sábado, 6 de agosto de 2011

Profissão: professor!

Quando eu era criança, logo que entrei no colégio, queria ser astronauta. Meu sonho era chegar lá no céu, pegar uma estrela e trazer pra minha mãe. Mas à medida que fui crescendo e constatando que seria meio improvável conseguir tal façanha, comecei a pensar de verdade no que eu queria para mim. Com um golpe legal do destino, na quarta série, graças a um projeto genial desenvolvido pela professora da sala de leitura (valeu, Estella!), tive a certeza do que eu desejava exercer no futuro: ensinar. Ou numa linguagem mais “culta”, lecionar.

O projeto da professora Estella consistia em que escrevêssemos um livro, bem simples, mas contando uma história baseada em fatos reais. Como que num lapso, veio-me à cabeça minha mãe, que é professora, e seus desafios em sua profissão. Rapidamente, criei Alice, uma menina que sonhava em dar aulas como seu pai fazia. A menina escrevia bastante, lia muito e adorava compartilhar daquili que sabia e melhor, ela fazia isso com muito boa vontade e amor. O engraçado é que eu ajudava meus colegas de classe com os deveres e tudo, mas nunca tinha pensado em lecionar. Muito pelo contrário, eu morria de medo de falar em público! Imaginem só como seria se eu fosse professor! Mas não foi isso que eu pensei quando concluí meu livro, não. Lendo aquela história e vendo reflexos meus na Alice, só pude tirar uma conclusão: o meu destino era ser professor. Não tinha outro plano para mim. Todos, todos os meus professores, desde aquele projeto, disseram-me que eu levava jeito pra coisa e que só precisava de treino. Aquelas palavras ecoaram na minha cabeça durante muito tempo, muito tempo mesmo. Várias outras profissões passaram pela minha cabeça, confesso. Porém, parece que nada se encaixava em mim. Só a profissão de professor. (Ok, preciso abrir um parêntesis para uma coisa: também pretendo ser escritor e colunista de jornal/revista, mas meu primeiro foco é ser professor, depois penso nos demais sonhos.)

Com alguns anos na escola, descobri o amor pela língua portuguesa. Eu não conseguia escrever errado e odiava erros de ortografia. Quando descobri que amava português, já havia decidido que queria ser professor. Então uni o útil ao agradável: eu seria professor de língua portuguesa. Mas aí, ainda no ensino fundamental, nutri o gosto e a paixão pela língua francesa. Até o primeiro ano do ensino médio, eu não tinha conhecimento de que era possível se formar nas duas áreas ao mesmo tempo. E dois anos mais tarde, após uma pesquisa e muita chateação nas professoras de língua portuguesa e francesa, eu me inscrevia no vestibular para o curso de Licenciatura em Letras com Habilitação em Língua Francesa, que me prepararia para ser professor nas duas áreas que eu tanto gosto e que com certeza cairiam como uma luva em minha vida.

Passei no vestibular e hoje curso o que eu sei que vai me formar para trabalhar naquilo que eu sonho ser quando “crescer”: professor.

Pauta para o Blorkutando – 149ª Semana – Pergunta #02: “O que você vai ser quando crescer?”

***

Falaí, queridos! Todos bem? Todos felizes e sensacionais com a chegada de agosto?

Pois é, depois de falar tudo isso nesse texto aí em cima, eu nem ia falar nada mais, vocês devem estar super cansados dos meus textos imensos :X E eu juro que não vinha falar demais, só pra avisar que se eu sumir daqui por um certo ~~tempo~~, é por que tô sem a fonte do meu notebook, essa danada queimou D: Só porque começaram as aulas, gente ;O E a propósito, a universidade é ÓTIMA! Tô superansioso pro início “real” das aulas semana que vem, todas comemora s2 Enquanto isso, vou lendo o periódico de linguística que o professor de Latim deu pra gente no dia da palestra sobre a importância do curso de letras na sociedade JÁ TÔ UNIVERSITÁRIO SIM OU CLARO? kk

Do seu escritor-aspirante,

Tiêgo R. Alencar

0 pseudocomentaram: