sexta-feira, 13 de maio de 2011

Comprimidos, respeito e uma certa sociedade

 

 

Boa parte dos brasileiros está comemorando o fato de o casamento gay ter sido aprovado e autenticado como legal pela legislação brasileira. Já outra parte considerável condena a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Eu sou a favor, mas sei bem as consequências que a aprovação desta lei terá não só para os gays, lésbicas e afins como para toda a sociedade.

Sem sombra de dúvidas foi um avanço imenso. Tanto na política em si como na cultura tão diversificada do nosso país. Só que a questão em xeque é saber se nós, brasileiros, estamos preparados para este tipo de decisão importantíssima para o desenvolvimento da nação e para quem lutou tanto para um pouquinho mais de igualdade no Brasil. Se tivéssemos a sapiência necessária para entender que cada um é responsável pelo o que é, pelo o que faz e pelo o que fala, talvez o país não estivesse no estado em que se encontra. E como se não bastasse só isso, ainda existe a famosa e trágica repulsa violenta por aquilo que não agrada de maneira alguma. Sei que todos vocês que estão lendo este texto até aqui são pessoas conscientes e que não saem rimpando rapazes no rosto pela rua com lâmpadas fluorescentes; porém, e quem é capaz de cometer atrocidades deste tipo? E aqueles que simplesmente não aceitam a opção sexual do próximo? Porque infelizmente vemos praticamente todos os dias nos telejornais os absurdos que homofóbicos praticam por serem quem são. Não me passa pela cabeça ver um casal gay na rua sem que alguém fique olhando daquela maneira estranha, como se houvesse algo de errado ali.

Se a compreensão, a sabedoria e principalmente o respeito fossem como comprimidos, que a gente toma em doses certas e nas horas certas, aposto como as coisas andariam um pouco melhores. Hoje pela manhã me foi de um impacto tremendamente negativo abrir o notebook, conectar a internet e entrar no Twitter e me deparar com o tema mais comentado do momento o ódio pregado por torcedores do Flamengo pelos nordestinos (no caso o Ceará, time que venceu o rubronegro) por conta do resultado do jogo! Confesso que fiquei bem chateado! Como não se revoltar com xenofobia dentro do próprio país? Aí vocês imaginam o que um homossexual não passará nas mãos de um povo tão desrespeitoso e preconceituoso!

Minha torcida é para que o casamento gay consiga colocar na cabeça complexa das pessoas que a felicidade entre um homem e uma mulher pode muito bem acontecer no matrimônio entre dois homens ou entre duas mulheres. Se bem que eu não acredite em casamentos felizes independentes do sexo... Mas isso aí já é outra história.

 

Pauta para o Blorkutando – 137ª Semana: União Estável

 

[Problemas técnicos no Blogger me impediram de voltar antes. Cá estou e logo mais volto com mais um post novinho! Desculpem pela ausência!]

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