quarta-feira, 27 de junho de 2012

27 de junho de 2009

“Oi, diário.

  Hoje foi um sábado divertido com a galera! Fomos todos para a praça comemorar o fim das aulas e as tão esperadas férias. Detesto admitir que esse ano estou dando graças a Deus que elas chegaram, porque a bruxa está mais solta do que nunca. Tudo vem dando errado, tudo. Então aproveito ao máximo esses tempos de diversão que tenho com meus amigos, porque sei que daqui a dois anos, quando eu estiver na UNIFAP cursando Letras/Francês, vou sentir falta disso tudo. E quando eu estou certo de uma coisa, ninguém consegue tirá-la da minha cabeça. Sou teimoso que nem uma mula, pelo amor. E falando em teimosia, conversando com a Isadora por sms antes de sair com o povo eu não resisti e continuei dizendo que gostava dela. Meus dedos não conseguem controlar, que raiva! Ainda estou tremendamente apaixonado por ela, MESMO JÁ TENDO LEVADO TODOS OS TIPOS DE FORA. E eu nunca aprendo. Será que eu preciso de um choque de realidade pra descobrir que estou na onda errada? Se bem que todo mundo já disse que entre mim e ela não dá pra existir nada além de amizade. Bem, eu estou apaixonado e não dá pra ouvir ninguém, nem que eu queira. Detesto (olha eu usando esse verbo de novo) estar vulnerável desse jeito. Odeio. MAS VOLTANDO PARA O SÁBADO DIVERTIDO COM A GALERA, como sempre, todos eles beberam e se jogaram no verdade-ou-desafio e me empurravam junto pra brincadeira. Não beijei ninguém, óbvio, só que teve rodadas de verdade parando em mim o tempo todo. E todo mundo bagunçou na rodada “sexo”, quando eu disse que ainda sou virgem. Afffffff. Já cansei de falar que eu não sou que nem eles. Eu sei que a hora certa vai chegar (sou cafona por estar dizendo isso?), então pra quê apressar as coisas? Bom saber que diários não exprimem opiniões, porque sinto que seria avacalhado por aqui também. Enfim, esse foi o ápice do meu dia. Eu ainda ia à lan house escrever alguma coisa no meu blog, mas já decidi que vou excluí-lo e abrirei outro mês que vem. O Ideia Sem Acento já deu pra mim. Espero encontrar um nome legal pra um blog legal. E dessa vez, vai ser diferente. Eu acho.

Beijo,

Tiêgo.”

É, como eu previ, sinto a maior falta daquele tempo. Continuo virgem, continuo teimoso e continuo me apaixonando pelas pessoas erradas. Só que agora, na UNIFAP, cursando Letras/Francês e escrevendo do blog que nasceu dias depois. E com 18 anos, rs.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Memoires




Fazendo um resumão do meu aniversário, foi coisa linda de viver. Passar dos dezessete para os dezoito não poderia ter sido mais incrível. Senti-me ainda mais responsável por tudo aquilo que já cultivava na "minoridade" e ainda adquiri outras mil responsabilidades, mesmo sem querer. Ganhei presentes, ganhei sorrisos, ganhei mais de oitenta felicitações no facebook fora as atrasadas e acho que nunca me senti tão amado e querido quanto neste aniversário. Vai ver as pessoas gostam mesmo de mim e eu devo parar de pensar que as assusto. Anyway, eu não precisei de uma festa de arromba nem de presentes magníficos (apesar de ter ganhado um Samsung Galaxy Y Pro Duos LINDO da mamãe - TE AMO MÃE <3) para me lembrar de 20 de junho de 2012. Foi justamente a simplicidade do dia que me pegou desprevinido e me arrebatou, tornando esse dia tão especial.
Aliás, não foi só isso que tornou meu aniversário especial. Minha família fez questão de forçar aquele momento back to remember para que eu refletisse acerca de todos os anos que vivi. Revi fotos que jurava que tinham se perdido, olhei os cadernos do tempo de ensino fundamental (e me espantei com minha letra menos horrorosa do que é hoje)... E depois de guardar tudo, sem querer (ou por querer, whatever) procurei meus diários. São quase dez cadernos, datados de 2006 até 2011, com os relatos de todos os dias (ok, em 2010 eu pulei vários dias - principalmente os finais de semana - mas fazia um apanhado geral de tudo depois, porque sou super aplicado) de minha vida. Aquilo sim me fez parar para pensar o quanto eu cresci. A cada caderno, eu via um novo cara escrevendo! Exatamente como eu disse no post abaixo: vários Tiêgo viveram e talvez até ainda vivam dentro de mim. Vi boa parte deles se expressando nas linhas daquelas folhas simples. Tão simples e com um valor tão grande que eu jamais seria capaz de calcular. Desde os "oi, meu dia foi um saco." até os "QUE DIA FANTÁSTICO! ESTOU APAIXONADO!", emocionei-me de tal forma que manchei as páginas envelhecidas de um dos diários de 2007 com lágrimas saudosas de um tempo que não voltará mais, infelizmente.
No dia 28 de novembro de 2008, eu escrevi o seguinte:

"Querido diário,
 Marina partiu com os pais para Minas Gerais hoje de madrugada. Já chorei tanto que não sei nem como estou conseguindo escrever aqui. Aliás, vou parar por aqui. Amanhã preciso arrumar um motivo novo para viver."

No outro dia, esse novo motivo para viver não apareceu. Mas com o passar do tempo, descobri algo que me fizesse ter ainda mais vontade de viver: a vontade de ser feliz. Tenho vivido em função disso desde então e eu não tenho motivos para me arrepender disso, não mesmo. Quebrei a cara um monte de vezes, a tristeza se apoderou de mim várias vezes e eu fiquei desacreditado de mim em horas de desespero. Só que sempre vinham essas memórias de coisas ainda mais ruins que tinham acontecido e que eu tinha superado. E vocês não sabem o quão afortunado eu sou por ter baixado um Stefan Salvatore mini lá atrás em mim escrevendo o que passei no dia. Foram aquelas memórias que me tiraram de momentos nos quais pensei que fosse ficar preso para sempre. E são aquelas memórias que eu vou levar comigo aonde quer que eu vá.
E onde elas estiverem, eu estarei são e salvo. Com toda a certeza desse mundo.

***
Sim, estou num nível de lembranças que vocês nem imaginam. E se preparem para muitos outros posts assim, porque meus diários rendem MUITOS posts. Bons ou não. hahahaha Até a próxima!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Querido diário



[Extraído de um dos meus diários de 2007.]


"Macapá, 19 de junho de 2007.
  
  Engraçado como o tempo passou voando de novo. Quer dizer, se arrastou em vários momentos, principalmente nas aulas de geografia. Céus, como eu odeio aquela professora. Odeio mesmo. Quando eu for professor, juro que nunca farei como ela, de só pegar o livro e mandar os alunos copiarem e atribuir nota. Acho tão patético. Enfim, eu passei o dia todo pilhado porque hoje é 19 de junho, terça-feira (faltei à educação física porque fingi estar morrendo de dor nos pés quando na verdade só queria dormir um pouco mais), 19 de junho. Véspera do meu aniversário. Eu sei lá o que me dá quando chega a época de completar anos. Eu gosto e não gosto. Ainda vou completar treze anos e já parece que tenho uns dezesseis e o povo da escola vive me falando isso. Já estou praticamente de férias, então amanhã nem farei questão de ir à aula. E ganhar aquelas aulas insuportáveis de história e geografia como presente de aniversário? Prefiro morrer. Não, não prefiro não. Ah, não sei mais de nada. Estou tão nervoso que só estou dando voltas e voltas e voltas ao invés de escrever o que eu passei o dia todo querendo escrever. São quase onze horas da noite e eu ainda estou aqui, pensando. Meus doze anos foram bem melhores do que eu imaginava. Ganhei um monte de coisas bacanas e quebrei bacana a minha cara com um monte de coisas também. Sei que nada acontece em vão, como diz mamãe, mas foi preciso para que eu aprendesse. Ai, lá estou eu dando voltas de novo pra não falar nada. Ok, vamos organizar os pensamentos: agora, eu penso em crescer além da altura. Crescer em todos os sentidos. Eu tenho doze (quase treze) anos, mas estou na oitava série e tem gente que estuda comigo que tem praticamente dezoito anos e se porta que nem um moleque! Não quero isso pra mim. Não mesmo. Eu tenho a Marina, que acho que foi a maior conquista da minha vida. Falando nisso, só o fato de ela gostar de mim é o suficiente para esse aniversário ser melhor do que todos os outros aniversários. Sou feliz com pouquinhas coisas, com coisas simples! Acho que esse é um sinal de que eu amadureci, não é? Ou estou imaginando? Também, se eu não amadurecesse com o tanto de coisa que aconteceu... Primeiro, a Marina. Começamos a namorar. Depois, me descobriram como escritor. Eu não escrevo nada, pra falar a verdade, mas se dizem que eu escrevo bem, o que fazer? Comemoro! E ainda teve a paralisia facial, só pra finalizar. De 20 de junho de 2006 até hoje aconteceram tantas coisas que contribuíram pra que eu crescesse (pra cima também)! Me sinto feliz de estar vivo e escrevendo isso aqui, agora. Só de dispensar os presentes de aniversário e estar estipulando prioridades, sinto que minha missão em mais um ano de vida foi cumprida. Vamos ver como será daqui pra frente! Ano que vem estarei escrevendo esse "livro" narrando o dia de hoje de novo, só que com quase quatorze anos e no ensino médio. E quem sabe, com a Marina junto de mim. Mas é melhor ir com calma, não? Um dia de cada vez. Um dia de cada vez.
Opa, já passa da meia-noite. Feliz aniversário pra mim!
Tiêgo."

-

Sim, galera, eu escrevi isso tudo um dia antes do meu aniversário de treze anos, há cinco anos atrás. Parece que foi ontem. Estava chorando aqui por relembrar tudo isso de novo, mas me fez um bem tão grande! Escolhi esta lembrança para mostrar a vocês por ela ser uma das mais fortes que possuo e por conter lições que sei que vou levar para o resto da vida. Foi a cada página dessas que eu fui me tornando a pessoa que sou hoje, prestes a completar dezoito anos. Abandonei os diários, confesso, e sinto a maior falta deles. Mas fiz como eu mesmo me impus naquela folha de diário: vivi "um dia de cada vez". E não me arrependo nem um pouquinho disso. Agora, olhando pra trás e percebendo que a cada ano que se passava, um Tiêgo novo ia se moldando, vejo que se eu sou feliz hoje é porque fui o Tiêgo dramático dos onze anos, o realista dos doze, o apaixonado dos treze, o encantado com o ensino médio dos quatorze e por aí vai. Todos eles moraram dentro de mim e talvez ainda estejam em algum lugar por aqui. Que eles saibam desde sempre que sou muito grato a todos eles por tudo o que eles me permitiram ser todos os anos. E que me moldem de um jeito que eu possa me lembrar todos os anos, um dia antes do meu aniversário, como eu sempre faço. É hora de crescer um pouquinho mais - só que dessa vez, com a vida adulta no controle.
Opa, já é quase meia-noite. Quase feliz aniversário de maioridade pra mim!
Até logo, gente!

Tiêgo.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Aquela atração...




Há muito, muito tempo mesmo, eu não me importava nem um pouco com meu corpo. Achava que se preocupar demais com a aparência era coisa de gente retardada e vazia, que não se dava ao trabalho de tirar um dez na prova, mas que fazia questão de jogar vôlei no final da aula. E de certa forma eu estava certo, porque a galera que gostava de exibir os corpos bonitos que tinham era a galera que mais me pedia cola nas atividades. Whatever, não me lembro de nenhuma vez ter parado para pensar o porquê de eu ser tão desencanado com esse fator beauté que faz as pessoas enlouquecerem na busca pela perfeição.
Até que ontem à noite, depois que um dos meus irmãos me convidou para fazer academia, percebi na mesma hora o que me deixa e o que sempre me deixou despreocupado com a “mania de beauté” daquela galerinha que aparecia (e ainda aparece) na minha vida: eu não tenho nem nunca tive o hábito de pensar que as pessoas iam gostar de mim pelo o que eu aparentava ser. Mas sim pelo o que eu era. Ok, não sejamos tão hipócritas a ponto de dizer que o físico não conta em nada porque conta sim. E inclusive comigo é ainda mais complicado de as pessoas verem desta forma porque não sou o tipo de pessoa que, à primeira vista, você queira como melhor amigo. Várias amigas (sim, amigas, porque eu nunca tive amigos de verdade) já admitiram que tinham uma imagem minha na cabeça e que eu consegui quebrá-la no exato momento em que elas me conheceram. E não satisfeitas, ainda completaram as confissões me dizendo que eu sou atraente. É, aquele que não chama a atenção à primeira vista, mas que muda isso após ser conhecido tem o seu quê de atraente, por mais improvável que possa parecer.
Eu, por exemplo, não vou negar que acho caras mais velhos bem mais atraentes. Mas não é por causa disso que eu vou menosprezar um guri mais novo que use óculos de grau, aparelho nos dentes e faça a maior linha “sou nerd, beijos”. Até porque no cara mais velho dificilmente encontrarei gostos em comum com os meus. E o nerd dos óculos e aparelho pode muito bem saber de tudo aquilo que eu gosto e acho legal e me fazer morrer de amores apenas com uma conversa. Ou seja, não deixarei de conhecer uma pessoa por ela parecer ser menos interessante do que outra. Muito pelo contrário, inclusive! Tenho uma estranha mania de me aproximar de pessoas esquisitas. Ou que pareçam esquisitas, mas que se mostram mais legais do que eu poderia imaginar. Enfim, não suporto clichês, mas esse do “as aparências enganam” é a mais pura das verdades.
E é nisso que eu acredito. Na atração por aquilo que você é de verdade, acima de músculos, maquiagem ou vestes. E é por isso que eu sou tão despreocupado com meu corpo, porque eu estou tão próximo de ser sarado e lindo quanto de ficar rico amanhã. Sei que vou arcar com as conseqüências desse descuido lá na frente, mas quer saber? Se eu sou feliz comendo como se não houvesse amanhã e satisfeito com meu corpo, vou me preocupar pra quê? Quando me conhecem, uma hora ou outra acabam admitindo que eu sou atraente do mesmo jeito! Então prefiro me sentir o Cauã Reymond do que ficar me remoendo por nada! Lembram que eu já deixei de ser o patinho feio há tempos?

***
Tô tão feliz, mas tão feliz esses tempos que vem me dando vontade de escrever o tempo todo! Já me surgiram mil ideias, que sempre coloco no papel e amadureço quando tenho tempo para escrever. Ao decorrer da semana penso que postarei mais vezes, até porque prometi que ia aumentar o ritmo de postagens até meu aniversário, né. E eu costumo cumprir minhas promessas, então aguardem! Vai baixar o Tiêgo competente de algum tempo atrás em mim! Todos comemora! hahahaha Até logo!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Time to grow up

Hoje é dia primeiro de junho. O que significa que faltam apenas dezenove lindos dias para que eu complete mais um ano de vida.

É, eu tinha o hábito de dizer “mais um ano” como se eles fossem apenas mais um ano a acrescentar em minha idade. Demorou, muito, mas a ficha caiu: daqui a dezenove dias, completarei dezoito anos. E antes que alguém venha me julgar ou sei lá, dizer que eu estou criando expectativa demais para algo que não mudará ou qualquer coisa do tipo, para mim, as coisas não são nem acontecem do mesmo jeito que são e acontecem para vocês. Enquanto que a maioridade será um fator decisivo em minha vida, pode ser que na de vocês não seja tanto assim.

Vocês sabem que eu sou adiantado em tudo, não é? Terminei a escola cedo, comecei a ler e a escrever cedo, aprendi a mexer em computadores sozinho e entrei na universidade com dezesseis anos. Nunca me senti mal por nada disso, muito pelo contrário. Eu até curto essa ideia de estar um passo à frente de tudo. Mas de uns tempos pra cá, isso começou a me incomodar. Primeiro por conta das obrigações que vem com a vida universitária (dentre elas, ser maior de idade), depois por que eu percebi que não valeria de nada ser adiantado nos mais variados momentos de minha vida porque uma hora ou outra, eu precisaria esperar. Eu teria que aprender a esperar, a aguardar o momento certo, sem querer avançar nem nada. Sabe aquela história de “o apressado come cru”? É mais ou menos isso. Finalmente, aos 45 do segundo tempo, eu percebi que faltava um fatorzinho de nada para que eu me declarasse pronto para a vida adulta e que por muitos é até visto como clichê chavão, mas que agora faz todo o sentido do mundo para mim: “tudo tem seu tempo”.

Tempo para ler, escrever, terminar a escola, entrar na universidade. Namorar, viver sozinho, viajar, escrever um livro. Tudo tem seu tempo, por mais que ele seja um chato e demore a passar. Reforço o que disse: não reclamo de ter “queimado” etapas de minha existência, não mesmo. Eu vivi cada momento da forma como deveria e fico feliz por guardar ótimas lembranças destas experiências. Só que agora está chegando a hora de abrir as asas e descobrir que meu mundo pode ir bem além do que aquilo com o qual eu me acostumei durante uma vida toda. É hora de sorrir, olhar para a frente e acreditar que a maioridade que virá tornará tudo melhor em minha vida.

Contas para pagar eu já tenho, a universidade e um trabalho também. Acho que só falta meu aniversário chegar e me mostrar que eu sou capaz sim de fazer aquilo que eu sempre quis.

Voar. Sozinho.

 

***

Pois é, crianças, tá chegando a hora de brincar de ser adulto! Tô excitadíssimo com a ideia! Tentarei aumentar o ritmo de postagens até o dia do meu aniversário. Prometo! Um abraço!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Me dá um abraço?



Poucas coisas são tão simples, prazerosas e aconchegantes quanto um abraço. Durante a vida, pessoas passam, de todas as formas, jeitos e estilos. O contato que mantemos com cada uma delas é fator decisivo na real significância delas em nossas existências e eu creio que não exista meio melhor do que abraçar para provar para uma pessoa o quão querida ela é para nós.

Particularmente, adoro abraços. Não consigo explicar de maneira decente a relação mágica que tenho com este ato. Abraçar vai além de pressionar o corpo contra o de outra pessoa. Não, muito pelo contrário! Um abraço é uma demonstração de carinho tão grande que parece absurda a ideia de que tantos sentimentos possam ser transmitidos por meio de um ato tão singelo quanto. Aquele choque gostoso por estar perto de quem você gosta é indescritível! É uma sensação maravilhosa quando sabemos aproveitar (aliás, qualquer coisa simples quando sabemos aproveitar acaba se tornando algo fantástico, não é mesmo?).

Lembro que sempre fui carinhoso com meus amigos e parentes. Mesmo só com os conhecidos, faço a maior questão de mostrar que me importo. Como? Com um abraço. Ou dois, três, quatro. O abraço fala por nós. Nas mais diversas situações, podem comprovar: a ausência de palavras exige um abraço. No fim de um relacionamento, ao invés dos clichês de sempre como "vai ficar tudo bem" e "é assim mesmo", abraçar funciona muito bem como um articulador de emoções. Mesma coisa na perda de alguém próximo ou fatos parecidos. O abraço faz com que a gente não se sinta só. E na união, fazendo minhas as palavras do ditado, somos mais fortes. Bem mais fortes.

Abraçar é tão bom! Vamos começar a enxergar neste ato a solução? Seja para aqueles dias de cão, seja para a falta de palavras, enfim. Podemos nos perder nos sentimentos provocados pelo abraço sincero. Inclusive já existem até pesquisas comprovando os benefícios do abraço. Ainda está perdendo tempo? Corre para abraçar alguém! Um abraço!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Patinho feio? Nunca mais.


Modéstia à parte, minha família é linda. Meus pais são lindos, meus irmãos são lindos, meus primos são lindos. Todo mundo é lindo. E parecia que eu fugia à regra. Eu olhava no espelho e via só aquele borrão estranho e diferente dos demais. Eu me sentia bem deprê quando parava para pensar nesse tipo de coisa e vocês não imaginam o quão mal isso me fazia. Não pensava em outra coisa senão em como eu parecia menor perto deles inferior. Pode até soar autodestrutivo, mas era mais ou menos isso que se passava pela minha cabeça. Mente bem imatura, sabe como é.
Pois então, o patinho feio percebeu que tinha que existir um jeito de compensar toda aquela feiúra física e que me distanciava daqueles ideais de beleza dos quais meus irmãos se encaixavam. Tentei praticar exercícios, não rolou. Tentei aprender a falar que nem os descolados da galera, não colou. Tentei ser uma pessoa que eu não era e definitivamente isso só fazia eu me sentir ainda mais feio. Até que, um tempão depois, vi que a solução estava bem debaixo do meu nariz e só eu não queria enxergar.
A solução estava dentro de mim mesmo. E cabia apenas ao Tiêgo constatar aquilo.
Foi aí que eu passei a valorizar o que eu sou. Se eu sou alto demais, ótimo, dá pra alcançar aquelas prateleiras mais altas. Se eu sou diferente demais dos meus irmãos (até no nome), excelente! É exatamente o que eu quero: ser percebido pelas minhas particularidades. E se eu não sou bonito, sinto muito, mas eu me amo e me aceito do jeitinho que eu sou, com minhas orelhas grandes, com meus cabelos bagunçados e meu andar desengonçado.
Você é você. Não importa a sua cor, a sua raça, a sua nacionalidade, o formato do rosto ou a altura. Você é lindo, você é linda! E não é preciso alguém parar e lhe admirar para que você perceba isso. Ser bonito e se sentir bem consigo mesmo vai muito além de ir à uma academia, se matar de malhar e no final das contas, continuar com a autoestima lá em baixo. Acredito que não é a sua beleza física que vai dizer quem você é. Não mesmo.
E só para finalizar, hoje me disseram que eu sou lindo. Preciso dizer mais alguma coisa?

***

Mil desculpas pela ausência, galera. A universidade está a mil por hora e eu não tô tendo tempo nem pra me coçar! Mas agora os professores entraram em greve e terei uma folguinha por tempo indeterminado. Vamos torcer pra que eu continue frequente por aqui! Sinto tanta falta daquela assiduidade de antes! =/ Ah, e em tempo: cantei pela primeira vez na vida para o público de um auditório, tenho que fazer um artigo científico com tudo o que tem direito, recebi um convite para palestrar fora do meu estado sobre a escrita juvenil e ainda recebi proposta de publicação de um livro, acho que emagreci dois quilos e tive a difícil tarefa de terminar um relacionamento e, mesmo assim, meu coração anda me deixando pirado. Tá bom pra vocês? hahahaha Até a próxima, queridos!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Conheça o blogueiro


Recebi o meme da Jenny, minha amiga linda e sensacional e fashion e maravilhosa do Meu Outro Lado. Vamos ao question-réponse? :D


1. Quando surgiu a ideia de criar seu blog?
R:  O meu blog surgiu após três outras tentativas frustradas de manter um. Sempre gostei de escrever e já escrevia (para mim mesmo, rs), só que não era o suficiente; só aquilo não me bastava. Foi quando resolvi me revelar ao mundo. Já tive dois blogs no Uol Blog no período de 2006-2007 e 2007-2009. E sem aguentar muito tempo longe da blogosfera, me mudei pro Blogger, com o Opinião Formada que não vingou. E como eu já tava de saco cheio de ficar mudando de domínio, resolvi ficar no Blogger mesmo. No dia 17 de julho de 2009, nasceu o A Pseudociência na minha última tentativa de manter um blog. E pelo visto deu certo! São quase três anos no ar! 

2. Origem do nome do blog:
R: A denominação "A Pseudociência" surgiu totalmente por acaso, enquanto eu fazia uma pesquisa para um trabalho de história! Eu já tinha abandonado o Opinião Formada e estava em busca de um novo nome para o seu substituto. Eis que eu passava os olhos por um livro quando de repente acho um box intitulado "As pseudociências e suas contribuições para a história". Nada do que estava contido ali me interessava (história = zzzzz), mas o termo "pseudociência" me interessou. E MUITO. Quando fui procurar o significado, tinha tudo a ver com o que eu procurava. O que eu pretendia passar era tudo aquilo baseado em minhas experiências, vivências ou em coisas produzidas pela minha imaginação e eu não teria nada com base em conhecimentos científicos. Ou seja, a minha pseudociência seria construída a cada texto, a cada post, a cada história nova. O nome combinou tão bem comigo que o mantive até hoje!


3. Você tem/teve outros blogs além desse?
R: Como já havia dito, tive outros três blogs antes desse. O primeiro foi o "Diário do Tiêgo", hospedado no Uol Blog e, não muito tempo depois, veio o "Ideia Sem Acento", que foi o que durou mais tempo depois do A Pseudociência. E por fim, tive o Opinião Formada, no qual fiquei pouco mais de dois meses antes do A Pseudociência nascer.


4. Já pensou em desistir alguma vez do seu blog?
R: Já, uma única vez, quando iniciei minhas aulas na universidade semestre passado. Fiquei muito sufocado com tanta coisa pra fazer de uma vez só que achei que não fosse dar conta de blogar. Estive a um passo de deletar o blog, mas eu fui resistente. E não tive coragem de fazê-lo. Ainda bem!


5. Mande uma mensagem para seus seguidores:
A todos que visitam meu blog, seguidores ou não, frequentes ou não, quero agradecer infinitamente. Vocês contribuem muito para que eu tenha cada vez mais vontade de escrever. Podem criticar, elogiar, o que for. Agradeço por cada palavra dita depois de ler um texto meu. Sou imensamente feliz por ter pessoas tão legais desfrutando da minha escrita! Vocês são o máximo! E desculpem-me se eu sumo daqui de vez em quando! hahaha



Sobre o blogueiro

1 - Uma música: Mika - We Are Golden (minha música favorita de longe sim ou claro?)
2 - Um livro: agora pegou... Complicado escolher só um, mas vamos lá: Histórias da Turma, de Márcia Kupstas, por ter sido o principal responsável pelo meu incentivo à escrita.
3 - Um filme: Cisne Negro. Sem mais.
4 - Um hobby: Escrever!

5 - Um medo: perder minha mãe.
6 - Uma mania: comer açaí com ovos sem medo de ser feliz <3
7 - Um sonho: conhecer Paris!
8 - Não consigo viver sem: internet. Porque eu sou realista, rs.
9 - Tem coleção de alguma coisa? CARTAS! <333 E livros também, mas colecionar mesmo de colecionar só cartas <3
10 - Gostaria de fazer alguma outra pergunta para os próximos participantes? O que você mais gosta de fazer em dias de frio?
11 - Um momento marcante na sua vida (pergunta da Jenny): ter me recuperado da paralisia facial.

Indique 10 blogs para fazer esse meme: indico a todos os lindos e lindas que me leem e que eu sei que vão responder com tanto carinho quanto eu respondi. Um beijo!

Conheça o blogueiro


Recebi o meme da Jenny, minha amiga linda e sensacional e fashion e maravilhosa do Meu Outro Lado. Vamos ao question-réponse? :D


1. Quando surgiu a ideia de criar seu blog?
R:  O meu blog surgiu após três outras tentativas frustradas de manter um. Sempre gostei de escrever e já escrevia (para mim mesmo, rs), só que não era o suficiente; só aquilo não me bastava. Foi quando resolvi me revelar ao mundo. Já tive dois blogs no Uol Blog no período de 2006-2007 e 2007-2009. E sem aguentar muito tempo longe da blogosfera, me mudei pro Blogger, com o Opinião Formada que não vingou. E como eu já tava de saco cheio de ficar mudando de domínio, resolvi ficar no Blogger mesmo. No dia 17 de julho de 2009, nasceu o A Pseudociência na minha última tentativa de manter um blog. E pelo visto deu certo! São quase três anos no ar! 

2. Origem do nome do blog:
R: A denominação "A Pseudociência" surgiu totalmente por acaso, enquanto eu fazia uma pesquisa para um trabalho de história! Eu já tinha abandonado o Opinião Formada e estava em busca de um novo nome para o seu substituto. Eis que eu passava os olhos por um livro quando de repente acho um box intitulado "As pseudociências e suas contribuições para a história". Nada do que estava contido ali me interessava (história = zzzzz), mas o termo "pseudociência" me interessou. E MUITO. Quando fui procurar o significado, tinha tudo a ver com o que eu procurava. O que eu pretendia passar era tudo aquilo baseado em minhas experiências, vivências ou em coisas produzidas pela minha imaginação e eu não teria nada com base em conhecimentos científicos. Ou seja, a minha pseudociência seria construída a cada texto, a cada post, a cada história nova. O nome combinou tão bem comigo que o mantive até hoje!


3. Você tem/teve outros blogs além desse?
R: Como já havia dito, tive outros três blogs antes desse. O primeiro foi o "Diário do Tiêgo", hospedado no Uol Blog e, não muito tempo depois, veio o "Ideia Sem Acento", que foi o que durou mais tempo depois do A Pseudociência. E por fim, tive o Opinião Formada, no qual fiquei pouco mais de dois meses antes do A Pseudociência nascer.


4. Já pensou em desistir alguma vez do seu blog?
R: Já, uma única vez, quando iniciei minhas aulas na universidade semestre passado. Fiquei muito sufocado com tanta coisa pra fazer de uma vez só que achei que não fosse dar conta de blogar. Estive a um passo de deletar o blog, mas eu fui resistente. E não tive coragem de fazê-lo. Ainda bem!


5. Mande uma mensagem para seus seguidores:
A todos que visitam meu blog, seguidores ou não, frequentes ou não, quero agradecer infinitamente. Vocês contribuem muito para que eu tenha cada vez mais vontade de escrever. Podem criticar, elogiar, o que for. Agradeço por cada palavra dita depois de ler um texto meu. Sou imensamente feliz por ter pessoas tão legais desfrutando da minha escrita! Vocês são o máximo! E desculpem-me se eu sumo daqui de vez em quando! hahaha



Sobre o blogueiro

1 - Uma música: Mika - We Are Golden (minha música favorita de longe sim ou claro?)
2 - Um livro: agora pegou... Complicado escolher só um, mas vamos lá: Histórias da Turma, de Márcia Kupstas, por ter sido o principal responsável pelo meu incentivo à escrita.
3 - Um filme: Cisne Negro. Sem mais.
4 - Um hobby: Escrever!

5 - Um medo: perder minha mãe.
6 - Uma mania: comer açaí com ovos sem medo de ser feliz <3
7 - Um sonho: conhecer Paris!
8 - Não consigo viver sem: internet. Porque eu sou realista, rs.
9 - Tem coleção de alguma coisa? CARTAS! <333 E livros também, mas colecionar mesmo de colecionar só cartas <3
10 - Gostaria de fazer alguma outra pergunta para os próximos participantes? O que você mais gosta de fazer em dias de frio?
11 - Um momento marcante na sua vida (pergunta da Jenny): ter me recuperado da paralisia facial.

Indique 10 blogs para fazer esse meme: indico a todos os lindos e lindas que me leem e que eu sei que vão responder com tanto carinho quanto eu respondi. Um beijo!

sábado, 21 de abril de 2012

Da série "this is the real life?"

Hora de falar sério, galera.
Já fazia um bom tempo desde que eu não passava pela rua sem que viesse algum desocupado gritar um "viado!" ou "lá vai a mocinha" para perturbar. E há muito deixei de me preocupar com essas agressões verbais até porque não é digno da minha pessoa deixar que isso continue me abalando. Mas eis que ontem aconteceu algo para o qual eu decididamente não estava preparado. E que me deixou deveras preocupado.
Ontem à noite eu voltava para casa com meu parceiro quando passamos em frente a um palco em uma praça onde se concentram pessoas de todos os tipos. Naquele momento, em especial, os jovens evangélicos estavam em peso ali para um show que aconteceria logo mais. Para falar a verdade, eu não fazia ideia de que teria alguma programação naquela praça que geralmente é tranquila, mesmo nas sextas. Até que eu tive a infelicidade de atravessar a rua e passar pela calçada da praça, onde estava mais iluminado e menos arriscado, pois já era uma hora considerável da noite. Abracei meu parceiro, nos despedimos e cada qual seguiu seu caminho. Alguns metros à frente, um grupo de garotos que provavelmente estavam ali para o show começou a rir. E eu sem entender absolutamente nada. Foi quando passei em frente ao banco no qual eles estavam sentados que eu entendi a palhaçada. O que saiu da boca do que pareceu "o líder da gangue", com estas exatas palavras em minha direção, foi:

- "É, é por causa de gente desse tipo que o mundo está desse jeito." - soltou o rapaz que parecia estar com a língua coçando para soltar a infeliz frase.

Precisei respirar fundo, olhar bem no rosto do menino que falou e me deparar com a frase que estava na camisa dele: "Sou + Deus". Normalmente eu não discuto com gente preconceituosa de cara até porque tenho mais pena de gente que pensa assim do que vontade de gastar saliva com elas. Mas naquele instante, fiquei tão perplexo que aquilo tinha partido de um menino que se dizia tão "de Deus" que as palavras me fugiram. Fiquei com pena, senti-me constrangido por ter que explicar o mesmo be-á-ba que explico para todos os meus amigos que são evangélicos e não deixam de gostar de mim pelo o que eu sou. Apenas disparei um "não vale a pena discutir com quem tem vocação pra idiota" e virei as costas, sem medo de ser, sei lá, apedrejado, espancado ou essas coisas horrorosas que são cometidas por preconceito que vemos praticamente todos os dias nos jornais. Ainda tiraram graça com o que eu disse, distorcendo tudo em vozes finas e me xingando de coisas que prefiro nem transcrever.

Cheguei em casa e me afoguei em reflexões para tentar entender o que de fato está acontecendo com o pensamento humano.

Sério, galera, não dá para engolir tanta contradição. Como já citei ali em cima, tenho diversos amigos (inclusive melhores amigos) que são evangélicos e nossas relações não poderiam ser melhores! Ou seja, por causa de algo que supostamente creem que é o correto (no meu caso, homem e mulher), acabam cometendo um crime consigo próprios: traem a própria crença. E aquele clichê-chavão da religião evangélica que diz que "Deus é amor", aonde entra nessa história toda? O certo não seria o "amai-vos uns aos outros como eu vos amei" ou algo do tipo? Tem alguma falha de coesão e coerência acontecendo com essa fanática pela religião que segue. Tem mesmo.
Quem me acompanha no O Quanto Quiser leu este texto meu falando sobre a fé que eu tenho. Acredito em Deus e eu não vou deixar de ser quem eu sou só porque está escrito em um livro (que eu não tenho a menor vontade de ler) que a relação entre dois homens não pode acontecer. Não vou mesmo. E se ainda tem gente achando que intimidar gays falando sobre pecado e tudo o mais dá certo, é bom dar uma revisada no repertório, porque esse argumento aí já deu o que tinha que dar. Não julgo ninguém pelo o que aparenta ser, pelo o que acredita ou pelo o que curte, mas sim pelo o que a pessoa é. Não me importo em ser chamado do que for, só que não dá para acreditar que a hipocrisia ainda esteja tão estampada na cara lisa de quem se acha correto por seguir o que toda uma sociedade postula como correto. E que ninguém faça nada para reverter isso, principalmente dentro de si.
Detesto admitir que esse fato lastimável tenha servido para alguma coisa. Transformei em um texto e espero que vocês todos tenham suas doses diárias de realidade tomadas depois de lê-lo. Porque tudo pode estar perfeito para você, mas infelizmente existe mais mundo real do que a fantasia pode suportar. Você querendo ou não. Querendo eu ou não.