as respostas às perguntas feitas pela Nati!
11 perguntas a serem respondidas:
1. Último livro: Percy Jackson e Os Olimpianos - O Ladrão de Raios, de Rick Riordan.
2. Sonho de consumo: desde sempre, uma viagem para a França. Para agora, um Samsung Galaxy Y Pro Duos que já está à venda no Brasil e estou desesperado querendo um.
3. Quanto tempo de blog: dois anos e sete meses. De blogueiro, cinco anos.
4. Feliz ou infeliz: feliz, tendo tudo para estar infeliz.
5. Trilha sonora da sua vida: We Are Golden, do Mika.
6. Escritor preferido: nacional, Rubem Braga. Internacional, Meg Cabot.
7. Medo: de morrer. No resto a gente dá um jeito.
8. Quanto tempo on diariamente: pelo celular, o dia todo. Mas de verdade, pelo notebook, umas quatro horas.
9. Escolaridade: ensino superior incompleto (MUITO incompleto).
10. O que é amizade pra você: UM PRESENTE. Um presente que a vida nos dá em seu decorrer e que é simplesmente indispensável e inadmissível que exista vida sem tal sentimento.
11. O que você gostaria de estar fazendo agora: dormindo. Não sei o que é isso há muito tempo.
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Indicação aos onze blogs: vocês vão me chamar de chato, de preguiçoso e de tudo o mais que eu sei, mas não quero indicar blogs que já foram indicados e todos, sem exceção, TODOS os blogs que eu queria indicar já foram indicados e com certeza estarão saturados de tanta coisa pra responder e eu sei que cansa pra caramba, então vou deixar à critério de vocês pegar o meme ou não, seus gatos! Eu juro que prefiro assim! Melhor pra todo mundo, né?
E é isso! E mudando a despedida, até logo!
Tiêgo R. Alencar.
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Esqueci de dizer umas coisinhas que desde domingo tô pra dizer e esqueço: a primeira é que eu, belíssimo, saí na VEJA da semana passada, da matéria de capa "A Sedutora e o Poder"! Quem quiser ver a foto do que eu disse lá sobre o Facebook, pode clicar lindamente aqui pra ver a fotohorrívelque eu tirei assim que comprei a revista, quase infartei quando vi aquilo :O E a segunda coisa é que eu acho que a frequência de postagens está prestes a cair porque as aulas das crianças na creche onde trabalho começaram hoje e na quinta-feira que vem recomeça meu período na universidade e vocês viram como foi ano passado. UÓ. Então me perdoem se eu sumir de novo, tá? Beijão e até a próxima postagem!
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Aprendendo com o tio Tiêgo #1: Resenha
Olá, queridos! Pois então, já postei hoje, já desabafei e cuspi minhas mágoas fora e já prometi que vou dar tchau para a ingenuidade e tudo o mais como vocês podem ver no post abaixo. Mas por uma obra linda do destino que quis que meu lado professor de língua portuguesa em formação aflorasse mais rápido do que o normal, decidi estrear uma seção nova no blog chamada "Aprendendo com o Tio Tiêgo" onde meus leitores lindos e maravilhosos vão poder desfrutar dos meus conhecimentos adquiridos na universidade, usando-os para si (eu espero) para todo o sempre, amém.
Indo por um caminho mais nerd (alô povo que tá na faculdade, essa é pra vocês!), a resenha pode ser descritiva (quando se limita apenas descrever algo, sem expor a sua real posição sobre - ou seja, é um resumo só que com o nome mais fresco - essa não nos interessa porque eu sei que vocês adoram meter a primeira pessoa do singular nos textos de vocês) e pode ser também crítica, que é a que nos interessa de verdade. Para ser considerada uma resenha crítica, você deve colocar na sua, obrigatoriamente:
1- Título da sua resenha (não preciso dizer nada sobre, preciso?)
2 - Referência bibliográfica (aqui na referência bibliográfica ficam apenas o 'essencial' a respeito da obra: autor, título da obra, nome da editora, data, número de páginas, lugar onde a obra foi publicada e o preço da mesma)
3- O básico de dados bibliográficos do autor da obra (como origem, quantos livros publicou, famoso por tal livro, etc)
4- O resumo do conteúdo da obra analisada (só aquele apanhado geral bem resumido, do tipo "'Crepúsculo' é a história da menina pateta chamada Bella que se apaixona por um vampiro gay chamado Edward") e o principal,
5- A AVALIAÇÃO CRÍTICA DO RESENHISTA. Reza a lenda que um bom resenhista jamais lê o seu objeto de avaliação uma só vez, mas é só uma lenda. Você pode ser bom o bastante para ler uma vez e resenhar sua obra sem medo de ser feliz, apenas atentando para não deslizar em certos erros que nós vemos que os novos 'resenhistões' da blogosfera literária em especial cometem e muito. Um exemplo de erro comum nas resenhas é o esquecimento parcial ou total do resenhista de expor diretamente os pontos negativos e positivos da sua obra analisada - e ao invés disso, o mesmo resenhista exagera nos "eu": 'fiquei encantado com o livro', 'o filme me impactou', 'chorei quando terminei de ler o primeiro capítulo' e por ai vai. Atençãozinha aí, galera. A sua avaliação crítica é o que realmente conta na resenha, nunca se esqueça disso. É nela que se encontra toda a graça do negócio!
Para iniciar sua resenha (e garanto que ajuda), comece expondo a obra em questão, de preferência já mostrando a sua crítica, mesmo que em palavras, como no exemplo a seguir:
"Querido John - O que você faria se uma carta de amor mudasse sua vida?" (Moderna, 2009, 250 páginas) do inglês Nicholas Sparks, mostra com precisão numa trama envolvente que o amor pode sobreviver à distâncias maiores do que o coração pode imaginar.Esse foi só um exemplo de como iniciar, viu? Os dados são imprecisos, não me joguem pedras.
E depois de iniciar a resenha, uma vez que você já iniciou sua crítica, pode desenrolá-la da maneira que achar melhor. Lembrando que deve-se expor o resumão da obra resenhada logo após introduzir a resenha (e você pode inserir seus comentários logo no resumo) e evitar deixar acumular sua critica para o final. Muita gente peca nesse aspecto por achar que a resenha é 80% resumo e o resto de crítica. É até absurda a ideia de só resumir uma resenha sem tentar sequer introduzir um adjetivo entre as frases da introdução ou do resumo.
E só para finalizar, algumas dicas de alguém que (acha que) entende do bapho para ajudar a todos na confecção das suas resenhas:
- Pelo amor de Deus, NUNCA, NUNCA abreviem, usem emoticons ou coisa do tipo em suas resenhas. Tentem escrever como se estivessem numa prova de redação - que eu aposto que vocês nem cogitam a possibilidade de usar tais absurdos nos parágrafos;
- Antes de resenhar, procure mais informações a respeito do que você irá analisar criticamente. Isso ajuda a dar um norte antes de começarmos a escrever e ainda enriquece o conhecimento adquirido depois da leitura ou de ver um filme, por exemplo;
- A partir do momento em que você clica em "publicar", a sua crítica será vista por todos - inclusive poderá ser vista pelo alvo dos seus comentários, por mais que seja absurdo imaginar que J.K Rowling esteja na frente de um notebook lendo a sua resenha sobre Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Logo, você poderá ser também alvo de críticas pelo o que escreveu. Saiba lidar com gente que fala mal sem piedade, porque isso é normal e você deu sua cara a tapa, mesmo sem saber;
- Antes de mais nada, escreva a resenha para si. Nunca comece-a pensando nos demais.
- E para finalizar, sua resenha é seu reflexo. Quanto mais bonitos aparentamos ser, mais atraimos pessoas para nos conhecer. É exatamente assim que acontece não só com a resenha, mas com todo tipo de texto. Se sua linguagem é boa, formatou legal seu texto, seguiu todas as regras para uma boa resenha, já atrai logo de cara quem se depara com seu texto.
E a nossa aula vai ficando por aqui! Se eu publicasse uma das resenhas que fiz durante o período passado na faculdade, com certeza vocês iriam dormir e o texto ficaria grande demais e esse não é meu intuito. Assim que eu terminar de ler um dos mil livros que estão na minha estante para devorar, farei uma resenha só para mostrar a vocês um exemplo dessa linda toda polida e cheia de mimimi - mas que fica bem mais linda do que umas que vi por aí. É isso, pessoal, façam o dever de casa direitinho e até a próxima aula!
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PS: aqui tem um modelo de resenha crítica de livro e eu tirei algumas informações do texto daqui deste guia de Produção Textual. Façam bom proveito!
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