terça-feira, 3 de julho de 2012
Atitude sim, refrigerante não
Impressionante como o tempo voa. Ontem completaram seis meses desde que decidi abolir o refrigerante da minha alimentação. De lá para cá, foi sofrimento atrás de sofrimento, principalmente nas festas em que tive que ir e ficar a base de água ou sucos (isso quando tinha, porque quando não tinha era só a água mesmo e olhe lá!); foi luta atrás de luta e, no final (bem, nem tanto final assim porque não pretendo tomar de novo até ser obrigado), a felicidade reina por ter conseguido ser disciplinado o suficiente por tanto tempo para ficar longe de Coca-cola e Guaraná (meu ex-favorito). E se vocês querem saber, foi uma das melhores coisas que já poderia ter feito na vida! Já sinto as mudanças no meu corpo e antes que alguém pergunte, eu tenho vontade de tomar quando vejo, afinal foi uma vida toda tomando para eu chegar uma hora, dar um basta e parar totalmente de sentir falta também já seria milagre demais. Mas sei que fiz a escolha certa e dei o primeiro passo rumo àquela vida saudável que eu tanto almejo.
Agora fico pensando em quem não consegue dar esse primeiro passo. Medo, será? Receio, dúvida se deve se arriscar ou não? Creio que nenhum destes fatores possam ser maiores do que a vontade de chegar onde se quer chegar. Eu tive medo de parar de tomar refrigerante e me frustrar bonito lá na frente caindo na primeira tentaçã, confesso. Mas em nenhum momento eu pensei em desistir da ideia. Tentei, experimentei para ver no que ia dar. E olhem só, seis meses sem encostar em uma lata de Kuat (meu ex-refrigerante favorito, repito). Abandonei medos e receios e não dei o menor ouvido para quem disse que não ia dar certo - sim, muita gente disse que eu não ia aguentar. A galera da universidade então, comprava refrigerante para tomar na hora do almoço e eu lá, com o suco com gostinho de mágoa que servem no Restaurante Universitário ou com a água, na falta deste. Para eles pararem com essa graça, dei um jeito de impedir esses dependentes de refrigerante de continuar com a prática, pelo menos na minha frente. E assim eles fizeram: perto de mim, ninguém tomava uma gota sequer de coca-cola.
São essas pequenas atitudes que tomamos diariamente (sem a ajuda de refrigerantes ou derivados) que nos fazem pessoas melhores. Você pode até achar que não está mudando o mundo colocando o papel de bala no bolso ao invés de jogar no chão ou então ajudando instituições de caridade doando o que você não usa mais. Porém, você está fazendo a diferença. Da sua maneira, mas está. Tomar atitudes não dependem do próximo, nem dos distantes nem de ninguém. Além de você. Então, se você for parar de tomar refrigerante, não pare para pensar em nada. Faça-o. Não se importe com os obstáculos; eles se tornam meros coadjuvantes na sua busca pelo sucesso. E eu sei que você vai conseguir.
Enquanto isso, vamos tentando. E tentando, e tentando...
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