Acredito que todos já tenham constatado que meu estilo de escrita é a crônica. Desde que me entendo por gente, me saio muito melhor escrevendo em primeira pessoa do que em qualquer outra e até os professores reconheciam isso, mesmo que eu me saísse bem nos outros estilos de escrita. Pois bem, voltemos ao assunto que me trouxe aqui hoje: um cronista. Se duvidar, o maior cronista em atividade no Brasil. Conheci o Antonio Prata sem querer, folheando uma Capricho há muitos anos atrás, creio que em 2002/2003. Aquele modo de escrever, aquela versatilidade e o poder de nos contagiar com cada palavra dita fez com que eu me tornasse um fã dos grandes do Antonio, mesmo sem saber um ai sobre a vida dele. A cada texto publicado na revista, fui me interessando mais e mais e certa vez, não podendo mais conter tanta admiração, quis imitar o mestre. Sim, paguei de plagiador e na maior cara de pau fui copiando os termos desconhecidos mesclados com as minhas vivências. Pronto, surgia ali a minha primeira narrativa em primeira pessoa. Que bobo, havia escrito sobre a morte recente do meu cãozinho… Confessei isso tudo só para dizer que a influência que Antonio Prata tem em minha maneira de posicionar cada palavra na formação de um conjunto harmônico é grande. Imensa. Posso até arriscar dizer essencial. Não tenho vergonha em dizer que não tenho como ídolo literário Machado de Assis, nem meu xará de sobrenome José de Alencar e nem Graciliano Ramos. Não sou hipócrita. Ídolo para mim é aquele que te faz querer seguir atrás dos seus objetivos, que te faz pensar em certas coisas sem fazer esforço e que acima de tudo não apela para nenhum meio para que seja reconhecido como tal. Antonio Prata é meu ídolo. Depois de ler “Adulterado” este final de semana, pude confirmar ainda mais todas as impressões mais do que positivas que já tinha dele. O livro é uma reunião das crônicas publicadas nos quase sete anos em que Antonio escreveu na coluna ‘Estive Pensando…’ da revista Capricho e tem uma mágica sem igual. Sabe aquele livro que você lê cada página como se fosse a última? Então, é deste tipo de livro que eu estou falando. “Adulterado” não deixa a desejar e para quem segue, como eu, o estilo de escrita do Antonio Prata, é imperdível. Não preciso nem dizer (já dizendo) que recomendo muito, não? Só cuidado para uma coisinha: você corre o risco de terminá-lo mais rápido do que gostaria. E essa sensação chata de quero-mais-e-não-tem não é muito legal…
Título: Adulterado
Autor: Antonio Prata (que não é nada para a Liliane Prata)
Páginas: 148
Onde comprar: na Saraiva
[Só um PS: eu disse que seria um #TopFive a ser postado hoje. Mas acaba que essa loucura de dia das mães não me deixou pensar direito num, então aguardem ainda essa semana um novinho em folha! E falando em mãe, já deram um beijo e um abraço nas suas mães musas e sensacionais? Tô acreditando no sim de vocês, hein? Eu beijei e abracei muito a minha genitora linda e fashion porque ela merece e é tuuuudo na minha vida <3 Enfim, até mais, seus lindos!]

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