Desde que me entendo por gente, sempre tive certa facilidade para me envolver em grupos, grandes e pequenos, do mais radical ao mais calmo. Em sala de aula, sou admirado por fazer amizade com o nerd, com a roqueira, com a tagarela e com o rebelde. Em minha rua, todos sabem que acato amizades rapidamente e me dedico muito a elas. A noção de social, de que eu preciso estar inserido em grupos para sobreviver acompanhou todo o meu desenvolvimento moral. Como antes não existia essa história de popular na escola, eu era apenas conhecido por todos. Agora, posso dizer que sou, sim, popular – e não, não é gabolice de minha parte.
No período da Idade da Pedra, viver em grupos era quase uma obrigação: havia a ajuda mútua, sem mesmo existir um dialeto, língua ou qualquer outro meio de comunicação. Um pouco depois, na Idade Média, o agrupamento das pessoas não só tornou-se uma obrigação como também se mostrou essencial na vida de uns com os outros. Podemos ter como exemplo as revoltas e revoluções, que em sua maioria era comandada por grupos minoritários indignados com o modo como eram tratados. Acelerando um pouco mais o tempo, parando na Idade Contemporânea, ainda se observa a união das pessoas em prol de uma característica em comum, só que em uma escala menor do que acontecia antes. Não que o homem tenha aprendido a viver só e totalmente isolado do mundo; mas que ele se fez um ser mais egoísta. Mais egocêntrico. Mais dono de si. Posso estar errado, mas já percebi muitas vezes certos indivíduos excluindo-se de um grupo para habitar o seu próprio mundo, consigo mesmo, preso em suas ideologias e pensamentos. Parece que compartilhar com o próximo os seus problemas, alegrias, mágoas e momentos de êxtase não é melhor ou igual do que seria se compartilhasse das mesmas coisas consigo mesmo. Viver em grupo é uma necessidade que as pessoas precisam entender que faz parte da vida. Assim como um lobo não se vê sem sua alcateia, nem uma abelha se vê sem sua colmeia, nós não temos nenhuma condição de viver sozinhos. “Ninguém pode ser feliz sozinho...”, já diz a música.
Não me imagino vivendo só em meu mundo conflitante; não posso viver sem meu grupo vasto de trabalho com o qual atuo competente e alegremente; não consigo enxergar um outro eu sobrevivendo longe da turma da escola que me aconselha, nem distante da turma do curso de francês que tanto me fez amadurecer em apenas um ano. Se há uma lição que eu posso tirar da convivência em grupos é que não existe pessoa sem duas ou mais pessoas. O grupo, seja ele familiar, amigo, amoroso, dentre outros, é necessário sim, em todas as fases da vida e isso é incontestável. Você já se imaginou sequestrado, sem ninguém a quem recorrer? Tente viver sozinho. Garanto que você desistirá no primeiro minuto.
Pauta para o Blorkutando – 84ª Semana : Em grupo.
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Oi gente!
Bem, eu sou um incompetente por não ter postado antes. Juro pra vocês que não foi por querer. Tive uma série de acontecimentos que me obrigaram a parar pra refletir. E ainda tive algumas provas também, o que requeriu um estudo a mais da minha parte. Precisava mesmo contar pra vocês.
Agora, sem siglas nem nada, e de peito aberto, confiante, posso dizer: meu amor pelo Willian voltou. Nossa amizade se fortaleceu muito, fato. Só que ontem eu percebi que nada me faz feliz que um toque das mãos quentes dele. Eu preciso desse calor perto de mim, me protegendo e me guiando por onde quer que eu vá. Eu sabia que um amor desses não ia acabar assim. Sabia.
Ah, pessoas, obrigado pela atenção e pela compreensão comigo quando revelei o que sou de verdade no post anterior. Valeu mesmo! Não seria nada MESMO sem vocês!
Tava com saudades daqui! Tô muito feliz e, ao mesmo tempo, confuso comigo mesmo. Sei que não tenho futuro algum com ele, mas o que seria do homem sem os sonhos? É, eu gosto de alimentar ilusões – e colher lágrimas, também.
Acho que de novidades é só. Ah, passei em todas as matérias no primeiro módulo na escola, e no Danielle Mitterrand, meu curso de francês, também me saí bem nas provas. Também, com aquela motivação linda e perfeita ali, sorrindo pra mim, como é que eu não vou arrumar motivo pra me empenhar ainda mais nas minhas provas?
- UPDATE: Escrevi esse texto na quarta e só vim postar hoje. ontem conversei com o Willian sobre sexualidade e ele esclareceu que não teria mesmo nenhum caso com outro homem. Eu vou confessar que foi como um balde de água gelada na minha alma, mas já era de se esperar, né? No curso de francês foi muito firme! Não teve aula e ficamos de bobeira até altas horas da noite, tirando fotos e conversando. O Willian, como já disse, é formado em Letras pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) e me convenceu até a raiz dos cabelos que eu devo fazer Letras também. E é o que eu quero pra mim. Vou me formar cedo se passar esse ano. Vou adorar passar e deixar uns idiotas lá da minha sala que se matam de estudar e não tiram nenhuma nota alta. Odeio gente que se acha por fazer cursinho pré-vestibular. É o cúmulo do cúmulo. Antes mesmo de saber de vestibular, deve-se passar na escola, não é mesmo? E um monte de gente esfrega na minha cara que eu vou me dar mal por não fazer também. #UmFodaSe pra essa fubá. Sim, eu vim mais revoltado dessas férias de uma semana daqui. Vim trash, vim maduro, vim tarado (!), vim louco. Esperem mudanças no meu modo de falar com vocês, mas saibam que vocês sempre serão os melhores pra mim, tá? Rs.
E sobre o Willian: ainda tô totalmente apaixonado por ele. Me reapaixonei (!) por ele. Não posso evitar tamanha perfeição em uma pessoa só! Ele me mata ♥. Mas acho (só acho!) que os conselhos que ele me deu sobre sexualidade vão servir pra alguma coisa esse fim de semana. Vou postar mais vezes, aguardem! Tanta coisa pra acontecer, e o meu coração só amarga o dia em que ele for embora. #ACEITOCONSELHOS.
Bem, é isso.
- UPDATE: Escrevi esse texto na quarta e só vim postar hoje. ontem conversei com o Willian sobre sexualidade e ele esclareceu que não teria mesmo nenhum caso com outro homem. Eu vou confessar que foi como um balde de água gelada na minha alma, mas já era de se esperar, né? No curso de francês foi muito firme! Não teve aula e ficamos de bobeira até altas horas da noite, tirando fotos e conversando. O Willian, como já disse, é formado em Letras pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) e me convenceu até a raiz dos cabelos que eu devo fazer Letras também. E é o que eu quero pra mim. Vou me formar cedo se passar esse ano. Vou adorar passar e deixar uns idiotas lá da minha sala que se matam de estudar e não tiram nenhuma nota alta. Odeio gente que se acha por fazer cursinho pré-vestibular. É o cúmulo do cúmulo. Antes mesmo de saber de vestibular, deve-se passar na escola, não é mesmo? E um monte de gente esfrega na minha cara que eu vou me dar mal por não fazer também. #UmFodaSe pra essa fubá. Sim, eu vim mais revoltado dessas férias de uma semana daqui. Vim trash, vim maduro, vim tarado (!), vim louco. Esperem mudanças no meu modo de falar com vocês, mas saibam que vocês sempre serão os melhores pra mim, tá? Rs.
E sobre o Willian: ainda tô totalmente apaixonado por ele. Me reapaixonei (!) por ele. Não posso evitar tamanha perfeição em uma pessoa só! Ele me mata ♥. Mas acho (só acho!) que os conselhos que ele me deu sobre sexualidade vão servir pra alguma coisa esse fim de semana. Vou postar mais vezes, aguardem! Tanta coisa pra acontecer, e o meu coração só amarga o dia em que ele for embora. #ACEITOCONSELHOS.
Bem, é isso.
Pra vocês que me amam,

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