
“LARGA O FULANO QUE ELE É MEU!”, “E AÍ SE EU TENHO CIÚMES, NÃO TENHO CULPA SE A FULANA É MINHA”, “EU PERTENÇO A ELA E ELA PERTENCE A MIM”. Acreditem, nesta semana tive a infelicidade de presenciar uma situação desse tipo. Uma guria ficou de picuinha com outra por causa de um amigo em comum – só que as duas não se bicam. Então o circo foi armado: uma querendo ter mais o guri do que a outra e toda aquela história de “ele é mais meu amigo do que seu” e tudo o mais. Nem precisei ter que dar um banho de realidade nas duas porque elas mesmas se deram conta de quão infantis estavam sendo, para minha sorte: eu era o amigo em comum entre elas. Se falasse com uma, a outra ficaria indignada e viceversa. Não quis dar um basta nessa situação antes porque tenho a péssima mania de deixar as coisas acontecerem até elas alcançarem o ápice, mas até que a situação se amenizou e eu pude respirar mais aliviado sem magoar nem uma nem outra. Porém, essa história ficou em minha cabeça e achei que seria bom falar com vocês sobre algo muito chato e que acaba com muitas relações legais, seja entre amigos, entre namorados ou o que for: ciúmes.
Sendo bem honesto, já fui bem ciumento. Demais, de ficar com a cara deste tamanho só porque alguém se aproximou daquela pessoa por quem eu morria de amores ou por quem eu tinha um grande apreço. Mas o tempo foi passando e eu fui me dando conta de que não valia a pena nutrir esse sentimento dentro de mim porque eu definitivamente não era nem nunca seria dono de ninguém. Senti-me um completo idiota quando constatei que só perdi meu tempo sendo agindo daquela forma, quando poderia estar sendo ainda mais confiante em mim e acreditando que há muitas outras formas de demonstrar amor, carinho, afeto por outra pessoa. Eu sei que a galera ciumenta de plantão vai alegar um “mas eu não sei me controlar, é mais forte do que eu!” mais velho do que minha avó; porém, é tão difícil assim você parar um tempinho só para pensar que ciúme é um sentimento desprezível? E a história de que ver alguém com ciúme é bonitinho só funciona nas novelas, gente. Pelo menos eu não acho nem um pouco bonito alguém achando que é meu proprietário e que sou exclusivo para ele. Eu até posso entender o chamado “ciúme saudável”, quando vem uma pessoa para ameaçar mesmo a relação. Já em outros casos, acho tremendamente ridículo. Não querendo assustar meus leitores nem nada mas já falando, por vezes já fui responsável por acabar com os relacionamentos das minhas amigas só porque eu era amigo delas! E me entristece mesmo ver que perdi várias delas por causa do maldito ciúme. Elas foram tratadas como objetos ao invés de serem tratadas como gente e quem pagou o pato fui eu! Pode uma coisa dessas?
Tenho certeza que todos vocês amam, que todos vocês protegem e cuidam das pessoas amadas e que fazem o possível para demonstrar esse amor por elas. Por isso, faço um pedido pra vocês: não deixem seus amores, amigos ou o que for perceberem que você morre de ciúmes deles. Se não sabe se controlar, sinta, mas faça o possível para camuflá-lo. Deixe a possessividade para seu livro favorito, para um CD especial ou para aquela calcinha vermelha que você não teve coragem de usar no ano-novo. Posse e ciúme não são palavras para serem usadas com os seres humanos, não. E eu posso garantir, uma relação sem elas rende bem mais, é pagar pra ver.
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Só pra vocês saberem, tô vivo! E minha vida continua aquela loucura, tô temporariamente sem meu notebook e acho que só voltarei a usá-lo normalmente no final do mês. MÃS saibam que tô ótimo, as aulas na universidade estão bombando e eu estou feliz, acima de tudo! Um beijo, um abraço e até a próxima!

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